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Trinta Freguesias do Concelho da Guarda enviam carta ao Sec.Geral do PSD

Trinta Freguesias do Concelho da Guarda enviam carta ao Sec.Geral do PSD

psd Trinta Freguesias do Concelho da  Guarda enviam carta ao Sec.Geral do PSDChegou-nos uma carta enviada ao Secretário Geral do PSD, José Silvano, por parte de 30 das 43 juntas de Freguesias do Concelho da Guarda, que estão preocupados com a situação que se vive a nível politico no concelho da Guarda, tudo isto, depois do afastamento de Sérgio Costa do cargo de vice-presidente.

Aqui fica a carta enviada:

“No passado dia 10 de Março, o Dr. Carlos Chaves Monteiro, na qualidade de Presidente da

Câmara Municipal da Guarda há cerca de 1 ano, decidiu retirar os pelouros ao Sr. Vice-Presidente

e Vereador Eng. Sérgio Costa.

Isso mesmo nos foi comunicado em reunião convocada da manhã para a tarde e sem qualquer

explicação.

Foi aí que ouvimos afirmações do Sr. Presidente que nos deixaram autenticamente de “boca

aberta” e naturalmente com grande tristeza.

Desde sermos considerados, enquanto Presidentes de Junta, como ”nata azeda” ou

“dispensáveis”, porque se “arranjarão” outros no futuro, de tudo fomos ouvindo sem

praticamente podermos ser ouvidos.

Também nós aderimos a um projeto político ambicioso para a Guarda, que conseguiu envolver

militantes, simpatizantes e independentes em muitas das Juntas de Freguesia.

O Vereador Sérgio Costa, temos de ser justos, foi sempre um homem aberto ao diálogo e

disponível para encontrar soluções.

Julgávamos que na referida reunião seriam dadas explicações para o seu afastamento.

Não. Apenas acusações e sem direito ao contraditório, porque o próprio não tinha sido

convocado para o efeito.

Trata-se por isso de uma decisão unilateral e da qual resulta a nossa total apreensão.

Cortou-se, sem quaisquer razões do trabalho político autárquico, uma raiz forte deste projeto.

E isso sim preocupa-nos muito.

Ao subscrevermos este texto, podemos deixar muito claro que continuamos empenhados no

trabalho pelas nossas terras e naturalmente com a Câmara Municipal.

A isso nos obriga a nossa consciência e a condição de eleitos.

Mas também pelas mesmas razões de consciência e de eleitos, temos de reafirmar a nossa

preocupação com a decisão agora tomada e as suas consequências no trabalho conjunto que

desenvolvemos ao longo deste tempo.

Num projeto político coeso todos somos importantes, e por isso em muitas circunstâncias há

quem faça muita falta.

Cada um de nós assumirá a responsabilidade dos seus atos pessoais e políticos.

É por isso mesmo que aqui deixamos a palavra da nossa insatisfação.