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Guarda homenageia Gerardo José Batoréu e celebra o legado artístico do neto Ezequiel Batoréu

Guarda homenageia Gerardo José Batoréu e celebra o legado artístico do neto Ezequiel Batoréu

723830998_1011851578026607_5190829079121544588_n-135x300 Guarda homenageia Gerardo José Batoréu e celebra o legado artístico do neto Ezequiel BatoréuA cidade da Guarda viveu um dia marcado pela memória, pela história e pela cultura, com duas homenagens dedicadas à família Batoréu, cujo nome permanece profundamente ligado à identidade guardense.

Integrada nas comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, realizou-se uma sentida homenagem a Gerardo José Batoréu, fundador da corporação em 1876 e uma das figuras mais marcantes da história da cidade.

No Largo Frei Pedro, local carregado de simbolismo, foi descerrada uma placa evocativa em sua memória, num momento que reuniu entidades civis, bombeiros e população. A cerimónia incluiu ainda uma recriação histórica da reunião original que, há século e meio, deu origem à então Companhia de Bombeiros Voluntários da Guarda, proporcionando aos presentes uma viagem ao passado e recordando o espírito de missão e serviço que esteve na génese da instituição.

A homenagem a Gerardo José Batoréu constituiu um dos momentos mais emotivos das celebrações do sesquicentenário dos Bombeiros Egitanienses, perpetuando a memória de um homem cuja visão e dedicação continuam a inspirar gerações.

Mas o nome Batoréu esteve igualmente em destaque no universo das artes. No âmbito da 9.ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea da Guarda, foi inaugurada, na Galeria Espaço #4 do Museu da Guarda, a exposição evocativa “Ezequiel Batoréu: Dar Formas às Cores”.

A mostra reúne obras provenientes de museus e de coleções particulares de familiares e amigos, prestando homenagem ao percurso artístico de Ezequiel Octaviano Quelho Batoréu, neto de Gerardo José Batoréu e uma figura singular da cultura portuguesa do século XX.

Reconhecido pela sua constante experimentação e pela diversidade de técnicas, estilos e linguagens, Ezequiel Batoréu construiu uma obra rica e inovadora, deixando um legado artístico de enorme relevância para a arte contemporânea portuguesa.

Assim, entre a coragem e o serviço à comunidade de Gerardo José Batoréu e a criatividade e genialidade artística de Ezequiel Batoréu, a Guarda celebrou duas personalidades que, em épocas distintas, engrandeceram a cidade e deixaram uma marca indelével na sua história.

Um tributo à memória, à cultura e ao espírito de quem ajudou a construir a identidade guardense.

Foto:DR