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Agostinho Gonçalves demitiu-se da Concelhia do PS/Guarda

Agostinho Gonçalves demitiu-se da Concelhia do PS/Guarda

ps Agostinho Gonçalves demitiu-se da Concelhia do PS/GuardaRecebemos um comunicado por parte Agostinho Gonçalves da concelhia do PS da Guarda , ao qual apresenta a sua demissão mostrando alguma insatisfação como refere:
 “Apresento hoje a minha demissão do cargo de Presidente da Concelhia da Guarda. Não o faço de ânimo leve ou movido por qualquer sentimento de retaliação.Tomo esta decisão, isso sim, com mágoa.  Não é admissível que uma estrutura local – seja ela qual for (neste caso a Concelhia da Guarda) – possa ser vetada a um total degredo e aberrante desprezo institucional.

Atitude apenas compreensível, se secundada por uma estratégia de “limpeza étnica” (em termos políticos, leia-se), numa clara purga e perseguição de determinados militantes.

 Assim, se um partido recusa o diálogo, o planeamento político e a definição de uma estratégia com as estruturas eleitas, estas de nada servem.

  Nesta senda, prefere o Partido Socialista dialogar com “estruturas sombra” (não eleitas), corporizadas por um conjunto de distintas e anónimas individualidades.

 A cúpula, ao estilo “União Nacional”, de um estalinismo primário, que deveria envergonha qualquer socialista (qualquer democrata), ostraciza as estruturas locais, na hipótese de os seus dirigentes não serem do agrado dos “senhores e senhoras” que mandam (na verdade) eternamente no partido em termos locais.Chega a ser caricato que o Partido Socialista, um partido plural, assuma internamente a defesa do “partido único”.Se assim é, que assim seja.No entanto, assiste-me a liberdade de afirmar: não farei parte deste formato político-partidário.

  Acredito numa outra forma: a democrática, a institucional, a da meritocracia, a altruísta e abnegada.

 Lamento que se tenha chegado ao ponto de um Presidente de Concelhia não conseguir, sequer, obter qualquer resposta às várias mensagens de correio electrónico enviadas às estruturas nacionais do partido.

  Aproveito, ainda, esta oportunidade para reiterar – agora publicamente – toda a minha solidariedade com os Deputados do Partido Socialista da Assembleia de Freguesia de Gonçalo que renunciaram às suas funções, atentos os motivos invocados.Neste particular, um cumprimento especial à Camarada Anabela Pereira, pelo trabalho que desenvolveu na Freguesia de Gonçalo e pela sua coragem.Estarei sempre disponível para trabalhar no interesse do meu partido, mas nunca desta forma.

 Criou-se o estigma dos “cristãos novos”.Distinguiu-se uma elite.Dividiu-se entre novos e velhos, entre ilustres e desconhecidos.Um partido que divide, nunca conseguirá unir.Tenho orgulho no trabalho que desenvolvemos.Não posso, por isso, deixar de agradecer a toda a equipa que me acompanhou, prestando-lhe a devida homenagem pelo trabalho realizado, pelo entusiasmo, pela lealdade e toda a ajuda que sempre me dispensaram.Foram (e serão) os “amigos certos na hora incerta”.

 No final deixou um agradecimento a todos os eleitos do Partido Socialista – Vereadores, Deputados Municipais, Presidentes de Junta e Deputados das Assembleias de Freguesia –, pelo trabalho que têm vindo a realizar, em representação do Partido.Da minha parte, estarei, como sempre estive, disponível para a minha cidade.