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Avisos e Liturgia do 30ºdomingo do Tempo Comum- ano B

a)         Nos últimos Domingos, fomos reflectindo sobre alguns requisitos dados por Jesus Cristo a quem O quiser seguir, ou seja, ser seu discípulo. Neste Domingo, encontramos a figura do cego Bartimeu que é um exemplo-tipo do verdadeiro discípulo. Ele está em boas condições para compreender tudo o que sucederá a Jesus em Jerusalém. Depois de uma purificação progressiva, está em condições de “ver” o mistério de Jesus como salvador e redentor que com a sua vida e a sua morte revela o Pai.

 

b)        Quais são as condições para ser um discípulo perfeito? Bartimeu pede esmola: é pobre, não se pode mexer, está sozinho à beira do caminho, é cego, vive nas trevas. No caminho, junto dele, passa Jesus e os seus discípulos e muita gente para Jerusalém a fim de celebrarem a Páscoa. Bartimeu é o exemplo do homem que necessita da salvação, tendo consciência das suas limitações; não é como um rico que pode usar das suas coisas e das pessoas em função dos seus interesses. Ele faz aquilo que aprendeu toda a vida: mendiga, pede que alguém lhe resolva a sua situação para poder continuar a viver. Quando Bartimeu se apercebe que Jesus se aproxima, começa a fazer a sua profissão de fé. Chama por Jesus com um dos títulos messiânicos: “Filho de David”. Para ele, Jesus não é uma pessoa qualquer, mas Aquele por quem todos ansiavam: o Messias, o Salvador. Ao entrar na cidade de Jerusalém, Jesus também será reconhecido como Filho de David. A este título, Bartimeu acrescenta: “tem piedade de mim”. A partir da fé, implora misericórdia. Como já tinha acontecido com as crianças, todos aqueles que rodeavam Jesus “repreendiam-no para que se calasse”, ou seja, todos estes ainda não tinham aberto os olhos da fé como Bartimeu estava a fazer naquele momento. Encorajado pela fé, “gritava cada vez mais” o seu pedido. A resposta de Bartimeu ao chamamento de Jesus é imediata: a resposta à vocação cristã tem de ser pronta. De seguida, tem uma atitude de discípulo, quando reconhece Jesus como mestre e lhe pede o que nenhum outro, poderoso ou rico, lhe podia dar: ver. Quando Jesus o cura, salienta que foi a sua fé que lhe abriu os olhos, o que lhe permitirá compreender o mistério pascal em Jerusalém e assim salvar-se. Mas, para isto é necessário que o discípulo siga Jesus até ao fim, como nos diz o evangelista S. Marcos: “Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho”.

 

c)         O episódio que é narrado no evangelho deste domingo é anunciado profeticamente na primeira leitura. O Senhor é o libertador de todos aqueles que se encontram em necessidade e que, por isso, são vulneráveis: o Senhor reúne cegos, coxos, mulheres que vão ser mães e que simbolizam a dor e a fecundidade, ou seja, são o símbolo do futuro e da esperança; todos estes caminham com dificuldade, mas pela acção do Senhor, todos podem avançar, como nos anuncia o Profeta Jeremias, “por um caminho plano em que não tropecem”. Tudo isto se concretiza em Jesus. Ele dirige-se para Jerusalém onde experimentará a dor e a morte, mas será o lugar onde se manifestará a redenção. Jesus fará, com a sua vida, a experiência do homem. Quem quiser seguir Jesus Cristo deve reconhecer a dor e a morte. Neste percurso para Jerusalém, Jesus para e interessa-se por uma situação de dor, ou seja, não é indiferente a quem tem necessidade e está vulnerável (“Chamai-o”, “Que queres que Eu te faça?”). Assim, ensina aos que O seguem que não se pode passar indiferente diante destas situações. Finalmente, mostra que a verdadeira libertação, aquela que dá sentido à vida, é a fé: “a tua fé te salvou”. Por isso, Jesus é o modelo para todos aqueles que têm a responsabilidade de conduzir as comunidades, para as pessoas que querem ser seus discípulos, os quais têm de saber orientar, dizer uma palavra de esperança e fazer sempre o gesto oportuno.

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

24-10-2021

Ano B - Tempo Comum - 30º Domingo - Boletim Dominical II

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