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Carlos Chaves Monteiro tece críticas fortes ao governo face aos sete médicos na Guarda

Depois da conferência de imprensa, Carlos Chaves Monteiro refere em comunicado  sobre a colocação de apenas 7 médicos na Guarda

“Só sete médicos na Guarda é um ataque direto de António Costa e Marta Temido à cidade!”

Carlos Chaves Monteiro, presidente da Câmara da Guarda e candidato às próximas autárquicas, denuncia o Ministério da Saúde por, em 1073 médicos para todo o país, só ter destinado à Guarda… sete clínicos! O Ministério não colocou qualquer médico nas especialidades de pediatria, de obstetrícia, de radiologia, de oftalmologia, de cardiologia ou de cirurgia na Guarda. “É inaceitável a desfaçatez do Governo”, indigna-se o autarca.

O candidato do PSD à Câmara Municipal da Guarda e atual presidente do município, Carlos Chaves Monteiro, mostrou a sua indignação com a discriminação feita à cidade e à região no concurso para a contratação de médicos para as áreas de medicina geral e familiar, saúde pública e hospitalar. Foi numa conferência organizada
este sábado de manhã que o autarca falou do despacho com aviso n.º 12330-A/2021 publicado a 1 de julho, quinta-feira, em Diário da República, determinando a abertura
das 1073 vagas para todo o país… das quais apenas sete para a Guarda.

“É absolutamente inaceitável a desfaçatez do Governo ao ignorar a Guarda, os seus serviços de saúde e, sobretudo, os utentes desta região que precisam de cuidados
médicos”, afirma Carlos Chaves Monteiro, presidente da Câmara Municipal da Guarda. “Considero que esta limitação a sete médicos se trata de um ataque direto e
propositado do Governo de António Costa e da ministra da Saúde, Marta Temido, a esta cidade e a este concelho! Não se entende como é que pretendem colmatar as falhas
existentes – que são graves e do conhecimento público! – no Hospital Sousa Martins e nos centros de saúde da Guarda”.

Carlos Chaves Monteiro chama também a atenção para o facto de haver todos os anos médicos que vêm para a Guarda fazer os seus estágios, que se adaptam à cidade,
que querem passar a viver nela permanentemente, mas que não o podem fazer porque o Ministério da Saúde não abre vagas na Unidade Local de Saúde da Guarda que
permitam a sua fixação. “É um círculo vicioso que mantém a região da Guarda, e não só a sua cidade e o seu concelho, carentes de cuidados médicos há anos, uma situação
que a pandemia da Covid-19 veio acentuar”, afirma o candidato do PSD a presidente da Câmara.

Segundo o autarca, o silêncio e a ineptidão do Conselho de Administração da ULS da Guarda, bem como da Secretaria de Estado da Ação Social, sediada na Guarda,
mostram que ambas as entidades estão a pactuar com a decisão do Governo. “Em nome de todos os guardenses, exijo que o Governo reverta de imediato esta injustiça e exijo
explicações de todos os envolvidos: do Governo, da ministra da Saúde, da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, da Secretaria de Estado aqui sediada e,
claro, da Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda”.

“Uma ofensa para a Guarda”

O aviso de abertura do recrutamento de médicos prevê, somente, uma vaga para pneumologia, uma para saúde pública, uma para ortopedia, uma para
otorrinolaringologia e três para medicina interna. “O Ministério da Saúde não colocou qualquer médico nas especialidades de pediatria, de obstetrícia, de radiologia, de
oftalmologia, de cardiologia ou de cirurgia na Guarda, apesar de serem serviços altamente deficitários que apenas sobrevivem graças ao esforço do trabalho extraordinário dos médicos residentes e de prestações de serviço”, afirma Carlos Chaves Monteiro.

O autarca considera o diploma publicado “uma ofensa para a Guarda” e pede mais médicos para as especialidades. “Não se percebe como é que o Governo anuncia obras para os serviços de pediatria e obstetrícia e não recruta médicos para estas áreas. Será que nos estão a enganar com as obras?”, questiona. “Exigimos a abertura de vagas para mais médicos. Só assim é que os serviços médicos na Guarda irão funcionar com meios adequados para prestarem os cuidados de saúde de que os seus utentes precisam. Só assim é que será possível fixar médicos internos no Interior e adequar as unidades do Serviço Nacional de Saúde na região às reais necessidades da população”.

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