Dia Mundial do Livro: sugestões para a melhor leitura
Miguel, autor e encenador, sugere seis livros para este período de quarentena:- “Neuromancer”, de William Gibson – Obra de um dos escritores de Ficção Científica mais reputados do século XX, pertence ao subgénero literário cyberpunk. Lançado em 1984, aborda temáticas que só mais tarde vieram a ser conhecidas, como o ciberespaço, inteligência artificial ou biotecnologia.
- “Levantado do Chão”, de José Saramago – É considerado um dos melhores romances do autor, tendo sido premiado inúmeras vezes, com galardões como o Prémio Cidade de Lisboa, em 1980. Retrata Portugal – e mais especificamente o Alentejo –, desde o final do século IXX até ao 25 de abril, abordando a luta do povo português face às forças opressoras.
- “Confissões de uma Máscara”, de Yukio Mishima – Com uma dimensão autobiográfica, representada pela cultura japonesa do próprio autor, narra a história de vida de um homem que vive numa constante ponderação entre o desejo e o dever e o que esperam dele.
- “Os Flagelados do Vento Leste”, de Manuel Lopes – Da autoria de um escritor cabo-verdiano, o livro remete para a sua terra, a ilha de Santo Antão, descrevendo a luta do seu povo pela sobrevivência face à força da natureza, ultrapassando graves períodos de seca.
- “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett – Um dos clássicos do romantismo português, é uma obra que se debruça sobre a viagem do autor entre Lisboa e Santarém, descrevendo os diversos lugares onde passou e dando a conhecer múltiplas personagens e as suas vivências.
- “Meu Último Suspiro”, de Luis Buñuel – Livro autobiográfico do cineasta espanhol, que relata a sua vida e vivências com artistas como Salvador Dalí e Federico García Lorca. A obra aborda a passagem do movimento surrealista para o cinema, da qual o autor também fez parte.
O Dia Mundial do Livro foi comemorado pela primeira vez em 1995, depois de ter sido estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Surgiu com o intuito de fomentar o interesse e democratizar o acesso à literatura, homenageando as obras de todos os que para ela contribuem.
Sobre a Companhia João Garcia Miguel
A Companhia João Garcia Miguel, fundada em 2002, é uma companhia de criação artística contemporânea que pesquisa o desenvolvimento artístico e criativo em artes performativas, exploradas no teatro, e cujo diretor artístico é o encenador com décadas de carreira João Garcia Miguel. Tem como eixo principal da sua atividade artística a ligação entre a Liberdade e o Teatro, tendo como objetivo central provocar uma mudança e diferença social no mundo atual. A companhia conta com inúmeras criações distinguidas e premiadas, tais como a peça Yerma, em 2014, premiada com o Prémio SPA para o Melhor Espetáculo de Teatro e, em 2008, João Garcia Miguel recebeu também o Prémio FAD Sebastià Gasch, em Espanha.
Créditos Foto:Mário Rainha






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