GNR Guarda – Detenção por incêndio florestal e reforço de patrulhamento em todo o país
O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Gouveia, no dia 7 de julho, procedeu à detenção de um homem de 38 anos pelo crime de incêndio florestal, no concelho de Seia.
Na sequência de um foco de incêndio, os elementos do SEPNA realizaram diligências de investigação que permitiram apurar que a origem da ocorrência esteve relacionada com trabalhos de corte de um poste metálico efetuados com uma rebarbadora, cuja projeção de partículas incandescentes provocou a ignição da vegetação envolvente.
Da ocorrência resultou uma área ardida de cerca de 0,05 hectares de pasto. O detido foi constituído arguido, tendo os factos sido comunicados ao Tribunal Judicial de Seia.
A GNR relembra que:
• Antes de realizar trabalhos agrícolas ou florestais, deve consultar o nível de perigo de incêndio rural e as restrições em vigor;
• A utilização de máquinas e equipamentos agrícolas exige a adoção de medidas de segurança que minimizem o risco de ignição;
• Qualquer foco de incêndio ou comportamento de risco deve ser comunicado de imediato através do 112.
A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção ambiental e do território. Para o efeito, encontra-se disponível, em permanência, a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), destinada à denúncia de infrações ambientais e ao esclarecimento de dúvidas.
GNR reforça prontidão e patrulhamento em todo o país face ao agravamento do perigo de incêndio rural
Perante as previsões meteorológicas que apontam para um agravamento significativo do perigo de incêndio rural, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforça o seu compromisso com a proteção das populações e a salvaguarda do património natural, mantendo o seu dispositivo em total prontidão e focada no cumprimento rigoroso das medidas de proteção e segurança em todo o território nacional.
Desde o início do ano, e com o objetivo de apoiar os cidadãos na proteção das suas comunidades, a GNR desenvolveu um intenso esforço de proximidade no terreno. No âmbito deste policiamento preventivo, a Guarda realizou 4 680 ações de sensibilização junto das populações e efetuou 8 549 sinalizações, prestando o aconselhamento necessário aos proprietários para mitigar riscos antes da chegada dos meses mais críticos.
Concluída esta primeira fase de forte proximidade e sensibilização, as ações da Guarda passam agora a centrar-se na vertente de monitorização e fiscalização diária. Assim, a atuação dos militares visará acompanhar o cumprimento das normas de segurança no terreno, garantindo que o esforço coletivo se traduz numa redução efetiva do risco de ignições rurais. Esta operação visa essencialmente garantir uma resposta robusta na prevenção, vigilância e deteção precoce de incêndios rurais, a proteção das populações e a salvaguarda do património florestal nacional.
Apesar da total prontidão e capacidade de vigilância do dispositivo da GNR, o sucesso da prevenção depende do comportamento responsável de cada cidadão e do respeito pelas medidas de proteção em vigor. Até ao dia 03 de julho de 2026, a Guarda já efetuou a detenção de 134 cidadãos pelo crime de incêndio. A análise das causas revela que a esmagadora maioria das detenções está associada a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente o uso negligente.
Assim, recorda-se que, nos dias em que o risco de incêndio se fixe nos níveis Muito Elevado ou Máximo, é estritamente proibido:
Fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas;
Realizar queimas ou queimadas de sobrantes;
Lançar foguetes e balões de mecha acesa;
Fumigar ou desinfestar apiários, exceto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas;
Circular com tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape.
A Guarda Nacional Republicana permanece em total prontidão para salvaguardar o património natural do país.





