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Avisos e Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum – ano B

 

a)         São Marcos relata-nos neste Domingo a primeira missão dos Doze. “Jesus chamou os Doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois”. Eles assumem e pregam a primeira mensagem de Jesus: “o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1, 15). A missão da Igreja e de cada um dos cristãos é anunciar o mistério de Deus que ama a humanidade e que lhe concede a vida, a esperança, o amor, a paz. Jesus Cristo é o centro desta mensagem, porque Ele é a presença amorosa e salvadora de Deus, e porque Ele é o primeiro que viveu (e vive) com o Pai e encontrou a plenitude da vida humana. São Paulo contemplou o mistério salvador de Deus. Como consequência dessa contemplação, deixou-nos um precioso hino na Carta aos Efésios: “nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo… Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade, a fim de sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo… segundo a riqueza da sua graça, que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade… “( 2ª Leitura). Toda a espiritualidade e teologia da Igreja são abordagens ao mistério inefável de Deus que vem “instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra”. São Marcos diz isto de uma forma mais simples: “O Reino de Deus está próximo; convertei-vos”. O dom de Deus concede à humanidade a vida nova e eterna. Enumeremos os pontos-chave do Evangelho: o amor, a paz, o perdão, a pobreza, a liberdade, a perseverança nas provações, a confiança absoluta em Deus. E enumeremos, agora, os pontos-chave da Igreja actual: a luta pela paz e pela justiça, o diálogo entre povos e culturas, a atenção aos mais necessitados, o esforço por ultrapassar os injustos desequilíbrios mundiais, o respeito à dignidade de cada pessoa e de cada povo, especialmente dos que são mais fracos, sem recursos e sem benefícios políticos. A sensibilidade cristã sabe que a palavra de Jesus “Ide” põe em marcha a promoção da verdadeira vida para todos segundo o Evangelho.

 

b)        Os Doze são a primeira realização da Igreja, das comunidades cristãs, de todos os discípulos de Jesus. A primeira missão dentro e fora da Igreja é promover o Espírito de Deus. É a missão de todos os cristãos. O anúncio do Evangelho tem momentos fortes e solenes: a proclamação da Palavra na liturgia, os documentos do Magistério. Estes momentos incentivam-nos a anunciar o espírito evangélico. Isto concretiza-se no quotidiano da vida. Cada momento, cada encontro em casa, no trabalho ou em algumas circunstâncias de lazer, são ocasiões para promover a paz e não a discórdia, a atenção aos outros e não o desprezo, a ajuda e não o alheamento, o perdão e não o ressentimento, ou seja, não há vidas neutras. Ou anunciamos e testemunhamos o Espírito do Evangelho ou não.

 

c)         “Nada levem a não ser o bastão”. As circunstâncias da vida mudaram, mas permanece uma convicção: “não leveis nada”. A verdadeira força é a força da verdade que somos convidados a anunciar: amar, perdoar, promover a paz, estar desprendido das coisas, ajudar os mais necessitados e marginalizados, confiar em Deus. É a força e a fraqueza da Palavra. Proclamá-la supõe ajudar a reflectir, a entender, a valorizar o evangelho, a pensar com justiça e respeito. A Palavra chega ao coração e cada pessoa pode abri-lo ou fechá-lo. “E se não fordes recebidos…”. Isto pode acontecer na nossa casa e com os outros membros da Igreja. A Palavra tem um apoio forte: o testemunho de vida. Perdoar, viver em paz, saber ser livre, confiar em Deus, é a verdadeira arma que acompanha a Palavra até ao coração das pessoas que amamos.

11-07-2021

d)        “Segundo a riqueza da sua graça, que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade” (2ª Leitura). O Espírito Santo transforma-nos em pessoas novas e anunciadores do Evangelho. Anunciar o Espírito de paz, de diálogo, de generosidade, o Espírito de Jesus Cristo, não é um encargo nem um trabalho profissional. É uma maneira de estar no mundo, fruto da experiência vivida da verdadeira vida. Só assim se abre o caminho entre os homens para o Espírito do Senhor. A obra de Deus não consiste em grandes espectáculos ou sinais surpreendentes, mas na acção escondida do Espírito que nos leva ao amor, à paz e à esperança. A obra de Deus abre caminho, através de uma simples palavra ou de um gesto acolhedor. Cada momento que vivemos é um mistério que nos interpela e que jamais se repetirá. Anunciar o espírito de verdade e de paz é fazer o que for possível entre os homens, acrescentando a presença salvadora de Deus.

 

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Ano B - Tempo Comum - 15º Domingo - Boletim Dominical II

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