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Plano de Desenvolvimento Estratégico para os Territórios Transfronteiriços (PDETT) apresentado

Plano de Desenvolvimento Estratégico para os Territórios Transfronteiriços (PDETT) apresentado

ps Plano de Desenvolvimento Estratégico para os Territórios Transfronteiriços (PDETT) apresentadoEm comunicado a Federação Distrital do PS Guarda, apresentou o Plano de Desenvolvimento Estratégico para os Territórios Transfronteiriços (PDETT) que  é um documento que resulta da participação e perceção dos Socialistas da Federação do PS Guarda e do PSOE de Salamanca que, em agosto de 2020 decidiram criar um grupo de trabalho para estudar e acompanhar as temáticas relacionadas com a Cooperação Transfronteiriça.
O Plano de Desenvolvimento Estratégico assenta em 5 Pilares, nomeadamente:
1. Criar Programas e Estruturas de Apoio ao Desenvolvimento Transfronteiriço;
2. Investir em Infraestruturas críticas para a Promoção da Coesão Territorial;
3. Criar incentivos de promoção da atividade económica local e regional;
4. Promover um compromisso efetivo com a Ciência e a Cultura;
5. Criar serviços locais inovadores nas regiões transfronteiriças;
1. Programas e Estruturas de Apoio ao Desenvolvimento Transfronteiriço
I. Criar um Plano de Cooperação 2021-2027 através da Comunidade de Trabalho Castela e Leão-Centro de Portugal, que tenha como objetivos harmonizar os POs regionais, discriminar positivamente os territórios de baixa densidade e garantir linhas de apoio dirigidas exclusivamente aos municípios transfroteiriços de menor dimensão e aos seus pequenos agentes económicos, sociais e administrativos;
II. Elevar a importância e a atividade do Centro de Estudos Ibéricos (CEI) no âmbito da Cooperação Transfronteiriça. Deve ser reforçada e apoiada a atividade do CEI, de modo a que mesmo cumpra o papel de promoção do conhecimento e de reforço das relações peninsulares que lhe estava destinado pelo seu fundador Eduardo Lourenço;
III. Criar uma estrutura formal, um Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (BSE-SAL) com sede na cidade da Guarda, que facilite e promova a cooperação territorial transfronteiriça, através da realização/execução de projetos de âmbito transfronteiriço cofinanciadas pela União Europeia através do FEDER, FSE e Fundo de Coesão;
IV. Criação de uma Eurocidade entre Almeida / Vilar Formoso / Fuentes de Oñoro / Ciudad Rodrigo;

2. Investir em Infraestruturas críticas para a Promoção da Coesão Territorial
I. Investir na principal ligação ferroviária à Europa, através da conclusão da modernização da Linha da Beira Alta (do lado português) e da eletrificação do troço Fuentes de Oñoro (fronteira) – Salamanca (do lado espanhol);
II. Requalificação do Parque TIR de Vilar Formoso, com ligação à A25;
III. Concretizar o investimento nos Itinerários Complementares – IC6, IC7 e IC37;
IV. Reativar a Linha Ferroviária entre as estações do Pocinho e Barca D’Alva, potenciando a ligação a Espanha através da navegabilidade do Douro, nomeadamente a ligação ao porto fluvial de Veja de Terron;
V. Criar centros de industrialização e logística nas regiões transfronteiriças;
VI. Iniciar a instalação das redes de 5G em ambos os países pelas regiões transfronteiriças;
3. Criar incentivos de promoção da atividade económica local e regional
I. Diminuir a carga fiscal para empresas e famílias nas regiões transfronteiriças;
II. Diminuir custos de contexto para as empresas, eliminando ou diminuindo significativamente o valor das portagens para empresas e famílias;
III. Criar estímulos para as empresas que recorram a financiamento nacional e/ou comunitário se fixarem em regiões transfronteiriças;
IV. Reforçar o tecido empresarial e aproveitar as potencialidades locais, nomeadamente as do eixo A62 – A25 (Ciudad Rodrigo- Fuentes de Oñoro- Vilar Formoso- Guarda);
V. Reforçar as alternativas logísticas e a coesão territorial na Raia, através por exemplo, da navegabilidade do Douro e da utilização do Cais Vega Terrón.
VI. Criar um Programa de Valorização Turística das Regiões de Fronteira, para desenvolvimento de projetos de co-promoção turística, idêntico ao Programa de Valorização Turística do Interior em Portugal;
VII. Pedir aos Governos de Espanha e Portugal que solicitem à Comissão Europeia que altere a Política Agrícola Comum paras as zonas fronteiriças, de modo a que as candidaturas à PAC estejam ajustadas à realidade das explorações pecuárias nestas regiões.
VIII. Gerir de modo inteligente e inovador os recursos florestais (ordenando a floresta), ambientais e agrícolas mediterrânicos de ambos os lados da Raia, com a criação de marcas/produtos de qualidade.

4. Promover um compromisso efetivo com a Ciência e a Cultura
I. Reforçar a importância cultural da identidade ibérica no âmbito da Candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027. A Guarda é a única cidade que se candidata a Capital Europeia da Cultura localizada numa região transfronteiriça;
II. Criar um projeto piloto de promoção do Ensino da Língua e Cultura Espanhola no 1º Ciclo de Ensino em Portugal, e do Ensino da Cultura Portuguesa e Portuguesa no 1º Ciclo de Ensino em Espanha;
III. Criar uma estrutura científica liderada pelo Politécnico da Guarda e pela Universidade de Salamanca com o objetivo de criar, testar e/ou implementar respostas sociais inovadoras;
IV. Criar uma estrutura científica para estudar a especificidade da produção agrícola, pecuária e florestal nas regiões montanhosas e transfronteiriças;
V. Promover a cooperação entre as diferentes instituições de ensino superior, a fim de responder em termos de formação técnica e científica dos jovens às principais e mais urgentes necessidades do território, promovendo igualmente a mobilidade de estudantes entre instituições de ensino superior transfronteiriças (Erasmus + Transfronteiriço).
5. Criar serviços locais inovadores nas regiões transfronteiriças;
I. Realizar as obras de requalificação do Hospital Sousa Martins, mais concretamente a 2ª Fase do Hospital, que se inicia com a Instalação do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher;
II. Estudar a possibilidade de criação de uma Área de Saúde Transfronteiriça, tendo como referências o Hospital da Guarda e o Centro de Especialidade de Ciudad Rodrigo.
III. Integrar o historial clínico dos cidadãos que habitam em regiões transfronteiriças em ambos os Sistemas de Saúde (Português e Espanhol) de modo a facilitar a intervenção clínica dos profissionais de saúde de Portugal e Espanha.
IV. Adaptar os sistemas nacionais de solidariedade social de modo a que seja possível aos cidadãos das regiões transfronteiriças aceder às respostas sociais existentes dos dois lados da fronteira.
V. Estudar a possibilidade de cooperação entre os dois países no apoio ao acolhimento de jovens refugiados nas regiões transfronteiriças;
VI. Aumentar as patrulhas conjuntas de vigilância e dissuasão entre Espanha e Portugal, melhorando assim a coordenação e desempenho das forças de segurança do Estado de Portugal e Espanha;
VII. Promover a eficácia do serviço 112 nas regiões transfronteiriças, melhorando a cooperação e a coordenação na assistência e resposta a emergências médicas, sociais, ambientais, etc.

VIII. Reforçar a cooperação e articulação entre as entidades governamentais de Portugal e Espanha, no âmbito da prevenção e combate a incêndios florestais