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Avisos e liturgia das Unidades Pastorais de Aguiar da Beira e Fornos de Algodres

Deixamos aqui as folhas de avisos e a respetiva liturgia deste domingo, das Unidades Pastorais de Aguiar da Beira e Fornos de Algodres.

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir
a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos
quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz). Na
primeira leitura, um profeta de Israel (Jeremias) descreve a sua experiência de “cruz”.
Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus
projetos. Nesse “caminho”, ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica
do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição… É essa a
experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Jahwéh no seu coração e vivem
em coerência com os valores de Deus. A segunda leitura convida os cristãos a
oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o
sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência?
Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo,
aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.03-09-2017_PeAndré
Ano A - Tempo Comum - 22º Domingo - Boletim Dominical

Frente a frente, o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e
a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo,
no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se
tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões,
se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no
conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a
Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do
Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na
simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e
passo… Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma
catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas
obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de
Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que
nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na
igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre…
Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O
cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a
sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus. O
que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a
auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho,
a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às
necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas
vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.
O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas consequências, até à morte. O
seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam
mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a
exploração, a miséria…

Por:UPAG/FA

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