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Artigo de Ana Carolina Marques- Perturbação do Espetro do Autismo

A Perturbação do Espectro do Autismo pode ser descrita como uma perturbação que afeta todas as áreas de desenvolvimento da criança, sendo caracterizada por alterações nas interações sociais e na comunicação, apresentando regularmente movimentos corporais atípicos e estereotipados e, por vezes, alguns comportamentos desafiantes. A criança apresenta dificuldades de regulação, processamento, experiência sensorial e percetiva.

As dificuldades não se focam só no desenvolvimento da linguagem e fala mas também na compreensão e no uso de comportamentos não-verbais em interações comunicativas. O atraso do desenvolvimento da linguagem é uma das queixas mais comuns do pais que os leva a procurarem uma resposta especializada.

Nestas crianças, é comum a ausência de motivação para a comunicação (verbal e não verbal) e a tendência para ver “o outro” como objeto ou meio para atingir um fim. Este défice linguístico está presente, quer nos aspetos recetivos, quer expressivos da  comunicação. Por um lado, estas crianças são pouco recetivas aos atos comunicativos, por outro, as suas próprias iniciativas comunicativas são raras e acontecem mais como função reguladora do que declarativa, o que influencia bastante as dificuldades de comunicação. Quando esta área está com défices, existem alguns sinais a que pode estar atento:

  • Ausência de contato ocular;
    • Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral;
    • Ausência de reconhecimento da voz dos familiares mais próximos;
    • Uso repetitivo das mesmas palavras, expressões ou movimentos;
    • Nas crianças com um discurso apropriado, uma grande dificuldade em iniciar e manter uma conversa com os outros;
    • Muitas dificuldades em jogos conhecidos como os “faz-de-conta”.

Sendo o terapeuta da fala o profissional responsável pela prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana, englobando não só todas as funções associadas à  compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não-verbal, torna-se claro que este será muito importante no processo de desenvolvimento destas crianças. A sua área de atuação passa pela promoção da comunicação, linguagem e fala, de acordo com as necessidades de cada criança. Desta forma, um dos grandes objetivos é a promoção de uma comunicação funcional, o que poderá envolver o uso da comunicação aumentativa e/ou alternativa, com o uso de gestos, signos gráficos, construção de cadernos ou tabelas de comunicação, imagens fotográficas, entre outros.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

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