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Saúde

Campanha “Olhe pelas Suas Costas” alerta para a importância do exercício físico no regresso às aulas

Numa altura em que as famílias portuguesas preparam a chegada de mais um ano letivo, a campanha “Olhe pelas Suas Costas” deixa um alerta: a escolha da mochila adequada é um ponto fundamental para a saúde das costas dos mais novos, mas é igualmente importante não descurar o exercício físico e suporte muscular da coluna.

Transportar mochilas com mais de 10% do peso da criança/jovem ou com alças pouco ergonómicas, adotar uma má postura na escola ou até ao estudar em casa, dois hábitos comuns de crianças e adolescentes, podem originar distúrbios musculoesqueléticos. Além disto, a obesidade e o sedentarismo são também prejudiciais para a saúde das costas, devendo ser contrariados desde a infância através do exercício físico, uma vez que é também nesta altura que podem surgir os primeiros sinais de alerta para doenças na coluna.

“Com o regresso às aulas e muitas crianças a iniciarem agora o seu percurso académico, é crucial garantir que estas começam já a adotar hábitos saudáveis e benéficos para a saúde das suas costas, evitando problemas futuros”, afirma Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador nacional da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”.

“É aqui que entra a importância do exercício físico. A grande causa para as dores de costas é o sedentarismo, sendo que a melhor forma de prevenir o aparecimento destas, em qualquer faixa etária, é adotando um estilo de vida ativo. A prática de desporto, por exemplo, é uma atividade extracurricular que tem benefícios inequívocos para a saúde dos mais novos”, acrescenta.

Desde prevenir a obesidade, fortalecer ossos e músculos, incentivar a adoção de uma boa postura e até fomentar a disciplina, esta é uma forma divertida mas também pedagógica de garantir que os mais novos têm um estilo de vida mais ativo e saudável.

Segundo o Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física da DGS, a atividade física melhora a aptidão física (cardiorrespiratória e muscular), a saúde cardiometabólica (pressão arterial, dislipidémia, glicose e resistência à insulina), a saúde óssea, a cognição, a saúde mental e promove a redução da gordura corporal de crianças e adolescentes entre os 5 e os 17 anos. É, por isso, recomendado que estes realizem pelo menos uma média de 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, maioritariamente aeróbia. A DGS recomenda ainda que seja limitado o tempo em comportamento sedentário, particularmente o tempo de ecrã .

No entanto, segundo a Organização Mundial de Saúde e o estudo de saúde mundial Global Burden of Disease, publicado na revista The Lancet, mais de 80% dos adolescentes entre os 11 e os 17 anos não cumprem as recomendações atuais de pelo menos uma hora diária de atividade física, colocando em risco a sua saúde .

Já dados do Inquérito Nacional de Saúde (INS), a partir de diários de atividade física, estima-se que, em média, crianças e adolescentes entre os 6-14 anos passem cerca de 9 horas/dia em comportamentos sedentários, excluindo o tempo de sono .

Dados recolhidos em 2019 revelam ainda que as dores lombares ou outros problemas crónicos nas costas continuam a ser as que mais afetam a população. No entanto, 65% da população portuguesa com 15 ou mais anos indica nunca praticar qualquer tipo de exercício físico. Para inverter esta situação, é essencial ter uma atitude preventiva desde a infância .

Por:Medtronic

Novo curso executivo – Medicina do Desporto, Reabilitação e Gestão na Católica do Porto

Escola de Negócios da Universidade Católica no Porto estabeleceu uma parceria com a Academia Clínica do Dragão e lançou um novo curso executivo – Medicina do Desporto, Reabilitação e Gestão. O arranque está previsto para outubro deste ano e será totalmente em formato online.

A prestação autónoma de serviços de medicina no desporto, saúde e reabilitação tem apresentado uma procura significativa e crescente, requerendo por isso uma diferenciação técnico-científica continuada. Aos profissionais de ciências médicas, de reabilitação e desporto, exigem-se elevados padrões de competência, organização e de gestão. Por sua vez, a prestação de serviços clínicos e de saúde requerem um exercício profissional seguro e eficaz, suportado em boas práticas e nas últimas evidências. Frequentemente desenvolvido num contexto interdisciplinar, determinantes como a liderança, o compromisso e o desempenho das pessoas impactam os resultados económicos da atividade profissional.

João Espregueira-Mendes, diretor do curso da Clínica Espregueira FIFA Medical Centre of Excellence, no Porto, explica que o Curso Executivo Medicina do Desporto, Reabilitação e Gestão, vem contribuir decisivamente para o sucesso profissional e empresarial de profissionais de saúde e desporto. Uma oportunidade única no contexto universitário para todos os que querem desenvolver as suas equipas e serviços.” 

O curso pretende assim promover o desenvolvimento de conhecimentos e competências de gestão e de liderança de equipas que servem para a prestação de serviços de qualidade em diferentes contextos, bem como desenvolver conhecimentos em medicina do desporto e reabilitação. Tudo isto sem esquecer a evolução técnico-científica no exercício profissional e o acesso a princípios para controlo de gestão de unidades económico-empresariais de medicina, de reabilitação e de saúde. Aos alunos oferece-se a possibilidade de se diferenciarem num contexto teórico e prático de excelência académica e clínica, internacional e pluralmente reconhecido através de um conjunto abrangente e singular de acreditações.

Gonçalo Faria, diretor do curso e professor da Católica Porto Business School salienta que A Católica Porto Business School tem como visão ser uma escola líder na área da gestão e da economia com impacto na sociedade. Entendemos como nossa missão o desenvolvimento de profissionais para uma sociedade sustentável e contribuir com avanços no conhecimento em gestão e economia, inovando e com uma visão global. Os nossos programas de formação executiva refletem esta visão e missão. Em consistência com estas linhas orientadoras, é com grande entusiasmo que estabelecemos esta parceria com a Academia Clínica do Dragão para o desenvolvimento e implementação da componente de Gestão do Curso Executivo em Medicina do Desporto, Reabilitação e Gestão.” 

O curso é especialmente direcionado a fisioterapeutas, médicos, profissionais da educação física ou ciências do desporto e enfermeiros e tem como objetivo oferecer formação teórica e teórico-prática sólida que, no contexto de competências da sua graduação permitam trabalhar de forma mais segura e capaz, desenvolver capacidades de comunicação e referenciação no contexto interdisciplinar da Medicina e das Ciências da Saúde, assim como o desenvolvimento da atividade económico-empresarial autónoma com controlo da gestão.

 

O curso executivo, em formato online, terá a duração de 220 horas letivas e 20 horas de aulas práticas opcionais e tem data prevista de arranque para outubro deste ano.

CCDR-Norte aprova candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego

Recentemente, a candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego (UCSP Lamego), submetida pela Câmara Municipal, acabou de ser aprovada pela CCDR-Norte. A obra tem início previsto para 2022, representa um investimento de 3 milhões e 900 mil euros e vai reunir num único edifício, vários serviços e valências que atualmente se encontram dispersos pela cidade.

Dotada de uma área bruta de construção de 4305,10m2, a nova UCSP Lamego vai distribuir-se por um edifício de 4 pisos onde ficarão instaladas as unidades que anteriormente se encontravam inseridas em diferentes imóveis, desajustados à realidade e distantes uns dos outros, nomeadamente: a UCSP Lamego, USF Almedina, a Unidade de Saúde Pública e o Centro de Diagnóstico Pneumológico; a USF Douro Vitae, a URAP Douro Sul e a UCC Lamego; e a equipa de Tratamento de Lamego/CRI/DICAD.

A edificação desta Unidade de Cuidados de Saúde Primários representa um investimento no valor de 3 milhões e 900 mil euros e vem dar resposta às necessidades e anseios dos cerca de 25 mil habitantes do município – melhor acesso, humanização e qualidade nos serviços de saúde, ao mesmo tempo prevê a redução dos constrangimentos relacionados com mobilidade condicionada, idosos, grávidas e crianças.

A construção desta unidade está inserida no âmbito do Plano Operacional Regional do Norte (POR Norte), resultando de um contrato programa com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). A conceção do projeto de edificação tem a assinatura do arquiteto Daniel Jorge do Couto.

Como as hormonas podem aliviar as dificuldades de movimento após uma lesão cerebral

No âmbito do programa “Cultura, Ciência e Tecnologia na Imprensa”, promovido pela Associação Portuguesa de Imprensa.

Um estudo publicado na revista científica eLife (https://elifesciences.org/articles/65247), e que tem como primeiro autor Nikolay Lukoyanov, investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), revela que as hormonas libertadas pela hipófise após uma lesão cerebral contribuem para a perda de movimentos corporais. Se estas hormonas foram bloqueadas, indicam estes novos resultados, os efeitos nocivos de uma lesão podem ser contrariados. Uma descoberta que pode ter implicações no tratamento de pessoas com lesões cerebrais traumáticas ou AVC.

«Sabemos que um AVC ou uma lesão de um lado do cérebro causa dificuldades de movimento no lado oposto do corpo e estudos recentes mostraram-nos também que se dermos certas hormonas a um ratinho sem lesão cerebral isso pode causar perda de movimentos num dos lados do corpo. Descobrimos então, após testes in vivo, que são duas hormonas hipofisárias em específico – a ß-endorfina e a Arg-vasopressina – que causam este efeito de contração dos membros», explica Nikolay Lukoyanov.

A equipa administrou estas duas hormonas a ratos sem lesões cerebrais e descobriu que eles desenvolveram contração do membro inferior do lado direito. Tentaram depois perceber o que aconteceria se dessem a ratos com lesão cerebral do lado esquerdo medicamentos que bloqueiam os efeitos destas duas hormonas. «Concluímos que os animais não desenvolveram problemas de movimento do lado direito» como seria de esperar, adianta, em comunicado, Georgy Bakalkin, professor do Departamento de Biociências Farmacêuticas, Universidade de Uppsala, Suécia, e co-autor do estudo.

Isto diz-nos, conclui Nikolay Lukoyanov, que as «hormonas transmitem sinais específicos dos lados após uma lesão cerebral» e a «nossa expectativa é que se tratarmos os pacientes com lesões cerebrais semelhantes com medicamentos que bloqueiam os efeitos destas hormonas, podemos obter melhorias» na condição física.

«Estas observações sugerem que o sistema endócrino através das suas hormonas no sangue pode visar seletivamente os lados esquerdo e direito do corpo dos animais», conclui Bakalkin. «Temos de ser cautelosos na interpretação destas descobertas e das suas implicações biológicas e precisamos de verificar este fenómeno noutros modelos animais. Mas se se confirmarem os benefícios de tratamentos que bloqueiam estas hormonas, poderemos ter aqui uma nova abordagem ao tratamento de problemas de movimento após um AVC ou lesão», acrescenta Nikolay Lukoyanov.

Os editores, autores e revisores deste artigo discutiram largamente os resultados e classificaram o trabalho da seguinte forma: “extremamente interessante. E, se os seus resultados forem replicados, é também um estudo de enorme importância», “este manuscrito relata resultados notáveis de altíssima importância científica e possivelmente clínica”, “este estudo examina um fenómeno intrigante” e “esta contribuição é tão importante como inesperada. O interesse fundamental e clínico destes estudos não pode ser sobrestimado».

Georgy Bakalkin e Jens Schouenborg (Universidade de Lund, Suécia) são co-autores séniores do estudo. A equipa inclui os primeiros co-autores Nikolay Lukoyanov (Universidade do Porto, Portugal), Hiroyuki Watanabe (Universidade de Uppsala, Suécia), Liliana Carvalho (Universidade do Porto), e Olga Nosova e Daniil Sarkisyan (ambas Universidade de Uppsala). Inclui também os investigadores Mengliang Zhang e Marlene Storm Andersen (Universidade do Sul da Dinamarca), Elena A. Lukoyanova (Universidade do Porto), Vladimir Galatenko (Universidade Estatal de Moscovo Lomonosov, Rússia), Alex Tonevitsky (Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Investigação, Rússia), e Igor Bazov e Tatiana Iakovleva (ambas da Universidade de Uppsala).

Por:Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S)

ULS da Guarda vai receber mais quatro novos médicos especialistas

Foi assim nesta sexta -feira que o Conselho de Administração da ULS da Guarda recebeu a visita do Secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales , que foi acompanhado nesta missão do Administrador João Barranca, Carlos Chaves Monteiro, Presidente da autarquia, Luís Couto, candidato do PS à câmara e diversas entidades locais.
Desta forma , o governante veio reforçar que o processo da reabilitação do Pavilhão 5 está a decorrer consoante o planeado. Ainda passou pelo Serviço de Medicina Intensiva, recentemente remodelado e ainda pelo Centro de Vacinação da Guarda aproveitando para agradecer o desempenho de todos os profissionais.
O Secretário de Estado assegurou também a contratualização de quatro novos médicos especialistas para a ULS da Guarda: dois anestesiologistas, um reumatologista e um hematologista.

ULS Guarda inicia Programa de Rastreio do Cancro do Cólon e Reto

A Unidade Local de Saúde da Guarda vai dar início ao Programa de Rastreio do Cancro do Cólon e Reto.
Os exames vão começar por ser efetuados em cinco Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados: Guarda, USF a Ribeirinha, Sabugal, Seia e Gouveia. O objetivo é que, em muito breve, esteja abrangida toda a área dos Cuidados de Saúde Primários da ULS da Guarda.
O Laboratório de Saúde Pública tem, no entanto, capacidade de resposta para as solicitações que possam vir a surgir no âmbito deste rastreio nos distritos vizinhos.
É mais um passo em frente na dinâmica e pro atividade do Laboratório de Saúde Pública da ULS da Guarda.

3000 novos casos de cancro de cabeça e pescoço em Portugal todos os anos

A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) alerta para a importância do diagnóstico precoce do Cancro de Cabeça e Pescoço para aumentar as taxas cura do tratamento desta doença, cujo dia mundial se assinala a 27 de julho. De acordo com Ana Joaquim, (médica oncologista e vice-presidente da AICSO), em Portugal todos os anos são diagnosticados cerca de três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço.

A especialista, que é também presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço explica que o principal fator de risco é o consumo crónico de tabaco e/ou bebidas alcoólicas. No caso específico do cancro da orofaringe existe outro fator de risco que tem vindo a aumentar – a infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV), sexualmente transmissível pelo contacto pele com pele e/ou mucosa. “Outros fatores de risco são a higiene oral deficitária e próteses dentárias mal-adaptadas (no cancro da cavidade oral) e a exposição a determinados agentes como o pó da madeira ou da cortiça (no cancro das fossas nasais e seios perinasais)”, sublinha Ana Joaquim.

O cancro de cabeça e pescoço envolve os tumores das vias aerodigestivas da cabeça e do pescoço – as vias por onde circulam o ar e os alimentos, ou seja, a boca, o nariz, a faringe (que se divide em naso, oro e hipofaringe) e a laringe.

Na grande maioria dos doentes, os sintomas começam e desenvolvem-se sem que lhes seja dada a devida atenção. “Os sintomas do cancro de cabeça e pescoço são relativos às localizações especificadas antes – lesões da mucosa da cavidade oral (aftas, lesões brancas ou vermelhas), dor de garganta, dificuldade ou dor em engolir, rouquidão, massas ou nódulos no pescoço. Apesar destas queixas serem comuns a muitas doenças benignas, deve ser dada especial atenção quando duram três semanas ou mais. Nessa altura, a recomendação é procurar o médico”, aconselha.

SOBREVIVENTES ENFRENTAM SEQUELAS 

Na opinião da médica, é fundamental recorrer precocemente aos cuidados de saúde nestas situações. “Quanto mais cedo se iniciar o tratamento da doença, maior a probabilidade de cura e de menos sequelas dos tratamentos”, afirma. “Quando diagnosticado em fase inicial, o cancro de cabeça e pescoço é tratado com uma única modalidade de tratamento, como cirurgia ou radioterapia, com uma probabilidade de cura de cerca de 90%”, acrescenta. Alerta que, “quando diagnosticado em fase avançada, os tratamentos são multimodais (ou seja, a combinação de cirurgia e/ou radioterapia e/ou quimioterapia) e a probabilidade de cura desce para cerca de 50-60%, à custa de sequelas mais ou menos mutilantes dos tratamentos”. Infelizmente, hoje em dia cerca de dois terços dos novos casos ainda são diagnosticados em fase avançada.

A fase dos tratamentos pode ser violenta sob os pontos de vista físicos e psicológicos. Segundo a vice-presidente da AICSO, por exemplo são muitas as situações em que é necessário realizar extrações dentárias múltiplas para que a radioterapia seja realizada em segurança.

Para os sobreviventes são muitos os desafios após a conclusão dos tratamentos. “Falamos da adaptação a uma nova realidade, que implica viver com sequelas dos tratamentos. Por exemplo, os doentes que realizam tratamento radical à base de radioterapia, ficam com a boca e garganta seca, muitas vezes com o paladar alterado, e, a nível do pescoço, com a pele espessa e, por vezes, inchada. Noutros casos, os doentes passam a viver traqueostomizados, necessitando de reaprender a comunicar. Noutros ainda, ficam dependentes de sondas para alimentação”, salienta Ana Joaquim.

“Esta adaptação é possível, mas exige de todos – profissionais e instituições de saúde, sociedade, doentes e cuidadores – um esforço para oferecer os melhores cuidados de suporte a estes doentes, tentando minimizar as complicações e devolvê-los à sociedade, no final dos tratamentos, com qualidade de vida e aptos para retomar as suas atividades”, defende. Considera, por isso, que são fundamentais várias valências de suporte desde o início da jornada terapêutica – Nutrição, Psicologia, Reabilitação, Assistência social, cuidados aos estomas, etc.

 

Liga dos Amigos da Matança inaugurou obras de alargamento das instalações

  A Liga dos Amigos da Matança que já possuía uma estrutura residencial para idosos, voltou a colocar mãos à obra e como tinha terreno suficiente para ampliação das suas instalações, acabou por fazê-lo.

Face a isso, inaugurou agora a ampliação das instalações com a presença da Ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Secretária de Estado da Ação Social , Rita Mendes , do Presidente da Câmara Municipal, Manuel Fonseca e seus vereadores e claro do anfitrião, Arlindo Pinto , Presidente desta instituição.

Perante uma cerimónia breve, cumprindo as normas de segurança da DGS.
Assim esta estrutura residencial está apta para receber mais alguns idosos que venham a ser aqui inscritos, uma maior comodidade e conforto esta casa passa a ter.
Fotos:LM

Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Município de Pinhel alerta para a falta de Médicos de Família no Centro de Saúde em ofício remetido à Ministra da Saúde

Em comunicado o Municipio de Pinhel informa que:Na sequência da publicação em Diário da República do “procedimento concursal conducente ao
recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente, da área de Medicina Geral e Familiar”
(Aviso n.o 12330-B/2021, de 1 de julho de 2021), o Município de Pinhel remeteu à Senhora Ministra
da Saúde, Prof. Doutora Marta Temido, uma comunicação onde expressa a sua preocupação
relativamente à questão da falta de médicos da área da Medicina Geral e Familiar no Centro de Saúde
de Pinhel.

No ofício, remetido nesta data, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, questionou
a responsável pelo Ministério da Saúde relativamente aos pontos abaixo elencados:
 “Tendo Sua Excelência, a Senhora Ministra da Saúde, anunciado recentemente 459
vagas para “médicos de família”, pergunto porque é que não foi aberta nenhuma vaga para o Centro de Saúde de Pinhel, quando a informação de que dispomos éque a Unidade Local de Saúde da Guarda terá alertado para esta necessidade?
 Atentos ao conteúdo do Aviso n.o 12330-B/2021, de 1 de julho de 2021, verifica-se que para a Unidade Local de Saúde da Guarda foram abertas apenas 3 vagas, todas elas destinadas à Unidade de Saúde Familiar Ribeirinha, localizada na cidade da Guarda.

 O Centro de Saúde de Pinhel enfrenta há já algum tempo o problema da falta de médicos de Medicina Geral e Familiar, a quem é atribuído o importantíssimo papel de “médico de família”, situação que só tem sido minorada pelo facto de médicos em condições de se aposentarem, terem optado por adiar essa situação.
 Neste momento, o Centro de Saúde de Pinhel tem dois médicos em falta, o que corresponde a 2373 utentes sem médico de família.
 Em 2022 prevê-se que saiam mais três médicos tendo em conta que completam 70
anos de idade. Com esta situação, haverá mais 3252 utentes sem médico de
família (1387 em janeiro, 1309 em fevereiro e mais 556 em junho).
 Feitas as contas, 5625 utentes irão ficar sem médico de família em 2022, caso
nada seja feito até lá, ou seja, cerca de 60% da população.
 Acresce a tudo isto o facto de Pinhel ser um concelho com uma população bastante
envelhecida e a necessitar de cuidados médicos de proximidade.”
Face ao exposto, e retomando a primeira questão, o Presidente da Câmara Municipal de Pinhel
terminou a sua missiva perguntando “porque é que não foi aberta nenhuma vaga para o
Centro de Saúde de Pinhel que, se nada for feito a muito curto prazo, poderá ver-se a
braços com uma situação caótica de 5625 utentes sem médico de família?”
Nesta mesma data foi também remetida uma comunicação à Unidade Local de Saúde da Guarda,
pedindo “que diligencie e reitere junto da tutela, como é sua competência, as necessidades
das populações locais abrangidas por esta Unidade”.
“Porque a Medicina Geral e Familiar é essencial nos cuidados de proximidade e todos
sabemos que as dificuldades são ainda maiores nos concelhos do Interior onde além do
fator idade, também pesa a situação económica e social”, o Presidente da Câmara Municipal
de Pinhel manifesta o seu descontentamento e refere que não pode ficar calado e de braços cruzados
perante mais esta situação de injustiça, motivo pelo qual dirigiu hoje mesmo estas duas missivas.