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Avisos e Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

Neste Domingo continuamos a nossa reflexão do discurso de Jesus, conhecido como o do pão da vida, que se encontra no capítulo 6 do evangelho de S. João. A frase central da passagem deste Domingo, na boca de Jesus, é a seguinte: “Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede”. Esta frase foi proferida num diálogo entre Jesus e algumas pessoas que tinham assistido ao milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus corrige-os em três aspectos: 1) que não andem atrás dele pelos bens materiais; 2) que para terem um alimento que dá a vida têm de aceitar o verdadeiro caminho que é a fé; 3) e que não esperem do Messias uma repetição do antigo maná, tal como narra a primeira leitura, mas do pão de Deus que desce do céu para dar a vida ao mundo. É neste momento que Jesus proclama que é “o pão da vida”. O evangelista João apresenta Jesus através de três símbolos: o pão, a água e a luz. São os três dons que o povo de Israel recebeu no deserto para combater os três grandes perigos na sua travessia: morrer de fome, de sede e perder-se. No deserto da nossa vida, é importante termos estes três dons. Aderir a Jesus, aceitar a sua mensagem e o seu estilo de vida, é pão que alimenta o espírito.

O carácter eucarístico da afirmação de Jesus a dizer que é o pão da vida é muito claro e evidente, mas não se esgota somente neste aspecto, porque vivemos num mundo e numa sociedade em que o problema material e espiritual da fome e da sede atinge muitas pessoas e nações. Por isso, temos de estar conscientes desta realidade e analisar como Jesus pode ser para eles esse pão da vida. À nossa volta, temos homens e mulheres famintos que têm necessidade do pão material e do pão da ajuda, da amizade, da companhia, da estima, do afecto e da solidariedade. Dizemos muitas vezes que todos têm direito à felicidade, mas o que fazer? Que caminhos percorrem as pessoas para ter felicidade? Não são somente os bens materiais que dão felicidade. Na segunda leitura, S. Paulo aconselha-nos a não viver como os pagãos e na superficialidade dos seus pensamentos. Convida-nos a abandonar o homem velho, corrompido por desejos enganadores e que nos destroem, e a alimentarmo-nos deste pão da vida, que é Jesus, que renova a nossa maneira de pensar e de viver. Jesus é o pão da vida que nos fortalece para uma vida justa, boa e santa.

O texto do evangelho deste Domingo termina com uma oração feita por aquelas pessoas que falavam com Jesus e que se encontra no Pai-Nosso: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”; “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Cristo pode dar vida, porque com a sua ressurreição venceu a morte e a vida que nos oferece é a vida eterna. Façamos nossa esta oração. Na Eucaristia, recebemos este pão da vida que nos transforma, nos ilumina e nos alimenta na caminhada que percorremos para alcançar o banquete celeste, a vida eterna, a glória de Deus.

01-08-2021

LEITURA ESPIRITUAL

A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: “Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo” (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela conversão do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança. O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é “fonte e centro de toda a vida cristã “. Com efeito, “na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo”. Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.

Durante o Grande Jubileu do ano 2000, pude celebrar a Eucaristia no Cenáculo de Jerusalém, onde, segundo a tradição, o próprio Cristo a realizou pela primeira vez. O Cenáculo é o lugar da instituição deste santíssimo sacramento. Foi lá que Jesus tomou nas suas mãos o pão, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós” (cf. Mt 26, 26; Lc 22, 19; 1 Cor 11, 24). Depois, tomou nas suas mãos o cálice com vinho e disse-lhes: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados” (cf. Mc 14, 24; Lc 22, 20; 1 Cor 11, 25). Dou graças ao Senhor Jesus por me ter permitido repetir no mesmo lugar, obedecendo ao seu mandato: “Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22, 19), as palavras por Ele pronunciadas há dois mil anos. Teriam os Apóstolos, que tomaram parte na Última Ceia, entendido o significado das palavras saídas dos lábios de Cristo? Talvez não. Aquelas palavras seriam esclarecidas plenamente só no fim do Triduum Sacrum, ou seja, aquele período de tempo que vai da tarde de Quinta-feira Santa até à manhã do Domingo de Páscoa. Nestes dias, está contido o mysterium paschale; neles está incluído também o mysterium eucharisticum. (S. João Paulo II, Encíclica “Ecclesia de Eucharistia”, 1-2).

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano B - Tempo Comum - 18º Domingo - Boletim Dominical II

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