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Avisos e Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum- Ano A

 

Estamos quase a chegar ao final do ano litúrgico. Dar-se-á conta através dos textos evangélicos que proclamaremos e escutaremos nestes últimos três Domingos, contando também com este Domingo. Jesus fala em parábolas, fala sobre o fim dos tempos, fala sobre a vigilância. Neste Domingo ressoa, especialmente, esta afirmação de Jesus: “Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora”. A atitude de um cristão é a vigilância, de estar à espera, não com medo, mas com determinação e confiança em Deus. Na narração da parábola das cinco virgens prudentes e das cinco virgens insensatas, Jesus convida-nos a estarmos preparados para O receber. Umas estavam, tinham azeite suficiente para as suas lâmpadas; as outras cinco, não foram cautelosas e ficaram sem azeite. É um claro convite a estarmos preparados e vigilantes. A vivência cristã não se fundamenta na ideia do “Carpe Diem”, viver o hoje sem preocupações com o amanhã, desfrutar a vida e os prazeres do momento em que se vive, mas na certeza de que em cada dia tem de se subir mais um degrau, dar mais um passo, na nossa amizade com o Senhor. Nas próximas semanas, nas quais iniciaremos um novo ano litúrgico com o tempo do Advento, seremos relembrados a estarmos vigilantes, a prepararmos o nosso coração e a nossa vida para o encontro definitivo e amoroso com o Senhor e, assim, entrarmos na sua festa.

O que podemos fazer para estarmos preparados? A primeira leitura, do Livro da Sabedoria, diz-nos que a sabedoria faz-se encontrar aos que a procuram, “ é luminosa e o seu brilho é inalterável, deixa-se ver facilmente àqueles que a amam”. É este o nosso desafio, ou seja, procurar uma atitude sábia para estarmos vigilantes. Como? Dando testemunho do amor de Deus nas nossas vidas, ou seja, construindo a paz, cuidando dos doentes, ajudando alguém que passa por uma necessidade material ou espiritual, anunciando Jesus com alegria e esperança aos descrentes, etc. Na nossa vida, o que é mais importante não são os prazeres humanos, mas o desejo de Deus, ou seja, que Deus fecunde todo o nosso ser, que sejamos uma imagem do seu amor. E isto realizar-se-á na nossa vida numa atitude sábia com esperança e sem colocar condições a Deus. Os cristãos de Tessalónica queriam controlar o “relógio” de Deus, porque queixavam-se da Sua demora, adiava a sua vinda, mas Deus tem o seu tempo, um relógio diferente do nosso. É evidente que virá, não se demorará; mas só quando Ele achar conveniente. Por isso, é muito importante ter uma atitude de jubilosa esperança e de abertura à sabedoria divina.

Na Eucaristia, o nosso olhar orienta-se para o futuro. Depois da consagração do pão e do vinho, aclamamos: “Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a Vossa ressurreição; Vinde, Senhor Jesus!”. O Senhor convida-nos à sua mesa, à mesa da Eucaristia, esperando um dia participarmos no banquete das bodas do Cordeiro no Céu. Para tal, tenhamos acesa a luz da fé, a luz da esperança e a luz da caridade para que quando Ele vier, como as virgens prudentes, possamos entrar para celebrar eternamente o seu amor na sua presença. Que a Eucaristia deste Domingo nos conceda esta vontade de procurar a sabedoria de Deus para assim estarmos vigilantes, dando um bom testemunho, até que Ele venha.

 

«No meio da noite»

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