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Rali de Mortágua com uma panóplia de novidades

Rali de Mortágua com uma panóplia de novidades

Foi apresentado o Rali de Mortágua com o selo da renovação para chegar ao público um espectáculo sem precedentes. É precisamente no dia 3 de Maio (sexta-feira) que as emoções do Campeonato de Portugal de Ralis regressam ao Continente, depois das aventuras e peripécias no Azores Rallye, embora se mantenham, pela terceira vez consecutiva esta temporada, os pisos de terra. A excepção à regra para as passagens urbanas de Águeda Street Stage Travocar (2,59 km) e Super-especial de Mortágua (2,06 km), a desenvolver, exactamente, no primeiro de dois dias de prova sob a égide do Clube Automóvel do Centro.
Antes, porém, a edição deste ano do Rali de Mortágua será conjecturada com a realização de um “Free Practice”, às 8h30, a prova de “Qualifying”, pelas 9h30. Tudo isto na distância de 4 km, será efectuada nas proximidades do Parque de Assistência, facilitando a tarefa aos concorrentes, dado que, neste mesmo percurso, será disputado o “Shakedown”, a partir das 10h00. E, tudo isto, a fortalecer a manhã do dia 3 de Maio.
Na apresentação, Luís Santos, presidente do Clube Automóvel do Centro e director de prova, segmentou a competição, começando por agradecer a todos os parceiros e colaboradores, bem como todos os elementos que integram a segurança e bombeiros. Depois de endossar palavras de reconhecimento às Câmaras Municipais de Mortágua e Águeda, representadas pelo presidente José Júlio Norte e técnico superior da Divisão de Cultura e Desporto, João Paulo Lopes, respectivamente, Luís Santos evidenciou o plano organizativo.
Por outro lado, e à semelhança do ano passado, Águeda Street Stage Travocar, promovida pela Promolafões, «volta a fazer parte da terceira ronda do Portugal de Ralis, a desenvolver, por duas vezes, a partir das 19h30, nos principais arruamentos da Baixa e Alta da cidade aguedense», avançou o responsável.
Uma atmosfera de emoções fortes e uma adrenalina fora do normal para a comunidade local, a servir de aperitivo à superespecial nocturna de Mortágua, com as primeiras viaturas do Campeonato Centro de Ralis na estrada às 21h10.
«Para sábado, o Clube Automóvel do Centro preparou uma estrutura que confere à terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, pontuável ainda para o Campeonato Centro de Ralis, Desafio Kumho Centro e Desafio Kumho Terra uma mudança radical no paradigma de uma competição desta natureza. Trata-se de duas zonas de provas especiais em que o público vai estar em “contacto” permanente com os concorrentes, já que estes efectuam seis passagens no mesmo local».
Uma novidade absoluta em termos nacionais, quiçá a nível mundial, em que duas classificativas, com início comum, permitem passar no mesmo local seis vezes, permitindo, de forma singular, que o público se mantenha no mesmo lugar, em Mortágua, sem que tenha de andar de um lado para o outro.
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Outro dos “condimentos” do Rali de Mortágua, versão 2019, e que reúne a nata da
modalidade nacional, prende-se com a realização de 12 provas de classificação, mais três do
que o ano passado. Como já foi referido, a 1.ª, 2.ª, 5.ª, 6.ª, 9.ª e 10.ª provas especiais de
sábado (4 de Maio) privilegia a criação de duas zonas para os espectadores, em que os
concorrentes efectuam seis passagens no mesmo sítio (uma das zonas terá mais de 1 km de
extensão e vários atractivos, como ganchos e salto).
A especial Mortágua-Moitinha (6,55 km), é percorrida às 10h10, 14h05 e 16h47; Mortágua-
Chão de Calvos (5,66 km), terá início pelas 10h33, 14h28 e 17h10; Sobral-Tojeira (18 km), às
10h52 e 14h47; Felgueira (16h92 km), na estrada a partir das 11h35 e 15h30.
O Rali de Mortágua, terá o centro operacional de novo localizado nas instalações da Câmara
Municipal de Mortágua, local onde funcionará o Secretariado e o Gabinete de Imprensa. O
Parque de Assistência, a exemplo da edição do ano passado, ficará situado no Aeródromo de
Mortágua.
Para o presidente da Câmara Municipal de Mortágua, que declarou ter-se sentido
«apunhalado» pelo “seu” território não ser contemplado com o regresso do Rali de Portugal à
região Centro, «a prova do Clube Automóvel do Centro vai continuar a trilhar o caminho
sucesso». «Apesar da facada nas costas, vamos estar cá para ver o que reserva o futuro, mas
uma coisa é certa: não vão conseguir fazer melhor que a organização do Rali de Mortágua,
pela atitude, força e empenhamento que o Clube Automóvel do Centro sempre demonstrou»,
sublinhou José Júlio Norte.
«Espero, mais uma vez, uma grande adesão de equipas de pilotos e co-pilotos, e público em
geral. Naturalmente que gostava que Mortágua estivesse nos planos do Rali de Portugal, até
porque sempre apoiou a prova na região Centro. Mas cá estamos para dar um grande impulso
ao Rali de Mortágua, até porque o Clube Automóvel do Centro tem dado mostras de saber
organizar e com um enorme ângulo de visão para inovar», reforçou o presidente da Câmara
Municipal de Mortágua.
Também o campeão nacional em título, Armindo Araújo, fez questão de aferir que «o Rali de
Mortágua é uma prova muito bem organizada, mas muito difícil, o que não deixa de ser um
desafio aliciante, porque são as dificuldades que nos move». «Estamos aqui com a mesma
vontade do ano passado, ou seja, lutar pela vitória».
Açoriano Ricardo Moura lidera “Portugal de Ralis”
Com o Rali Serras de Fafe e Azores Rallye deixados para trás, o piloto açoriano Ricardo Moura
lidera o Campeonato Portugal de Ralis, com 46,39 pontos, com o algarvio Ricardo Teodósio na
segunda posição, com 44,84. Ricardo Moura venceu a prova disputada na ilha açoriana de São
Miguel, organizado pelo Grupo Desportivo Comercial, e Ricardo Teodósio levou de vencida o
Rali Serras de Fafe, organizado pelo Demoporto, apenas separados pelos “pozinhos” obtidos
na performance das provas especiais.
Na terceira e quarta posição encontram-se os lisboetas Bruno Magalhães e Miguel Barbosa,
com 32 e 21,14 pontos, respectivamente, encerrando o “top five” o bracarense Miguel Correia,
com 16, mais dois que o portuense José Pedro Fontes, na sexta posição.
No sétimo posto surge António Dias, com 13 pontos, com o campeão nacional em título,
Armindo Araújo, no oitavo lugar, com 11, mas que declinou a participação na prova insular
pela via regulamentar, à frente do sintrense Gil Antunes, com 10. O viseense ocupa a 10.ª
posição, com 9, mas lidera o pelotão das Duas Rodas motrizes (2RM), com 43,02 pontos,
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cabendo a segunda posição ao sintrense Paulo Neto, 34,33, mas em 12.º à geral, com 7
pontos.
Rali de Mortágua acumula experiência internacional
A história da prova tem-se encarregado de registar um aumento significativo de pessoas que
se deslocam a Mortágua por altura deste enorme acontecimento desportivo. Em termos
competitivos, e a título de exemplo, o britânico Craig Breen, piloto oficial da Citroen no WRC,
saiu de Mortágua em 2017 na qualidade de vencedor e, o ano passado, a vitória sorriu ao
jovem japonês Arai Haroki (Ford Fiesta R5), que aproveitou a prova do Clube Automóvel do
Centro para treinar para o Rali de Portugal. Também Katsuta Takamoto, o outro japonês da
Tommi Makinen Racing em viatura idêntica, esteve na vila mortaguense para encerrar o pódio,
numa prova em que o campeão nacional em título, Armindo Araújo, cotou-se o segundo mais
rápido e o melhor entre os portugueses, iniciando em Mortágua a caminhada para alcançar o
título.
Já com o estatuto de rali internacional garantido, o Rali de Mortágua, na estrada a 3 e 4 de
Maio, acelera para mais um acréscimo de interesse, sobretudo pela qualidade superior dos
pilotos e navegadores presentes.
A pouco mais de 15 dias da partida, a prova do clube conimbricense dá-se a conhecer pelas
mais diversas formas e feitios, patenteando um cartaz com o Hyundai i20 R5 da dupla campeã
nacional, Armindo Araújo e Luís Ramalho, a surgir em pano de fundo em aceleração
vertiginosa pela floresta do concelho de Mortágua.
O ano passado a floresta apresentava-se calcinada pelos incêndios de Outubro de 2017, mas
este ano, o cenário já se encontra mais verde, com a esperança de um futuro mais jubiloso. As
cores vivas da viatura da marca sul-coreana contrastam com o cenário de fundo, com
eucaliptos abrasados, numa singela homenagem a todos os mortaguenses que, de uma forma
ou de outra, perderam os seus bens pelas chamas incontroláveis.
Como o Rali de Mortágua é uma das mais emblemáticas manifestações desportivas na região
centro, o cartaz da prova deste ano não desfralda as espectativas da população e dos
aficionados. Para trás ficou um quadro pintado a negro, com uma imensidão de área atingida.
Há milhares de histórias de superação, resiliência, frustração e de oportunidade. O Rali de
Mortágua é, por isso, mais um motivo de prosperidade. O sucesso, firme na região, país e no
mundo, é para prosseguir com as cores da esperança.
António Baptista homenageado no Rali de Mortágua
A superespecial agendada para a noite do dia 3 de Maio, nos arredores de Mortágua e Vale de
Açores, terá a designação de António Baptista, navegador que faleceu no início do mês de
Março, em Coimbra, deixando uma enorme herança à família dos ralis. Uma homenagem que
o Clube Automóvel do Centro presta a António Baptista como Homem, Navegador e Sócio,
dando o nome do malogrado navegador à super-especial nocturna.
Recorde-se que a super-especial, com 2,06 km de extensão e a ser percorrida, como
habitualmente, nos arredores de Mortágua e Vale de Açores, com grande parte do traçado no
asfalto da Estrada Nacional 234, terá início pelas 21h10, onde um mar de gente emoldura o
traçado para homenagear uma figura ímpar dos ralis nacionais e regionais.
António Baptista, que ostentava o número 29 no cartão de sócio do Clube Automóvel do
Centro, terá nesta iniciativa o reconhecido que, ao longo de várias décadas, desempenhou em
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prol dos ralis, pelo que o Rali de Mortágua, terceira prova pontuável para o Campeonato de
Portugal de Ralis, Campeonato Centro de Ralis, Desafio Kumho Centro e Desafio Kumho Terra,
ganha um novo significado.
Na estrada a 3 e 4 de Maio, a prova do Clube Automóvel do Centro associa-se à dor dos
familiares de António Baptista, à semelhança, aliás, do que aconteceu em 2017, ao criar a
Prova Extra (Regional) – Critério de Ralis Jorge Amorim, com a finalidade de homenagear o
sócio, Jorge Amorim, falecido em Fevereiro desse mesmo ano.