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Avisos e Liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum – Ano A

 

Para um discípulo, o mais importante é conhecer Jesus. Só quem conhece Jesus poderá ser seu discípulo. Se não O conhecemos razoavelmente, como O vamos amar e dar a conhecer? Neste domingo a Palavra de Deus mostra-nos o caminho para ir descobrindo a identidade de Jesus.

Um dos grandes males da Igreja é a falta da experiência de Deus e de Jesus Cristo em muitos cristãos. Conhecem coisas de Jesus, que foram ouvidas, mas não O conhecem pessoalmente. Por isso, continua actual a pergunta de Jesus: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?”. Jesus só pode ser conhecido através de uma relação pessoal e íntima com Ele. Quando dialogamos com Ele cara a cara, quando com Ele convivemos, quando escutamos o que diz e vemos o que faz, vamos captando e fazendo nossas as características da sua pessoa. Por isso é muito importante a nossa oração, o diálogo permanente com Jesus. É também importante o estudo amoroso, contemplativo e vital da Palavra que nos revela o seu modo de sentir, pensar e agir. É indispensável a vida em fraternidade na Igreja que é o seu Corpo. É essencial a experiência de O servir nos pobres e esquecidos deste mundo; Ele quis ficar nos desfavorecidos da nossa sociedade, como se fossem outro sacramento.

Muitas pessoas aproximaram-se de Jesus e conheceram alguns aspectos parciais da sua identidade. Uns consideram-no como um profeta, outros como um excelente mestre de moral, alguns como um revolucionário que prega uma mensagem de libertação para os pobres. Porém, todos estes ficam com uma visão incompleta de Jesus. Nas palavras de Pedro, “Ele é o Messias, o Filho de Deus vivo”. Jesus Cristo é o Ressuscitado que vive para sempre e tem poder sobre o mal e sobre a morte. Jesus é aquele que caminha ao nosso lado. Através da força do Espírito Santo, ajuda-nos na construção do Reino de Deus.

23-08-2020

Quem conhece Jesus Cristo como o Filho de Deus que hoje vive e caminha ao nosso lado, sente que a sua vida está construída em bom alicerce. Em Jesus encontramos a rocha firme sobre a qual podemos edificar o nosso itinerário por este mundo. Jesus dá-nos uma nova identidade e uma nova missão para realizar entre as pessoas. Depois da confissão de fé, foi isso que fez a Pedro: “Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Muda o nome a Simão, chama-o e confia-lhe a missão de ser o alicerce da Igreja, o pastor do seu rebanho. Como aconteceu com Pedro, Jesus também nos concede uma vida nova e nos dá uma missão: ser imagem do seu amor neste mundo e na Igreja, como leigos, religiosos ou sacerdotes.

A confissão de fé de Pedro não foi fruto de uma inebriante pesquisa, nem de leituras de livros sobre Jesus. Foi uma dádiva de Deus Pai: “não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus”. É Deus Pai que nos dá a conhecer o seu Filho Jesus, como deu a conhecer a Pedro, a Tiago e a João no monte Tabor: “Este é o meu Filho muito amado, Escutai-O”. É esta a certeza de S. Paulo na segunda leitura: “Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos”. Queres conhecer Deus Pai e o Filho? Reza muito, reflecte a sua Palavra, vive a caridade e a fraternidade…E, quando Deus quiser, O veremos tal como Ele é, na plenitude da vida no novo céu e na nova terra.

 

«Tu és o Filho do Deus vivo»

 

O Senhor tinha perguntado: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Naturalmente que o aspecto do seu corpo manifestava o Filho do homem; mas, ao fazer esta pergunta, Ele dava a entender que, para além do que se via nele, havia outra coisa a discernir. O objecto da pergunta era um mistério para o qual a fé dos crentes devia orientar-se.

A confissão de Pedro obteve em pleno a recompensa que merecia por ter visto naquele homem o Filho de Deus. «Feliz» é ele, louvado por ter prolongado a sua vista para além dos olhos humanos, não olhando para o que vinha da carne e do sangue, mas contemplando o Filho de Deus revelado pelo Pai dos céus: foi considerado digno de ser o primeiro a reconhecer o que em Cristo era de Deus. Que belo alicerce pôde ele dar à Igreja, confirmado pelo seu novo nome! Ele torna-se a pedra digna de edificar a Igreja de forma a ela romper as leis do inferno e todas as cadeias da morte. Feliz porteiro do Céu, a quem são confiadas as chaves do acesso à eternidade; a sua sentença na Terra antecipa a autoridade do Céu, de tal forma que o que tiver ligado ou desligado na Terra o será também no Céu.

Jesus ordena ainda aos discípulos que não digam a ninguém que Ele é o Cristo, porque vai ser preciso que outros, quer dizer, a Lei e os profetas, sejam testemunhas do seu Espírito, uma vez que o testemunho da ressurreição caberá aos apóstolos. E, assim como foi manifestada a felicidade daqueles que conhecem Cristo no Espírito, foi igualmente manifestado o perigo de se desconhecer a sua humildade e a sua Paixão. (Santo Hilário, c. 315-367, bispo de Poitiers, doutor da Igreja, Comentários sobre Mateus, 16)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano A - Tempo Comum - 21º Domingo - Boletim Dominical II

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