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Liturgia do Domingo de Páscoa – Ano A

Liturgia do Domingo de Páscoa – Ano A

 

z-igreja-AB-300x200 Liturgia do Domingo de Páscoa – Ano ADepois da longa travessia quaresmal… Depois da Semana Santa, nesta noite ressoou em todo o mundo cristão o anúncio da Páscoa, o canto da aleluia, a alegria por Cristo ressuscitado. “Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria”. É a maior festa dos cristãos.

Quando escutamos o texto do evangelho deste dia, ficamos com a sensação, à primeira vista, de que Pedro e João (aquele que Jesus amava tanto) corriam os dois juntos a ver quem chegava primeiro ao sepulcro, e a juventude de João faz com ele corra mais depressa do que Pedro. Mas o que nos causa confusão são as palavras finais deste texto: “Ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos”. O evangelista narra este momento com muita precisão: ainda não tinham entendido. Também hoje, jovens ou não, ainda não é fácil dizer com convicção: Jesus está vivo! O crucificado ressuscitou!

Os evangelistas fazem referência a dois motivos que nos levam à fé no ressuscitado: o túmulo vazio e as aparições. Mas não nos levam directamente à fé no ressuscitado. Sim, ajudam-nos, mas não nos conduzem até lá. Para lá chegar, temos de percorrer, sem pressas, um caminho interior até nos deixarmos seduzir pelas palavras e gestos de Jesus; daquele Jesus que, “ungido com a força do Espírito Santo, passou fazendo o bem e curando a todos”. É muito fácil recitar o Credo, mas só se pode professar a fé a partir do coração, cheio da vida nova do ressuscitado.

O texto do evangelho deste dia começa com a figura de Maria Madalena. De manhãzinha, ainda escuro…procura entre os mortos aquele que vive. Jesus apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, porque ela O tinha amado em vida, o tinha visto morrer na cruz, o procurou no sepulcro. Dando ela a notícia da ressurreição aos Apóstolos, inicia o anúncio desta boa nova até aos confins da terra.

A Eucaristia é o memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus. No pão partido e no sangue derramado, somos convidados a proclamar o mistério da fé, dizendo: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição; vinde, Senhor Jesus. Hoje, alimentados pelo pão e pelo vinho da Eucaristia, também somos enviados a anunciar a alegria da presença de Cristo ressuscitado. Que seja esta a mensagem que queremos transmitir a todos aqueles a quem desejamos uma santa e feliz Páscoa.

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O dia do Senhor: dia da ressurreição e da nova criação

 

Jesus ressuscitou de entre os mortos «no primeiro dia da semana» (Mc 16,2). Enquanto «primeiro dia», o dia da Ressurreição de Cristo lembra a primeira criação. Enquanto «oitavo dia», a seguir ao sábado, significa a nova criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Este dia tornou-se para os cristãos o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor (dies dominica), o Domingo.

O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente em cada semana, e cuja prescrição ritual substitui para os cristãos. O domingo realiza plenamente, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o descanso eterno do homem, em Deus. (Catecismo da Igreja Católica, 2174-2175)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

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