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Avisos e Liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

É habitual afirmar que o mais importante na vida dos cristãos é amar. Muito bem, mas não é suficiente somente afirmar, porque temos de concretizar este “amar”. No texto do evangelho deste domingo, Jesus afirma que devemos amar a Deus e ao próximo. É a síntese do código do livro de Deuteronómio e do Levítico: “amarás o Senhor, teu Deus, com o todo o teu coração…”, “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Este é o maior e o primeiro de todos os mandamentos. Os judeus tinham muitas leis, algumas descritas em forma negativa e outras em forma positiva. Na Igreja, também temos o Código de Direito Canónico que termina com este pensamento: “tendo-se sempre diante dos olhos a salvação das almas, que deve ser sempre a lei suprema na Igreja” (can. 1752). Jesus sintetiza todas as leis em amar a Deus e amar o próximo como ti mesmo. São as duas faces da mesma moeda. Amar a Deus concretiza-se no amar o próximo, criado à sua imagem e semelhança. Amando o próximo manifestamos que amamos a Deus.

A primeira leitura do livro do Êxodo dá-nos exemplos concretos para vivermos a normativa que nos é apresentada no evangelho: coloca-nos diante da realidade dos estrangeiros, dos emigrantes, das viúvas, dos órfãos, dos pobres e dos mais necessitados. Numa sociedade como a nossa, em que nos deparamos todos os dias com novas realidades de pessoas necessitadas, de pessoas pobres, de gente perseguida pela fé, de refugiados, etc., somos convidados a agir e a estender a nossa mão ao irmão necessitado, fazendo aos outros tudo o que gostaríamos que a nós fosse feito. Não podemos ficar calados e quietos perante as injustiças deste mundo. É evidente que somos muitos pequeninos perante a grandiosidade destes dramas, mas não podemos deitar a toalha ao chão. É verdade que a Igreja tem muita actividade social com diversas instituições. Mesmo assim, temos de trabalhar cada vez mais em prol desta justiça social, que também é fruto da fé que temos neste Deus justo e misericordioso.

25-10-2020

Como gostamos de ser bem tratados, de ser bem acolhidos, de ser bem recebidos em todo o lado! Mas, fazes o mesmo aos outros? Recordemos que todos queremos estar bem tratados, que todos temos a dignidade de ser filhos e filhas de Deus e que temos de nos amar mutuamente, através dos pequenos gestos de cada dia: uma palavra amiga, uma palavra de consolação e de coragem, uma ajuda material ou espiritual, etc. Só assim a nossa sociedade mudará e será um reflexo do amor que Deus tem por cada um de nós. Parece difícil mas a solução é bem mais fácil: é urgente mudar o coração, olhar mais para fora do que para dentro. Não é necessário fazer grandes festas, grandes campanhas, grandes eventos, grandes gestos; bastam os pequenos gestos e acções de todos os dias, feitos com amor. Assim, quando o Senhor nos chamar para o encontro definitivo e amoroso com Ele, no dia do juízo, iremos ao seu encontro com as mãos repletas de boas obras porque tudo o que fizemos aos nossos irmãos mais pequenos, foi feito a Jesus Cristo. Que a celebração da Eucaristia neste Domingo nos ajude a amar cada vez mais a Deus e ao próximo como a nós mesmos.

 

«Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas»

 

Como reinar nos céus mais não é do que aderir a Deus e a todos os santos, pelo amor, numa única vontade, de tal forma que todos exercem em conjunto um único e mesmo poder, ama a Deus mais do que ti próprio, e verás que começas a ter o que desejas possuir de forma perfeita no céu. Concerta-te com Deus e com os homens – desde que estes não se separem de Deus – e começarás a reinar com Deus e com os seus santos. Porque, na justa medida em que agora te concertares com a vontade de Deus e com a dos homens, Deus e todos os santos concertar-se-ão com a tua vontade. Portanto, se queres ser rei nos céus, ama a Deus e aos homens como deves, e merecerás ser o que desejas.

Mas não poderás possuir este amor na perfeição se não esvaziares o coração de todos os outros amores. É por isso que aqueles que enchem o coração com o amor a Deus e ao próximo têm apenas o querer de Deus, ou o de outro homem, na condição de que este não seja contrário a Deus. São, pois, fiéis à oração e a esta maneira de viver, lembrando-se sempre dos céus; porque lhes é agradável desejar a Deus e falar acerca desse que amam, ouvir falar dele e pensar nele. É por isso também que rejubilam com todos os que estão em graça, que choram com os que estão em dificuldades (Rom 12,15), que têm compaixão pelos infelizes e que dão aos pobres – porque amam os outros homens como a si mesmos. É assim que, de facto, nestes dois mandamentos do amor «se resumem toda a Lei e os Profetas». (Santo Anselmo, 1033-1109, monge, bispo, doutor da Igreja, Carta 112, dirigida a Hugo, prisioneiro)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo Comum - 30º Domingo - Boletim Dominical II

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