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Avisos e Liturgia do 14º domingo do Tempo Comum- Ano A

 

 

a)         Depois do Discurso da Missão (capítulo 10) e antes de iniciar a pregação através das parábolas (capítulo 13, o que acontecerá a partir do próximo Domingo), o evangelista S. Mateus apresenta Jesus em plena actividade pela Galileia, a pregar e a curar (capítulos 11 e 12). No meio de toda esta actividade, aparece-nos a oração de Jesus que, hoje, aparece na leitura evangélica deste Domingo. A oração é uma dimensão importante da vida cristã. Para Jesus, a oração também era muito importante: uma oração filial, intensa, fundamentada na unidade do Pai com o Filho (v. 27). A paz e a força interior que Jesus tinha, vinham da sua intensa vida interior e da sua íntima e profunda relação com o Pai. Os momentos de oração e de meditação também são importantes para nós.

 

b)         Jesus inicia a sua oração dando graças a Deus “porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos”. Em muitas outras passagens evangélicas, dá-se conta que Deus está mais próximo dos humildes, dos fracos, dos pobres do que dos poderosos. Para poder contemplar a mão de Deus na nossa vida, para poder captar a bondade de Deus, para poder rezar, para poder viver com optimismo e esperança que vêm da fé, é preciso ter um coração simples e humilde. Os “sábios e os inteligentes” já terão a sua cabeça e o seu coração cheios de outras preocupações, não havendo espaço para Deus. É importante não esquecer que Jesus também viveu na humildade e na “pequenez”. A lógica da cruz salienta que “pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído” (Oração colecta). Jesus era a expressão de Deus que é “clemente e compassivo… bom para com todos” (salmo responsorial). A primeira leitura fala-nos da alegria e do entusiasmo de Israel pelo facto de Deus enviar um rei vitorioso, mas que entra na sua cidade, “humildemente montado num jumentinho”. Esta é a imagem de Jesus Cristo a entrar na cidade de Jerusalém, como podemos recordar no Domingo de Ramos.

05-07-2020

c)         A oração, a simplicidade, a humildade…o evangelho deste Domingo transmite-nos paz, a paz de espírito que tantas vezes precisamos. Numa sociedade onde andamos a um ritmo de vida tão intenso e tão cheios de problemas, é reconfortante ver como Jesus é capaz de nos dar paz, serenidade, alegria interior. Toda a liturgia deste Domingo fala-nos destes sentimentos. Na primeira leitura o profeta Zacarias convida o povo a alegrar-se, porque este rei trará a salvação e “anunciará a paz às nações”. O salmo responsorial apresenta-nos o Senhor “bom para com todos… a sua misericórdia se estende a todas as criaturas… perfeito em todas as suas obras”. Ao Senhor, bondoso e compassivo, temos de dar graças todos os dias (oração depois da comunhão) e pedir-lhe que nos encha de alegria: “dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna” (oração colecta). Não podemos esquecer as palavras de Jesus no evangelho: “Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei”. O discípulo de Jesus já não tem de suportar o peso humilhante da Lei, mas um jugo suave, uma carga leve. Jesus é “manso e humilde de coração”; esta é a melhor imagem de Deus, “lento para a ira e rico de misericórdia”. Colocar a nossa vida nas suas mãos é a melhor maneira de encontrarmos descanso.

 

d)        Com a paz, a alegria e o descanso que vêm de Deus, a vida do cristão é diferente, ou seja, é uma vida segundo o Espírito. São Paulo explica-nos isto no capítulo 8 da sua Carta aos Romanos: “Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito habita em vós”. O Apóstolo diz-nos que nós já não podemos viver agarrados aos valores da “carne”, ou seja, aos valores imediatos, materiais, superficiais, mas a valores mais espirituais e profundos, os quais o evangelho de hoje nos convida a experimentar e que nos podem levar à felicidade, a uma vida diferente, ou seja, à vida dos filhos de Deus: “se pelo Espírito fizerdes morrer as obras da carne, vivereis”. Assim, encontramo-nos diante de uma maneira diferente de encarar a vida, as preocupações, porque ficam iluminadas pela alegria, pela esperança e pela paz que vêm da nossa fé. Então, há que procurar orientar a nossa vida nesta direcção, rezando a Deus a oração sobre as oblatas deste Domingo: “Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça”.

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo Comum - 14º Domingo - Boletim Dominical II

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