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Artigo de Luís Condeço- Utilização Saudável dos Ecrãs- parte I

Autor

Luís Miguel Condeço

Enfermeiro Especialista de Saúde Infantil e Pediátrica do Centro Hospitalar Tondela-Viseu

Professor Convidado do Instituto Politécnico de Viseu

 

Em 11 março de 2020 o SARS-CoV2 estava presente em 114 países e era responsável por mais de 115 mil infeções e 4.291 mortes, com a declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde, todo o nosso quotidiano ficou “diferente”. E não foi só para os adultos que este quotidiano se alterou, também as crianças viram o seu dia-a-dia mudar, impedidos de brincar ou confraternizar nos recreios da escola. Contudo, muitos dos defensores e impulsionadores da transição digital há muito prometida pelas instituições governamentais, afirmavam que este era o início da revolução informática há tanto aguardada.

O confinamento trouxe a corrida às superfícies comerciais com o intuito da aquisição de bens informáticos, componentes e consumíveis, nada podia faltar para o ensino à distância, ou como muitos lhe chamam – “escola virtual”.

Julgo que todos somos unânimes nos benefícios académicos e comunicacionais dos meios digitais e em particular na internet, enquanto ferramenta que fornece uma panóplia de recursos. Mas hoje as crianças têm contacto com dispositivos e ecrãs (computadores, tablets e smartphones) cada vez mais cedo, alguns até sem se quer saber ler ou escrever, e não esqueçamos que esta “janela” sempre aberta para o mundo digital permite que todos visualizem aquilo que todos colocam online.

A utilização abusiva de ecrãs/tecnologias leva ao aparecimento de problemas orgânicos e psicológicos, destacando-se a obesidade, as alterações no sono, na aprendizagem e no comportamento.

 

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