Templates by BIGtheme NET
Início » Aguiar da Beira » Avisos e Liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Avisos e Liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum – Ano A

 

a)         “Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. É uma imagem bíblica que expressa a realidade de muitas pessoas que andam longe dos caminhos de Deus, que andam perdidas e desorientadas neste mundo. O Povo de Israel, por diversas vezes, deixou o caminho de Deus, apesar de ter vivido muitas maravilhas que o Senhor Lhes tinha concedido experimentar. A história dos homens repete-se de diversas maneiras, até hoje. Todavia, Deus continua fiel, a chamar e a anunciar ao Seu povo a promessa salvífica, como poderemos ver na 1ª Leitura deste Domingo, do Livro do Êxodo: “Se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos. Sereis para mim um reino de sacerdotes, uma nação santa”. Quando o homem segue o caminho do Senhor, sente-se membro do povo eleito de Deus, como nos diz o salmo responsorial: “somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho”. Jesus é o Bom Pastor, que se preocupa com as suas ovelhas e que envia os seus discípulos “às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Que pistas de reflexão a partir desta mensagem? Em primeiro lugar, hoje, há muita gente perdida na vida, como ovelhas sem pastor, com problemas, com a tristeza e sem normas de conduta. Jesus “encheu-se de compaixão” por esta gente e também nós somos convidados a imitar o Mestre, levando a todos eles a consolação e a luz de Deus. Em segundo lugar, a comunidade cristã é o Povo de Deus, o rebanho do Senhor, o reino de sacerdotes, a nação santa. É um desafio para as nossas comunidades cristãs.

b)         Acima de tudo, está o amor de Deus. É o que nos diz a 1ª Leitura. Deus faz questão em recordar esta realidade amorosa ao Seu povo, através de Moisés: “Vistes o que eu fiz ao Egipto, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até Mim”. É nesta base que se fundamentará a aliança do povo com o Senhor. Esta ideia encontra-se, também, no salmo responsorial. São Paulo insiste nessa primazia da graça de Deus, manifestada em Jesus. O tema fundamental da Carta aos Romanos, que estamos a ler na 2ª Leitura, é que a salvação vem de Cristo. Neste Domingo, São Paulo diz-nos que “Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”. A morte e a ressurreição de Jesus é a prova suprema do amor de Deus à humanidade. “E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina”. “Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação”.

c)         Jesus convida todos os homens a percorrer o caminho da salvação. Porém, dá conta de que “ a messe é grande e os trabalhadores são poucos”. Precisa de colaboradores, de discípulos que O sigam e que colaborem com Ele no plano de evangelização. A realidade de Deus         que continuamente chama alguém aparece tanto no Antigo como no Novo Testamento. Na 1ª Leitura deste Domingo, Deus chama Moisés no Monte Sinai para ser Seu mensageiro junto do Povo de Israel. Também Jesus chama os 12 Apóstolos e envia-os em missão. No domingo passado, escutámos o chamamento de Mateus. Não podemos esquecer o significado simbólico do número 12, que recorda o novo Povo do Senhor, iniciado com Jesus Cristo. No meio de tantos ruídos e confusões do mundo de hoje, onde é difícil escutar e responder à voz do Senhor, o tema do chamamento (vocação) é um convite à reflexão. O que é que Deus, hoje, nos pede? O que é ser discípulo de Jesus nos dias de hoje? Além disso, hoje, mais do que nuca, é preciso rezar ao “Senhor da messe para que mande mais operários para a sua messe”.

14-06-2020

d)        Jesus chama e envia. Com o evangelho deste Domingo, inicia-se o “discurso da missão”, que ocupa todo o capítulo 10 do evangelho de S. Mateus. O que é fundamental nesta missão está resumido na leitura de hoje: “proclamai que está perto o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Tudo isto, feito desinteressadamente: “Recebestes de graça, dai de graça”. Assim se resume a missão evangelizadora que temos de realizar nas nossas comunidades: pregar e curar; anunciar a Boa Nova da Salvação e concretizá-la em obras.

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo Comum - 11º Domingo

Publicidade...



 

Enviar Comentário