×

Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano C

Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano C

z-igreja-AB Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano CEste Domingo está marcado pela narração evangélica da conversão de Zaqueu. São Lucas é o único evangelista que narra este episódio da vida de Jesus. Todos podemos imaginar o pequeno Zaqueu a subir a um sicómoro, para ver Jesus, certamente fascinado pela fama daquele mestre que acolhia todas as pessoas, sem discriminação, e fazia milagres. Zaqueu sentia no seu interior um grande desejo de conhecer Jesus, porque sentia dentro de si o desejo de uma vida nova, o desejo de mudança, de limpeza. Queria honrar o nome (Zaqueu) que tinha, que o convidava à pureza e à inocência. Não se sentia bem consigo mesmo. Sentia a mesma vontade de ser melhor, como nós sentimos. Apesar de desejarmos estar mais perto de Deus, continuamos a tropeçar nas pedras do costume. Bem, o mais importante é pedir a Deus que mantenha em nós a atracção por Jesus Cristo. Devido à sua profissão, Zaqueu devia ter uma cabeça muito estruturada, e devia estar consciente do vazio interior que sentia por causa da injustiça que estava na base do exercício da sua profissão, por muito legal que fosse. Sabemos que nem tudo o que é legal é justo, pois as leis, algumas vezes, favorecem somente os que as fazem. Zaqueu sentia-se atraído por Jesus e queria alimentar aquela atracção.

E Jesus sente este desejo de Zaqueu. Não sabemos se Jesus já o conhecia ou não, ou se estranhou a sua presença ali, ainda mais, em cima de um sicómoro. Recordemos as palavras da primeira carta de São João que dizem que Deus amou-nos primeiro. É verdade! Jesus é o primeiro a manifestar o seu amor por Zaqueu, chamando-o pelo seu nome. E recebe uma resposta adequada de Zaqueu que passará da legalidade das suas ganâncias ao amor que é a origem e fruto da justiça. Zaqueu devolverá com juros tudo aquilo que obteve injustamente. Isto leva-nos a perguntar: Era Zaqueu que procurava Jesus ou Jesus que procurava Zaqueu? Ao ouvir o seu nome, aquele publicano sentiu-se amado por Jesus. Jesus disse-lhe: “Desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa”. É Jesus que toma a iniciativa, parece que tem pressa em ir a casa de Zaqueu. Ou seja, é Jesus que toma a iniciativa de me amar. A resposta de Zaqueu é a reacção alegre pela concretização dos seus desejos. “Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus, com alegria”. Jesus ama-me e espera de mim uma resposta ao seu amor, uma resposta imediata, uma resposta alegre e entusiasta.

Moral da história deste encontro de Jesus com Zaqueu: o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Recordemos a parábola do fariseu e do publicano. Jesus reconhece o valor da oração do publicano, o pecador oficial, que humildemente reza. O fariseu, orgulhoso, pensa que não é pecador como os outros. Hoje, alguns também gostam de ter “certificados de garantia” cristã, como faziam os vizinhos de Zaqueu, que criticavam Jesus por se ter hospedado em casa de um pecador. Como Zaqueu, devemos apresentar-nos perante Deus como pecadores, humildes. Como Zaqueu, também podemos dar testemunho para que outros se aproximem de Jesus, para O ajudar na missão de “procurar e salvar o que estava perdido”.

Neste domingo, em primeiro lugar, reconheçamos que, por vezes, nos sentimos perdidos. Em segundo lugar, peçamos a Deus que nos ajude a ir ao encontro dos perdidos, aos Zaqueus que vivem à nossa volta e aos amigos destes Zaqueus, que também são filhos de Deus: os egoístas, os tristes, os desanimados, os pobres e os esquecidos. Em terceiro lugar, tenhamos a coragem de fazer o caminho de Zaqueu que é um verdadeiro itinerário de fé: da procura ao encontro (com Jesus), do encontro ao acolhimento, do acolhimento à conversão. Assim, Jesus também dirá da nossa vida: “Hoje entrou a salvação nesta casa”.

 

[pdf-embedder url=”https://magazineserrano.pt/wp-content/uploads/2022/10/30-10-2022.pdf”]

LEITURA ESPIRITUAL

Zaqueu descobre o único bem verdadeiro

 

Nosso Senhor chamou Zaqueu do sicómoro para onde ele tinha subido, e Zaqueu apressou-se a descer, recebendo-O imediatamente em sua casa. Isto porque, mesmo antes de ter sido chamado, tinha a esperança de O ver e de se tornar seu discípulo. É coisa admirável que tenha acreditado nele sem que Nosso Senhor lhe tenha falado e sem O ter visto com os olhos do corpo, mas simplesmente com base na palavra dos outros. A fé que havia nele, que tinha sido preservada na sua vida e saúde naturais, manifestou-se quando acreditou em Nosso Senhor, no momento em que soube que Ele tinha chegado. A simplicidade desta fé tornou-se evidente quando prometeu dar metade dos seus bens aos pobres e devolver o quádruplo daquilo de que se tivesse apoderado de forma desonesta.

Com efeito, se o espírito de Zaqueu não tivesse sido, naquele momento, repleto da simplicidade que convém à fé, ele não teria feito semelhante promessa a Jesus, nem teria dispensado e distribuído em tão pouco tempo aquilo que tinha levado anos de trabalho a juntar. A simplicidade distribuiu por todos o que a astúcia tinha ajuntado, a pureza de alma dispersou o que a fraude tinha adquirido, e a fé renunciou ao que a injustiça tinha obtido e possuído, proclamando que nada daquilo lhe pertencia.

Porque Deus é o único bem da fé, que se recusa a possuir outros bens com Ele. Para ela, os outros bens têm pouca importância, em comparação com o único bem duradouro que é Deus. Recebemos em nós a fé para encontrarmos a Deus e O possuirmos apenas a Ele, e para percebermos que, fora dele, coisa alguma vale seja o que for. (Filoxeno de Mabug, ?-c. 523, bispo da Síria, Homilia n.º 4, 79-80).

 

Programação das Celebrações de Todos os Santos e Finados (01/11 e 02/11)
313103258_119735224249554_198496607995327390_n.jpg?stp=dst-jpg_p526x296&_nc_cat=107&ccb=1-7&_nc_sid=730e14&_nc_eui2=AeHPOB5QdIkzRALT-5raM7XAA7k1o9VSOoUDuTWj1VI6hTTghBoq2zsjBZJ3UDMBg6kCAMIpKtfn5Bxop8HHGGuD&_nc_ohc=cVuLBGBjspgAX_V0fT3&_nc_ht=scontent.fopo4-1 Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano C
313163886_476733291155504_9193911019132812853_n-675x1024 Avisos e Liturgia do XXXI Domingo do Tempo Comum- ano C