COMUNICADO – JSD Distrital da Guarda-Aprovação da proposta da abolição das portagens
A Comissão Política Distrital da Juventude Social Democrata da Guarda, vem pelo
presente condenar e demarcar-se da atitude do Grupo Parlamentar do Partido
Social Democrata de votar contra a proposta de abolição das portagens nas ex-
SCUT, apresentada pelo Partido Socialista.
Sempre fomos, somos e seremos contra as portagens nas auto-estradas da nossa
região.
Podíamos argumentar, como sempre o fizemos, que não se trata sequer de uma
medida de beneficiação dos territórios de baixa densidade, trata-se sim de uma
questão de justiça. Justiça face à igualdade no pagamento de impostos e
desigualdade nos direitos e nas oportunidades. Por que razão um contribuinte do
interior tem de pagar os mesmos impostos que um contribuinte do litoral e não
tem direito à mesma mobilidade, à mesma cultura, ao mesmo ensino, à mesma
saúde, etc.
É simples, quando é para pagar, estamos cá todos, quando é para receber, estão
só alguns.
Um cidadão do interior do país paga o metro de Lisboa e não anda no metro de
Lisboa.
Como é possível o PSD vir aos nossos territórios, de forma descarada e sem
honra, pedir votos e depois trair de forma cobarde todos os cidadãos do interior do
país, dos cidadãos do distrito da Guarda, que tantas vezes o ajudaram a chegar à
liderança do país.
Não compreendemos como é que o PSD tem coragem de esgotar argumentos
inócuos para votar contra um projecto-lei, que, embora subscrito pelo Partido
Socialista, é uma clara reposição da justiça.
Podemos falar que na forma o PS está errado. Depois de sucessivos votos contra,
serem os socialistas a apresentar esta proposta é hipócrita e sem verticalidade.
No entanto, na matéria estaremos sempre ao lado do fim das portagens.
A JSD Distrital da Guarda estará sempre ao lado dos seus conterrâneos.
Foi a primeira oportunidade de acabar com as portagens, tudo graças a um
parlamento tripartido. A obrigação do PSD era simples, fazer o melhor pelo nosso
território e pelos concidadãos que aqui vivem.
Como é que o PSD tem coragem de vir ao interior pedir votos e fazer o que acabou
de fazer.
Hoje, muitos militantes e dirigentes do Partido Social Democrata se sentem
traídos.
Nós sentimo-nos traídos.
Estaremos sempre ao lado dos nossos conterrâneos, vizinhos, colegas, amigos e
familiares.
Somos coerentes.
Seremos sempre coerentes.
Ao contrário de alguns.
Como é que a deputada do PSD eleita pelo nosso círculo distrital defendeu ao
longo dos anos uma coisa e agora, de maneira a puxar lustro aos seus donos em
Lisboa, dizer que está pronta para votar a contra a abolição das portagens.
Bem sabemos que o sentido de voto varia consoante o partido que está no
governo. Mas, há uma máxima que deve ser seguida por qualquer deputado eleito
pelo interior: a abolição das portagens é uma causa fundamental.
Quem não tiver este ponto de vista não passa de uma marioneta do partido e tem
uma incapacidade crónica de perceber qual o papel de um deputado
Estamos a falar de gente sem espinha dorsal.
A oportunidade de defender a nossa região estava aqui!
A oportunidade de acabar com as portagens, entrave claro ao desenvolvimento da
nossa região, estava nas nossas mãos e o PSD falhou.
O PSD traiu o seu eleitorado no interior, o PSD traiu os seus militantes e dirigentes
sérios do interior.
Concluímos que estamos mais depressa dispostos a pagar TAP’s e Bancos Maus
do que abolir as portagens.
Preferimos andar com brincadeiras e politiquices do que mudar a vida das
pessoas.
Das nossas pessoas!
Dos nossos conterrâneos!
Dos nossos amigos, familiares, vizinhos, colegas…
Fazer a diferença na vida das pessoas é ter coragem.
É irónico que os dois deputados eleitos pelo distrito da Guarda, que não são do
distrito da Guarda, disponibilizaram-se para votar pela abolição e a deputada do
PSD do nosso distrito preferiu andar à trela.
Percebemos o porquê.
Quando a deputada vai numa lista por favor, por jogadas, por nepotismo.
Quando uma deputada tem de bajular os chefes para lhe darem migalhas.
Não é atitude de quem serve o distrito da Guarda e a região. É atitude de quem
está apenas para se servir e levar um ordenado para casa, sem fazer nada, como o
seu histórico bem retrata.
Aqui está a prova de que esta deputada do PSD é uma fraude. Que nada mais é
que uma subserviente. Não está para servir o país, não está para servir o povo
português, não está para servir a nossa região, nem os nossos conterrâneos,
Está única e exclusivamente para se servir.
Sem opiniões, sem coragem
Apenas por mais um tacho
Nós exigimos verticalidade
Exigimos honra.
Demita-se
Demita-se por Portugal e pelos portugueses
Demita-se pela Beira interior e pelos Beirões
Demita-se pela Guarda e pelos egitanienses
Demita-se pelos serranos, pelos raianos
Demita-se
A senhora deputada pressionou o Grupo Municipal do PSD na Assembleia
Municipal da Guarda para votar contra uma moção a favor da abolição das
portagens, apresentada no órgão pelo Partido Socialista. Tudo isto para tentar
aliviar a sua posição no distrito.
Que pensa o seu marido sobre a abolição das portagens?
Porventura, à mesa de jantar, em casa, devem ter chegado à conclusão que é mais
benéfico um ordenado em casa, do que os interesses do nosso distrito.
Hugo Soares, de forma a justificar o nepotismo na escolha de candidatos à
Assembleia da República pelo distrito da Guarda, indicou que Dulcineia Catarina
Moura seria sempre a escolha do PSD, mesmo que não fosse mulher do
Presidente da Distrital do PSD. A escolha talvez tenha sido feita porque sabia que
se tratava de alguém que não seria capaz de defender os seus eleitores, mas sim
apenas de ser uma subserviente de interesses partidários.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acha que a abolição das portagens é
um entrave ao desenvolvimento do país. Afirmou isso com a maior desfaçatez
Preocupou-se mais em tentar passar uma mensagem de que havia forças de
bloqueio na Assembleia da República sem pensar nas pessoas que por cá vivem.
Não quis assumir que a abolição é vantajosa para o país como um todo.
Hugo Soares não quer saber da vida das pessoas, só quer ser um inócuo orador
Só pensa em politiquismos.
Mostramos também a nossa solidariedade para com a deputada, Liliana Reis,
eleita pelo círculo distrital de Castelo-Branco, pressionada pelo líder parlamentar,
Hugo Soares, a votar alinhada com a bancada por imposição de disciplina de voto.
A deputada Liliana Reis apresentou uma declaração de voto, juntamente com
mais alguns companheiros, onde demostrou a não concordância com a
orientação da bancada.
Hugo Soares devia, nestes 50 anos da Revolução dos Cravos, aprender sobre
liberdade e democracia, não coagindo os deputados a votar contra as suas
convicções, como noticiado pela comunicação social.
A abolição das portagens é concreta.
Finalmente, temos esta oportunidade política, na nossa mão, hipócrita ou não,
temos de a aproveitar.
A história podia recordar que foi o governo do PSD que aboliu as portagens.
No futuro, e durante muitos anos, apenas recordaremos que que o Partido
Socialista propôs a abolição, o Chega votou por ela e o PSD foi contra ela.





