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JSD de Fornos de Algodres enviou carta a Marta Temido(Ministra da Saúde)

A Juventude Social Democrata de Fornos de Algodres enviou uma carta para a ministra da Saúde, Marta Temido onde referem que:” o intuito de lhe solicitar a sua melhor atenção para a nossa região, neste período importante dereflexão e discussão do próximo ano. Solicitando a sua a colaboração e empenho em travar o
fosso das desigualdades de acesso à saúde no nosso país.
Os anos de 2018 e 2019 ficaram marcados pelo maior investimento público no Sistema Nacional
de Saúde (SNS), acompanhados pelo maior número de profissionais de saúde a trabalhar no SNS atingido em 2019, dados anteriores a esta situação pandémica, disponíveis no Pordata.
Os anos de 2020 e 2021 ficaram marcados pela pandemia de COVID-19, o foco principal passou
a ser o combate à pandemia, mas este período apesar de ter demonstrado também algumas das debilidades já existentes no SNS anteriores a esta situação, o Senhor primeiro-ministro sempre tranquilizou os portugueses que não haveria qualquer tipo de falta no SNS.
E posto isto, Senhora Ministra, como se pode explicar aos habitantes do concelho de Fornos de
Algodres, num momento em que as restrições vão sendo aliviadas, que grande maioria da
população se encontra vacinada e que com o investimento histórico no SNS, a Unidade de
Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Fornos de Algodres, se depare com o
encerramento do serviço de consulta aberta, já de forma repetida, chegando a acontecer num
período de fim de semana, como aconteceu no primeiro fim de semana de outubro, por falta de
recursos humanos, neste caso médicos.
Senhora Ministra, o acesso aos cuidados de saúde não pode tirar férias! Apresentamos o
exemplo de Fornos de Algodres, por ser o que mais sentimos, mas nestes terrenos de baixa
densidade, que já lhes retiraram o serviço de urgência, agora com esta privação paulatina, estamos a dificultar o acesso da população a um cuidado essencial. E como disse, o Vice-Almirante Gouveia e Melo, todas as vidas são importantes e temos de cuidar delas com o mesmo empenho.
A pandemia deixou marcas profundas, houve imensas consultas não efetuadas que agora,
infelizmente, começarão a ganhar visibilidade e que vão exigir o melhor tratamento e cuidado.
Esperemos que Ministério da Saúde se prepare para agir bem e depressa, principalmente nesta
nossa região que necessita de recursos para melhorar a sua capacidade de resposta.
Senhora Ministra da Saúde, na discussão deste orçamento de estado para 2022, tenha presente
as dificuldades com que estas pessoas se têm deparado. Não podemos continuar a reduzir a
oferta de cuidados de saúde no nosso território. Não podemos continuar a acentuar as
desigualdades de acesso aos cuidados de saúde”.

 

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