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Avisos e Liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum- ano B

 

Na segunda leitura deste Domingo é proclamado mais um excerto da carta de S. Tiago que nos oferece uma radiografia de muitas situações que são hoje actuais entre nós: “De onde procedem os conflitos entre vós? Não é precisamente das paixões que lutam nos vossos membros? Cobiçais e nada conseguis: então assassinais. Sois invejosos e não podeis obter nada: então entrais em conflitos e guerras”. Será que estas palavras não continuam a expressar muitas situações da nossa sociedade, desumanizada e anestesiada pelo consumismo das coisas materiais?

No texto do evangelho Jesus volta a insistir sobre o seu futuro, ou seja, na sua paixão e morte. Todavia os discípulos não O escutam ou não O querem escutar. Eles esperavam um reino de poder, triunfo e glória, e Jesus falava-lhes de crucifixão e de morte, mas também no desfecho com a ressurreição. O Servo sofrerá muito, será a pedra que os construtores irão rejeitar, e os discípulos do Servo terão o mesmo destino. Por isso, aos discípulos do Servo se pede disponibilidade e entrega.

Jesus anuncia a sua paixão e morte aos seus discípulos mas eles não O escutam, porque continuam a disputar entre eles os melhores lugares e a melhor forma de serem importantes no Reino que imaginam. Então Jesus apresenta os requisitos para quem O quiser seguir: 1) “Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos”. Nada de ambições, honras e vaidades. No grupo ninguém deve pretender estar acima dos outros; 2) o segundo requisito é dito através de um gesto simbólico: colocou uma criança no meio deles e disse-lhes: “Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que me enviou”. Nesta criança tomada e abraçada por Jesus encontramos um símbolo de tantas pessoas débeis e abandonadas que necessitam de atenção e de acolhimento.

Tudo isto que Jesus diz aos seus discípulos é também para a Igreja. Hoje precisamos de uma Igreja servidora, acolhedora e próxima dos mais fracos e abandonados. Ao olhar para o texto evangélico deste domingo podemos concluir o seguinte: muitas vezes os critérios de Jesus não coincidem com os critérios de muitos que nos rodeiam. Quem pensa hoje, por exemplo, que os homens e mulheres mais importantes são aqueles que vivem ao serviço dos outros? Quem valoriza como importantes os milhares de homens e mulheres anónimas, de rosto desconhecido, que nunca serão homenageados ou condecorados, mas que gastam as suas forças e vidas no serviço desinteressado aos irmãos mais necessitados?

Não caiamos na tentação de pertencer ao grupo daqueles e daquelas que passam a vida somente a lamentarem as coisas negativas. Tenhamos a coragem de pertencer ao grupo daqueles e daquelas que passam a vida a fazer caminho à luz dos critérios e valores propostos por Jesus.

19-09-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Lembra-te deste provérbio: «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes» (Jo 4,6). Tem presente a palavra do Senhor: «Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado» (Mt 23,12). Se achas que tens alguma coisa boa, reconhece-a, mas sem esquecer as tuas faltas; não te engrandeças com o bem que hoje fizeste, nem esqueças o mal recente ou passado; se o presente é para ti motivo de glória, lembra-te do passado e assim destruirás esse estúpido abcesso!

Se vês o teu próximo pecar, não consideres mais do que a falta cometida e pensa também no bem que ele faz ou fez; muitas vezes descobrirás que é melhor do que tu, se examinares o conjunto da tua vida e não te prenderes a coisas fragmentárias, porque Deus não examina assim o homem. Lembremo-nos disso muitas vezes, para nos preservarmos do orgulho, abaixando-nos, para sermos elevados.

Imitemos o Senhor, que desceu do céu até ao aniquilamento total. Mas, depois de tal aniquilamento, fez resplandecer a sua glória, glorificando com Ele aqueles que com Ele tinham sido desprezados. Tais eram, com efeito, os primeiros discípulos que, pobres e nus, percorreram o universo sem palavras de sabedoria nem séquitos faustosos, mas sós, errantes e sofredores, vagabundos por terra e por mar, vergastados, apedrejados, perseguidos e, finalmente, levados à morte. Tais são os divinos ensinamentos do nosso Pai. Imitemo-los para chegarmos também à glória eterna, ao perfeito e verdadeiro dom de Cristo. (São Basílio, c. 330-379, monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja, Homilia sobre a humildade, 5-6).

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano B - Tempo Comum - 25º Domingo - Boletim Dominical II

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