Liturgia do Pentecostes- Ano A
ORIENTAÇÕES PASTORAIS
em tempo de COVID-19
Baptizados:
1. Serão celebrados na sede da Paróquia, somente com os Pais e Padrinhos;
2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Casamentos:
1. Devem celebrar-se, preferencialmente, aos Sábados, somente com os Nubentes e as testemunhas…;
2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.
Reconciliação:
1. Sempre que for necessário, marcando antecipadamente com o Pároco;
2. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.
Unção dos Doentes:
- Sempre que for necessário, marcando antecipadamente com o Pároco;
- Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.
Funerais:
- Serão no Cemitério e seguindo as disposições da DGS, do Município e da Diocese;
- A Celebração da Santa Missa de sufrágio será acertada com a Família para quando for oportuno;
3. Cumprir-se-ão as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.
Missas:
Dominical: à hora marcada;
Ferial: à hora marcada. Não haverão celebrações nas Capelas, visto estas não terem as disposições mínimas pela DGS e CEP para este tempo de pandemia. As Missas com intenções particulares serão avisadas e celebradas na Igreja Paroquial;
Cumprir-se-ão, sempre, as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.
Outros actos religiosos:
Peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam suspensas até novas orientações da DGS e CEP.
Pe.Jorge Gomes
Neste Domingo, encerramos o Tempo Pascal. Páscoa e Pentecostes são uma herança que recebemos da tradição judaica. Páscoa recordava a passagem da escravidão do Egipto para a liberdade da terra prometida. Pentecostes celebrava as primícias e as colheitas e, mais tarde, a aliança entre Deus e o povo no monte de Sinai. Para nós, Páscoa é a memória da passagem de Jesus deste mundo para o Pai; e Pentecostes celebra o dom do Espírito à comunidade primitiva nascente. O prefácio da missa deste dia diz o seguinte: “Hoje manifestastes a plenitude do mistério pascal e sobre os filhos de adopção, unidos em comunhão admirável ao vosso Filho Unigénito, derramastes o Espírito Santo”.
Uma bela actividade para fazer com os jovens ou os adultos, que se preparam para receber o sacramento da confirmação, é descobrir pouco a pouco o simbolismo das manifestações do Espírito Santo sobre a comunidade apostólica reunida em Jerusalém, junto com Maria, a mãe de Jesus. Os Actos dos Apóstolos falam-nos de “um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam”. É a vinda do Espírito Santo. É curioso que, na língua hebraica, a mesma palavra que significa “espírito” também significa “vento”. O sopro (a força do vento) do Espírito Santo faz aquela comunidade perder o medo, abrir as portas e pregar no meio da multidão.
“Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles”. É o fogo que nos recorda a sarça que ardia sem se consumir, da qual Moisés se aproximou. É Deus com a sua força irresistível. É o próprio Deus, é a presença de Deus que não só purifica, mas que aquece, ilumina, inflama, aviva e abrasa. É o fogo que Jesus veio trazer à terra para destruir a indiferença, a frieza e a tibieza dos corações que se fecham à vinda do Reino. É o fogo com o qual seremos baptizados, como anunciou João Batista (“com o Espírito Santo e com o fogo”). A antífona do Aleluia diz claramente: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”.
“Cada qual os ouvia falar na sua própria língua”. Todos ficaram espantados, porque a linguagem do coração, a linguagem do Espírito Santo, a linguagem do Evangelho somente é compreensível para aqueles que acolhem a Palavra de Deus. A linguagem do amor e da solidariedade não precisa de ser aprendida nas escolas e não tem gramática nem dicionário. A linguagem do amor é a linguagem do Espírito Santo. É uma linguagem que não serve “favores e cunhas” ou poderosos, mas está ao serviço das pessoas que vivem na miséria, no desamparo e no esquecimento. Bem dizia S. Paulo: “A caridade nunca desaparece”. O amor nunca desaparecerá. Esta é a missão que nos foi dada por Jesus. Para esta missão, precisamos do Espírito de Jesus. Alimentados com o banquete eucarístico e cheios do Espírito de Jesus, teremos coragem para proclamar ao mundo a nossa alegria e viver a força de amar e do amor.
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«Também vós dareis testemunho»
Pentecostes é a palavra grega que quer dizer «quinquagésimo». Este quinquagésimo dia, que o povo judaico festejava, contava-se a partir do dia em que tinham imolado o cordeiro pascal; e isto porque, cinquenta dias depois da saída do Egipto, a Lei foi dada no cume incendiado do monte Sinai. Assim também, no Novo Testamento, cinquenta dias depois da Páscoa de Cristo, o Espírito Santo descia sobre os apóstolos e aparecia-lhes sob a forma de fogo. A Lei foi dada sobre o monte Sinai, o Espírito sobre o monte Sião; a Lei foi dada no cume da montanha, o Espírito no Cenáculo.
«Todos os discípulos estavam reunidos no mesmo lugar. Subitamente fez-se ouvir um grande barulho». Como diz o salmo, «o ímpeto do rio alegra a cidade de Deus» (45,5). Um grande barulho acompanha a chegada Daquele que vem ensinar os fiéis. Notai como isso está de acordo com o que lemos no Êxodo: «Era já chegado o terceiro dia, e já tinha amanhecido, eis senão quando começaram a ouvir-se trovões, e o fuzilar de relâmpagos; e uma nuvem muito espessa cobriu o monte e um som de corneta muito forte atroava e todo o povo se atemorizou» (19,16). O primeiro dia foi a Incarnação de Cristo; o segundo dia foi a Sua Paixão; o terceiro dia é a missão do Espírito Santo. Chegou este dia: ouve-se o trovão, faz-se um grande barulho; brilham os relâmpagos, os milagres dos apóstolos; uma espessa nuvem – a compunção do coração e a penitência – cobre a montanha, o povo de Jerusalém (Act 2,37-38). […]
«Apareceu-lhes então como línguas de fogo». As línguas, as da serpente, de Eva e de Adão, tinham aberto à morte o acesso a este mundo. É por isso que o Espírito aparece sob a forma de línguas, opondo línguas às línguas, curando pelo fogo o veneno mortal. «Eles começaram a falar.» Eis o sinal da plenitude; o vaso repleto transborda; o fogo não pode conter-se. Estas línguas diversas são as diferentes lições que Cristo nos deixou, como a humildade, a pobreza, a paciência, a obediência. Falamos essas línguas diversas quando damos ao próximo o exemplo dessas virtudes. Viva está a palavra, quando falam as obras. Façamos falar as nossas obras! (Santo António de Lisboa, c. 1195-1231, franciscano, Doutor da Igreja, Sermões para o Domingo e as festas dos santos)
http://www.liturgia.
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