BE/Guarda reage em comunicado ao Encerramento Escola de São Miguel
Face ao encerramento Escola de São Miguel manchado de opacidade e de falta de transparência, o BE Guarda reagiu em comunicado:
1 – Em Fevereiro levantou-se o alerta, a Escola de São Miguel poderia estar para fechar. Mães, pais e encarregados de educação mobilizaram-se num abaixo-assinado de centenas contra este encerramento.
2 – Esta preocupação de toda a comunidade levou o Bloco de Esquerda, através da sua Deputada Municipal, Bárbara Xavier, a questionar o executivo na Assembleia Municipal de 28 de fevereiro deste ano. Exigiu uma resposta direta e esclarecedora sobre o que pretendia o executivo fazer caso a tutela optasse por instalar o comando da GNR na Guarda. Não obteve qualquer resposta concreta por parte do executivo.
3 – Na mesma Assembleia Municipal, o presidente do município levantou suspeitas de aproveitamento político dos encarregados de educação, de falsos testemunhos e de falta de fundamento nas preocupações. As palavras e expressões usadas são explícitas: “ruído que anda por aí muito”, “usada a comunidade educativa para fazer política”, “mais do que isto, não existe, mais do que isto, nós também não sabemos”, “falsos testemunhos que andam para aí a ser levantados não tem qualquer fundamento neste momento” ou “o futuro a deus pertence”. Desvalorizações proferidas de forma semelhante em reunião de câmara.
4 – A verdade foi escondida dos guardenses, em especial da comunidade educativa daquela escola, durante o tempo que se conseguiu. Foram meses de suspeitas fundamentadas, sempre com o executivo a evitar o assunto e a levantar desconfianças sobre os motivos da comunidade educativa.
5 – Na última Assembleia Municipal, a Carta Educativa foi apresentada. Aqui, a realidade tornou-se pública, a Escola C+S de São Miguel vai encerrar já no final deste ano letivo, com os alunos a ser distribuídos por todas as outras escolas da cidade.
6 – O Conselho Municipal de Educação votou esta carta educativa – que contém a proposta para este encerramento – , o que envolve este órgão na decisão, permitindo o uso da carta educativa para justificar a opção política do encerramento da Escola C+S de São Miguel.
7. Foi igualmente aprovada em reunião de câmara, com os votos favoráveis do PS e PG e contra do PSD.
8 – O Bloco de Esquerda, representado por Marco Loureiro nesta Assembleia Municipal, condenou a política de encerramentos baseada em números, com a desculpa dos números, e, a bem da transparência, exigiu que a lista de votos do Conselho Municipal de Educação fosse publicada para que os guardenses soubessem quem validou esta decisão política.
9 – A Assembleia Municipal aprovou esta Carta Educativa com os votos favoráveis do PG, do PS e parte do PSD, contra do BE, CDS, CHEGA e membros do PSD num total de 11 contra, 7 abstenções e 67 a favor.
10 – O Bloco de Esquerda condena esta opção de centralização da oferta educativa, em arrepio da necessidade que exige a aproximação das populações, numa altura que se debate a reorganização das cidades para que os essenciais dos serviços públicos, de transporte, de trabalho, estejam disponíveis em 15 minutos a pé ou de transporte público.
11 – O Bloco de Esquerda repudia a falta de transparência e de seriedade no debate público e político – através de tentativas de vitimização e de respostas simplistas – que tornou todo este processo opaco, sem envolver a comunidade educativa e sem ter em conta a vontade dos/as munícipes.
12- O Bloco de Esquerda tomará sempre posição contra as opções que efetivam os encerramentos de serviços públicos no Interior do País, ao arrepio de todas as intervenções sobre Coesão Territorial, descentralização, investimento no interior e no território, que brotam por vários quadrantes políticos e da sociedade.





