Artigo de Sara Morais—Hipertensão e a Hipnose Clínica
O ser humano, em sua natureza, é dotado de um organismo, este fisiológico e psíquico, e por conseguinte, todo o raciocínio tem um impacto em termos emocionais, que por sua vez, vai promover alterações em termos físicos e vice-versa. A exaustão, o emergente estilo de vida sedentário, a acentuada incapacidade em expressar emoções, experienciada e promovida pelo isolamento e distanciamento social mudaram o panorama emocional e comportamental o que favorece o aparecimento de doenças psicossomáticas.
A Hipertensão, uma das doenças psicossomáticas, demonstra claramente a relação entre as emoções e as alterações fisiológicas fomentadas pelo aumento da pressão sanguínea contra as paredes das artérias. Este desequilíbrio fisiológico poderá surgir quando o leitor experiência emoções negativas, como por exemplo elevados níveis stress ou ansiedade, que não potenciar uma produção excessiva de hormonas como o cortisol, a epinefrina e aldosterona. Estas, vão desencadear um processo inflamatória, ou seja, um aumento da pressão sanguínea, onde a função cerebral é reduzida e o corpo é preparado para dar uma resposta de luta ou fuga.
Esta funcionalidade fisiológica, que outrora surgia como um mecanismo primitivo que permitia a sobrevivência e evolução da nossa espécie, atualmente, e devido ao excesso de níveis de stress imputados pelas exigências dos variados fatores psicossociais, torna-se desenquadrada e disfuncional.
É neste contexto que a Hipnose Clínica surge como uma ferramenta complementar para o resgate do bem-estar. A Hipnose, enquanto fenómeno fisiológico natural e neurológico, evidencia a capacidade de dissociar a razão e a emoção, agindo diretamente sobre o sistema límbico – o cérebro emocional. Durante o estado alterado de consciência, o cérebro deixa de receber as informações do sistema límbico, o que permite que a mente se torne permeável às sugestões terapêuticas. Este procedimento, por si só, propicia, também, um aumento de alguns neurotransmissores, como por exemplo a serotonina, que tem como missão diminuir as hormonas do stress anteriormente referidas.
Em conclusão, o ser humano é composto por um organismo que compreende a correlação entre mente e o corpo. A forma como reage aos fatores psicossociais, é influenciado não só pelo seu regime de crenças, mas também, por pensamentos inconscientes que produzem diversas alterações fisiológicas proporcionando o aparecimento de doenças psicossomáticas como o caso da Hipertensão. No entanto, a Hipnose Clínica, enquanto ferramenta terapêutica complementar, possibilita promover o desenvolvimento do controlo emocional e, assim, diminuir os fatores e as alterações químicas que desencadeiam o mal-estar físico e emocional.
No próximo boletim de saúde poderá verificar mais sobre o papel da Hipnose Clínica na psoríase.
Sara Morais – Hipnoterapeuta
Consultas 91 63 54 106





