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Términus da 1ªfase do Programa de Empreendedorismo em Fornos de Algodres

Entrepreneurial Tool I foi um sucesso
No passado 20 de fevereiro, realizou-se
no auditório do CIHAFA na vila de Fornos de Algodres, o Entrepreneurial Tool I,
no âmbito do Programa Empreendedorismo Estratégico e Desenvolvimento Regional
de Fornos de Algodres onde os empreendedores fizeram a apresentação das suas
ideias de negócio.
Face a isso, para apreciar e avaliar as
diversas ideias apresentadas, estava um leque de pessoas da Comunidade, a nível
local e regional como por exemplo: Dr. Manuel Fonseca (Presidente do Município
de Fornos de Algodres), Dra. Rita Silva (Vice- presidente do Município),
Professora Doutora Patrícia Jardim da Palma (Coordenadora da Escola de
Liderança e Inovação do ISCSP-ULisboa), Dr. Manuel Morais (IAPMEI), Eng.
António Ruas (CIMBSE), António Candeias e Bruno Faustino (Empresários locais).

 Assim
todos os empreendedores expuseram as suas ideias de forma clara, onde o
respetivo painel foi fazendo uma apreciação individual das várias ideias.

No
final deste Entrepreneurial Tool I, em jeito de balanço, conversámos com alguns
dos membros do painel, assim como o Presidente do ISCSP-ULisboa, Professor
Catedrático
Doutor Manuel Meirinho, que nos
falou um pouco sobre este projeto.
Mensagem do Presidente  Como surgiu a ideia do Projeto de
Empreendedorismo Estratégico e Desenvolvimento Regional de Fornos de Algodres e
a parceria entre o Município de Fornos de Algodres e o Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas?
Este instituto criou
recentemente no âmbito do Instituto de Formação e Consultoria, a Escola de
Liderança e Inovação. Esta escola oferece cursos de formação avançada nas áreas
da liderança, inovação e empreendedorismo, bem como programas integrados de desenvolvimento
local, em conjunto com a Escola de Desenvolvimento Local do mesmo instituto.
O Programa de
Empreendedorismo Estratégico e Desenvolvimento Local constitui uma das áreas de
atividade da Escola de Liderança e Inovação, vocacionado para o desenvolvimento
de competências empreendedoras, de motivações e de técnicas, especialmente
dirigido a jovens de elevado potencial e que se encontrem desempregados.
A parceria com o município
de Fornos de Algodres, foi facilitada pelo facto de a Vice-presidente da Câmara
se encontrar a realizar o seu doutoramento no ISCSP e ter proposto a aplicação
de um programa deste género em Fornos, juntando assim a dimensão académica com
a dimensão aplicada. Já a sua concretização resultou do total empenho do Senhor
Presidente da Câmara de Fornos de Algodres que, desde o início, fez todos os
esforços para garantir a sua realização. Da nossa parte, e considerando a
situação financeira da câmara, criamos uma parceria que facilitou a sua
realização.
 Face
ao índice elevado de desemprego, na região das Beiras entende que este projeto
pode vir a abrir portas para a criação de novos postos de trabalho?
Esse é um dos objetivos do
programa. Para além da capacitação dos formandos de forma muito rigorosa, o
objetivo é fortalecer o potencial empreendedor dos jovens, no sentido de os
fixar nos territórios com a  criação de negócios próprios. Da mesma forma,
pretende-se criar redes de conhecimento, de parcerias de partilha de boas
ideias empreendedoras, tal como canalizar sinergias existentes nas câmaras
municipais para estes negócios inovadores.
Com projetos destes mais
disseminados por outras câmaras municipais e com empenho de muitos atores
económicos e sociais, a médio prazo, creio que o programa pode ser um excelente
instrumento de revitalização das economias locais e regionais.
 Este Programa de Empreendedorismo
Estratégico e Desenvolvimento Regional teve o arranque em Fornos de Algodres,
mais recentemente o Município do Sabugal também já aderiu, podemos vir a tê-lo
em outros Municípios da região das Beiras?
Sim. Há já contactos com
mais três municípios do distrito. Também já temos propostas muito avançadas nos
municípios de Pedrogão Grande, Mafra e Santa Cruz. O alargamento do programa a
outros municípios da comunidade intermunicipal, poderia ser um bom instrumento
de desenvolvimento integrado de alguns projetos de empreendedorismo com escala
regional. Mas isso não depende de nós.
Que ações planeia para o futuro
para divulgar e implementar este projeto?
Creio que o programa, de
per si, é o melhor veículo de promoção. Temos vindo a melhorar o projeto e em
cada programa, são os parceiros, os alunos, e os atores locais envolvidos que
são os principais avaliadores e promotores. A nossa principal preocupação é
servir bem os parceiros que apostam na realização do programa.
Que balanço faz a esta altura
sobre o projeto que está a ser desenvolvido em Fornos de Algodres?
Pela informação que tenho, o
balanço não podia ser mais positivo. Mas esse balanço compete primordialmente à
câmara municipal e aos jovens que estão a realizar o programa. No final do
programa, o ISCSP fará um relatório de balanço mais apurado, mas estou muito
satisfeito por estarmos a colaborar na dinamização de uma rede de jovens
empreendedores de um concelho que tem muito potencial.
De
seguida, falou a

Professora Doutora Patrícia Jardim da Palma
– Coordenadora da Escola de Liderança e Inovação do ISCSP-ULisboa.
O que levou o Instituto Superior
de Ciências Sociais e Políticas a avançar nesta parceria com o Município de
Fornos de Algodres neste projeto: Programa de Empreendedorismo Estratégico e Desenvolvimento
Regional de Fornos de Algodres?
É um prazer estar aqui a falar sobre este
projeto, que me parece fundamental como estratégia de fixação de pessoas e de
desenvolvimento local! Relativamente ao projeto em si, eu para além de
Coordenadora da Escola da Liderança e Inovação do Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas, sou também Professora Universitária deste
Instituto, e a minha especialidade é, precisamente, o Empreendedorismo, área em
que fiz o doutoramento, publiquei livros e estudos científicos e em que tenho
feito acompanhamento, em termos da aplicação ao contexto Português.
A realidade do empreendedorismo em Portugal
não nos mostra um cenário muito animador. De facto, os dados estatísticos revelam
um elevado índice de morte empresarial prematura e, muitas organizações
recém-criadas tendem a morrer nos primeiros dois anos de vida. Esta realidade
leva-nos, logicamente, a pensar o empreendedorismo de forma estratégica. Mais
importante do que criar novas empresas é criar empresas que sejam capazes de
crescer e prosperar ao longo do tempo, gerando mais-valias, não apenas para os
empreendedores e investidores, mas também para toda a comunidade (ex. criando
postos de trabalho e riqueza para a região)! E foi muito esta reflexão que nos
conduziu para o empreendedorismo local, para o desenvolvimento de negócios
sólidos que façam parte e estejam entrosados com as necessidades reais das
Comunidades.
Em
Portugal, o Empreendedorismo é, necessariamente, – comunitário!
 O Empreendedorismo
individual, tão popularizado pelos E.U.A., em que os indivíduos, sozinhos,
montam os seus próprios negócios, tem pouca expressão no nosso país e até na
Europa.
Em Portugal, temos
de pensar sempre o Empreendedorismo como sendo um processo comunitário, pelo que
toda a Comunidade tem de que estar envolvida! Assim, sim, conseguimos aplicar o
empreendedorismo como ferramenta estratégica de desenvolvimento regional, tão
necessária no nosso país!
Acerca
deste projeto em concreto, claro que nasceu de um feliz casamento entre várias
partes! Por um lado, de um trabalho realizado no ISCSP, e na sua Escola de
Liderança e Inovação, de estudo e análise da realidade do empreendedorismo em
Portugal. Devo reforçar que o ISCSP, especialmente o seu Presidente, o
Professor Manuel Meirinho, foi desde o primeiro momento, um grande entusiasta e
energizador deste projeto! Para além do Presidente, a nossa equipa, desde o
Professor Albino Lopes, ao Professor Miguel Lopes (que também já estiveram aqui
em Fornos de Algodres a apresentar as suas reflexões) foram também grandes
apoiantes do projeto desde o início. Por outro lado, a partir das conversas
trocadas com a Dra. Rita Silva, que está a realizar os seus estudos de
doutoramento no Instituto (e também uma estudiosa e uma entusiasta do empreendedorismo),
logo percebemos que faria todo o sentido aplicar esta ideia numa ótica local e
regional, mais concretamente em Fornos de Algodres.
 Trata-se de um município com muitos recursos
endógenos e potencialidades para explorar, propenso à criação de negócios que
busquem a satisfação das necessidades da comunidade e a complementaridade com
outros negócios já existentes. Claro que este projeto só arrancou com o avale
extremamente positivo do Dr. Manuel Fonseca, Presidente do Município de Fornos
de Algodres, que abraçou o projeto desde a primeira hora!
Neste
sentido, este projeto assenta em dois grandes pilares: em primeiro lugar, é
claramente um projeto inserido na Comunidade de Fornos de Algodres, procurando
aproveitar os recursos endógenos da região e envolver toda a Comunidade. Isto
significa que os empreendedores não estão sozinhos! Os empreendedores estão
inseridos na Comunidade, no tecido empresarial, na equipa da Câmara Municipal,
dos diversos agentes económicos … É por isso que procuramos com este programa,
fazer um conjunto de conferências, sessões, dinamizações, em que chamamos a
Comunidade, para que a comunidade possa ver o que estamos a fazer e possa
conhecer quais os projetos e ideias de negócio que estão a ser preparadas para
o município de Fornos de Algodres.
Foi exatamente o
que aconteceu no passado dia 20 de fevereiro! Os nossos empreendedores fizeram
uma mostra das suas ideias de negócio, com o objetivo de receber feedback
positivo e construtivo para melhorar, e, ir mais ao encontro das reais
necessidades da comunidade e, obviamente, criar riquezas e mais-valias para a
região é este o primeiro grande objetivo do programa. Em segundo lugar, os
dados estatísticos revelam que a taxa de desemprego entre as pessoas altamente
qualificadas é bastante elevada. Ora este programa destina-se, precisamente, a
essas pessoas que possuem licenciaturas, mestrados, e que têm muito para dar …
precisando apenas de oportunidades para colocar o seu saber em prática.
Neste campo, aquilo
que nós fazemos é, precisamente, ajudar a desenvolver o projeto de vida dessas
pessoas, apoiando-as a construir o seu próprio projeto, a sua própria vida, enquanto
empreendedores.
Estamos
a falar de pessoas profundamente identificadas com o município de Fornos de
Algodres (porque nasceram aqui ou têm laços familiares aqui, que pretendem
fazer a sua vida aqui, isto é, querem-se fixar nesta região, uma vez que são profundas
conhecedoras desta região, o que é outra das mais-valias do projeto.
Em que consiste este Curso Avançado em
Empreendedorismo?
É um curso que visa desenvolver
empreendedores, pessoas que pretendem criar o seu próprio negócio. Este curso
assenta em três vetores, primeiro: a ênfase no “business plan”, na criação de
planos de negócios viáveis; segundo, no desenvolvimento de competências
empreendedoras, tais como propensão para o risco, autonomia, autoconfiança,
entre outras ….e competências que promovem e sustentam um empreendedorismo
estratégico e de êxito.
Terceira: a identidade empreendedora, dado
que uma coisa é falar de “empreendedorismo”, outra bem diferente é “ser
empreendedor!”, e assumir-se como empreendedor enquanto estilo de vida.
Uma outra mais-valia do Curso Avançado são
as duas Entrepreneurial Tools, que são dois momentos de apresentação dos
negócios à comunidade. A primeira, que decorreu no passado dia 20 de fevereiro,
visa dar a conhecer as ideias de negócio, as oportunidades identificadas na
comunidade, às quais os empreendedores pretendem dar resposta. Neste
Entrepreneurial Tool I esteve presente um painel de figuras proeminentes da comunidade,
representantes de diferentes instituições públicas e regionais.
A segunda terá como objetivo a
apresentação dos negócios propriamente ditos, com a mostra do plano de
negócios, e mostrar à Comunidade que vale a pena apostar em cada negócio.
Quais os passos que foram dados a nível de
organização deste curso?
Este projeto apresenta um conjunto de passos
que são fundamentais para assegurar a sua sustentabilidade: em primeiro lugar, a
apresentação do projeto à Comunidade, segundo, a avaliação do perfil empreendedor
de cada participante – tendo cada um recebido um relatório, com a interpretação
dos resultados apurados a partir da aplicação de uma bateria de testes, provas
de grupo, dinâmicas, focus-group, com o propósito de gerar ideias de negócio
úteis à comunidade e com as quais os empreendedores se podem apropriar – sim,
cada empreendedor tem que se identificar com uma ideia de negócio, elegendo-a
como “a ideia”, “a oportunidade”, “a causa” da sua vida, à qual se pretende
entregar em prole da sua comunidade. Esta avaliação é fundamental para que os
empreendedores se possam auto-conhecer, ou seja, para que possam perceber como
estão agora, neste momento, e para que possam identificar o que podem melhorar.
Segue-se o Curso Avançado de
Empreendedorismo, com vista ao desenvolvimento do plano de negócio, das
competências empreendedoras e da identidade empreendedora.
Por fim, temos a fase da Monitorização e
acompanhamento dos negócios criados, a qual é, será fortemente impulsionada
pelas atividades do “Clube de Empreendedores de Fornos de Algodres”.
No final do presente curso, o formando estará
preparado para colocar o seu negócio em prática?
 Sem
dúvida, por isso é que temos este programa! Com este programa, rigorosamente
estruturado com todos estes momentos de avaliação, desenvolvimento,
monitorização e mostra à comunidade, procuramos contrariar as estatísticas de
morte empresarial. Pretendemos mostrar aos empreendedores que não estão
sozinhos! Os empreendedores estão inseridos num programa, que visa dar todo o
suporte desde o início da ideia até à sua colocação em prática.
Que balanço geral faz sobre este projeto
desenvolvido em Fornos de Algodres?
O
balanço é excelente! Estou muito satisfeita com os resultados que este projeto
tem gerado (e atenção que ainda vamos, sensivelmente, a meio do projeto). Nesta
primeira fase, no Entrepreneurial Tool I, todo o painel estava extremamente
agradado com as ideias que foram apresentadas, não apenas pela qualidade, mas
principalmente porque, todas estas ideias respondem às necessidades reais da
comunidade e são ideias extremamente necessárias! E mais, são ideias de negócio
e que dizem muito aos empreendedores, isto é, os empreendedores identificam-se
com elas, querem fazer a sua vida em torno da exploração destas ideias. Por
outras palavras, tratam-se de ideias de negócio que os empreendedores
identificaram como oportunidades, que elegeram como causas, pelo querem dedicar
a sua vida a elas!
Do
ponto de vista da apresentação das ideias, posso dizer que, do ponto de vista
técnico, os empreendedores incorporaram muito bem os conhecimentos veiculados
pelo Curso Avançado e adequaram, perfeitamente, às suas ideias de negócio! Em
termos da forma como as ideias de negócio foram apresentadas, só tenho uma
palavra a dizer: as pessoas acreditam vivamente nas suas ideias de negócio, e
isso diz tudo!
Agora,
vai iniciar-se a segunda parte do Curso Avançado, que visa preparar o Business
plan. Estou em crer, pelo que eu e o painel tivemos oportunidade de ver no
Entrepreneurial Tool I, que vamos ter no futuro negócios sustentáveis e que vão
melhorar a vida desta comunidade!
Também chegámos à fala com Dr. Manuel
Fonseca,
o
Presidente do Município de Fornos
de
Algodres
Como surgiu a
parceria entre o Município de Fornos de Algodres e o Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas?
      Foi uma ideia da Vice -presidente
da Câmara, que foi estudante, trabalhou e colaborou com o Instituto e
naturalmente esse projeto está a ser maturado há uma série de anos, na altura
era um projeto que eventualmente poderia ter sido desenvolvido pela Adruse, na
altura não foi agarrado pela Adruse por vicissitudes próprias deste tipo de instituições.
Quando vim para a Câmara, o projeto foi-me apresentado, falei com o Presidente
do Instituto o Doutor Meirinho e com as pessoas responsáveis e entendemos que
seria um projeto que de alguma forma inovava a forma de estar da universidade
no Interior do País.
Foi por aqui que começámos, obviamente tem
aqui o dedo da Dra. Rita, onde todos na Câmara quisemos agarrar este projeto e
está a correr bastante bem.
Perante o cenário de desemprego no nosso concelho,
entende que este projeto pode vir a abrir portas para novos postos de trabalho?
Eu acho que sim, se não fosse essencialmente
por isso não tinha abraçado tão convictamente este projeto, está aqui uma
janela de oportunidades para jovens recém-licenciados, de criar o seu negócio,
o seu posto de trabalho.
Para além do projeto que já começou, que
está na fase de cruzeiro, depois de ser apresentada a ideia de negócio a Câmara
também irá apoiar, não só com meios próprios da Câmara com a criação da tal
incubadora de empresas, mas também através do novo quadro comunitário do 20 20,
no sentido de poder ajudar aos potenciais investidores puderem estar em Fornos
e criarem o seu posto de trabalho, criarem negócio e criarem valor acrescentado,
que é aquilo que interessa para o concelho de Fornos.
Este foi um projeto em que Fornos de Algodres foi o
pioneiro, entende que poderá ser seguido como modelo por outros Municípios?
Eu acho que sim, e se verificar Fornos foi o
pioneiro, mas por exemplo o Sabugal tem em curso um projeto idêntico a este,
basicamente seguiu o mesmo modelo que nós seguimos também, sei que Trancoso
está interessado em seguir este modelo, mas o que interessa aqui não é o modelo
mas sim o importante é que as universidades deixem de estar apenas no litoral:
Lisboa, Porto e Coimbra e abracem estes projetos no Interior do País. Há aqui
uma responsabilidade não só da Câmara mas continuo a dizer a maior
responsabilidade é da universidade, que não se pode fechar nos seus cantos, nos
seus gabinetes e de nada lá sair.
É importante que a universidade trabalhe com
os Municípios, principalmente com os do Interior do País, sei que existem
parcerias com Lisboa, Porto e Coimbra, e com outras cidades mas no Interior,
pouco se tem feito aí é importante que as Universidades trabalhem com os
Municípios, ainda agora foi assinado um protocolo em Aguiar da Beira com a UTAD
(Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro) relativamente à problemática da
castanha. É assim que podemos criar riqueza no Interior do País.
 A
universidade não pode ser só um repositório de alunos, tem de ter esta dinâmica
própria de vir de lá para cá, é isso é que é importante.
Que planos estão pensados ou já em fase de
implementação para a extensão deste projeto?
Neste momento o projeto, depois de as
pessoas acabarem a sua formação, haverá a possibilidade e a Câmara está a
tratar já disso, no sentido de criar a tal incubadora de empresas, com esta
pensamos criar os meios necessários para que estando a implementação do negócio
feita, possa haver um acompanhamento e o apoio que é devido às pessoas que
apresentaram os projetos, e é isso que nós vamos fazer quando acabar o curso.
Logo imediatamente a seguir, com a criação da incubadora vamos dar corpo às ideias,
aos negócios que todos os formandos que andam a frequentar este curso de
Empreendedorismo possam ter.
No 20 de fevereiro teve oportunidade de assistir ao
”Entrepreneurial Tool I”. Que balanço/avaliação faz desta atividade?
 Muito
positivo, para quem era cético a este tipo de projeto, fiquei muito contente,
mas também fiquei agradavelmente surpreso pela qualidade dos projetos que foram
apresentados. Penso que todos eles, cada um em sua área têm potencialidades
para que possam criar negócio em Fornos, para mim foi uma honra ter assistido a
tão brilhantes apresentações dos projetos e da minha parte e da parte da Câmara
vão ter naturalmente todo o apoio no sentido de essas ideias possam um dia ter
um caminho que criem o vosso próprio negócio, o vosso emprego.
Não só eu mas também as pessoas que
assistiram, ficaram muito contentes e maravilhadas com o produto daquilo que
foi feito em meia dúzia de meses.
O que é que espera para o futuro próximo deste
programa?
Eu penso que este programa pode ser alargado
a outras áreas, com outras formas de atuar, a agricultura tem um peso bastante grande
aqui no concelho de Fornos de Algodres, penso que com este programa e com
outros, fala-se tanto em Empreendedorismo agrícola e social, é possível não só
com isso mas faço aqui um desafio ao Instituto Politécnico da Guarda que está
aqui tão perto, possa também colaborar connosco, é importante como já referi
que a universidade esteja com os Municípios. A universidade não pode só servir,
porque os alunos vão e fiquem por lá, a universidade tem que vir ter com os
alunos e é assim para ter futuro a universidade naturalmente também tem que
trabalhar com os Municípios.
Nós vemos também há uma crise bastante
grande na universidade, nos Institutos Politécnicos com a falta de alunos mas é
preciso criar parcerias entre universidades e os Municípios.
E como mentora
deste projeto, a Dra. Rita Silva –
Vice
presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, também explicou
como tudo começou:
Como nasceu a ideia de avançar com um projeto de
Empreendedorismo em Fornos de Algodres?
A ideia nasceu de uma investigação subordinada
à temática do empreendedorismo nomeadamente no concelho de Fornos de Algodres,
que é o meu concelho. Passar da investigação para a implementação em prol do
desenvolvimento regional foi o passo seguinte uma vez que na minha opinião, o
empreendedorismo vai ser o motor do desenvolvimento do século XXI e vai ser
através deste, que vamos desenvolver as nossas regiões, o país e o mundo.
   
Porque o auto-emprego será o futuro, uma vez que a ideia inicial de
empregado, de trabalhador, empregado- empregador é um modelo como vemos um
pouco falido e no futuro terá que ser pela via do empreendedorismo que poderemos
potenciar o desenvolvimento.
Perante esta parceria com o Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas quais as vantagens que advêm na elaboração deste
projeto?
A autarquia não tem o Know-how que uma universidade. A
universidade deverá através de parcerias com as autarquias e com outros agentes
de desenvolvimento, deverá sair e estar nos locais em estreita colaboração, no
seu desenvolvimento.
A Câmara de Fornos de Algodres tem todo o
interesse em promover o Empreendedorismo, e criar mecanismos em prol do
Empreendedorismo, mas temos sempre de nos socorrer os centros do conhecimento
que são as universidades. O conhecimento tem de sair de dentro das
universidades para fora, para desenvolver os locais é para isso que o
conhecimento serve, não para ficar guardado nas prateleiras das bibliotecas.
Parafraseando Lewin Toda
a investigação que não produz senão livros, não nos satisfaz, não traz
desenvolvimento, não acrescenta nada, portanto o Instituto Superior de Ciências
Sociais e Políticas teria de estar presente no desenvolvimento e na
materialização da ideia porque o Know-how
está com eles, o conhecimento está com as universidades.
Qual foi o grau de adesão dos jovens desempregados
(licenciados) para este projeto?
Inicialmente como a Sofia sabe foram
convocados todos os desempregados licenciados do concelho de Fornos de
Algodres, que é um número significativo, para aderirem a este projeto.
Inicialmente, a ideia não foi muito bem recebida, e houve alguma resistência, mas
depois foram ficando e aqueles que ficaram e que estão a desenvolver o curso, estão
muito envolvidos. Está a ser um projeto cujo, do feedback que eu tenho recebido
é bastante positivo.
Que balanço faz sobre este projeto desenvolvido em
Fornos de Algodres?
O balanço é excelente, é muito positivo,
muito mesmo. Acho que este projeto irá desenvolver com certeza o concelho de
Fornos de Algodres, que é o objetivo da Câmara Municipal de Fornos de Algodres.
Os empreendedores com certeza vão criar empresas que vão ajudar o
desenvolvimento de toda a economia local. Isto é, aquilo que nós enquanto
Câmara pretendemos para o concelho, e no futuro vai trazer bastantes dividendos
a Fornos de Algodres, ao concelho e sobretudo às pessoas porque são elas o
expoente máximo de qualquer projeto que a autarquia dinamiza.
Reportagem de
Cristina Sofia— Magazine Serrano

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