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Artigos de Opinião

Artigo de Ana Carolina Marques—Qual a relação que existe entre o aleitamento materno com a Terapia da Fala? 

O aleitamento materno tem sido mais abordado nos últimos tempos devido aos aspetos relacionados com o crescimento e desenvolvimento da criança, nomeadamente os nutricionais, imunológicos e psicoafectivos. Os benefícios para a criança e para a mãe são múltiplos e já bastante conhecidos.

A amamentação tem uma grande importância no crescimento e desenvolvimento harmonioso das estruturas da face (o sistema estomatognático) e respetivas funções (sucção, respiração, mastigação, deglutição e fala). Uma amamentação adequada promove uma sensação de bem-estar e conforto mas também aprimora a mobilidade, postura e tonicidade dos músculos envolvidos, contribuindo para uma respiração nasal e um crescimento harmonioso da face, além de prevenir hábitos orais (chupeta ou dedo) e más oclusões dentárias.

Atualmente, o aleitamento materno é visto como um ato natural no entanto, pode não ser simples visto que depende de vários fatores clínicos e anatómicos da mãe e do recém-nascido. É comum a mãe não ter leite ou a componente nutricional/energética do mesmo sendo inferior à necessária. Por outro lado, existem mães, que apesar do desejo e condições não o fazem, porque o seu bebé pode apresentar cansaço extremo (bebés prematuros), lesões orgânicas (fendas lábiopalatinas), alterações na força de sucção ou descoordenação na respiração-sucção-deglutição.

A Terapia da Fala pode ter um papel fundamental na adequação do processo da amamentação e consequentemente na promoção de um bom desenvolvimento das estruturas orofaciais e suas funções. O Terapeuta da Fala pode ser um facilitador neste processo, intervindo na vertente muscular com o intuito de facilitar a sucção, coordenando os períodos de pausa, aumentando a oxigenação durante e após as mamadas, auxiliando na transição alimentar por sonda para via oral, entre outros objetivos.

 

 

Vantagens para o bebé:

  • Reduz o risco de otites médias comparativamente ao uso do biberão;
  • Reduz o risco de se tornar um respirador oral e de desenvolver problemas de fala;
  • Proporciona um desenvolvimento cranio-facial harmonioso ;
  • O leite materno tem os nutrientes necessários, não sendo necessário recorrer a suplementos;
  • Reduz o risco de infeções bacterianas.

Vantagens para a mãe:

  • Aumenta do vínculo afetivo mãe-bebé;
  • Reduz o risco de anemia pós-parto;
  • Evita hemorragias pós-parto;
  • Reduz o volume do útero de forma mais rápida.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

Artigo de Paula Miranda —- NOVO INÍCIO

Tal como na natureza, também nós, somos guiados por ciclos.

Neste final de ano, decidi iniciar além do novo ciclo também um novo início.

Todos podemos escolher iniciar algo novo, diferente ou desafiante, basta apenas escolhermos ser aquilo que o nosso coração nos pede.

É fácil? Não, claro que é algo que nos traz medo. Apenas podemos abraçar os medos e seguir com eles sem permitir que estes medos nos paralisem, e apenas nos ajudem a elevar o melhor de nós. Já tinha abordado este tema em artigos anteriores e sim quando abraçamos algo desafiante, mesmo tendo de refazer e voltar a refazer, abrem-se novos inícios, novos horizontes, novas oportunidades.

Assim estou aqui!

Obrigada, muito obrigada às gentes de Fornos de Algodres, pela forma calorosa com que nos têm recebido.

Apesar de ser nascida e criada na cidade, aqui sinto-me em casa, e aqui desejo poder criar algo muito bonito para o desenvolvimento interior e das pessoas que nele habitam.

Todo o investimento que fiz em mim, foi, é e será sempre para poder ajudar e acrescentar algo nos que até mim se propuserem trabalhar em cada um deles.

A partir de agora estarei disponível através dos meus contactos para marcações. E lembrem que a primeira sessão é Gratuita.

 

Valências:

 

Life Coaching

  • Relacionamentos pessoais e interpessoais
  • Empoderamento – orientação para o objetivo
  • Gestão do tempo
  • Saúde / Bem-estar
  • Parentalidade
  • Estado emocional – gestão emoções
  • Orientação de carreira

 

Kids Coaching

  • Atendimento especializado pais
  • Atendimento, acompanhamento e orientação escolar
  • Atendimento especializado com professores/educadores
    • Estratégias de gestão emocional e comportamental
    • Estratégias para melhor comunicação entre pares
    • Estratégias motivacionais
  • Trabalho individual e coletivo em grupos de crianças mistos

 

Professional Coaching

  • Liderança
  • Plano contínuo de alto desempenho
  • Desenvolvimento pessoal de equipas
  • Gestão tempo
  • Gestão carreira

 

Consultoria Empresarial

  • Coaching Coletivo
  • Motivação equipa
  • Liderança
  • Estratégias comunicação excelência
  • Formação equipa – Atendimento por excelência personalizado

 

Em todos os processos são utilizadas ferramentas de Coaching, PNL e Análise comportamental.

 

 

 

Votos de um 2022 carregado de tudo o que mais desejam ©

 

© OBRIGADA ©

 

 

Sempre por perto … treecoach9@gmail.com

 

Com Amor e Gratidão

 

Paula Miranda

Coach Profissional &Kid Coach

Especialista em Comunicação e PNL

Atendimento Parental e Escolar

Analista Comportamental

 Somos Criadores / Acredita em Ti

Tlm932 688 567

treecoach9@gmail.com

 

Artigo de Sara Morais—- ANO NOVO, NOVO “EU” E A HIPNOSE CLÍNICA

A comemoração do Ano Novo é um evento socio cultural mas, também, um íntimo despertar consciente para novas oportunidades e conquistas. Neste período, em que os dias frios nos remetem para o aconchego do lar, o leitor é convidado a refletir sobre os seus desafios, concretizações e, sobretudo, sobre as suas emoções. O ano que terminou foi desafiante, ensinou-o não só a não tomar nada como garantido, como também, a valorizar um gesto de afeto, a ser persistente, tornando-o mais consciente dos seus limites e potenciais e, certamente, mais fraterno para com o seu semelhante. Em contrapartida, e já perto das 12 badaladas, novos sonhos, desejos e objetivos ganham vida através do pensamento e motivação que os projeta e expressa pelas emoções e pelos demais rituais, superstições, cor e fogos-de-artifício, que dão corpo aos próximos 365 dias de um novo ciclo de experiências. É, exatamente, neste ponto de viragem que se inicia um novo sentido consciente.

Neste despertar, ou renovação, para uma nova vida a Hipnose Clínica oferece duas colunas de sustentação para o seu novo caminho: a prevenção e a resolução. Inicialmente, a terapêutica assenta no desenvolvimento pessoal através da compreensão das crenças limitadoras que lhe causam o depauperamento das potencialidades. O leitor adquire a compreensão e as ferramentas necessárias para controlar a expressão dos impulsos da sua mente primitiva. Seguidamente, a terapêutica trabalha o processo dedutivo e a resignificação sobre os vários eventos negativos experienciados. Após a aprendizagem da gestão emocional, são trabalhados os sonhos, a clarificação das preferências, os objetivos, a auto imagem e auto conceito. Contudo, e dado abrangência interventiva da Hipnose Clínica, o leitor terá a possibilidade de recorrer a esta terapêutica se sofrer de perturbações nervosas e emocionais, desde depressão, Borderline, TADH, Síndrome de Pânico, perdas emocionais / Luto, perturbação do sono, controlo do peso, emagrecimento, TOC, ou até mesmo, para melhorar a memória e concentração. Este tratamento permite ajustar, alterar, modificar e resignificar sentimentos, emoções, hábitos e comportamentos que estão guardados no subconsciente.

Assim, a Hipnose Clínica oferece a possibilidade de construir um novo “eu” mais consciente, ajustado e emocionalmente equilibrado para usufruir das 365 novas oportunidades.

Contudo, é importante sublinhar a sabedoria do Provérbio Chinês:“ Senão mudar a direção, terminará exatamente onde partiu”

No próximo boletim de saúde poderá verificar TOC, Hipertensão e psoríase e o respetivo papel da Hipnose Clínica.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Vítor Santos— Os valores nunca estão em contramão

Se dezembro é uma época mágica e de encontros familiares, não deixa de ser também uma excelente ocasião para refletirmos sobre os nossos comportamentos.

A retoma da prática desportiva era aguardada com alguma expetativa para verificar se a sua ausência iria conduzir a uma alteração dos comportamentos. Será que íamos valorizar mais o que não tivemos e do qual sentimos tanta falta?

A verdade é que tudo continua igual. No futebol infanto‑juvenil continuam a ocorrer situações que, no mínimo, deviam envergonhar toda a comunidade. O enquadramento humano do desporto infantil está construído à imagem do desporto adulto. Impressiona, ou não, que não existam diferenças entre o comportamento dos adultos relativamente a crianças e jovens árbitros e aquele que se verifica no desporto sénior.

Continuamos a assistir a situações em que os dirigentes dão livre manifestação às atitudes e comportamentos que são usados nas competições de adultos: levantam-se, insultam árbitros e adversários, protestam, gritam, criam conflitos, etc. Os treinadores dirigem as equipas num clima de exaltação e agressividade que copiam do futebol profissional. São muito interventivos e cortam a criatividade às crianças. Por outro lado, vários treinadores são autênticos atores dramáticos que conseguem provocar um clima de medo e de agressividade entre todos os intervenientes. Por fim, e não menos importante, é o público destes jogos infantis. Quase sempre é constituído por familiares dos atletas que criam com regularidade uma «competição extrema», como se de uma Champions se tratasse. A ansiedade pelo êxito e pela classificação são os únicos pontos de interesse para estes pais. O conflito está quase sempre presente.

A única nota positiva a destacar nesta sinfonia descompassada são os árbitros, quase sempre jovens, que estão atualmente mais sensibilizados e têm uma atitude adaptada ao escalão etário em que estão inseridos.

Hoje, mais do que nunca, temos a certeza que o processo/tarefa é que é importante, ao contrário do resultado/classificação. Os clubes têm de ter um projeto desportivo para cada atleta no contexto de equipa. Não mais podemos ver adultos num campo de futebol a festejarem o que quer que lhe chamem que foi alcançado pelos seus filhos.

O desporto tem de ser encarado com seriedade e também os pais, e bem, devem exigir compromisso aos filhos numa atividade em que o importante é contribuir para o seu desenvolvimento integral e promovê-lo. Mas para ser feito a sério, exige que os adultos assumam conscientemente uma atitude de respeito e saber estar para com as crianças.

Não podemos nunca esquecer que as crianças recolhem nos seus modelos de referência (pais, treinadores, formadores, etc.) elementos que as vão moldar em termos de personalidade, de ser e estar na vida. Os pais não devem permitir que os seus filhos estejam sujeitos a ambientes de violência e têm de desempenhar o seu papel de progenitores: proteger. No desporto, os erros dos pais são amarras para os filhos.

As competições realizadas até à categoria dos sub‑11 tendem a deixar de ter resultados/classificações. Não faz sentido as crianças jogarem com as regras dos adultos, ou sejam, jogar para ganhar, para haver um campeão. As crianças querem jogar com alegria e empenho. Os pais esquecem esta situação, questionam os resultados dos jogos e sobrepõem os seus interesses às necessidades da criança. Não é ficção. Infelizmente, é a realidade.

Ouvir e ver as situações que ocorrem semanalmente em jogos de crianças leva-nos a questionar se estaremos nós em contramão e se esta gente é que está certa?! De certeza que não e eles sabem disso. Admitem-no em privado e desculpam-se em público.

Os adultos encaram-se a si próprios de um modo positivo e bem-sucedido ou sem valor e malsucedido. E é assim que demonstram os seus sentimentos e as suas atitudes: estes dizem muito sobre eles e pouco ou nada sobre quem anda em campo.

Ganhar é um objetivo importante, mas não pode tornar-se um fim em sim mesmo. É imperioso não esquecer que a principal motivação de uma criança se afirma no desejo de jogar – a criança quer jogar!

 

Votos de um Próspero 2022.

 

 

Vítor Santos

Embaixador do PNED

Artigo:Preço das casas em Portugal subiu 8,3% em 2021

Os preços das casas em Portugal subiram 8,3% em 2021, considerando os dados de dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2020. Segundo o índice de preços do idealista, no final do mês de dezembro de 2021, comprar casa tinha um custo de 2.325 euros por metro quadrado (euros/m2), tendo em conta o valor mediano. Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 2,6%.

Regiões

Em 2021, os preços das casas subiram em todas as regiões. A Região Autónoma da Madeira lidera a lista apresentando uma subida na ordem dos 13,6%, sendo a maior subida a nível nacional. Seguem-se a Área Metropolitana de Lisboa (10,9%), o Algarve (9,9%), o Alentejo (8,3%), o Centro (7,4%), o Norte (5,2%) e a Região Autónoma dos Açores (4,8%).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 3.346 euros/m2, continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.602 euros/m2), Norte (1.929 euros/m2) e Região Autónoma da Madeira (1.905 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se a Região Autónoma dos Açores (1.047 euros/m2), o Alentejo (1.109 euros/m2) e o Centro (1.187 euros/m2) que são as regiões mais baratas.

 

Distritos/Ilhas

Dos distritos analisados, as maiores subidas tiveram lugar em Évora (19,4%), Braga (16%), Setúbal (15%), Ilha da Madeira (13,6%), Aveiro (11,5%), Lisboa (11,3%), Leiria (10,4%) e Beja (10,2%). Seguem-se na lista Faro (9,9%), Ilha do Pico (9,4%), Ilha do Faial (8,4%), Porto (6,1%), Castelo Branco (5,9%) e Santarém (5,7%). As subidas menos acentuadas foram na Guarda (5,2%), Vila Real (4,2%), Viana do Castelo (4,2%), Ilha da Terceira (4,1%), Ilha de São Miguel (2,9%), Ilha de Porto Santo (2,5%) e Coimbra (1%).

Em sentido contrário, desceram em Portalegre (-5,8%) e Viseu (-0,2%).

De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (3.725 euros/m2), seguida por Faro (2.602 euros/m2), Porto (2.271 euros/m2), Setúbal (1.944 euros/m2) e Ilha da Madeira (1.917 euros/m2). Comprar casa em Aveiro custa 1.398 euros/m2, no Porto Santo 1.381 euros/m2, Leiria 1.255 euros/m2, Braga 1.248 euros/m2 e Coimbra 1.228 euros/m2.

Os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (607 euros/m2), Guarda (661 euros/m2), Castelo Branco (736 euros/m2), Bragança (761 euros/m2), Santarém (842 euros/m2) e Beja (856 euros/m2).

 Cidades capitais de distrito

Os preços das casas aumentaram em 15 capitais de distrito, com Aveiro (22,8%), Setúbal (17,1%) e Braga (13,2%) a liderarem a lista. Seguem-se Leiria (11,9%), Viana do Castelo (10,9%), Faro (9,5%), Funchal (8,9%), Viseu (8,8%), Évora (7,3%), Lisboa (6,7%), Santarém (6,3%), Beja (4,7%) e Portalegre (3,8%). Já no Porto a subida foi de 2,2% e em Castelo Branco de 0,8%. Em Beja os preços mantiveram-se estáveis em 2021.

Por outro lado, os preços desceram em apenas em quatro capitais de distrito, sendo a maior descida em Vila Real (-5,3%). Seguem-se Ponta Delgada (-4,1%), Coimbra (-3,7%) e Bragança (-0,5%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 4.992 euros/m2. Porto (3.014 euros/m2) e Faro (2.184 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Portalegre (680 euros/m2), Guarda (749 euros/m2) e Bragança (768 euros/m2).

O índice de preços imobiliários do idealista

A partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi atualizada. Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas. Ainda assim, a amostra na Ilha das Flores (Açores) não foi contemplada no estudo, por não ter sido considerada representativa nas datas em análise.

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, calculamos o valor mediano em vez do valor médio. Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, homologamos a nossa metodologia com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista.

Artigo de Vítor Santos—Ser ATLETA – TENACIDADE

Ser ATLETA – TENACIDADE

Os pais bem informados sabem da importância de que se reveste para o desenvolvimento dos seus filhos a prática desportiva. No entanto, sentem por vezes dificuldades em escolher a modalidade concreta para essa prática.

A escolha da modalidade a praticar pelos filhos deve ser feita pelo gosto que a criança tem por esse desporto. A paixão é importante. No entanto todos devemos ajudar na escolha da modalidade, porque têm especificidades diferentes, mas deixar que seja a criança/jovem a decidir por si mesmo qual a modalidade que quer praticar. Poderá mesmo experimentar várias.

Se o “desporto de rua” uma prática espontânea entre crianças da mesma zona desapareceu o aparecimento de centros/escolas para o ensino organizado da prática desportiva cresceu e hoje a oferta é mais variada e com qualidade. No entanto as crianças são capazes de organizar competições e já sabem quem são os melhores (quando escolhem as equipas, os primeiros a serem escolhidos são sempre os melhores) e não precisam da competição tão formal para o saber. Neste contexto do jogo infantil, a competição tem um alcance formativo, por quanto são as próprias a valorizar o que se é capaz de fazer e não quem ganha. O processo é sempre mais importante que o resultado. É ao desporto federado que cabe proceder a transformações profundas que permitam corrigir erros que vêm sendo praticados com crianças, em particular, com menos de 12 anos.

O foco é a retoma desportiva e o fundamental é trabalhar o processo/tarefa e relevar o resultado/classificação.

A prática desportiva tem uma influência favorável sobre o organismo em crescimento. É indispensável durante a infância e adolescência, de modo assegurar um desenvolvimento saudável.

Num estudo[1] realizado a propósito do confinamento, a que todos fomos sujeitos, foram identificados, imediatamente, fatores de risco para jovens atletas: Isolamento social; Diminuição da atividade física; Rotinas alteradas ou inexistentes; Incerteza; Stress familiar (económico?!) e sem a oportunidade de competir.

E concluiu-se que quem é praticante desportivo superou melhor o confinamento. Porquê? Porque desporto é superação. Desportistas são resilientes. A paixão; A tenacidade: Capacidade de responder a situações difíceis e de lidar com a adversidade (Capacidade de adaptação); Exercício físico (mesmo que limitado); Alimentação mais cuidada; Sobrepor o coletivo ao individual; Espírito de sacrifício; entreajuda; solidariedade; A equipa funcionou como rede/suporte e mantiveram-se contactos (via novas tecnologias) com colegas e treinadores.

O professor Jorge Silvério explica na perfeição estes resultados através da tenacidade:

 

 

 

 

 

Quando as crianças praticam uma atividade desportiva, o seu organismo adapta-se ao esforço. Estas adaptações manifestam-se ao nível do sistema cardiorrespiratório e muscular. O sistema cardiorrespiratório não se desenvolve na mesma maneira no caso das crianças que treinam regularmente e no caso de crianças sedentárias. Esta diferença traduz-se entre outras, por diferenças relativas às capacidades funcionais.

As crianças e os jovens têm necessidade de muito movimento para que o seu organismo se desenvolva harmoniosamente. Deste modo a prática de atividades físicas e desportivas deve ser encorajada e explicada aos pais.

Perante tudo isto só resta aconselhar para que a criança pratique desporto. Tão só, e somente isto!

 

Vítor Santos

Embaixador do PNED

[1] Estudo coordenado pela Doutora Liliana Pitacho

 

Artigo de Saúde de Sara Morais— Dicas sobre a Ansiedade num formato de conto…

E se, hoje, lhes roubasse um pouco de tempo e atenção, para os prender com a narrativa e consequências de um pequeno, mas interessante conto?

Era uma vez… Assim começam todos os contos, por mais simples que se apresentem os figurantes e mais complexos as cenas que venham a assumir ao longo do enredo sonhado e vivido.

Detalhemos então a situação frequente das marcas entranhadas na memória juvenil pelas recordações dos pormenores de alguns dramas conducentes ao despertar e instalação nalgumas consciências imaturas do bicho-papão da era moderna – a ansiedade.

Esta personagem monstruosa, devoradora de sonhos e da esperança, arrasta consigo o supra poder da transfiguração, conseguindo assim, a “perturbação” constante das suas vítimas.

Glutão, está sempre à espreita atraído pelas experiências e pensamentos negativos. Mas, como em todos os contos, histórias e lendas, atrai sempre também, para o equilíbrio mental acalmante, o lado oposto do pensamento.

Aqui e agora, a personagem que repõe o equilíbrio desdobra-se em várias outras figuras e circunstâncias que desenvolvem hábitos positivos para reduzir e reeducar a influência nefasta do monstro da ansiedade.

A respiração assume, então, desde logo o papel principal:

– Inicialmente descontrolada, confusa e sem direção – como uma resposta natural ao medo e à tensão.

Logo depois, algo diferente, e assume os dois supra – poderes: – a inspiração e a expiração.

Em seguida, vai começar por ir libertando os dois efeitos:

 – Primeiro inspira, vagarosamente e, só depois, expira, com a mesma lentidão…

Ao inspirar, o organismo é oxigenado e mantendo o equilíbrio; ao expirar, solta toda a tensão que serve de superfície para o “monstro” se fixar.

Em continuação, esta personagem vil, “veste-se” de mil e uma patranhas, e só a persistência de uma respiração adequada conseguirá quebrar os grilhões apertados entre o pensamento e o “bicho papão”.

Neste processo, a oxigenação do cérebro vai surgir como uma brisa suave capaz de suscitar o aparecimento do cavaleiro da paz – a imaginação – que, como vulgar mensageiro, surge para restabelecer a paz e a ordem no “reino.” A representação mental alicerça novos comportamentos e sensações capazes de combater as conceções negativas e invasoras que fizeram soar as trombetas do subsolo…

Subitamente, a ansiedade vê-se privada daquele ambiente escuro, pesado a que tanto está habituada.

 Agora, andarilha num lindo prado repleto de flores de múltiplas cores, onde o ar é puro e existe uma aparente tranquilidade que parece invadir todos os sentidos.         Entretanto, esconde-se por detrás das suas artimanhas, como se estivesse a jogar às escondidas, ficando à espreita para voltar a atacar…

 É nesse momento, que a dopamina, a endorfina e a serotonina entram em cena e, vestidas com as suas sapatilhas e roupas desportivas mais estilosas, chamam o “bicho papão” do seu esconderijo, com toda aquela boa disposição física e, sem que este se dê conta, começa a diminuir de tamanho e a retirar-se com receio de desaparecer de vez…

Porém, contudo, Desengane-se! Ainda não foi desta…Pois, este monstro é manhoso, bastando suspeitar que aquela atividade é, apenas, e só de vez em quando, que depressa aparece sem aviso nem demanda com o seu ar de escárnio e garras afiadas, para atacar novamente a segurança do reino e o trono da felicidade naquele lugar seguro.

Privado, então, do seu tamanho e força, constrói um último plano maquiavélico:

– Chegada a hora do sono, momento em que o reino / organismo recupera todas as suas funções, o bicho surge, novamente, para se vingar. Ardilosamente, afiando as suas garras, começa a produzir os mais irritantes barulhos para dificultar o adormecimento. Todas as noites, sem cessar, ele estava ali, para irritar com os seus barulhos afiados e constantes… Mas, pé ante pé, sono surge de mansinho, à mesma hora, entorpecendo-lhe os sentidos numa lengalenga sussurrada:

“Vai-te papão, vai-te embora de cima desse telhado, deixa-te dormir num soninho descansado”

 

                                                               Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

 

Artigo de Ana Carolina Marques: O seu filho tem dificuldades na mastigação? Saiba como as identificar!

Cada vez mais os cuidadores se deparam com as dificuldades que as crianças apresentam nas transições alimentares, podendo estas estar associadas aos hábitos orais tardios (eg. uso do biberão até à idade escolar) ou a alterações na integração sensorial oral. A necessidade de procurar o Terapeuta da Fala é cada vez maior, para que o treino específico e individualizado seja iniciado com a criança.

As alterações na mastigação podem aparecer devido à introdução tardia da variação alimentar, no que diz respeito à consistência, textura e até mesmo ao sabor. Quanto mais tardias forem as transições alimentares, maiores serão as dificuldades dos cuidadores em passar de consistências mais líquidas para as mais sólidas.

Os cuidadores devem estar atentos quando percebem que a criança não está a progredir no processo da mastigação. Aprender precocemente a mastigar, é a peça chave para fortalecer a língua, lábios e bochechas, que posteriormente são utilizadas na fala.

Para saber se está perante dificuldades na introdução de novas texturas e consistências, deve estar alerta para alguns sinais, nomeadamente:

  • Reflexo de vómito exagerado                                                                                                                                                                     –  Não gostar de ter as mãos sujas                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              – Evitar tocar nos alimentos
  • Engasgos constantes
  • Manter o alimento muito tempo na boca (bocheca)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   – Limpar constantemente a boca
  • Lamber o alimento ou cuspi-lo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       – Rejeitar novos alimentos

 Nível Oral                                                                                                                                                                                                        Nível Tátil

 

Algumas crianças já apresentam estes comportamentos orais e/ou sensoriais por existir uma maior predisposição para estas dificuldades, podendo estar relacionadas com algum tipo de sensibilidade oral ou freio lingual curto. Outras crianças têm estas dificuldades porque são privadas da estimulação sensorial (passam grande parte do tempo em frente à televisão ou a jogar no Tablet ou Playstation), que a nível do desenvolvimento vão influenciar as capacidades orais mas também as motoras para a fala.

A sensibilidade oral, as dificuldades na perceção do sabor, a dificuldade na organização do bolo alimentar, a alteração na mobilidade da língua, a privação de vivências táteis e orais podem ser possíveis causas mas é preciso identificá-las precocemente. É crucial que os cuidadores estejam conscientes da importância da mastigação para o desenvolvimento de uma alimentação eficaz.

 

Ana Carolina Melo Marques C-046322175

Terapeuta da Fala na APSCDFA, na Clínica Nossa Srª da Graça e na CliViseu

 

Artigo de saúde de Sara Morais—Os principais tipos de transtorno de ansiedade

Circunscrever a ansiedade à comum sintomatologia: do aperto no peito, falta de ar ou taquicardia é algo comum; mas excessivamente redutor. A ansiedade compreende vários tipos de transtornos que surgem de forma diversificada e assumem, também, somatizações de formas diferenciadas.

Um dos transtornos mais comuns da ansiedade é denominado por o Transtorno de ansiedade generalizada – TAG-surge num quadro prolongado e intenso de preocupação
e stress, num período superior a 6 meses. A preocupação torna-se incontrolável, e com o passar dos dias a insegurança, o pessimismo e o medo sequestram a razão,
desenquadrando o sujeito da realidade que o cerca. Em termos sintomáticos, a TAG manifesta-se no aumento da irritabilidade, e fadiga, alteram o padrão de sono e de
apetite, aumenta a tensão muscular, o que por sua vez, promove uma diminuição persistente na capacidade de memória e concentração. As crises surgem espontaneamente e sem justificação aparente.

O transtorno de pânico é, igualmente, popular e caracteriza-se por um surto espontâneo de elevada intensidade e com um breve período de atuação. Estas crises, embora
momentâneas, provocam um desconforto físico e mental incapacitante, em que o organismo cria um comportamento de fuga perante a perceção da ameaça. Este transtorno é, então representado por um ciclo de atuação muito específico.

Inicialmente, existe uma hiperbolização do medo, que seguidamente os órgãos sensoriais captam essas informações, que são enviadas para o cérebro onde são processadas.

Nesta sequência, o sistema de alarme é ativado com as diferentes secreções hormonais e respostas fisiológicas (como já explicado nos artigos anteriores), criando as corriqueiras respostas sintomatológicas, como: a taquicardia, a sudorese, a falta de ar e consequentemente as tonturas.

Agorafobia é, também, um dos transtornos mais associados à ansiedade. Esta fobia, determina-se pelo medo intenso e, por conseguinte, a incapacidade de frequentar
espaços públicos ou locais, pela dificuldade de encontrar um ponto de fuga. Este transtorno é, frequentemente, desenvolvido após um ataque de pânico, e identificável através da sua somatização que compreende não só as tão características náuseas, como as tonturas, descompensação / descontrolo térmico, dormência dos membros superiores ou inferiores, e até mesmo dor torácica ou pressão no peito.

Em adição, o Transtorno de stress pós-traumático é, também, um dos transtornos compreendidos pela ansiedade. O TEPT surge após experiências traumáticas, muito característico em ex-combatentes, acidentados, ou até mesmo, após uma agressão sexual. Neste enquadramento, a pessoa vai apresentar vários tipos de sintomas, desde pensamentos persistentes sobre o evento traumático, isolamento, comportamento esquivo, amnésia dissociativa, perturbação do sono, diminuição da concentração, híper vigilância, irritabilidade e impulsividade.

Destes tipos de ansiedade mais conhecidos, acrescem também alguns transtornos menos conhecidos como o Mutismo seletivo. Este tipo de transtorno é, normalmente, desencadeado na infância, e consta da dificuldade da criança em comunicar, em ambientes estranhos ou com pessoas que não tenha um relacionamento frequente, como os familiares diretos, exibindo uma espécie de timidez que é comummente desvalorizado. Esta desordem psicológica é, recentemente, retratada no livro “Os quês de Maria Inês” um conto infantil, que alerta e esclarece sobre esta pseudo timidez e transmite exercícios em como ultrapassar este tipo de ansiedade.

Estes são apenas alguns dos tipos de ansiedade, no entanto existem muitos outros que podem condicionar o seu dia-a-dia e a sua qualidade de vida.

No próximo boletim de saúde não perca as dicas para controlar a sua ansiedade.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 912 583 244

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais— Ansiedade: Um Mundo sem tempo

II Reações comportamentais, cognitivas e sociais

 

Dentro do compasso das 24 horas, o indivíduo é repartido pela métrica do tempo para os vários afazeres e atividades que ocupam a sua esfera mental e física numa consciência funcional e temporal. Contudo, quando o espaço mental é invadido por sentimentos de apreensão, angústia e incerteza, a consciência mergulha numa excessiva projeção futura, num mundo atemporal, em que os “Se” se tornam pilares do medo desenquadrado da realidade.

E, é nesta pressa de viver, que o Sistema Nervoso Central é submerso nas diversas alterações fisiológicas, verificadas no artigo de opinião anterior, dando espaço à protagonização das diferentes reações comportamentais, cognitivas e sociais.

As alterações comportamentais mais evidentes são a impulsividade, a hiperatividade motora e a agressividade. Numa situação de stress, a ação da Amígdala torna-se hiperativa, e alerta todo o organismo para a presença de uma ameaça. Este alerta dispara níveis excessivos da sensação de medo e de preocupação. A informação é, seguidamente, captada pelas glândulas suprarrenais, que providenciam a produção elevada de adrenalina e cortisol como resposta de combate à ameaça. Neste processo, a atividade aumentada do sistema límbico vai criar as condições perfeitas para o individuo tenha comportamentos impulsivos e, ou também, agressivos.

O disparo do sistema límbico vai alterar o modo como a informação é processada pelo neocortex – área cerebral encarregue do pensamento e memória. A diminuição do funcionamento cognitivo vai originar alterações cognitivas como a preocupação excessiva, a dificuldade na concentração e até a perturbação do sono.

À medida que a somatização interna é proliferada, o individuo começa a desenvolver reações sociais. O sentimento de medo e de incapacidade, vai proporcionar a dificuldade em manter uma conversa ou discurso fluído, assim como complicação em expor ideias, evitando, gradualmente, o contacto social, como um subterfugio.

No próximo boletim de saúde será explanado os vários tipos de transtornos de ansiedade.

 

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

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sfilipa.morais@gmail.com