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Avisos e Liturgia do Tempo de NATAL – ano C

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS (1 de Janeiro)

Na solenidade deste dia convergem três aspetos cheios de sentido e de conteúdo. Com o ano novo tomamos mais consciência de que o tempo passa para todos. Com Santa Maria, recordamos aquela que trouxe Jesus no seu seio, com toda a sua humanidade e divindade sublime, como Filho de Deus. Neste primeiro dia do ano, há um desejo universal de paz, a qual corresponde aos homens e mulheres promover em todo o mundo. A passagem de um ano para outro faz-nos tomar consciência da fluidez do tempo, ou melhor, do correr da nossa vida e da história. Vivemos num determinado tempo, em convívio com quem nos rodeia. É um tempo único e irrepetível, onde têm lugar as nossas ilusões e decepções, êxitos e fracassos, alegrias e tristezas, saúde e doença, novas oportunidades, portas que se abrem e outras que se fecham, novas relações e rupturas, amores e desamores. Mas, não podemos esquecer que a vida é um dom. Cada instante da nossa vida é uma bênção. O passado é passado, é história, o presente é responsabilidade, o futuro é esperança. O mais importante “não é encher a vida de anos, mas encher os anos de vida”. Neste dia, surgem sempre as mesmas perguntas: o que irá acontecer neste ano que começa? Será que vai ser um feliz e próspero ano? Neste novo ano, o que estamos dispostos a fazer, a corrigir, a assumir ou a reassumir na nossa vida familiar, laboral, eclesial, para que este ano seja melhor para todos? Estamos a viver a quadra natalícia, na qual recordamos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, que veio habitar no meio de nós, nos limites do espaço (a província romana da Palestina) e do tempo (há mais de dois mil anos). Na segunda leitura da liturgia deste dia, São Paulo diz-nos: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos”. Pela incarnação do Filho de Deus somos amados de Deus em Jesus, que viveu sempre a amar todas as pessoas. Neste dia, imitando os pastores, colocamos o nosso olhar em Jesus: Ele faz-nos ser e sentir filhos de Deus e convida-nos a viver como tal e como irmãos de todos, contando com o auxílio de Santa Maria, Mãe de Deus, que “conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração”. Não sabemos o que irá suceder neste ano que inicia, mas, aconteça o que acontecer, se conservarmos estes acontecimentos no nosso coração e os meditarmos, nunca nos sentiremos sozinhos, na certeza de que Deus dirige sempre o seu olhar para todos e para o mundo que tanto ama: “O Senhor te abençoe e proteja, faça brilhar sobre ti a luz da sua face e te conceda a paz” (primeira leitura). Qual a nossa missão para este novo ano? Continuarmos a ser mensageiros da esperança, do amor e da paz. Percorrermos os caminhos da verdade, da justiça, da solidariedade. As palavras de Pedro Casaldáliga lança-nos um desafio e um compromisso: “quanto mais dermos, mais receberemos. Aproximemo-nos dos gritos das necessidades e das esperanças do mundo. Sejamos a levedura da esperança. Podem tirar-nos tudo, mas nunca nos tirarão a esperança”. Que tenhamos um feliz ano novo de paz e de amor.

Sugestão de cânticos:

Entrada: Nós vos saudamos, F. Santos, NCT 64; Exultemos de alegria, M. Luís, NCT 61; Seja louvada na terra, F. Santos, NCT 481; Salve ó Virgem Maria (C. Silva) – CEC I 71; Ave-Maria (M. Silva) – CPD 60; Ofertório: Santa Maria, Virgem gloriosa, C. Silva, NCT 73; Glória da humanidade (A. Cartageno) – AMG 6; Desde toda a eternidade…Ave-Maria (CT 779); Comunhão: A Virgem santa, F. Santos, NCT 484; Deus enviou ao mundo, M. Luís, NCT 76; O trigo que Deus semeou (C. Silva) – CT 751; Jesus Cristo, ontem e hoje (A. Cartageno) – CEC I 66; Final: Senhor, trazei-nos a paz (A. Oliveira) – CEC II 155; Ah! Vinde todos à porfia (Popular) – CT 267.

LEITURA ESPIRITUAL

«Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto» Vem, Moisés, mostra-nos a sarça do cimo da montanha cujas chamas dançavam no teu rosto (Ex 3,2): é o filho do Altíssimo que apareceu no seio da Virgem Maria e iluminou o mundo com a sua vinda. Glória a Ele da parte de toda a criatura e feliz aquela que O gerou! Vem, Gedeão, mostra-nos esse velo e esse suave orvalho (Jz 6,37), explica-nos o mistério das tuas palavras: Maria é o velo que recebeu o orvalho, o Verbo de Deus; nela Se manifestou na criação e resgatou o mundo do pecado. Vem, David, mostra-nos a cidade que viste e a planta que dela brotou: a cidade é Maria, a planta que dela saiu é o nosso Salvador, cujo nome é Aurora (Jr 23,5; Zac 3,8 LXX). Eis que a árvore da vida que era guardada por um querubim com espada de fogo (Gn 3,24) habita em Maria, a Virgem pura; José a guarda. O querubim depôs a espada porque o fruto que guardava foi enviado do alto dos Céus para junto dos que estavam exilados no abismo. Comei dele todos, homens mortais, e vivereis. Bendito seja o fruto que a Virgem gerou. Bendito seja Aquele que desceu e habitou em Maria e dela saiu para nos salvar. Bem-aventurada Maria, tu que foste julgada digna de ser a mãe do Filho do Altíssimo, tu que geraste o Ancião que tinha criado Adão e Eva. Ele saiu de ti, suave fruto cheio de vida, e por Ele os exilados têm de novo acesso ao paraíso. (Santo Efrém, c. 306-373, diácono da Síria, doutor da Igreja, Hino).

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

02-01-2022

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