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PSD pede destituição de Sérgio Costa de presidente da Câmara da Guarda e eleições antecipadas

Em comunicado, o PSD da Guarda , e o Vereador Carlos Chaves Monteiro solicitam a destituição de Sérgio Costa de Presidente da Câmara e querem eleições antecipadas referem que: “O grau de compromisso de Sérgio Costa com a funcionária
condenada a dois anos de prisão, a confiança entre ambos, a
conexão nas funções que levaram ao crime “retiram-lhe
qualquer condição moral, ética ou política para desempenhar o cargo”, afirmou Carlos Chaves Monteiro. O juiz considerou o testemunho de Sérgio Costa “nada isento, em tudo a tentar proteger a arguida, muito impreciso, sem objetividade”. O PS foi desafiado a apoiar a proposta.

A destituição do presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, e a
realização de eleições antecipadas no concelho foi hoje pedida pelo PSD na reunião
pública do executivo.

A condenação a dois anos de prisão de uma chefe de serviços da Câmara da
Guarda várias vezes nomeada para funções de responsabilidade por Sérgio Costa, bem
como a descredibilização do testemunho do atual presidente da Câmara pelo juiz que
julgou o processo, levaram o vereador social-democrata Carlos Chaves Monteiro a
considerar que não existem condições morais nem políticas para que o mandato seja
levado até ao fim.

“O grau de compromisso do presidente da Câmara com Luísa Santos, condenada
pelo crime de perseguição agravada, a confiança mútua existente entre ambos, a
conexão dos dois no desempenho das funções que levaram à prática do crime e o
lamentável testemunho que o Eng. Sérgio Costa prestou perante o tribunal, tudo junto,
retiram-lhe qualquer condição moral ou ética – e também qualquer condição política!
– para continuar a desempenhar o cargo”, afirmou Carlos Chaves Monteiro, que
antecedeu Sérgio Costa à frente da autarquia.

“A população da Guarda não pode ter à frente do seu município alguém a quem
um juiz de Direito, que o ouviu em declarações sob juramento, considera “nada isento,
em tudo a tentar proteger a arguida, muito impreciso, sem objetividade e até contrário
com as regras da experiência e com tudo o restante já referido nos autos”, citou do
processo Carlos Chaves Monteiro durante a sessão pública da Câmara. “O tribunal não
deu qualquer valor às declarações fugidias, vagas, sem um fio condutor e até
contraditórias prestadas pela testemunha” Sérgio Costa, pode ler-se no processo.

“Quem assim procede em Tribunal não tem, nem a dignidade mínima para o
exercício do cargo de presidente da Câmara de um município de gente honrada como
é o da Guarda, nem as condições políticas, morais e éticas para continuar no exercício
do cargo para o qual foi eleito por escassa margem”, afirmou o vereador do PSD.
“Proponho, por isso, a destituição do Executivo camarário e a realização de eleições
antecipadas para devolver à Guarda, e à sua autarquia, o prestígio e a dignidade que
elas merecem!”

PS desafiado a acompanhar pedido de eleições antecipadas
Ao propor a realização de eleições antecipadas, Carlos Chaves Monteiro
desafiou o Partido Socialista a acompanhar o PSD na defesa da dignidade do município
e na moralização da vida política na cidade e no concelho. “Se não acompanhar o PSD
nesta proposta, o PS será cúmplice de uma presidência de Câmara que nos envergonha
a todos”, afirmou o vereador social-democrata.

Carlos Chaves Monteiro invocou o despacho em que Sérgio Costa, já como
presidente da Câmara, voltou a nomear Luísa Santos em 2021, agora para o cargo de
“assessora” para o “assessorar e coadjuvar” com isenção de horário de trabalho. “É
um despacho ilegal porque a senhora, legalmente, já não devia, face às imputações
que lhe eram dirigidas, desempenhar funções – e é um despacho datado de 27 de
novembro, Dia do Município da Guarda e feriado municipal, uma ocasião em que os
serviços da Câmara estão fechados e sem funcionários”, recordou o vereador.

No final da sua intervenção, Carlos Chaves Monteiro chamou a atenção para o
facto do escândalo da articulação e tentativa de proteção de uma funcionária
condenada por parte do presidente da Câmara estar em linha com o seu
comportamento durante os incêndios de verão. O presidente da Associação de
Proteção Civil, João Paulo Saraiva chamou-lhe “incompetente em matéria de proteção
civil”, chamou-lhe “medíocre” e “ignorante”. E acusou-o de “não ter constituído
unidades locais de Proteção Civil”.

Por outro lado, o médico Diogo Cabrita, em texto publicado no jornal O Interior,
acusou-o de incitar ao “linchamento de inocentes “nos dias 13 e 14 de agosto. E
afirmou que as suas declarações de que todos os fogos são postos “é ignorância e
demagogia ao nível do pior André” Ventura.

“Por tudo isto”, concluiu Carlos Chaves Monteiro, “é fundamental devolver ao
povo da Guarda ocasião para se pronunciar e abrir um novo processo eleitoral”.
Segundo o social-democrata, “a queda deste executivo e a marcação de eleições
intercalares é a única forma de ultrapassar o descrédito em que o Eng. Sérgio Costa
lançou o município da Guarda, repor a confiança do eleitorado e defender a honra e a
dignidade dos guardenses”.

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