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Artigo de Opinião (Sara Morais) – A Dificuldade de concentração e a Hipnose Clínica

Este ano fomos convidados a reformular os nossos comportamentos, a domar as nossas paixões, a suspender sonhos e experiências, mas sobretudo aprendemos a redirecionar o nosso comportamento e pensamento em prol da Humanidade.

Agora, de regresso à vida académica e à nova normalidade, a dificuldade na concentração volta à ribalta das preocupações mais prementes no desempenho escolar, bem como na qualidade de vida de muitos adultos e crianças.

A concentração destaca-se pela capacidade de organização e estruturação do pensamento que permite direcionar atenção para a realização de uma determinada tarefa.  No dia a dia, existe uma sobrecarga de estímulos sensoriais que ousam captar atenção e que surgem, normalmente, como fatores de distração. No entanto, o bom funcionamento do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela organização, atenção e controle dos impulsos e manifestação das emoções, permite a reorganização e a estruturação do pensamento, neutralizando os elementos de dissociação do pensamento.

Todavia, a diminuição da concentração está, normalmente, associada ao transtorno de ansiedade generalizada – TAG- ou ao transtorno do Déficit de Atenção, denominado por TDA. O transtorno de ansiedade generalizada é facilmente reconhecido pela constante irritabilidade, alterações do padrão do sono, tensão muscular e apatia. Enquanto, os sintomas de alerta para TDA são mais complexos no processo de identificação, uma vez que a mesma compreende impulsividade comportamental, hiperatividade e dificuldade em expressar emoções, que são casualmente desvalorizados no seio da nossa sociedade moderna.

Estas disfunções causam dificuldades no desempenho das várias tarefas do quotidiano o que acaba por provocar condicionamentos na vida diária, e como resultado promove o isolamento, a tristeza, a baixa autoestima e a frustração.

A Hipnose Clínica, enquanto ferramenta terapêutica complementar, tem um papel fundamental na recuperação da qualidade de vida, para além de suavizar a sintomatologia associada. A alteração do estado vígil, para um outro estado de consciência, permite não só aquietar a mente e o corpo, como reorientar o pensamento para uma determinada tarefa. Neste seguimento, as representações externas e cinestésicas deixam de dominar o foco de atenção, passando a um segundo plano da própria consciência. Em adição, o próprio estado de transe hipnótico potência a libertação de forma natural; sem recurso a medicação, os neurotransmissores como a dopamina, que ajudam a restabelecer a concentração, o humor e as emoções de forma equilibrada e natural.

Assim, a Hipnose Clínica devolve a qualidade de vida ao paciente, estimulando a concentração e reduzindo ou até mesmo eliminando os sintomas e causas associadas à dificuldade de concentração, e favorece o autoconhecimento e o autocontrolo sobre si mesmo, enquanto ferramenta de desenvolvimento pessoal.

 

 

                Sara Morais

Hipnoterapeuta

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