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Sindicato Nacional da Proteção Civil reuniu com Sec.Estado João Paulo Catarino

Sindicato Nacional da Proteção Civil reuniu com Sec.Estado João Paulo Catarino

snpc Sindicato Nacional da Proteção Civil reuniu com Sec.Estado João Paulo CatarinoEm comunicado, o Sindicato Nacional da Proteção Civil, refere que reuniu  com o Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, Eng.o João Paulo Catarino, onde foram abordadas as situações dos Sapadores Florestais, Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.
O SNPC tem vindo ao longo dos tempos, a insistir na valorização profissional
destes trabalhadores/as, que atuam na conservação da natureza e florestas,
sendo por isso um pilar fundamental no panorama nacional, no que diz respeito
à prevenção de incêndios florestais e na mitigação das alterações climáticas,
assim como na recuperação e preservação da nossa fauna e flora.
Levámos até ao Governo, as reivindicações dos trabalhadores/as, para que,
assim, possamos avançar pela valorização profissional.
Abordámos vários temas entre:
• O aumento da verba anual para os 60 mil euros para as entidades
detentoras de Sapadores Florestais, de forma a estas Entidades
poderem aumentar os salários;
• O aumento da verba do apoio para as entidades detentoras de
equipas/brigadas de Sapadores Florestais para que possam
adquirir/substituir Equipamento de Proteção Individual (EPI);
• A abertura de procedimento concursal a tempo indeterminado para 60
postos de trabalho na CNAF;
• A entrega de fardamento para todos os elementos da CNAF;
• A recondução das comissões de serviço das Equipas de Gestão de
Fogos Rurais (GFR), espalhadas pelo país;
• A revisão da Carreira Profissional dos Vigilantes da Natureza;
• A abertura de procedimento concursal de 100 Vigilantes da Natureza;
• A entrega de uniformes para os Vigilantes da Natureza.
Da parte do Secretario de Estado (SE), ficou a promessa que até ao fim desta
legislatura haverá avanços na Revisão da Carreira dos Vigilantes da Natureza, tendo o governo uma proposta que levará à discussão para que haja uma
negociação, firme em torno dos direitos dos trabalhadores/as.
No que se refere aos Sapadores Florestais, o SE informou-nos que irá alterar o
valor da verba atribuída no apoio à aquisição do EPI, uma vez que o valor atual
é insuficiente para a aquisição de material para uma equipa de 5 elementos.
O aumento da verba anual para os 60 mil euros, será uma realidade graças
também à conjuntura atual com a subida dos preços e dos combustíveis, o que
impulsionará a subida dos salários no setor privado. De forma a que haja um
acompanhamento com a aplicação da carreira profissional no setor público.
Para isso, o SNPC propôs ao SE a negociação de um acordo coletivo, onde se
preveja que todas as entidades que o subscreverem tenham acesso a esse
apoio extraordinário, para que seja aplicado efetivamente na subida do salário
e regulado com o Estatuto Profissional.
Quanto à CNAF, ficou o compromisso de abrir o concurso a tempo
indeterminado, reconhecendo o valioso trabalho que estes trabalhadores/as
executam nos perímetros florestais e matas nacionais, assim como no apoio
aos Vigilantes da Natureza nas mais diversas ações.
O SNPC irá continuar a lutar, como tem vindo a fazer, para que todos os
trabalhadores/as vejam os seus direitos repostos, valorizando carreiras e
estatuto profissional, apostando na profissionalização como resposta às
exigências que o país atravessa em matéria de conservação da natureza e
florestas.
O nosso compromisso sempre foi com os trabalhadores/as.
Para além desta reunião, foi aprovado requerimento para a audição do SNPC à
Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, para que possamos levar até aos
deputados as dificuldades de ser Sapador Florestal em Portugal e a carência
das entidades patronais em suportar o aumento do custo dos produtos e
combustíveis.
Solicitamos ainda uma audição à Comissão Parlamentar de Ambiente, para
que possamos abordar de igual forma os problemas dos Vigilantes da
Natureza, seja pela falta da revisão da carreira e de material de trabalho, que
todos os dias faz falta a quem protege as nossas áreas protegidas.
Ontem como hoje, continuamos empenhados na resolução dos problemas dos
trabalhadores/as. É imperativo nacional apostar na conservação da natureza e
florestas, para que possamos reduzir o número de incêndios e preservar toda a
nossa biodiversidade.
Portugal e os portugueses, precisam destes trabalhadores/as,
profissionalizados e motivados com salários dignos e carreiras revistas.