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Conversa com Jose miranda ao Guarda.pt

O maior drama do concelho de Fornos de Algodres é mesmo o desemprego no feminino. Para o autarca a única saída é o turismo. Nesse sentido estão em curso alguns projectos para dinamizar economicamente o concelho. O património arqueológico, a gastronomia e o Queijo da Serra são algumas das apostas.
P – Quais são os problemas principais com que se debate o concelho?
R – O maior problema com que se debate o concelho é o desemprego, principalmente o desemprego feminino. Por isso, a autarquia está a fazer de tudo, não só com parcerias para a zona industrial mas também com estratégias do seu desenvolvimento, no sentido de colmatar esta grande lacuna que o concelho tem, porque em relação a infra-estruturas o concelho já está bem equipado. Agora o que precisamos é de sustentar o concelho numa economia mais desenvolvida. E neste momento são poucas as empresas que dão emprego no nosso concelho, para além da Câmara e das instituições particulares de solidariedade social, a economia quase não existe….com a crise que existe também na agricultura… Portanto vamos ver se o Plano de Desenvolvimento Rural que vai ser implementado pelo governo com os apoios dos fundos comunitários, se também aí no domínio da agricultura serão criados alguns postos de trabalho. Agora esse é o grande drama e é para aí que todos os esforços do município estão virados.
P – Que projectos pretende implementar para lançar a dinamização económica do município?
R – O concelho não tem outra saída a não ser o Turismo. Mas para nós termos um Turismo de qualidade e que traga mais-valias ao concelho precisamos em primeiro lugar de infra-estruturas de qualidade. Já temos uma, em parceria com o Inatel. Está em construção um Centro de Estágios com quartos, em parceria com um privado, que poderá ter também um SPA e, eventualmente, umas termas que é um sonho da autarquia. E depois pequenos projectos na área da restauração e do artesanato, com privados. Também temos uma zona industrial nova, na qual não queremos cometer os mesmos erros do passado. Há um projecto que estabelecemos com uma empresa de Ovar, mas que está apenas no seu início, que é uma empresa de construção de “painéis -sandwich”. Portanto, temos uma área enorme na zona industrial que está ao dispor dos empresários, mas que também está em legalização. Não queremos proceder à venda de qualquer lote sem termos a zona devidamente legalizada para não cometermos os mesmos erros que cometemos no passado.
P – Em termos culturais, o município está bem equipado? Esta área é importante para a autarquia?
R – Também. Em termos culturais nós temos aquilo que é indispensável para um município com 5 a 6 mil pessoas. Temos aquilo que é indispensável em termos de infra-estruturas. Como é o caso do Centro Cultural e dos espaços culturais que existem na Escola E.B. 2,3 e na Instituição Particular de Solidariedade Social de Fornos. Temos três auditórios só na sede do concelho. Temos uma área museológica muito interessante na área da arqueologia, que está a sofrer amplas modificações e requalificações. Temos também um Espaço Internet e uma Biblioteca em construção, mas a actual é um espaço altamente activo e interage com as escolas no âmbito da leitura. Enfim, estas três áreas – Internet, Biblioteca e Museu –, em sintonia permanente com a área escolar, têm feito um trabalho extraordinário com os recursos que a autarquia tem, não é possível fazer mais e melhor. Nós queremos melhorar aquilo que temos, mas os recursos são pouco. No entanto, acho que em função daquilo que possuímos temos desenvolvido um trabalho extraordinário nessa área.
P – O sector turístico é uma aposta deste executivo?
R- O meu grande sonho era haver duas unidades hoteleiras. Uma já esta feita, em parceria com o Inatel. Tem cerca de 40 quartos, piscina, e é uma infra-estrutura que envolveu muitos recursos do município em fundos comunitários e está a funcionar em pleno! Entretanto está em construção esta unidade hoteleira que pretendia ser, inicialmente, um Centro de Estágio, mas poderá ser também um lugar termal se os estudos que apontam para aí se vierem a confirmar. E depois temos pequenos projectos na área da restauração, na área museológica, na área do artesanato, mas com parcerias com privados, que também pretendemos implementar. Este é um dos municípios mais pequenos no distrito, mas apesar disso nós temos feito o que é possível, com o apoio dos particulares e das instituições.
P – O que é que Fornos de Algodres pode oferecer a quem visita a região que lhe permita distinguir-se?
R – Pode oferecer muita coisa, desde um património arquitectónico extraordinário, um património natural maravilhoso e depois também uma gastronomia que é muito típica daqui, para além do queijo da Serra. Nós estamos a trabalhar para melhorar esta oferta e portanto o que pretendemos é que este património seja visitado por mais gente. E para isso a estratégia do município é criar condições para que as pessoas fiquem aqui mais do que umas horas.
P – Qual a “prenda” que gostaria de receber para a autarquia?
R – Eu tenho um sonho para o município antes de sair. Eu já não vou candidatar-me mais porque a lei não o permite. Mas estou a trabalhar num grande projecto para aproveitar aquele espaço que era do Seminário, em conjunto com a Igreja. Há um Seminário antigo com um terreno com 50 hectares e nós estamos a trabalhar no sentido de implementar ali um grande projecto de dimensão regional que crie emprego, que crie riqueza no concelho e na região. Ainda é um “segredo guardado a sete chaves”! Estamos a trabalhar nele com uma empresa francesa. Vamos ver se o mesmo terá o financiamento que o investidor deseja. É um projecto inovador e de grande envergadura. Assim, esperemos que o AICEP e o governo acarinhem este projecto. Para o município será um grande projecto de impacto regional!
Fonte: in Guarda.pt

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