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Movebeiras- Comunicado -Beira Interior volta a ficar para trás: Populações tratadas como passageiros de segunda e terceira classe

Movebeiras- Comunicado -Beira Interior volta a ficar para trás: Populações tratadas como passageiros de segunda e terceira classe

Associação Move Beiras remete o seguinte comunicado, enviado hoje ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, ao Ministério da Economia e da Coesão Territorial, aos presidentes da CP e IP e à presidência da República relativamente à forma como está a ser gerida a interrupção da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa:A Associação Move Beiras manifesta a sua profunda indignação e repúdio com a forma como está a ser gerida a interrupção da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa.

Só agora, mais de um mês após as tempestades que interromperam a linha, é que surge uma solução minimalista de mobilidade, através de um transbordo rodoviário com duração de, pelo menos, 6 meses!!! Um atraso incompreensível que deixa claro, uma vez mais, o lugar a que a Beira Interior é frequentemente remetida nas prioridades nacionais. Quando nos pedem um minuto da nossa atenção, exigimos o mesmo em acção e noção.

O transbordo rodoviário entre a Guarda e Abrantes acrescenta cerca de 30 minutos à viagem, penalizando e deixando de fora passageiros com mobilidade reduzida (ao não permitir cadeiras de rodas) ou que transportem bicicletas. Tudo isto, quando existiam alternativas ferroviárias mais racionais, como a utilização de uma automotora entre a Guarda e Vila Velha de Ródão para a cobrir as necessidades do serviço Intercidades, reduzindo o transbordo ao mínimo indispensável. Num momento em que se fala de sustentabilidade e da escalada dos preços dos combustíveis, trocar o comboio por autocarros, com a linha em boa parte operacional, é um flagrante contra-senso ambiental.

Como se não bastasse, a solução anunciada representa uma inaceitável discriminação no troço Covilhã – Guarda, ignorando estações e apeadeiros que passaram a receber paragem dos comboios Intercidades e Regionais em 2021. Esse modelo, justificado pelas características da linha e com impacto mínimo no tempo de viagem (menos de 10 minutos), está consagrado no Plano Ferroviário Nacional, aprovado já por esta tutela.