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Avisos e Liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum – ano A  

Avisos e Liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum – ano A  

Celebração do Domingo XIX do Tempo Comum – ano A

 

t-igreja-1024x768 Avisos e Liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum – ano A   Depois de Jesus ter matado a fome à multidão com o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, como reflectimos no Domingo passado, despede as pessoas e obriga “os discípulos a subir para o barco e a esperá-lo na outra margem”. Parece que não quer que ninguém lhe agradeça o milagre que fez, não dando oportunidade a alimentar euforias entusiásticas das pessoas. Enquanto isto, os discípulos enfrentam uma tempestade. Estão cheios de medo e Jesus vai ao seu encontro, caminhando sobre o mar. O diálogo que faz com Pedro dá-nos a mensagem de que sem a ajuda de Deus e sem uma forte confiança nele somos incapazes de sermos firmes. O Senhor pede a Pedro que venha ao seu encontro, mas o medo, a dúvida e a violência do vento apoderam-se dele e vacila no caminho, começando a afundar-se. Jesus segura-o e repreende a sua pouca fé. Assim sucede quando a nossa vida está cheia de dúvidas, de medos, de apatias diante das dificuldades. Tantas vezes somos incapazes de caminhar na fé, porque nos apoiamos em falsas seguranças humanas; exigimos compreender tudo, preferimos o comodismo vazio que dispensa a presença de Deus, revoltamo-nos com o silêncio de Deus e resignamo-nos diante das dificuldades. Quando dá conta que se está a afundar, Pedro pede ajuda a Jesus. Esta súplica pode servir de modelo para as nossas orações, sem esquecer a importância que Jesus dava “para orar a sós”. É interessante verificar que os apóstolos, os discípulos e tantas outras pessoas que conviveram com Jesus e viram tantas coisas extraordinárias e maravilhosas, feitas por Ele, duvidam, ficam cheios de medo, escondem-se no momento da Paixão…E nós? Será que também precisamos de um sinal espectacular para acreditar e viver a fé? A primeira leitura deste domingo pode ajudar-nos nesta reflexão. O profeta Elias está em fuga. É perseguido por ser fiel à vontade de Deus que lhe promete uma visita. Tudo o que ele experimenta são sinais tradicionais e magníficos da aparição de Deus: uma forte rajada de vento, um terramoto, fogo…, mas Deus não estava neles. “Ouviu-se uma ligeira brisa…Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e ficou à entrada da gruta”.

Deus torna-se presente através de uma ligeira brisa, de uma forma discreta, quase insignificante, convidando a estarmos atentos, porque não se impõe, havendo o risco de passar despercebido. Recordemos os momentos da nossa vida, onde sentimos, de uma forma intensa e serena, a presença de Deus, discreto como uma suave brisa. Hoje, somos envolvidos por tanto barulho que nem sempre temos a capacidade de distinguir e discernir a voz de Deus no meio do mundo. Há que procurar espaço e tempo para reconhecer a voz de Deus. Sem isto, não conseguiremos encher o coração para amar ao jeito de Deus; as nossas boas obras estarão despidas da caridade. Jesus continua a dizer: “Não temais. Sou Eu”; e a estender-nos a mão, respondendo, assim, à nossa súplica, que é a de Pedro: “Salva-me, Senhor”. Jesus sabe que a nossa vida tem dificuldades, que podem ser vencidas com empenho, vontade e humildade. Jesus exige risco e confiança. Com a certeza da sua ajuda e da sua graça, cada um de nós poderá, também, dizer: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus”.

 

 

LEITURA ESPIRITUAL

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?»

 

Os discípulos são de novo joguete das vagas, e cai sobre eles uma tempestade semelhante à primeira (Mt 8,24); anteriormente, porém, tinham Jesus com eles, enquanto desta vez estão sozinhos e entregues a si mesmos. Penso que o Salvador pretendia reanimar-lhes o coração adormecido; deixando-os cair na angústia, inspirou-lhes um desejo mais vivo da sua presença. Por isso, não foi imediatamente em auxílio deles, mas apenas «na quarta vigília da noite», «caminhando sobre o mar». Pedro, sempre fervoroso, adiantou-se aos outros discípulos e disse-Lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». Não Lhe disse: «Manda-me caminhar sobre as águas», mas «manda-me ir ter contigo», porque ninguém amava Jesus como ele. E fez a mesma coisa depois da ressurreição: não aguentando seguir lentamente com os outros na barca, deitou-se à água para satisfazer o seu amor por Cristo. Descendo, pois, da barca, Pedro avançou para Jesus, mais feliz de se Lhe dirigir do que de caminhar sobre as águas. Mas, depois de superar o perigo maior, o do mar, acabou por sucumbir a um menos grave, o do vento. Tal é a natureza humana: muitas vezes, depois de termos dominado os perigos mais sérios, deixamo-nos abater por outros menos importantes. Pedro não estava ainda totalmente livre do temor, apesar da presença de Cristo perto dele. De nada nos serve estarmos ao lado de Cristo se não estivermos próximos dele pela fé. «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» Se a fé de Pedro não tivesse enfraquecido, ele teria resistido ao vento sem dificuldade. E a prova foi que Jesus o segurou, deixando que o vento continuasse a soprar. Da mesma forma que a mãe sustenta, com as suas asas, o passarinho que saiu do ninho antes do tempo, quando ele vai a cair no chão, e o volta a pôr no ninho, assim fez Cristo a Pedro. (São João Crisóstomo, c. 345-407, presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja, Homilias sobre o Evangelho de Mateus).

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Programação de Missas da Semana (Segunda a Sexta) de 14 a 18 de agosto: Unidade Pastoral das Paróquias de Fornos de Algodres, Cortiçô,Casal Vasco, InfiasVila Chã e Algodres.

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Cartaz elegante branco de festa da misericórdia – 8