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Avisos e Liturgia do 17º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

a)         A pregação homilética dos domingos 17-21 “per annum” exige uma atenção especial pelo carácter unitário do tema: a Eucaristia. A proposta que aqui se faz tem três vertentes, a saber: figuras da Eucaristia (primeiras leituras), o discurso do pão da vida (evangelho), oração eucarística (salmos responsoriais). Nas reflexões dominicais destes domingos, poder-se-ia rever a doutrina eucarística, tendo como base os seguintes documentos: a Exortação Apostólica “Sacramentum Caritatis” e a Encíclica “Ecclesia de Eucharistia”.

 

b)        A breve narração do 2º Livro dos Reis leva-nos a destacar alguns aspetos que poderíamos chamar “o mistério do pão”. Trata-se das primícias das colheitas. O gesto de apresentar as primícias das colheitas aos profetas era, em Israel, uma maneira de reconhecer que a terra onde viviam e as colheitas que dela tiravam, eram um dom de Deus. Este gesto era, ao mesmo tempo, memorial, acção de graças e súplica. No caso particular de Eliseu, o pão apresentado converte-se em alimento para toda a comunidade, apesar da desproporção entre a quantidade de pães e a multidão que come. É uma manifestação da eficácia da palavra do Senhor, o Criador. Como é fácil de constatar que, onde se cumpre a Palavra do Senhor, o pão não falta: “eles comeram e ainda sobrou”. Diante das políticas que procuram a “solução” para a fome no mundo com a diminuição da natalidade – chegando a promover o aborto – a nossa fé afirma que, quando os homens se aperceberem que a terra é de Deus e lhe oferecerem os frutos como dons recebidos, saberão também distribuí-los fraternalmente: “Comerão e ainda há-de sobrar”. O pão apresentado a Eliseu anuncia o pão e o vinho apresentados para a celebração da Eucaristia. Quando Jesus os transforma na sua pessoa, toda a comunidade se alimenta com o alimento celestial.

 

c)         A multiplicação dos pães e dos peixes, tal como a escutámos no evangelho de S. João, apresenta-nos características próprias: trata-se de um facto contemporâneo à Páscoa; estavam numa montanha, num lugar isolado, onde não se costuma encontrar pão; Jesus “bem sabia o que ia fazer”, como também na Última Ceia: destaca-se o carácter teândrico do símbolo. A multidão reage com uma alusão implícita ao anúncio feito por Moisés: “Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo” (cfr. Dt 18,15: “O Senhor, teu Deus, suscitará no meio de vós, dentre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deves escutar”. Jesus é considerado o Novo Moisés, que procura pão para o povo. Toda a narração tem um carácter profético em relação com a instituição da Eucaristia. A proximidade da Páscoa anuncia a “nova Páscoa”, na qual, Jesus sabendo o que queria fazer, na solidão da cruz oferecerá ao Pai o seu próprio corpo para reunir os filhos de Deus que andavam dispersos. Antes deste momento, realizou o seu sacrifício pascal, único e definitivo, para que a Igreja, através dos sacerdotes, sob as espécies do pão e do vinho, possa unir-se à sua oferenda.

25-07-2021

d)        O salmo 144 parte da fé na criação: Deus é glorioso e poderoso. Por isso, o salmista tem os olhos postos em Deus, com um olhar cheio de esperança, porque basta que Deus abra as mãos para que todos fiquem saciados. Na base deste dom de Deus está sempre a sua bondade: “a todos saciais generosamente”. A criação é a primeira revelação do amor de Deus.

 

e)         O início da Oração Eucarística IV, antes do Santo, é um texto muito semelhante ao salmo 144. Toda a oração eucarística tem, em diversos momentos, referências à criação. Na Eucaristia, há matéria que são “fruto da terra e do trabalho do homem”, porque foi essa a vontade de Jesus. Na Eucaristia, a criação faz a passagem para a nova criação.

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano B - Tempo Comum - 17º Domingo - Boletim Dominical II

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