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Inaugurada Exposição «Manhã Submersa de Vergílio Ferreira – Entre a clausura e a aspiração à “realização integral”»

Inaugurada Exposição «Manhã Submersa de Vergílio Ferreira – Entre a clausura e a aspiração à “realização integral”»

A Casa Vergílio Ferreira – Para Sempre, em Melo, inaugurou na tarde desta quarta-feira, a exposição «Manhã Submersa de Vergílio Ferreira – Entre a clausura e a aspiração à “realização integral”», uma mostra dedicada a um dos romances mais emblemáticos do escritor.
Concebida a partir da investigação de Jorge Costa Lopes, que apresentou o projeto aos visitantes durante a sessão inaugural, a exposição conduz o público pela génese de Manhã Submersa, obra publicada em 1954 e profundamente marcada pela passagem de Vergílio Ferreira pelo Seminário Menor do Fundão. O percurso expositivo aborda ainda o confronto do romance com a censura do Estado Novo, a sua receção crítica e a adaptação cinematográfica realizada por Lauro António em 1980.
Através de documentos, investigação e contextualização histórica, a mostra evidencia a relação entre a experiência vivida por Vergílio Ferreira no seminário e a criação da obra, propondo igualmente uma reflexão sobre a atualidade de temas como a liberdade individual e os mecanismos de vigilância.
Integrada nas comemorações do Dia de Portugal, a iniciativa reuniu diversas personalidades, entre as quais Fernanda Irene Fonseca e o escritor José Gardeazabal, num espaço de forte significado simbólico.
Patente na Casa Vergílio Ferreira – Para Sempre, a exposição constitui mais um contributo para a valorização e divulgação da obra e do pensamento de Vergílio Ferreira, considerado uma das figuras mais marcantes da literatura portuguesa do século XX.