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Avisos e Liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum – Ano B

 

a)         Se no Domingo passado acompanhava-mos aquele verdadeiro discípulo que, depois de descobrir a fé em Jesus, O seguiu até Jerusalém, e ali vimos que o mais importante para quem segue Jesus é amar, hoje entramos com Jesus no coração da manifestação da fé em Deus: entramos no templo. Ali encontramos aqueles que se exibem com a sua religião, mas incapazes de comprometer a sua vida com os que mais precisam, enquanto que Jesus salienta e valoriza a atitude da viúva que dá tudo o que tem. O contraste é enorme. Aquele que verdadeiramente acredita em Deus dá tudo. Já a Oração Colecta deste domingo convida-nos a pedir a Deus que “nos afaste de toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade”. Quando vivemos a fé, a nossa vida não pode ser dupla, ou seja, exibicionista da própria fé e ao mesmo tempo escassez de generosidade e doação.

 

b)        Tanto na primeira leitura como no Evangelho encontramos duas pessoas que são a expressão da pobreza na Bíblia. As duas pessoas são viúvas e pobres. Não têm ninguém nem qualquer amparo. Só podem entregar-se e confiar em Deus. No aspecto social, vivem na solidão. A viúva de Sarepta ainda tem a seu cuidado criar um filho e vive uma situação de desespero. Todavia, a mulher escuta o homem de Deus, o profeta, e através dele escuta a vontade de Deus que lhe pede um acto de generosidade que ultrapassa a sua situação humana. Porém, ela cumpre o que lhe pede a voz da sua fé e prepara tudo aquilo que o profeta lhe pede. Diz-lhe o que tem e dá-lhe o que tem. No evangelho, a pobre viúva deu tudo o que tinha (condição para ser um verdadeiro discípulo). Para Deus, o mais importante não é a eficácia das coisas materiais, mas a intenção e a generosidade do coração. Aquele que deseja seguir Jesus terá que libertar o seu corpo e o seu espírito de qualquer obstáculo para cumprir a vontade do Deus Misericordioso.

 

c)         No evangelho encontramos o contraste entre a atitude discreta da mulher e a descrição que Jesus faz da exibição dos escribas. Jesus denuncia e condena a tentação de estar sempre no centro das atenções, dos aplausos, das decisões. Todos aqueles que caem nesta tentação não são sensíveis às necessidades dos outros nem a auxiliar o próximo: “devoram as casas das viúvas com pretexto de fazeres longas rezas”.

 

d)        A segunda leitura da Carta aos Hebreus diz-nos que o sacerdócio de Cristo é superior ao sacerdócio do Antigo Testamento, porque Ele é o Mediador da Nova Aliança. A entrada de Cristo no Santos dos Santos é diferente da entrada do Sumo Sacerdote: este tem que entrar cada ano e em todas as festas; Cristo entrou num agora eterno “no próprio céu, …manifestou-se uma só vez”. O Santo dos Santos onde Cristo entrou é muito mais autêntico que o templo; não entrou por uns momentos, mas para sempre. As orações e as ofertas dos homens encontram em Cristo um mediador atento que está sempre diante de Deus. Cristo está revestido da soberania universal de tal modo que exerce sobre os homens uma realeza definitiva: “para dar a salvação àqueles que O esperam”. Aquilo que dá autoridade a Cristo para exercer a expiação definitiva não é o facto de ter derramado o seu sangue, mas o ter oferecido a sua própria vida. A doação de Cristo tem um valor duplo: enquanto Filho de Deus, o seu sacrifício tem um valor superior aos sacrifícios antigos; enquanto Homem perfeito, dá à sua oblação um carácter espiritual que nenhum ritualismo antigo possuía. Cristo pode perdoar os pecados porque foi o primeiro homem que viveu sem pecado e foi o primeiro Senhor que aboliu o reino do mal.

 

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07-11-2021

Ano B - Tempo Comum - 32º Domingo - Boletim Dominical II

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