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Saúde

Lamego acolhe 3ªs Jornadas de Apoio Médico, Psicológico e Social

Realizadas com o apoio da Câmara Municipal de Lamego, as 3as Jornadas de Apoio Médico, Psicológico e Social vão decorrer, pela primeira vez, na cidade lamecense.

Acontecem no quadro das comemorações do centenário da Liga dos Combatentes, o evento terá como principal temática de abordagem o apoio médico, psicológico e social junto dos combatentes e respetivas famílias.

No próximo dia 8 de outubro (6ª feira), o Teatro Ribeiro Conceição receberá mais uma edição das Jornadas de Apoio Médico, Psicológico e Social, organizadas pela Liga dos Combatentes com o apoio da Câmara Municipal de Lamego.

Com o propósito de assinalar o 100º aniversário da Liga dos Combatentes, estas jornadas realizam-se com o intuito de proporcionar um momento de encontro e partilha entre todos os participantes, onde se dará a conhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, mas também pretende ser uma oportunidade para debater as lacunas existentes ao nível do apoio médico, psicológico e social junto dos combatentes e seus familiares.

Composto por quatro painéis de oradores, as Jornadas iniciam-se pelas 08h30 num primeiro debate dedicado ao “Apoio Médico”. Fernando Reis, antigo combatente da Guerra do Ultramar, fará uma intervenção dedicada ao tema “Do passado ao futuro”, com a participação dos convidados José Andrade, João Hipólito e Margarida Ribeiro.

Após a cerimónia de sessão de abertura (11h00), seguir-se-á o segundo painel, subordinado ao “Apoio Psicológico”, moderado por Ana Teixeira, psicóloga e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. À mesa de debate juntar-se-ão os oradores Odete Nunes, Catarina Gonçalves e Inês Maroco.

Ao início da tarde os trabalhos recomeçam às 14h30, com o tema “Apoio Social”, moderado por Paula Santos, professora na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, e que contará com as intervenções de Ana Melo, Marta Marques, Maria de Fátima Santos, Vítor Oliveira, José Oliveira, Rui Ruas e Renata Miranda.

O evento terminará com a temática “Estudos e Investigações”, com moderação de João Hipólito, professor catedrático doutorado em medicina e psicologia. Compõem os oradores deste painel Ana Vianez, Rute Brites e Maria Vieira.

Para além do debate e partilha de experiências e práticas clínicas e sociais, as 3as Jornadas de Apoio Médico, Psicológico e Social incluirão também diversos espaços de exposição.

A vacina da gripe chegou já a 33 ERPI’s da área de abrangência da ULS da Guarda

A vacinação contra a Gripe (época 2021-2022) iniciou-se na ULS da Guarda em 28 de setembro e até ao dia 02 de outubro foram já administradas vacinas em 33 Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI), 3 instituições inseridas na Rede Nacional de Cuidados Integrados e um Serviço de Apoio Domiciliário.
Dos 1462 residentes em ERPI’s foram vacinados 1415 quase 97% dos residentes. Recusaram-se a ser vacinados 41 utentes e encontravam-se ausentes da instituição 4 utentes.
Relativamente a funcionários, dos 657 contabilizados, 67% foram já vacinados e houve recusa por parte de 29,98%, ou seja, 197 funcionários. Encontravam-se ausentes da instituição 16 funcionários.
Contas feitas, entre funcionários e utentes das ERPI’s estão neste momento vacinadas contra a gripe (época 2121-2022) 1859 pessoas.
Recorde-se que a vacinação contra a Gripe é uma responsabilidade da Unidade de Saúde Pública que continuará a vacinar as ERPI’s da área de abrangência da ULSG nas próximas semanas!
Fonte:ULSG

Campanha “Outubro Rosa” por todo Portugal

A  Campanha “Outubro Rosa” também acontece nesta Região Centro , esta é a campanha nacional de sensibilização para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, nomeadamente através do rastreio. O Núcleo Regional do Centro da LPCC desafia as comunidades locais a juntarem-se ao movimento “Outubro Rosa” na difusão desta mensagem. O Cancro da Mama, se diagnosticado e tratado precocemente, tem uma taxa de cura superior a 90%. A melhor resposta é a prevenção!
Saiba mais sobre esta iniciativa e o plano de atividades “Outubro Rosa” a decorrer na Região Centro. + info: https://bit.ly/3D11XTO

Início da Empreitada de Requalificação do Edifício de Cirurgia/Imagiologia do IPO de Coimbra

Deste modo, o conselho de administração do IPO-Coimbra informa que a Empreitada de Requalificação do Edifício de Cirurgia/Imagiologia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil E.P.E. terá inicio nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, com uma previsão de execução de 675 dias.

·         Esta obra obrigará à alteração dos circuitos de acesso ao IPO de Coimbra, passando a ser privilegiada a circulação pela Rua Dr. José Alberto Reis. 

·         Está em curso uma ampla campanha de comunicação e sensibilização de doentes, profissionais e comunidade. 

·         Ao longo das próximas semanas o campus hospitalar irá sofrer alterações estruturais para a instalação do estaleiro e demolição do edifício atual.

·         Em articulação com outras entidades, o Conselho de Administração procurará implementar as melhores soluções para minimizar o impacto desta obra na dinâmica diária da Instituição e da área envolvente da Cidade.

·         O novo edifício vai materializar um projeto há muito tempo sonhado e imprescindível ao desenvolvimento das atividades do IPO Coimbra em prol da melhor assistência ao Doente Oncológico.

Ciclo Webinares LadoaLado.Com a Comunidade

A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai organizar um Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, cuja primeira sessão decorre já no dia 25 de setembro, com o tema “Cuidado com a coluna”.

Cuidado com a coluna é a primeira sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, iniciativa desenvolvida pela SRCentro para dar a conhecer os diversos projetos desenvolvidos pelas equipas de Enfermagem junto dos seus utentes/comunidades dentro da sua área de abrangência.

Este webinar, que se inicia às 18h no dia 25 de Setembro, irá apresentar o projeto Cuidado com a coluna, desenvolvido no âmbito do Programa de Promoção da Saúde Infantil e Prevenção da Doença e no Programa de Saúde Escolar, em conjunto com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Agrupamentos Escolas Coimbra Oeste.

A sessão online tem como objetivos promover a reflexão sobre os resultados do estudo; dinamizar o debate sobre esta temática entre e na comunidade, incluindo jovens, agentes parentais, professores, enfermeiros, entre outros e sensibilizar para os cuidados de prevenção e o impacto das limitações decorrentes das posturas
incorretas na posição sentada e transporte de peso excessivo na mochila.

Ana Paula Morais, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação e Presidente da Mesa da Assembleia Regional; e os médicos Inês Ferro e Filipe Carvalho, do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, Rovisco Pais irão explicar esta atividade.

A moderação do painel estará a cargo de Carla Santos, Vogal do Conselho Diretivo Regional da SRCentro.

A atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional. A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único .

Além disso, encarregados de educação e professores também se poderão inscrever através deste link:
https://forms.gle/vcD7VHJddxadQVsb9

Até ao final do ano serão promovidos mais eventos online dentro deste ciclo de webinares.

Mangualde- Inscrições abertas na Escola de Natação

Vai abrir já no dia 11 de outubro, a Escola de Natação do Município de Mangualde .
As inscrições poderão ser efetuadas a partir do dia 4 de outubro, já as renovações a partir do dia 27 de setembro. As aulas irão decorrer no complexo das Piscinas Municipais até ao dia 30 de junho de 2022.
Existem diversas aulas que englobam diferentes faixas etárias: nível de Adaptação ao Meio Aquático, crianças dos 3 aos 5 anos; nível de Natação Pura, dos 6 aos 17 anos e idade superior a 17 anos; aulas de Hidroginástica e Tarifário Combinado, a partir dos 14 anos. Existe ainda a modalidade de natação livre e a possibilidade de desfrutar do Centro de Saúde e Lazer, nomeadamente de squash e da sauna.

Artigo de Sara Morais—- Auto Estima e a Hipnose Clínica

Viajar pelas memórias é algo recorrente, por vezes nostálgico, mas é um ato de coragem; de reflexão, sobretudo de conhecimento e de construção de auto perceção. É o despertar, num olhar atento e consciente sobre a própria resposta comportamental e emocional assentes no aforismo grego “conhece a ti mesmo”. Esta construção psicológica denomina-se de autoestima.

Autoestima representa a coluna dorsal do “eu interior”, uma vez que sustenta o bom ou o mau funcionamento emocional, num processo de auto avaliação contínuo, capaz de condicionar a forma como se sente a seu respeito. No fundo, tem um papel preponderante na estruturação psicológica do ser humano.

Se cada ação é produto do pensamento, então a criação de um quociente positivo vai promover maior segurança e autoconfiança para atingir um determinado objetivo. No fundo é como um moinho, só funciona de forma eficiente e equilibrado se existir força da água, neste caso, energia através da construção de um ou mais pensamentos positivos.  Porém, se a corrente do pensamento for parca, porque é efetivamente negativa, a força da ação vai ser concordante com a dúvida, e o moinho pára, entra em estagnação – baixa autoestima.

Por exemplo, imagine que o curso de água representa as frequentes reprovações e menções de incapacidade na infância, que são gravadas mentalmente ao longo do de todo crescimento pela mente subconsciente. Esse caudal não cessa, mas não possui uma força que faça girar o moinho da autoconfiança, pelo contrário, é uma força contrária que provoca fragmentação do moinho (“eu interior”).

A baixa autoestima é caracterizada por diversos comportamentos e sensações, tendo como os mais predominantes a procura pela aprovação, os pensamentos negativos e ruminantes; o sentimento de incapacidade em atingir determinados objetivos, sensação de diminuição perante seus pares, entre muitos outros que condicionam um desempenho comportamental e emocional ativo e dinâmico.

Neste seguimento, a versatilidade da Hipnose Clínica enquanto ferramenta terapêutica e desenvolvimento pessoal vem pulsar a ampliação da autoestima. A terapêutica terá como enfoque inicial identificar a raiz do problema, passando posteriormente para a eliminação das gravações das experiências negativas dotando o paciente de ferramentas para promover um novo olhar perante as experiências passadas, através de um trabalho focado nas crenças limitadoras. Esta perspetivação, vai alicerçar a prática do auto elogio, desenvolver o auto cuidado, e por conseguinte permitir a realização de objetivos.  Neste seguimento, vai existir uma reeducação mental permitindo o fluxo de pensamentos construtivos cada vez mais abundantes e frequentes, com uma carga positiva capaz de fazer mover o “eu interior” de forma ajustada e equilibrada perante as várias situações da vida.

“Água parada não move moinho” provérbio português.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 912 583 244

sfilipa.morais@gmail.com

Autárquicas 21- Fornos de Algodres- Conversa com Manuel Fonseca(PS)

Nesta campanha, fomos ao encontro dos Candidatos à Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Por parte do PS, realizamos a entrevista com Manuel Fonseca que está abaixo, por parte da Coligação PSD/CDS, a candidata Joaquina Domingues preferiu que fosse escrita e assim fizemos, mas não tivemos as respostas até hoje das questões que lhe foram enviadas, face a isso, depois de muitos esforços para que nos fossem enviadas, tal não foi feito logo, temos de publicar o que temos, dado que o tempo urge.

De facto é com pena nossa, que não temos as duas entrevistas , mas neste caso fizemos todos os esforços para tal, mas o prazo esgotou e não podemos obrigar ninguém a responder, assim aqui fica a entrevista do candidato do PS, Manuel Fonseca.

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“Um trabalho de proximidade”

A campanha eleitoral vai a meio, face a isso, fomos conversar com os candidatos ao Município de Fornos de Algodres, neste caso, conversámos com Manuel Fonseca, atual Presidente da Câmara, que se recandidata pelo Partido Socialista.

Magazine Serrano(MS)- Que balanço faz destes 4 anos de mandato, onde 2 anos teve o obstáculo pandemia e teve de alterar todo o programa?

Manuel Fonseca(MF)-Não há dúvida, que houve dificuldades, dado que tivemos de alterar toda a estratégia, devido ao combate à covid-19. Era um vírus que pouco de nós conhecia a sua forma de atuação, mas no entanto, arranjamos uma estratégia mais virada para a pandemia.

Mas nunca descuramos, muitas das coisas que tínhamos de fazer, apesar do Covid, é um balanço altamente positivo, conseguimos lançar e terminar algumas obras, a Zona Industrial de Juncais, a obra de requalificação do Mercado Municipal, conseguimos lançar a obra da Escola do 1ºCiclo de Figueiró da Granja, que já se encontra em andamento. Conseguimos concluir o Jardim “Quintas da Vila”, ao mesmo tempo, conseguimos um conjunto de outras obras, sobretudo na área do ambiente.

Fizemos para já 2 Etar´s no concelho de Fornos de Algodres, no sentido de melhorar o ambiente deste concelho. O ambiente é uma preocupação que temos de ter, uma vez que em relação às fossas nada tinha sido feito e fomos nós que, iniciamos o caminho, para além destas Etar´s, vamos construir mais Etar´s no próximo mandato de maneira que o Município fique dotado com um leque de Etar´s que melhorem drasticamente a questão ambiental no concelho.

Etar de Vila Ruiva, promessa cumprida

Vila Ruiva era o caso mais preocupante, uma vez que a Etar que existia não estava preparada para que ali fosse construída uma unidade hoteleira, como é o Inatel e verificou-se que a partir de determinada altura, “já rebentava pelas costuras”, e criando graves problemas de saúde e ambientais na localidade. Tinha sido uma promessa nossa e foi cumprida no sentido de resolver os problemas da população e do Inatel que é um ex-libris, de Vila Ruiva e do concelho e como tal, não podiam existir problemas de foro ambiental. Ler Mais »

Artigo de Ana Carolina Marques—-Rastreios Auditivos – Importância destes no desenvolvimento das crianças

Quando fechamos os olhos, são vários os sons que nos rodeiam e imensos os que têm importância na nossa vida. Como seria se tivéssemos de viver sem acesso aos sons? E se esta realidade afetasse o seu filho ou alguém que lhe é querido?

A audição é um dos sentidos mais importantes. É considerada a chave para a linguagem oral e um motor para se sentir o mundo. Quando não existe exposição à linguagem nos primeiros anos de vida, a criança vai apresentar discrepâncias ao nível do desenvolvimento linguístico. A prevenção da perda auditiva é uma das medidas a adotar e consequentemente impedir que a falta de estimulação auditiva influencie a linguagem.

Os primeiros dois/três anos de vida são cruciais para o desenvolvimento da audição e da linguagem e por isso são denominados como “período crítico” devido à maior plasticidade neuronal. Nesta fase, podemos efetuar modificações (positivas ou não) que variam com a quantidade e qualidade dos estímulos fornecidos. Uma audição normal é essencial para uma correta aquisição e desenvolvimento da linguagem, daí a importância da deteção precoce da perda auditiva e consequente reabilitação (antes dos seis meses de idade).

Atualmente já são conhecidos alguns fatores de risco que podem levar a perdas auditivas/surdez, nomeadamente os antecedentes familiares com surdez, as infeções congénitas (eg. citomegalovírus e rubéola), as malformações craniofaciais, a meningite bacteriana, as síndromes, as convulsões neonatais, as otites médias recorrentes e o APGAR de 0 a 4 no 1º minuto ou de 0 a 6 no 5º minuto.

A deteção e intervenção precoce na perda auditiva permite que melhores resultados sejam obtidos e que a criança aproveite o seu potencial ao nível da fala, linguagem mas também das competências sociais. Esta deteção precoce é possível através do Rastreio Auditivo Neonatal Universal (nas primeiras 12 horas de vida) que pretende identificar eventuais perdas auditivas nos recém-nascidos através das Otoemissões Acústicas. Estas emissões testam a reação do ouvido interno ao som, sem implicar uma resposta por parte do bebé que está a ser rastreado. É um teste simples, rápido, não invasivo, de grande sensibilidade e especificidade.

A perda auditiva é responsável pelo atraso no desenvolvimento da linguagem e tem graves consequências no desempenho académico da criança. Com o diagnóstico efetuado precocemente, as consequências podem ser minimizadas com intervenção precoce e com a utilização das ajudas técnicas disponíveis. Portanto, a deteção precoce, imediatamente após o nascimento tem grandes possibilidades de melhorar a qualidade de vida dos bebés e respetivas famílias.

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de opinião-ANTÓNIO DAMAS MORA – Um médico português entre os trópicos

A luta contra as doenças tropicais nas antigas colónias portuguesas é uma epopeia quase esquecida. Mas as gerações do então denominado Império Português deixaram-nos um “fio de memória” que deve ser desfiado e devidamente reconhecido.

Vamos focar hoje a figura de António Damas Mora (1879-1949), que foi um protagonista ativo no combate à doença do sono na Ilha do Príncipe e em Angola, mas também a Oriente, nos territórios de Timor e de Macau.

É ele o protagonista do livro intitulado “António Damas Mora – um médico português entre os trópicos”, da autoria de Luiz Damas Mora, publicado pela editora BytheBook.

O texto é ilustrado com fotografias muito curiosas da época, que enquadram o leitor neste espaço geográfico e cronológico.

Mas quem foi este jovem pioneiro e arrojado António Damas Mora?

Nasceu em Rio de Moinhos (Abrantes) em 1879. Em 1901 termina a licenciatura em Medicina na Escola-Médico Cirúrgica e posteriormente vai-se alistar no Exército, onde fará sua  carreira militar, atingindo o posto de Coronel-Médico (1923). Entre 1902 e 1910 passa a Delegado de Saúde na Ilha do Príncipe, onde teve participação ativa no combate à doença do sono.

Na década de 20 já será Diretor Interino da Direção de Saúde do Ministério das Colónias. E em 1921, Norton de Matos nomeia-o para o lugar de Diretor dos Serviços de Angola,. Nessa região põe em campo os seus princípios de uma Medicina Social, criando a Central Assistência Médica aos Indígenas e combatendo as endemias, nomeadamente a fatal doença do sono.

Mas o que é exatamente esta doença? Segundo a OMS, este é o nome comum da Tripanossomíase Humana Africana. É uma infeção transmitida pela mosca de tsé tsé, que aterrorizava cerca de quarenta países africanos. É uma doença tremenda, pois ataca o sistema nervoso e, se não tratada prontamente, pode levar o doente ao coma e à morte.

Mas este médico português pioneiro na Medicina Tropical, rapidamente entendeu que havia muito para fazer em terra Africana para combater este flagelo.

Cria em África laboratórios de  análises bacteriológicas, parasitológicas químicas, treina e forma pessoal autóctone, tudo isto de forma pioneira. Em 1923, organiza e dirige o 1º Congresso Internacional de Medicina Tropical da África Ocidental.

Em 1926 participa, no âmbito da Organização de Saúde da Sociedade das Nações, numa longa viagem de estudo na África Ocidental (“Tour” de Dakar). No ano de 1928 é nomeado Governador-Geral Interino de Angola. Morre em 1949, legando uma obra admirável, digna dos anais da História da Medicina Tropical.

A evolução da medicina tropical é uma epopeia ainda pouco conhecida. À luz da sensibilidade dos tempos atuais, ficamos espantados com a dureza das estratégias sanitárias com que estas terríveis pandemias eram enfrentadas, e mesmo assim dizimavam grande número de indígenas. São tantos os doentes, nomeadamente as crianças, que podemos classificar como heróis os denominados médicos e enfermeiros “do mato” que tudo faziam para salvar estas populações, apesar dos escassos recursos disponíveis.

Damas Mora sempre mobilizou os médicos contra a ameaça comum – endemias e epidemias tropicais – tendo também formado um grupo coeso de enfermeiros nativos de Angola, que irão desempenhar um papel de relevo no terreno. Em simultâneo,

  1. Damas Mora deixa uma grande coleção de “escritos” que são gritos de alerta, com um sentido humanista admirável, fazendo esforços para que a Metrópole desse o devido apoio às suas inquietações. Mas nada foi fácil.

Estes primórdios da medicina tropical são o retrato de um Portugal grande em extensão, mas muito pequeno na capacidade de gerir tamanha imensidão

Uma época fascinante este período da nossa História, muito marcado pela controvérsia política e pelos desafios inimagináveis, estes muitas das vezes entregues a Homens notáveis (infelizmente pouco conhecidos) que agiram com coragem, quebrando tabus e abrindo caminho para um sistema de saúde público universal.

Por: Ana de Albuquerque (editora)

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.