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Conversa com Sérgio Costa -Candidato independente na Guarda

“Tenho o orgulho de ter contribuído para o seu desenvolvimento nestes últimos anos”

Depois do atual vereador da Câmara da Guarda, Sérgio Costa se demitir da concelhia e de militante do PSD, decidiu avançar como independente para a candidatura ao Município egitaniense, face a isso, fomos conversar com o novo candidato que nos traçou as suas novas metas.

Magazine Serrano (MS)Quais as razões que o levaram à demissão da concelhia do PSD e até mesmo sair de militante do partido e desta forma apresentar uma Candidatura à Câmara da Guarda?

Sérgio Costa (SC) – A Concelhia de que fui orgulhosamente Presidente, era formada pelo grupo de militantes com melhor preparação e que mais experiência detinha em organização política desde sempre na Guarda. Daí a esmagadora vitória que conseguimos na eleição. Fomos a votos e ganhamos com a confiança de quase 400 militantes, que representam a sensibilidade de milhares de pessoas de todo o Concelho da Guarda.

A Sociedade Guardense através de cartas abertas, de Empresários e Empreiteiros, de Presidentes de Junta, demonstraram a sua preocupação sobre a forma errática e cada vez mais desorientada com que a Câmara da Guarda está a ser governada.

Toda a minha vida política respeitei e segui os estatutos das organizações por onde passei.

Mas as cúpulas do PSD tinham outros objetivos.

Não respeitar a vontade expressa dos militantes da Guarda e, além disso, não respeitar o único órgão que tinha legitimidade para propor o candidato do PSD. A Concelhia da Guarda.

Algo vai mal na política quando são os dirigentes máximos que não respeitam os seus órgãos e os seus próprios Estatutos.

Os líderes têm a responsabilidade de zelar pelo cumprimento das regras da sua organização política, de estabelecer pontes e consensos. Quando isso não acontece os partidos ficam mais pobres e sem pessoas e apoiantes.

A decisão Distrital e Nacional sobre o candidato do PSD à Câmara da Guarda, não foi tomada por gentes da Guarda, mas sim por quem não conhece a realidade da Guarda.

Um dia estas elites vão ter de assumir as suas responsabilidades.

O processo de ataque ao poder autárquico na Guarda foi pensado há muitos meses. Quando me foram retirados os pelouros e quando vi a forma pouco institucional e pouco civilizada com que a Presidente da Assembleia Municipal era tratada, percebi o ataque despudorado ao poder por parte de alguém que não foi eleito para Presidente da Câmara, mas sim assumiu o cargo por substituição.

Não há nada nem ninguém que nos impeça de apresentar e defender as nossas ideias para a Guarda!!!

Nunca escondi que servir a Guarda foi sempre o meu anseio e será a Guarda que nos continuará a dar força na nossa ação política e de participação cívica.

Durante a minha vida pública e o exercício de cargos de eleição, sempre coloquei o meu Concelho e as suas Pessoas acima de quaisquer outros interesses. A Guarda foi sempre o principal desígnio e a razão primordial do nosso trabalho.

A política não é um jogo de partidos, nem uma questão que só a eles diz respeito.

Se temos uma ideia de desenvolvimento para o Concelho e projetos que possam melhorar a vida dos nossos conterrâneos, temos a obrigação moral e política de a colocar à discussão na praça pública e posterior votação pelos nossos Conterrâneos.

 

 MS – A Guarda é um grande desafio interessante para o futuro?

SC – Eu não diria apenas interessante, mas sim desafiante e muito promissor.

A Guarda é um território que tem todas as potencialidades para vingar no contexto Nacional e Ibérico. Basta dar condições aos Guardenses e criar condições aos que aqui querem investir para que o desenvolvimento floresça.

Tenho o orgulho de ter contribuído para o seu desenvolvimento nestes últimos anos.

A Guarda está numa encruzilhada! Num momento crítico da sua história!

A “bazuca” europeia será a derradeira oportunidade para salvar a Guarda do destino do despovoamento e da atrofia económica a que o interior foi sujeito nestes últimos anos.

Nos últimos anos conseguiram-se projetar, candidatar e realizar obras que trouxeram à Guarda dezenas de milhões de euros.

O Plano de Recuperação e Resiliência trará em média o dobro dos recursos financeiros provenientes da União Europeia que Portugal usufruiu no presente Quadro de Apoio Financeiro Plurianual.

Esta “bazuca” ou “vitamina” é o derradeiro instrumento que pode alavancar o desenvolvimento da Guarda. Serão cerca de 15 mil milhões de euros em resiliência e transição climática e digital para Portugal. O desafio que teremos forçosamente de vencer será a capacidade de os utilizar, ou seja, a capacidade de concretização de projetos e investimentos.

Mas não podemos ser redutores. A capacidade de fazer obra não se pode reduzir apenas ao betão, o mais importante é sermos capazes de realizar obra na educação, na área social, na economia, na área da saúde, na área da cultura, na área desportiva.

Mobilizando os Guardenses, as nossas Instituições e todas as Associações que estão presentes diariamente no terreno e conhecem a nossa realidade.

 

 

MS – Hoje todo o Concelho desenvolveu e muito potencial tem para o futuro?

Aumentar o emprego e fixar a juventude é uma das prioridades

 

SC – O desenvolvimento da Guarda ainda não é suficiente. A Guarda tem potencial para conseguir muito mais na sua afirmação Regional e Nacional.

Os Guardenses são gente com ambição e desejam muito mais para o seu Concelho.

A nossa fronteira é a única região da Comunidade Europeia que não é um local de maior desenvolvimento, pelo contrário, tem sido sinónimo de empobrecimento e despovoamento.

É fundamental criar e implementar uma estratégia comum de desenvolvimento de toda a Raia Ibérica.

A Guarda poderá ser o laboratório desta nova estratégia, porque temos mercado.

A Guarda tem de se afirmar cada vez mais no Mapa Ibérico e Europeu da Distribuição e Logística.

A Cidade da Guarda conta hoje com uma forte presença de grandes unidades industriais e de logística/ distribuição, vocacionadas para a exportação, sendo dos maiores empregadores privados da Região.

Se aproveitarmos a localização estratégica da Guarda em relação ao País, 200 km ao Porto, Leixões e Valladolid, 150 km a Aveiro e Salamanca, 350 km a Lisboa, Madrid e Vigo e 600 km a Valência, bem como a proximidade à A23, A25 e IP2 a Norte, tal como as Linhas Férreas da Beira Alta e da Beira Baixa e as ligações rodoferroviárias a Espanha, teremos dado um enorme passo.

Estamos numa posição privilegiada que nos coloca numa proximidade ímpar ao mercado Espanhol.

A Comunidade de Castilha e Leon e a sua Capital Salamanca representam um mercado potencial de 2,5 milhões de pessoas segundo os censos de 2014.

E não falando da Comunidade de Madrid que são mais de 6,5 milhões de pessoas a apenas 350 Km da Guarda. Um verdadeiro Mar de Gente à beira da Guarda.

É aqui que tem de haver a concretização e desenvolvimento de um plano nacional de Plataformas Logísticas/ Portos Secos, a começar pela cidade da Guarda. E já tivemos boas notícias sobre o Porto Seco da Guarda. Mas a Guarda merece mais.

No Turismo é fundamental criar um novo acesso à Serra da Estrela a partir de Videmonte, a estrada de acesso ao maciço central, passando a Guarda a ser uma nova porta para a Serra, ajudando a fortalecer o nosso tecido empresarial, potencializando mais investimento no nosso Mundo Rural, aproveitando todas as infraestruturas já existentes ou em construção como os Passadiços do Mondego, a Ecovia do Noéme e outras a construir no futuro, os percursos pedestres, as Praias Fluviais, a boa Gastronomia, o Património Cultural e Religioso, as belas Paisagens e Miradouros, entre outros.

A ampliação da Plataforma Logística e do Parque Industrial da Guarda, bem como a criação de Áreas de Localização Empresarial no nosso Mundo Rural, primordiais para a fixação de pessoas nas nossas Aldeias e Vila, combatendo desta forma o despovoamento a que temos vindo a assistir continuamente nos últimos 20 anos.

Criando muito mais emprego e mais qualificado.

A Concretização da 3ª fase da VICEG, investimento tão desejado há décadas, muito importante nas acessibilidades à Cidade, encurtando a distância entre vários pontos do Concelho, a A25 e a A23, tal como no processo de descarbonização da Cidade da Guarda.

 

MS – A nível de emprego e fixar a juventude são pontos que devem ser prioridade para o futuro?

SC – Aumentar o emprego e fixar a Juventude serão sempre pontos fundamentais da nossa ação e estarão sempre nas nossas prioridades. Mas a Guarda, as suas Empresas e Instituições, começam a sentir a necessidade de atrair mais jovens qualificados para preencher as suas necessidades de oferta de emprego.

Isso só se consegue tornando o nosso Concelho atrativo, criando condições para que a nossa qualidade de vida seja uma mais-valia na possível escolha que uma família faça na decisão de escolher o nosso Concelho para aqui se fixar.

Temos de conseguir inverter a sangria de pessoas das últimas décadas. O despovoamento que a Guarda tem sofrido, tal como outros Concelhos do Interior de Portugal é o nosso derradeiro combate e objetivo fundamental dos próximos anos.

Temos de analisar com atenção e cuidado os próximos Censos e atuar em conformidade.

MS – Esta candidatura pela Guarda de forma Independente terá uma equipa forte para mobilizar a comunidade?

SC – A Guarda conhece-nos! Sabe que a nossa voz esteve sempre presente na defesa intransigente das reais necessidades dos Guardenses.

Na nossa intervenção política sempre afirmámos que a Guarda estaria sempre em primeiro lugar!

Os nossos Concidadãos sabem que continuaremos a defender a Guarda até que a voz nos doa, colocando sempre as Pessoas em primeiro lugar. Trabalharemos com todos e para todos.

Temos uma equipa motivada que já deu provas que Pela Guarda não desiste por muitas dificuldades ou tentativas de calar a nossa voz!

A nossa equipa conhece a Guarda e saberá aproveitar os nossos recursos e irá potenciar ainda mais as nossas virtualidades.

As milhares de mensagens de apoio que recebemos quando anunciámos a criação da Plataforma de Cidadãos Independentes assim o comprovam.

 

MS – Que mensagem deixa a toda a Comunidade Egitaniense nesta altura?

SC – Que dizemos SIM à Guarda. Que necessitamos da ajuda de todos os Guardenses para elevar a Guarda ao patamar que merece. Queremos que os Guardenses participem neste projeto e o considerem como seu. Queremos agregar! Queremos somar!

Todos são importantes! Todos fazem falta à Guarda!

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