Concelhia do PS Guarda reage em comunicado ao encerramento das urgências obstétricas
Em comunicado a Concelhia do Partido Socialista da Guarda refere que:”Em relação a um assunto tão delicado como o do encerramento das urgências obstétricas, considera a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Guarda que, para evitar equívocos ou imprecisões, irá aguardar pelo acesso ao relatório por forma a se poder falar com conhecimento de causa.
No entanto, desde já adiantamos alguns pontos independentes do teor de tal documento:
1° – O Distrito da Guarda só tem uma maternidade com urgência obstétrica e esta será para manter. Serve um Distrito tão grande territorialmente que vai de Vila Nova de Foz Côa a Seia e ao Sabugal e não faria, de todo, nenhum sentido que estes Concelhos deixassem de contar com um serviço de tal importância, acessível em menos de 1 hora da sua área geográfica.
2° – As obras para a criação do Departamento da Mulher e da Criança, a decorrer no Hospital Sousa Martins, na Guarda, são um compromisso do PS, tomado na pessoa do seu Secretário-Geral e Primeiro-Ministro, que o anunciou em plena campanha, e conta com um investimento de cerca de 9M€. Não faz sentido qualquer retrocesso em tal investimento.
Ao longo dos anos, a tendência é o Partido Socialista criar ou reabrir serviços no Interior, quando os demais partidos os fecham.
3º – Não consideramos sequer que esta discussão tenha sentido num serviço que, nos últimos anos, denota um franco crescimento em número de profissionais e, consequentemente, um aumento da qualidade dos serviços prestados na saúde materno-infantil.
4° – Assim, não alinharemos em vozearias, como o sr. Presidente da Câmara Municipal da Guarda. Esse não é, nem será, o nosso “modus operandi”. Consideramos que essa atitude apenas revela total falta de ideias concretas para ações a tomar perante acontecimentos tão delicados, e de tão grande importância e sensibilidade, como os que têm fustigado a nossa região nos últimos meses.
Exigem-se ao Presidente da Câmara da Guarda intervenções com responsabilidade e não alarmismos sociais sem critério.
5° – Consideramos que é o momento de debater a saúde na Guarda, identificar os seus problemas e avançar com propostas para a melhoria da prestação dos cuidados de saúde primários e hospitalares para bem de todos os Guardenses e Portugueses em geral.
6º – Por forma a manter a coesão territorial, é imperativa a permanência deste serviço que é, e será, uma das bandeiras para o nosso território no que respeita à inversão da tendência demográfica, que temos e queremos potenciar.”





