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50 anos ADFA- Campeões Distritais AF Guarda Seniores-1993-94

Estádio Dr.Moreira da Cruz foi talismã

Assim iniciamos a rúbrica de homenagem à Associação Desportiva de Fornos de Algodres pelas Bodas de Ouro celebradas neste ano de 2020.
Assim na temporada de 1993/94 foi um ano de ouro para o clube, inesquecível na história do clube e da região. Digo isto porque depois de grande jejum de conquistas, esse ano foi especial para todos os fornenses.
Com um arranque em ziguezague dado que, estava difícil surgir um elenco diretivo, mas eis que a pouco tempo do términus das inscrições, surge um grupo de amigos liderado por António José Moreira (To-Zé) que reuniu as condições e assumiu o clube ficando como técnico Carlos Pacheco, um ex. atleta deste clube.
Quanto ao plantel, alguns jogadores despontavam por aqui mas era preciso alguém que trouxesse mais-valia e neste caso veio da zona da Póvoa do Varzim, Agostinho e Castro que já defendiam a cores do clube, aliás foi com a vinda deles que o clube, anteriormente se tinha salvo numa época da descida de divisão, mas nesta temporada trouxeram com eles alguns jovens jogadores que procuravam singrar no futebol.
Desta forma, o plantel era bastante coeso, deixamos aqui o onze tipo:
Carlitos, Tó Lopes, Fernando Jorge, Agostinho e Mário Jorge, João Pacheco (Pote), Dinis, Sérgio, Zé da Rita, Valdo e Castro.
Neste onze, salientava-se o forte poderio atacante de Castro como finalizador nato e de Valdo que tinha na sua velocidade a arma mais forte.
O Plantel campeão foi composto da seguinte forma:
Guarda-redes– Carlitos e Nando Pacheco
Defesa– Tó Lopes, Fernando Jorge, Agostinho e Mário Jorge, João Pacheco (Pote), Carlos Manuel, Néne, Rui Pacheco, João Amaral e João.
Médios– Dinis, Sérgio, Zé da Rita, Toninho Águas, Nando Pompeu Paulo e Amaral.
Avançados: Valdo, Castro, Luís Alves e Alexandre Freitas.
Treinadores: Carlos Pacheco (1ªfase) e Manuel Duarte (2ªfase)
Foi uma temporada muito difícil, dado que, a fase inicial foi dura, mas eis que, o rumo ao título começou a desenhar-se fortemente, desde o grande triunfo frente à UD Pinhelenses no velhinho Astolfo da Costa, com Valdo a ser o grande herói da partida.
Agora todos os jogos foram difíceis, mas alguns ficam sempre mais marcados, o Foz Côa era o grande candidato nessa temporada e digamos que a grande final aconteceu no mítico Estádio Dr. Moreira da Cruz, frente à turma do Foz Côa.

                                           Tarde alucinante de grandes emoções
Podemos dizer que, foi uma tarde de domingo alucinante, largas centenas de pessoas fornenses e dos concelhos limítrofes vieram para assistir a esta grande final, enchendo por completo o estádio, nunca nada assim tinha sido visto naquele local.
Antes do apito inicial do trio de arbitragem que foi requisitado a uma associação neutra a pedido dos clubes, grande festa se fazia nas bancadas, onde nem a chuva fazia parar essa euforia, com todos trajados a rigor, com camisolas, bandeiras e cachecóis.
O Foz Côa tinha vantagem pontual de um ponto sobre o Fornos, que jogava em casa e tinha uma enorme plateia a puxar pela formação fornense, que tinha feito estágio no Hotel em Celorico, uma oferta feita ao grupo de trabalho, que serviu para concentrar mais a equipa e fazer história.
A euforia da massa adepta era grande, pois este encontro parecia de Primeira Liga, as bancadas estavam coloridas de verde e amarelo, com o fumo a colorir a entrada das equipas, a saudação e o cumprimento dos capitães que para os fornenses era importante jogar a 1ªparte para baixo e depois a segunda metade para cima, para a zona da entrada principal, era uma situação que os adeptos mais supersticiosos diziam ao ver a escolha de campo, “malta já ganhámos”, desde crianças, jovens e adultos de diversas idades todos estavam ali a puxar pelos fornenses.
Os homens do Côa também traziam público, que ficou por sua vez nas traseiras do banco de suplentes da sua equipa.
Os visitantes entram melhor e vai daí criaram calafrios à defensiva fornense, mas eis que numa disputa de bola um dos avançados do Foz Côa, quiçá uma das pedras basilares se lesiona e obriga a nova estratégia, mas o equilíbrio era grande e a luta a meio campo também era forte, mas eis que surge uma contrariedade, os fornenses ficam reduzidos a uma unidade.

                                                                         Castro decidiu 
Mas a vontade de vencer era grande e eis que num lance de qualidade, Castro num grande golpe de cabeça, abre o ativo para grande alegria de toda a flange de apoio fornense.
A vitória não fugiu aos fornenses que fizeram grande festa com a evasão de campo de toda a gente e os jogadores, técnicos e dirigentes a festejarem fortemente, dado que, era fantástico, o Fornos ser novamente campeão, tinham passado muitos anos de jejum e estes jogadores que lutaram imenso, tinha conquistado o sonho de levantar a taça.
Pelas ruas, carros, pessoas a festejar noite dentro, era a festa total de um sonho que escapava há muitos anos, ou melhor era o coroar de êxito o trabalho efetuado no clube ao longo dos anos. Foi um triunfo do povo, dado que era uma equipa que sempre entrou dentro das quatro linhas com garra de vencer.
Em suma, um título muito saboroso que valeu o regresso aos Nacionais de futebol.

PS: Estamos a fazer um trabalho sobre os 50 anos da ADFA, caro leitor se tiver alguma foto deste clube, ou queira deixar o seu testemunho para acrescentar nos nossos artigos, envie-nos para magazineserrano@gmail.com.

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