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Cultura

Estrela Music Summer Camp traz jovens músicos e concertos à Guarda

A Guarda recebe em 2022 o Estrela Music Summer Camp, um dos mais cativantes campos de férias musicais em Portugal, decorrerá na cidade mais alta, entre 21 e 27 de agosto com a participação de perto de 70 jovens estudantes de música, numa ação do Município da Guarda com a Orquestra Filarmónica Portuguesa e com o apoio do Conservatório de Música de S. José da Guarda.

Sob a “batuta” do maestro Osvaldo Ferreira, Diretor Artístico da Orquestra Filarmónica Portuguesa, e dinamizador da Orquestra Académica, com residências artísticas no Teatro Municipal da Guarda, este “Acampamento Musical” conta com um conjunto de reputados professores dos mais variados instrumentos de orquestra, dezenas de jovens músicos portugueses e estrangeiros que terão aqui a oportunidade de crescer enquanto instrumentistas e artistas, durante uma semana repleta de ensaios, concertos e masterclasses.

As aulas vão decorrer durante o dia no Conservatório de Música de S. José da Guarda e a sua estadia será nas instalações do Centro Apostólico.

Os concertos vão ser abertos ao público e acontecem todos às 21h30 em três palcos diferentes da cidade. A saber: nos dias 22 e 23 de agosto no Anfiteatro da BMEL; dias 25 e 26 de agosto nas escadarias da Sé e no dia 27 de agosto no interior da Catedral.

Trata-se também de uma excelente oportunidade de divulgação do nosso território, nomeadamente a gastronomia e os patrimónios natural, cultural e edificado, com os participantes a desfrutar dos espaços e a usufruir do encontro e partilha com outros músicos das mais variadas origens. O grupo irá participar em várias atividades que lhe permitirão conhecer melhor a cidade e a região.

Cientistas estudam novos planos de emergência para proteção das populações em risco em caso de incêndio

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Em caso de incêndio florestal, é altamente complexa a missão de decidir quando e como retirar as pessoas em risco, pois implica múltiplos fatores. Para ajudar as entidades competentes, uma equipa da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e o Centro de Inovação e Competências da Floresta (SERQ), está a estudar novos planos de emergência para as comunidades, considerando os mais diversos cenários. Trata-se do projeto “EVACUAR FLORESTA – Decisões e Planos de Evacuação em Cenários de Incêndio Florestal”, que tem como objetivo principal criar um sistema de apoio à tomada de decisão, «para a proteção da comunidade em risco em caso de incêndio rural e ainda mitigar problemas no contexto de uma evacuação. Para os incêndios urbanos já existem planos de evacuação desenvolvidos, mas o mesmo não acontece nos incêndios florestais», diz Aldina Santiago, coordenadora do estudo e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Atualmente, fundamenta, o que existe para o suporte à tomada de decisão «é muito reduzido em termos técnicos e científicos e depende em muito da sensibilidade do comandante no teatro das operações. Muitas das vezes, esta escolha é criticada, ou porque é feita de forma muito antecipada ou porque é feita de forma tardia». Assim, o resultado final do projeto, que conta com 270 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), é apoiar as entidades governamentais e locais «na proteção das pessoas envolvidas, criando indicações específicas sobre a forma e mecanismos a utilizar para proteger e tornar mais resiliente cada uma das comunidades, face às suas particularidades e desenvolvimento do incêndio. A proteção das pessoas de uma determinada comunidade tem de ser pensada e discutida muito antes dos incêndios; as possíveis soluções têm de estar acauteladas através de planos de emergência e evacuação; a evacuação parcial ou, em casos extremos, total é uma dessas soluções, mas não é a única».

Numa primeira fase do projeto, iniciado há um ano e que se estende até 2023, os cientistas focaram-se na caracterização e estudo do que já existe no que respeita a estratégias associadas à proteção das pessoas em cenário de incêndio rural, não só em Portugal, mas também em outros países que são fustigados pelos fogos florestais, como, por exemplo, Espanha, Itália, Grécia, Austrália e EUA (Califórnia).

Nesses estudos, os cientistas observaram que «se antigamente a política era “ficar em casa e esperar”, atualmente começa a optar-se por evacuações preventivas. Portugal começa também a seguir esta estratégia, ou seja, nos últimos anos, a estratégia de proteção tem vindo a alterar, em resultado do paradigma dos incêndios atuais (incêndios de grandes proporções e que facilmente se propagam à interface urbano-floresta)», indica Aldina Santiago.

A equipa tem, também, efetuado trabalho de campo junto das comunidades escolhidas para casos de estudo, nos concelhos da Lousã e Sertã. No caso do município da Lousã, foram escolhidas as localidades de Cerdeira e Cabanões. Segundo a coordenadora do projeto, estas escolhas não foram «aleatórias, foram consideradas as suas especificidades. Cabanões é uma localidade isolada, de difícil acesso, com uma população reduzida (menos de 25 pessoas), envelhecida e com algumas limitações de mobilidade; já a Cerdeira, é uma localidade com componente turística significativa, com uma população muito variável, tanto ao longo da semana, como ao longo do ano. É difícil saber quantas e onde as pessoas estão nesta localidade e na sua envolvente; esta incerteza é sem dúvida um dos fatores que dificulta a proteção destas pessoas em caso de incêndio».

Em paralelo, com recurso a métodos numéricos avançados, a equipa está a trabalhar em modelos que permitem simular a propagação do incêndio e a evacuação das pessoas. «Estas simulações estão a ser calibradas com dados de incêndios reportados na literatura, mas esperamos vir brevemente a simular os incêndios ocorridos nas últimas semanas em Portugal. Cruzando resultados, conseguimos estudar o impacto de possíveis soluções, possíveis alternativas para proteção», esclarece Aldina Santiago.

Os sistemas de modelação e simulação de evacuação «são ferramentas essenciais para planeamento e tomada de decisão. Durante a evacuação e o incêndio, o comportamento das pessoas também é um fator determinante; o que as pessoas

fazem, e quando o fazem, depende muito da distribuição no espácio-temporal dos eventos num cenário de catástrofe, sendo a educação da população para esta temática igualmente determinante para o sucesso deste processo», conclui.

 

 

Cristina Pinto

Assessora de Imprensa – Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia

 

Estudo-Alterações climáticas na reciclagem de detritos vegetais em ribeiros.

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Estudo internacional alerta para o impacto das alterações climáticas na reciclagem de detritos vegetais em ribeiros.

O eventual desaparecimento dos pequenos animais que vivem associados às areias, pedras e plantas aquáticas dos ribeiros, em resultado de alterações ambientais induzidas pelas atividades humanas ou alterações climáticas, terá um grande impacto na decomposição das folhadas, com efeitos nos ciclos dos nutrientes e do carbono.

O alerta é de um estudo internacional, no qual participou Verónica Ferreira, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que avaliou os efeitos dos invertebrados na decomposição de detritos vegetais em ribeiros a nível global.

Neste estudo, publicado na Biological Reviews, uma equipa de 13 investigadores de 7 países, liderada por Kay Yue e Fuzhong Wu (Fujian Normal University, China), efetuou uma meta-análise para avaliar quais os fatores que controlam o papel dos invertebrados no processo de decomposição de detritos vegetais em ribeiros. A técnica utilizada – meta-análise – permite a «integração de evidência científica publicada para abordar questões a larga escala e até mesmo novas questões que ainda não tenham sido abordadas empiricamente», explica Verónica Ferreira. Foram considerados 141 estudos que cumpriam critérios específicos, que contribuíram com 2707 observações em ribeiros não poluídos distribuídos principalmente pela América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia Oriental e Oceânia.

Sobre a importância de estudar estes processos, a investigadora da FCTUC realça que os ribeiros, que constituem a maioria das linhas de água numa bacia hidrográfica, «recebem grande quantidade de detritos vegetais produzidos pela vegetação circundante e são estes detritos que vão sustentar em grande parte as cadeias alimentares nestes ecossistemas e também a jusante, incluindo grandes rios e zonas costeiras».

A decomposição de detritos vegetais, prossegue, é assim um «processo fundamental em ribeiros porque sustenta as cadeias alimentares aquáticas e é parte integrante dos ciclos de nutrientes e de carbono a nível global. É especialmente importante compreender quem são os organismos intervenientes neste processo e como é que estes organismos reagem a alterações ambientais, porque alterações na decomposição de detritos vegetais têm implicações nas cadeias alimentares e nos ciclos de nutrientes e de carbono».

Neste estudo, verificou-se que, a nível global, a presença de invertebrados estimula a decomposição de folhadas em média em 74%, sendo o efeito mais forte quanto maior a densidade, biomassa e diversidade de invertebrados. Este resultado sugere que o eventual desaparecimento dos invertebrados dos ribeiros, em resultado de alterações ambientais induzidas pelas atividades humanas ou alterações climáticas, terá um grande impacto na decomposição das folhadas, com efeitos nos ciclos dos nutrientes e do carbono.

Mas a maior surpresa para os investigadores foi o facto de verificarem que o papel dos invertebrados na decomposição de folhadas é maior na fase inicial do que nas fases intermédias ou avançadas do processo de decomposição, ao contrário do que se pensava até agora. «Isto é surpreendente porque tem sido demonstrado que os invertebrados trituradores preferem consumir folhada que já foi colonizada pelos decompositores microbianos que enriquecem a folhada em nutrientes e a tornam mais palatável. No entanto, o maior papel dos invertebrados durante a fase inicial do processo sugere que os invertebrados podem estar menos dependentes da pré-colonização microbiana da folhada do que se pensava», afirma Verónica Ferreira.

O estudo mostrou ainda que, à escala global, «caraterísticas ambientais, como acidez da água, concentração de oxigénio e temperatura, e caraterísticas da folha são igualmente importantes para regular o papel dos invertebrados na decomposição».

Face aos resultados obtidos, os investigadores destacam a importância de se considerar os invertebrados em modelos globais de decomposição de detritos vegetais em ribeiros, para melhor descrever e antecipar os fluxos de carbono a nível global.

Foto:DR

Cristina Pinto

Assessora de Imprensa – Universidade de Coimbra – Faculdade de Ciências e Tecnologia

O “Dia dos Idades” vai acontecer em Figueira de Castelo Rodrigo

“Dia dos Avós” celebrado na localidade da Velosa -Celorico da Beira

  Foi um dia de animação, com festa e muita música. Assim o “Dia dos Avós”foi celebrado no concelho de Celorico da Beira, com dezenas de participantes de várias instituições do concelho.
O CLDS 4G Celorico Solidário em colaboração com o Município de Celorico da Beira celebrou nesta quinta-feira, dia 4 de agosto, o Dia dos Avós na aldeia da Velosa.
A iniciativa foi aberta a pessoas com +65 anos e acompanhados dos seus netos a participarem num dia diferente, onde não faltou a animação musical, atividades intergeracionais, jogos tradicionais, almoço convívio e missa campal.
Depois de dois anos de pandemia e de distanciamento, esta foi a melhor maneira de celebrar um dia tão importante, regressando a casa com o sentimento de dever cumprido.
fotos:MCB

Uma dezena de espetáculos da Rede de Artes Performativas

Rede de Artes Performativas desafia pessoas a saírem à rua e celebrarem cultura
10 espetáculos gratuitos a não perder na Beira Interior este verão

O desafio é simples: este verão, sair à rua e celebrar a vida e a arte com 10 espetáculos gratuitos. Trata-se da segunda edição da Rede de Artes Performativas, promovida pela ASTA nos concelhos de Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Manteigas e Seia. Com a participação de companhias nacionais e internacionais esta iniciativa quer contribuir para criar uma forte dinâmica cultural no Interior do país, aproximando a cultura das pessoas e dando a conhecer o património histórico destes territórios a que os visita.

O festival arrancou em junho, mas há ainda muito para ver e sentir: 5 propostas culturais, num total de 10 espetáculos. Sempre ao ar livre, sempre gratuitos.

A próxima paragem será no Fundão que recebe no dia 5 agosto, no Largo do Calvário, às 22h30, o espetáculo “Por um Fio”, pelo grupo Erva Daninha. A 6 de agosto, o palco transfere-se para o Largo da Igreja que recebe, às 23h00, o espetáculo Raíz.

Manteigas recebe os espetáculos Por um Fio e Raíz, nos dias 12 e 13 de agosto, respetivamente. Ambos acontecem no Parque da Várzea, às 21h30.

Máquina de Encarnar, no dia 3 de setembro e Raíz no dia 4 de setembro, são as propostas culturais para Belmonte. As duas apresentações vão ocorrer no Castelo, a primeira às 21h30, e a segunda às 17h00.

Fornos de Algodres recebe o espetáculo Raíz no dia 16 de setembro, às 21h30, na Câmara Municipal e no dia seguinte, 17 de setembro, é apresentado Máquina de Encarnar, no Largo da Misericórdia, também, às 21h30.

O festival encerra em Seia, a 26 de setembro, com dois espetáculos: Erva Daninha apresenta E-NXada, às 14h30, na Escola Abranches Ferrão e La Gata Japonesa apresenta Los Viajes de Bowa, no Centro Escolar de São Romão.

Recorde-se que na segunda edição da Rede de Artes Performativas já passou pelos municípios da Covilhã e de Gouveia com os espetáculos Raíz e Fuera de Stock e Marilelas.

Recorde-se que, no total, o cartaz desta segunda edição contempla 14 espetáculos.

O Projeto Rede Interior tem como entidade líder executora a ASTA – Teatro e Outras Artes, e como entidades parceiras não executoras, os Municípios de Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Manteigas e Seia. Projeto cofinanciado pelo Centro2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

“Uma Só Terra” arrasou em Aguiar da Beira

“Uma Só Terra” envolveu comunidade em desfile, espetáculo e convívio intergeracional com tradições e sensibilização ambiental na Feira das Atividades Económicas do Concelho.

Mais de 500 pessoas participaram no espetáculo comunitário, cultural e ambiental “Uma Só Terra”, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda. A iniciativa, realizou-se na tarde de domingo, 31 de julho, na Feira das Atividades Económicas do Concelho – que recebeu milhares de visitantes – “teve o objetivo de sensibilizar a comunidade para a proteção do meio ambiente e de reforçar a unidade e identidade do território”.
O espetáculo “Uma Só Terra” envolveu as gentes das 10 freguesias numa manifestação cultural e ambiental, em que estiveram em destaque os quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar.
Iniciou com um desfile das freguesias do município de Aguiar da Beira, numa mostra das potencialidades e preocupações ambientais, passando depois para o palco, numa representação criativa centrada nas características ambientais e culturais do concelho,
contada pelo avô “Paixão” à neta “Alice” e ilustrada com músicas e dramatizações protagonizadas por 150 pessoas do concelho, e terminou com um convívio intergeracional.
A “história” centrou-se na ligação entre o ser humano e a natureza, evidenciando a interdependência inequívoca entre ambos no passado, em que o ritmo da vida era o ritmo da natureza e em que os antepassados praticavam uma agricultura de subsistência, onde o ser humano e a natureza viviam em comunhão e simbiose perfeitas. E, a forma desmesurada como o ser humano hoje pretende marcar o ritmo da vida. A tentativa de sobreposição face à natureza que está a criar enormes desequilíbrios no meio ambiente e que, por consequência, faz que assistamos a fenómenos como a seca, o aquecimento global ou a desertificação.

O avô Paixão, um verdadeiro contador de histórias, munido pelas suas experiências vividas no concelho de Aguiar da Beira, acaba por personificar a ligação que, no passado, existia entre o ser humano e a natureza. A neta Alice com as suas dúvidas e anseios representa o futuro da nossa terra: planeta e concelho de Aguiar da Beira.

“Uma Só Terra foi o mote para refletirmos, enquanto comunidade, no nosso percurso como seres humanos e parte integrante da natureza. A riqueza das nossas tradições e dos nossos costumes poderão servir como exemplo para os mais jovens de como viver em relação com o meio ambiente. Foi ainda uma tentativa de sensibilizar a comunidade para a temática da proteção do ambiente e da unidade enquanto concelho. Afinal de contas, partilhamos um só planeta, a Terra. Mas somos, igualmente, uma só terra: Aguiar da Beira!”, referiu a organização.

A manifestação cultural e ambiental “Uma Só Terra” foi promovida pelo CLDS 4G Aguiar no Coração, em parceria com o Município de Aguiar da Beira, Juntas de Freguesia, Agrupamento de Escolas e algumas instituições sociais.

Festival Pão Nosso animou Videmonte

Videmonte foi palco do Festival Pão Nosso este fim-de-semana, entre 29 e 31 de julho. A iniciativa integra o Ciclo de Festivais de Cultura Popular do Município da Guarda, sendo este festival no âmbito da rede de aldeias de Montanha e tendo o apoio da ADIRAM.
O programa, todo ele à volta do pão e do seu ciclo, trouxe à aldeia música, recriações, ateliês, mostras, atividades desportivas e degustações de sabores e saberes tradicionais. Foram 3 dias de festa e animação onde a tradição conviveu de braço dado com a contemporaneidade.
fotos:MG

Guarda acolhe Festival de Blues

O Festival de Blues está de regresso à Guarda e este ano acontece no coração da cidade mais alta, a Praça Luís de Camões. Entre 11 e 14 de agosto, o centro histórico da cidade vai receber um concerto por noite com uma programação com diferentes estilos de Blues.

A iniciativa arranca já no dia 11 de agosto, quinta-feira, com o espetáculo de Vanessa Collier (US), um dos mais excitantes nomes da nova geração do Blues Norte Americano.  Multipremiada, é dona de uma excelente voz e distingue-se pela utilização de um instrumento muito apreciado, o Saxofone, pela qual tem ganho vários prémios. Acompanhada pela sua banda americana, os seus concertos são cativantes, cheios de energia. A artista faz a sua estreia em Portugal, na Guarda.

Seguem-se na sexta-feira, dia 12 de agosto, Peter Storm & The Blues Society (PT), a banda portuguesa de blues do momento. Representaram Portugal no recente European Blues Challenge em Malmo na Suécia. Com reportório próprio, fruto do seu primeiro álbum de originais e mais alguns temas mais recentes, tudo o que tocam soa muito genuíno.

Para sábado, dia 13 de agosto, o palco da Praça Luís de Camões está reservado para os The Cinnelli Brothers (UK) feat. Danny Del Toro (ESP). Uma das bandas do momento no Reino Unido. Nos últimos três anos têm vindo a ser consistentemente nomeados como “Blues Band Of The Year” nos UK Blues British Awards. A banda vai à raiz do Blues de Chicago dos anos 60 e 70 e dão um toque de modernidade contagiante. Nesta noite fazem-se acompanhar de Danny Del Toro como convidado.

O cartaz do Festival de Blues fecha no domingo, dia 14 de agosto, com o concerto do músico Mingo, Sanpa & The Barez Bros vindos da vizinha Espanha. Recentes terceiros classificados no European Blues Challenge em Malmo, são uma superbanda Espanhola com uma reunião de duas gerações.

Um excelente cartaz, ao nível do que de melhor se faz por toda a Europa. Todos os concertos do festival decorrem na Praça Luís de Camões e têm início marcado para as 21h30 e a entrada é livre.

O evento é realizado em parceria entre o Município da Guarda e a conceituada Associação BB Blues Portugal, a primeira associação de Blues no país, com filiações no Estados Unidos e na União Europeia.

Cine Eco 22- Festival de resistência regressa com cinema de impacto para refletir e (re)agir

São 70 os filmes incluídos na Seleção Oficial da 28ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que decorre em Seia entre os dias 8 e 15 de outubro. Mais de 25 países estão representados na edição deste ano, sendo Portugal, França, Espanha e Alemanha, os que têm maior número de trabalhos a concurso. Novas ‘pandemias’, doenças emergentes, fraudes alimentares, pecuária sustentável, luta de povos nativos, são algumas das temáticas abordadas.

Após um périplo por Cabo Verde e Portugal (incluindo os Açores) com várias extensões já realizadas este ano em diversas cidades portuguesas, e da participação no Fórum Mundial da Água, no Senegal, no mês de março, avizinha-se uma das mais representativas edições do festival Cine Eco em Seia, após dois anos de Pandemia que, ainda assim, não impediram a realização deste icónico Festival em 2020 e 2021.

Na sua 28ª edição entram em concurso 70 filmes sobre temáticas tão pertinentes como polémicas e que inscrevem o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela “como um evento de charneira para a divulgação das mais recentes produções documentais sobre os mais prementes desafios ambientais e societais, mas também como um importante espaço de debate e contacto com realidades que imaginávamos pertencer apenas à dimensão das distopias”, afirma a Organização do Cine Eco.

Na Competição Internacional de Longas-Metragens figuram 11 documentários. Será possível ver o filme sensação da edição deste ano do Festival de Cannes, a adaptação do clássico de Robert Bresson, “Au Hasard Balthazar”. O mundo é um lugar misterioso quando observado pelos olhos de um burro e, no filmeEO”, do veterano realizador polaco Jerzy Skolimowski, o animal é libertado de um circo por um movimento de defesa dos animais explorados e, ironicamente, vai parar às mãos de um novo dono e alvo de maus tratos. O animal acaba por observar, em silêncio, o sofrimento, a raiva, o desespero e a solidão humana.

Do coração da Papua Nova Guiné chega o filme de Céline Rouzet sobre “tribos locais presas entre rivalidades de clãs, políticos corruptos e multinacionais aparentemente cínicas” em “140 KM À L’OUEST DU PARADIS” (França; Bélgica). No filme “TAMING THE GARDEN” (Suíça; Alemanha; Geórgia), a realizadora Salomé Jashi leva-nos numa viagem ‘delirante’ de uma árvore centenária transplantada, que atravessa o mar Negro para viver o resto dos seus dias no jardim particular do excêntrico milionário e ex-primeiro-ministro da Geórgia. Em “Aya” (Bélgica; França), o realizador Simon Gillard aborda o dilema interno de uma jovem menina confrontada com a inevitabilidade – abandonar a ilha de Lahou, na Costa do Marfim, devido à subida do nível da água do mar. Do Brasil para o Cine Eco chega a luta dos Yanomami em “A Última Floresta” de Luiz Bolognesi e “A Serra do Roncador ao Poente” de Armando Lacerda. Neste último documentário, o realizador conduz-nos pela arte rupestre dos clãs Xavante, os guardiões da Serra, que materializam os espíritos que os defendem quando “a civilização” se rebela contra eles e as suas terras.

Estruturado na narrativa pessoal dos nativos da Virgínia Ocidental, “DEVIL PUT THE COAL IN THE GROUND” (EUA) de Peter Hutchinson e Lucas Sabean retrata o sofrimento e a devastação provocada pela indústria do carvão, a economia em colapso, as feridas provocadas pela epidemia dos opiáceos, a pobreza, a degradação ambiental e o desaparecimento dos Apalaches. Na Competição Internacional de Longas-Metragens concorrem ainda “LA FABRIQUE DES PANDÉMIES” (França) de Marie-Monique Robin, uma viagem por 3 continentes – Ásia, América e África – com a atriz Juliette Binoche. Depois de contactarem com mais de 20 cientistas, as evidências parecem claras: “sem uma rápida resposta, o mundo irá enfrentar uma epidemia de pandemias!”. AMUKA – L’ÉVEIL DES PAYSANS CONGOLAIS (França; Bélgica) de Antonio Spanò enquadra-nos na vida dos “ceifeiros da esperança”, os agricultores da República Democrática do Congo que lutam diariamente contra inimigos invisíveis. Do país vizinho para o Cine Eco chegam ainda dois documentários. PEDRA I OLI (STONE AND OIL) de Àlex Dioscorides, uma imersão documental sobre o desaparecimento do olival de montanha, na Serra de Tramuntana em Maiorca, e o abandono do trabalho do campo. Já “GANADO O DESIERTO (LIVESTOCK OR DESERT)” de Francisco Vaquero Robustillo retrata o papel do gado na regeneração das pastagens, dos solos, das florestas e da água e documenta o papel do maneio e a pecuária sustentável como solução para o restauro dos ecossistemas e economias rurais.

Na Competição Internacional de Curtas Metragens participam 26 documentários e filmes de ficção de vários países como Irão, Senegal, Chile, Rússia, Austrália, Sérvia, Cuba e vários países europeus. A categoria Séries e Reportagens Televisivas integra 11 trabalhos que versam sobre temáticas tão diversas como a agricultura intensiva, fraude alimentar, novas oportunidades da agricultura sustentável, educação ecológica subaquática, o degelo, o papel das abelhas. Na Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa figuram 4 películas de Portugal e Brasil; na Competição de Curtas Metragens concorrem 13 filmes e, já na Competição Panorama Regional, estão a concurso 5 trabalhos.

Os programadores deste ano do Cine Eco’22 são Cláudia Marques Santos, Tiago Fernandes Alves e Daniel Oliveira.