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Artigo de Sara Morais -Hipnoterapeuta- III COMO CONTRARIAR O COMPORTAMENTO ADITIVO

Os dois artigos anteriores esclareceram o leitor sobre os efeitos do uso inapropriado das novas tecnologias (os smartphones, redes sociais, entre muitos outros) nos vários domínios desde o físico, o químico, passando pelo comportamental e o emocional.

Após um olhar atento sob os vários efeitos, é possível traçar estratégias comportamentais para reequilibrar a utilização e domar os demais impulsos para uma utilização desenfreada.

Tudo começa pelos limites, regras e sobretudo disciplina. Estes são três ingredientes importantíssimos na vida humana, que permitem o equilíbrio do dia-a-dia, possibilitando atingir objetivos e concretizações de forma consciente. No caso das crianças, uma estrutura de regras bem definida é ainda mais improrrogável, visto que a maturidade neural é apenas atingida por volta dos 24 anos de idade.

É certo que não existe nenhum vício fácil de controlar, ainda mais quando o mesmo faz parte integrante da vida ativa social, profissional e pessoal de cada um. Contudo, existem comportamentos que podem auxiliar no combate a esta tendência prejudicial.

Inicialmente, é importante tomar consciência do tempo que gasta na dita utilização durante o seu dia. Questione-se, o tempo gasto foi realmente necessário? Quanto tempo permaneceu a divagar nesta utilização? Defina um tempo diário de utilização. Nas crianças, estabeleça um horário e um tempo limite de utilização. O tempo aconselhado pela OMS não excede uma hora diária, sendo totalmente desaconselhada o uso de ecrãs para bebés menores de 1 ano e crianças entre 1 e 2 anos de idade.

A redução sonora, nomeadamente o silenciar dos aparelhos e notificações, permite uma redução dos estímulos chamativos, e por conseguinte vai anuir a utilização desnecessária e auxiliar o ponto anterior.

Em adição, defina um local na sua casa para colocar e utilizar os aparelhos. A utilização de ecrãs no quarto é contra producente visto que o cômodo está associado em termos comportamentais e mentais ao repouso. No caso das crianças, como anteriormente visto nos artigos precedentes, a claridade e os ruídos são fatores que prejudicam a higiene do sono, e como resultado interferem na libertação da Hormona do Crescimento (GH) o que trará inevitavelmente problemas na aprendizagem e no desenvolvimento neural da criança.

Substitua o ecrã por atividades prazerosas e que despertem a sua criatividade e o seu espírito crítico. A leitura, o desporto, as atividades manuais e ao ar livres são ótimas escolhas, pois potenciam diferentes estímulos e respostas o que permitem uma maior diversificação e atividade neural.

É importante que ao tomar consciência do comportamento procure ajuda profissional e qualificada. Um vício, é um comportamento adverso que pode, eventualmente, despertar outros transtornos emocionais e físicos.

É, exatamente, nesta ajuda que poderá encontrar a Hipnose Clínica como uma terapia de auxílio, capaz de modificar os vários comportamentos adversos através da reconfiguração do subconsciente. Na medida em que qualquer comportamento aditivo se traduz na somatização das várias dimensões do Ser Humano, a Hipnose Clínica vai atuar sobre as diferentes áreas somáticas.

Numa fase inicial, o próprio ato indutivo promove uma ação de descompressão e relaxamento no corpo físico, o que por sua vez, vai originar a libertação de várias substâncias químicas como a serotonina e a dopamina. Estas hormonas da felicidade vão equilibrar as somatizações no domínio químico e físico, permitindo diminuir a elevada manifestação do cortisol do organismo.

Seguidamente, a terapia vai identificar o comportamento gatilho que provoca a ação adversa. Nesta fase, é possível reduzir e controlar os estímulos através das diferentes técnicas de visualização e psicodinâmicas. Assim, o comportamento fica sujeito a um sistema controlo estabelecido através de respostas sensoriais e da própria coordenação do pensamento. Numa fase mais avançada, é possível eliminar o gatilho comportamental, através de um processo de sugestionamento da mente subconsciente, reconfigurando a ação aditava a um novo comportamento, em que a mente o absorve como saudável e prazeroso.

Em acrescento, o desenvolvimento pessoal, o trabalho de auto perceção e gestão emocional e o novo hábito vai desenvolver a determinação e o auto controlo e por sua vez devolver o equilíbrio e o comportamento saudável.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião de Sara Morais —– A NOMOFOBIA  II

Continuando o artigo de opinião anterior, não há dúvida que a tecnologia é atualmente um eixo central e indispensável na vida das pessoas. Tanto a comunicação como a acessibilidade a qualquer dado ou informação, nunca foi tão fácil ou tão rápido como agora. Esta universalização à distância de um Click veio abrir vários caminhos, por exemplo em plena pandemia permite promover laços de empatia e de sociabilização através das várias redes sociais ou apps, ou até mesmo as vídeo chamadas que encurtam o distanciamento social do qual se vive em plena pandemia; facilitar a divulgação e a dinamização de serviços e compras, mas também impor vários desafios naquilo que diz respeito à utilização das várias tecnologias de forma consciente e saudável.

A vulgarização e a exposição aos vários estímulos tecnológicos promovem o frágil equilíbrio entre uma utilização consciente e a adição, o que levou à denominação da Nomofobia. A esta fobia da era moderna, caracteristicamente relacionada aos comportamentos de dependência e de compulsividade conexos ao uso da tecnologia, estão associadas várias perturbações como ansiedade e a síndrome do pânico, e por sua vez somatizações como sudorese, falta de ar, dor no peito, tremores e sensação de impotência. Este medo irreal de permanecer incomunicável / desconectado, é vulgarmente desvalorizado como uma “modernice” dos tempos vigentes. No entanto, se o leitor fizer uma introspeção sobre o uso da tecnologia no seu quotidiano, verá que de alguma forma se encontra conectado a esta realidade.

São vários os sinais de alerta que permitem identificar a Nomofobia, a incapacidade de desligar o smartphone, ou a verificação constante e obsessiva do aparelho para confirmar e-mails ou mensagens, ou o simples passar persistente pelo feed das redes sociais ou sentir maior irritabilidade ao estar em locais sem conexão wi-fi; são apenas alguns dos mais corriqueiros que nos permitem tomar consciência do perigo do vício.

Porém, o mais importante nesta perturbação compulsiva é identificar o grau de dependência e de desconforto associado à ideia de estar desconectado ou ausente do mundo virtual e como isso condiciona o dia-a-dia.

Veja na próxima edição as dicas em como controlar a nomofobia, assim como os efeitos químicos e comportamentais da utilização das novas tecnologias.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Sara Morais- Os Efeitos dos telemóveis no cérebro e no comportamento

Diariamente usa o telemóvel com frequência, passa pelo feed das redes sociais, navega pelos vários comentários, estes bombardeiam-no de várias sensações: umas de prazer outras de indignação. Tudo à distância de um Click, de um Like, numa conectividade paradoxal – tão próximos e, simultaneamente, tão afastados.

Este ciclo comportamental, de forma continuada e frequente, leva a várias alterações químicas e nervosas no cérebro e, por conseguinte, a alterações comportamentais, nomeadamente nos mais novos.

Desde o primeiro momento em que utiliza o telemóvel, ou acede a uma rede social, ou faz um Post, a expectativa associada vai potenciar, automaticamente, a criação de uma resposta condicionada no cérebro. Em réplica, o neurotransmissor dopamina – responsável pelo humor, motivação e prazer – é libertado, em níveis elevados, o que vai potenciar picos de prazer em resposta aos diferentes Likes ou a qualquer outro comportamento associado. Assim, sempre que efetuar uma utilização semelhante é como se ficasse sintonizado naquela frequência para atingir um pico igual ou superior ao experienciado anteriormente. É por esta razão, que por vezes toma consciência de passar pelo feed das redes sociais sem explicação aparente. Contudo, os picos de satisfação potenciados pela secreção da dopamina são, geralmente, libertados numa cadência cada vez mais espaçada, o que poderá contribuir para a libertação do cortisol e, por sua vez, ao desenvolvimento da ansiedade.

No caso das crianças esta ciclicidade de eventos é ainda mais problemática. Uma vez que o desenvolvimento do cérebro só atinge a maturidade perto dos 24 anos, significa que a capacidade decisória sobre o estímulo anterior é nula. É importante estabelecer regras de uso adequado, especialmente nos mais novos.

Se este ciclo comportamental é manifestamente aditivo numa mente já desenvolvida, imagine estes os efeitos aditivos na mente ainda em formação.

Se recuarmos no tempo, a mente humana evoluiu através dos vários estímulos ambientais e diversas alterações físicas a que foi submetida, por conseguinte a interação emocional e comportamental nivelada por este tipo de tecnologia prossupõe a estagnação emocional e definhamento do senso crítico. O cérebro fica mais preguiçoso, lento e com menos capacidade de resposta. O desenvolvimento neural da criança deve cercar-se por atividades de estímulo intelectual que favoreçam diversos estímulos e respostas como a leitura ou atividades no meio ambiente que fomentem o crescimento do senso crítico, e não a prontidão de respostas dentro do mesmo padrão linear. Não é a toa que existe a expressão idiomática “pensar fora da caixa”.

Em adição, a utilização destes aparelhos nas duas horas antes que antecedem a higiene do sono, comprometem o bom funcionamento da glândula pineal, e por conseguinte o ritmo circadiano. A glândula pineal tem como principal função regular o ritmo biológico através da libertação de maior quantidade de mielina quando escurece, enquanto reduz a quantidade da mesma existe mais claridade. Assim, a exposição à luminosidade dos aparelhos vai condicionar, automaticamente, a secreção da melatonina, e como resultado a privação do sono. Esta destruturação do ritmo biológico do sono, origina várias consequências, como o cansaço, o mau humor, a dificuldade em memorizar e falta de concentração. No entanto, nas crianças os efeitos são ainda mais severos, uma vez que é durante o sono que existe a produção da hormona GH, responsável pelo crescimento, memória, manutenção e consolidação das capacidades de aprendizagem, que ficam automaticamente danificadas.

Todo este deficit do funcionamento neural, que fui referindo ao longo do artigo, diminui a capacidade do auto gestão emocional, o que por sua vez aumenta a impulsividade e os comportamentos agressivos enquanto, também, resposta à frustração e alienação social.

Em conclusão, quando escutarmos algumas expressões clichê como: “Deixei o meu telemóvel em casa e não consigo fazer nada sem ele”; ou “Nem liga muito é só mais para jogar”; “Só se cala assim”; ou até “ Eu por mim não tinha (ou só tinha um de teclas) mas na turma todos têm”, é nosso dever informar que esta transversalidade do uso dos telemóveis provoca consequências neurais gravíssimas, não só nos adultos, mas principalmente no crescimento e desenvolvimento neural das crianças e adolescentes, ou seja, no nosso – AMANHÃ.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião Sara Morais- Da Pandemia à Violência Doméstica e à Hipnose Clínica

Pandemia, confinamento, distanciamento, isolamento; são palavras, regras que “primeiro estranha-se e depois entranha-se” como dizia Fernando Pessoa. Não são só as perturbações nervosas, psicológicas e emocionais que crescem a par com a pandemia são também os gritos amordaçados e aprisionados daqueles que são vítimas do flagelo de uma outra pandemia, que se alastra paralela e silenciosamente no âmago da nossa sociedade – a violência doméstica.

É importante dissociar a violência doméstica a estereótipos e consciencializar que este flagelo é transversal à condição social e económica, e que é de facto uma realidade atual. A violência doméstica é vulgarmente identificada pela agressão física, e muitas vezes reduzida a essa red flag. Contudo, este género de violência é manifestada inicialmente, e mais frequentemente, através do abuso psicológico, o que torna mais difícil a respetiva sinalização.

Ao refletir sobre esta matéria, vamos encontrar nas diversas faixas etárias, mas mais proeminentemente nas camadas mais jovens, padrões comportamentais que são vulgarmente subavaliados e que deveriam ser tomados como sinais de alertas. As manifestações exageradas e afeto é um dos comportamentos característicos de um relacionamento abusivo. É certo que a manifestação do amor é algo que surge naturalmente e que faz parte de qualquer relacionamento sadio, no entanto, todo o excesso deve ser claramente um aviso, especialmente quando as palavras não refletem a realidade das atitudes do dia-a-dia, mas sim uma manipulação de pormenorizada de circunstância. Um outro indício, é a imposição de mudança de personalidade ou de princípios. Qualquer relacionamento é uma aprendizagem, uma evolução, que se vai construindo com flexibilidade e mudança quando estas reforçam positivamente e construtivamente o “eu” interior. Por conseguinte, quando a mudança implica o carcere da expressão das próprias referências e personalidade torna-se tóxico e abusivo.

A agressão verbal e psicológica é talvez a manifestação mais fácil de sinalizar, e também a mais comum. Este tipo de ocorrência vai aparecendo e dominando o dia-a-dia, através das frequentes críticas depreciativas, como por exemplo a desvalorização das conquistas e ou a ridicularização de opiniões. É nesta fase que a autoestima é começa a diluir-se numa teia invisível mas muitíssimo traiçoeira. Seguem-se outros comportamentos, como a manipulação emocional através da imputação de culpa sobre os acontecimentos de agressão; as sucessivas violações de privacidade; às diversas tentativas e atos de controlo de rotinas e de estrangulamento da independência financeira e emocional do par. A vítima torna-se refém e carcerada numa sensação de impotência e capacidade de auto gestão emocional. Com este quadro atípico, surgem facilmente os comportamentos agressivos, gritos, ameaças e as diversas chantagens emocionais de abandono e de danos materiais e físicos.

Estas manifestações comportamentais são habitualmente mal interpretadas e desvalorizadas, no entanto, é importante sublinhar que um relacionamento saudável é aquele que acrescenta e promove o crescimento do seu eu interior ao invés de o subtrair.

Neste enquadramento é importante procurar ajuda psicológica e emocional. É, neste contexto que a Hipnose Clínica se assume como uma ferramenta terapêutica de grande auxílio pela sua eficácia e versatilidade. Numa fase inicial, existe uma aposta na libertação emocional da vítima, em que os processos de manifestação de culpa e emoções negativas são trabalhados. Seguidamente, a terapêutica através das várias técnicas associadas à regressão, permite a visualização e a resignificação das memórias traumáticas, promovendo um novo olhar e perceção sobre os vários comportamentos e experiências negativas. Nesta fase são também trabalhados as síndromes de pânico, depressões, resultantes da exposição tóxica.

Numa fase final, a terapêutica assenta no resgate da autoestima, onde o auto conceito é trabalhado com o objetivo da consolidação e da superação das experiências negativas, promovendo, assim, uma nova forma de ser e de estar perante a vida e os acontecimentos futuros.

“O afeto é o amor feito consciência” Carlos Bernardo González Pecotche

 

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião de Sara Morais- Hipnose Clínica e Resoluções Ano Novo

Ao anoitecer, milhares de mentes sussurram em silêncio, vago e envergonhado, os milhares de desejos que são libertados pelo fervor das doze badaladas. As superstições, os vários rituais tradicionais, os fogos-de-artifício, as cores, alimentam a esperança, afinal é no espaço de uma noite para o dia que nascem mais 365 novas oportunidades. É neste período de viragem que se faz o balanço das experiências desde o distanciamento ao isolamento, das várias aprendizagens como por exemplo: o não tomar nada como garantido, o valorizar um olhar de amor, um gesto de carinho, e sobretudo, refletir sobre o nosso caminho de felicidade e concretização. São apenas alguns exemplos que permitem estabelecer novas metas e desafios para continuar a trilhar o longo caminho da vida.

Nesta busca do autoconhecimento a Hipnose Clínica torna-se uma forte aliada enquanto terapia de desenvolvimento pessoal. Inicialmente, a terapêutica oferece um olhar atento sobre as sombras e crenças limitadoras que lhe causam o depauperamento das suas potencialidades. Seguidamente, é trabalhada a aceitação, a compreensão e a libertação das experiências negativas através das mais variadas técnicas de ressignificação e de reeducação comportamental. A objetivação e clarificação das preferências, objetivos e sonhos torna-se fundamental não só na recuperação e libertação da auto estima, mas também na consolidação de um novo autoconceito.

Em jeito de conclusão, embora a magnificência dos festejos das doze badaladas animem a busca pela utopia das 365 novas oportunidades, o novo ano só existirá se existir em si mesmo uma mudança – um novo “eu”.

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar” – Eduardo Galeano.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião- Hipnose Clínica um alelo da saúde mental em plena pandemia

 

A resposta comportamental do Ser Humano volve ao redor dos hábitos. E quando questionamos o outro: “Como está?” ou “Como vai?”; sempre escutamos a mesma resposta “Vai-se andando” ou “Vai-se empurrando”, uma explicação imposta pela máscara social que outrora era usada como mecanismo de defesa para não expor as próprias fraquezas.

Agora, e sem precedentes, a realidade despe a invisibilidade vestindo-se de um pedaço de pano em jeito de mordaça e, que apesar de salvaguardar um bem maior, vai cercando o nosso rosto, os nossos sonhos e, desejos numa constante lembrança de incerteza, silenciando o que nos vai na alma. O toque deixou a nossa rotina, assim como o sorriso que se tornou refém do jogo das escondidas, imposto pelas palavras confinamento e desconfinamento. Atualmente, só o olhar e as palavras servem de estibordo para afagar a liberdade e consolar a ânimo.

Esta marcha lenta e silenciosa de desânimo e de cansaço, poderá refletir no abismo da saúde mental. É necessário alertar, que não é vergonha procurar auxílio técnico e profissional para ajudar a diluir as maleitas do “eu” interior. É premente desenvolver a consciência social que o ser humano é apenas um ser sensível e como tal compreende naturalmente a diversos desafios emocionais.

É neste momento de cuidados redobrados que a Hipnose Clínica poderá servir como esteio na sustentação de uma saúde mental equilibrada.  A terapêutica assente na Hipnoterapia não só permite um estado relaxamento mental e físico, como leva a alterações das várias perceções como por exemplo: sensoriais, intelectuais, memória, atenção e inclusivamente emocionais. A vasta complementaridade de técnicas permite intervir em diversas áreas de perturbações nervosas e emocionais desde a Borderline, TADH, síndrome de pânico, depressão, Transtornos obsessivos compulsivos, perdas emocionais e perturbação do sono. O tratamento permite o acesso ao subconsciente, onde estão depositados os vários sentimentos, emoções, hábitos e memórias, os quais em estado vígil não é possível ajustar ou alterar.

Neste seguimento, a Hipnose Clínica uma válida alternativa a todas as terapias convencionais da saúde mental, pressupondo de igual forma o desenvolvimento do autoconhecimento e, por conseguinte, expandir a capacidade de interagir com o seu próprio eu interior de forma equilibrada e emocionalmente inteligente.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião (Sara Morais) – A Dificuldade de concentração e a Hipnose Clínica

Este ano fomos convidados a reformular os nossos comportamentos, a domar as nossas paixões, a suspender sonhos e experiências, mas sobretudo aprendemos a redirecionar o nosso comportamento e pensamento em prol da Humanidade.

Agora, de regresso à vida académica e à nova normalidade, a dificuldade na concentração volta à ribalta das preocupações mais prementes no desempenho escolar, bem como na qualidade de vida de muitos adultos e crianças.

A concentração destaca-se pela capacidade de organização e estruturação do pensamento que permite direcionar atenção para a realização de uma determinada tarefa.  No dia a dia, existe uma sobrecarga de estímulos sensoriais que ousam captar atenção e que surgem, normalmente, como fatores de distração. No entanto, o bom funcionamento do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela organização, atenção e controle dos impulsos e manifestação das emoções, permite a reorganização e a estruturação do pensamento, neutralizando os elementos de dissociação do pensamento.

Todavia, a diminuição da concentração está, normalmente, associada ao transtorno de ansiedade generalizada – TAG- ou ao transtorno do Déficit de Atenção, denominado por TDA. O transtorno de ansiedade generalizada é facilmente reconhecido pela constante irritabilidade, alterações do padrão do sono, tensão muscular e apatia. Enquanto, os sintomas de alerta para TDA são mais complexos no processo de identificação, uma vez que a mesma compreende impulsividade comportamental, hiperatividade e dificuldade em expressar emoções, que são casualmente desvalorizados no seio da nossa sociedade moderna.

Estas disfunções causam dificuldades no desempenho das várias tarefas do quotidiano o que acaba por provocar condicionamentos na vida diária, e como resultado promove o isolamento, a tristeza, a baixa autoestima e a frustração.

A Hipnose Clínica, enquanto ferramenta terapêutica complementar, tem um papel fundamental na recuperação da qualidade de vida, para além de suavizar a sintomatologia associada. A alteração do estado vígil, para um outro estado de consciência, permite não só aquietar a mente e o corpo, como reorientar o pensamento para uma determinada tarefa. Neste seguimento, as representações externas e cinestésicas deixam de dominar o foco de atenção, passando a um segundo plano da própria consciência. Em adição, o próprio estado de transe hipnótico potência a libertação de forma natural; sem recurso a medicação, os neurotransmissores como a dopamina, que ajudam a restabelecer a concentração, o humor e as emoções de forma equilibrada e natural.

Assim, a Hipnose Clínica devolve a qualidade de vida ao paciente, estimulando a concentração e reduzindo ou até mesmo eliminando os sintomas e causas associadas à dificuldade de concentração, e favorece o autoconhecimento e o autocontrolo sobre si mesmo, enquanto ferramenta de desenvolvimento pessoal.

 

 

                Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião- O REGRESSO À ESCOLA E A HIPNOSE CLÍNICA

Setembro é o mês do ano caracterizado pela mudança e pelos recomeços. E este ano não é excepção! Milhares de escolas, de norte a sul do país, voltam a ganhar vida. Alunos, pais, professores e pessoal técnico escolar são levados a recomeçar uma nova fase, rompendo com as  suas rotinas profiláticas, e a consequente suspensão de sonhos e concretizações.

Um retorno dicotómico, entre o desejo e o receio. O anseio e a vontade do regresso à normalidade, que outrora conhecíamos, ao contacto social, às aprendizagens e ao ritmo frenético que tanto a nossa sociedade moderna nos acostumou. Dentro desta bifurcação emocional, brotam novas medidas, regras e comportamentos, aos quais exigem uma capacidade de resposta e adaptação apressada. Surge, assim, uma nova forma de ser e de estar, que acumula em nossas vidas novos desafios e, naturalmente, favorece o aparecimento de novos valores e padrões emocionais.

As preocupações emergentes relativamente ao possível contágio da covid-19; o desconhecimento sobre as novas regras, as normas de afastamento social; promovem a intensificação dos transtornos de ansiedade, medos e fobias. Concludentemente, surgem um conjunto de problemas comportamentais e dificuldades no desempenho escolar e, no sono.

Grande parte dos transtornos e dificuldades mencionados podem ser ultrapassados com o recurso à Hipnose Clínica. Esta ferramenta terapêutica permite não só o relaxamento mental e físico, como proporciona através da alteração do estado de consciência o acesso ao subconsciente, e por conseguinte facilita uma nova configuração nas linhas de orientação comportamental e emocional dominando , assim, as resistências da mente consciente.

 

Do novo recomeço, uma nova forma de ser e estar, uma nova janela para História da Humanidade.

 

 

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião- A INSÓNIA E A HIPNOSE CLÍNICA

O tempo decorria silencioso e com um pouco de vaidade em nosso redor, transmitindo-nos de forma involuntária a polaridade, do dia pela
inerente agitação e da noite pela sua natural acalmia.
O compasso do seu tique… taque traça com a amplitude e delimitação das rotinas relevando o sono como uma necessidade basilar da renovação e da reorganização emocional da mente. E, se outrora adormecíamos com a magia do João Pestana, que, devagarinho, tímido e assustadiço, nos fechava as pestanas sem demoras nem delongas, os tempos de hoje já ditam outra nova envolvência histórica.
A nova realidade não começa no cliché “era uma vez”, mas pelo ousado e diligente 1 carneirinho…3 carneirinhos…34 carneirinhos…194 carneirinhos…684 carneirinhos…e, quando despertamos a consciência, somos obsequiados e invadidos pelos pensamentos e sentimentos do
medo; incerteza e ansiedade mascaram então o adormecimento das improbabilidades e desafios constantes e desmedidos.
A constante dificuldade em adormecer, mantendo e aumentando o estado de super insónia baralha a perceção e influência do relógio biológico condicionando o equilíbrio mental enquanto estimula a irritabilidade e a ansiedade; a sonolência diurna aumenta a tensão exasperando as cefaleias, à medida que vão reduzindo a concentração e a memória.
Todavia, a nova normalidade realça a Hipnose Clínica como tratamento chave para solução dos distúrbios do sono, de forma natural e sem efeitos secundários.
A terapêutica acede ao subconsciente onde se desenvolve o sono e é possível encontrar ou experiências causadoras da perturbação.
Dessa forma, é possível e necessário reorganizar a mente para lidar com os recalcamentos de forma saudável, ajustando os padrões normativos do sono.
Cai a noite e, pé ante pé, chega, sorrateiramente o João Pestana.


Sara Morais
Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião- Hipnose Clínica no controlo da dor

A subjugação da Hipnose Clínica às várias áreas da psique humana é notória, esta não só engloba as questões referentes à depressão, perdas emocionais, ansiedade, baixa autoestima e fobias, mas também tem um papel muito importante no controlo da dor. Quando falamos de dor, falamos de uma experiência muito própria, que compreende tanto a realidade física como emocional. Já se questionou como é gerado este conceito?! Ao contrário, do que possa pensar, a dor é produzida pelo nosso cérebro. Quando nos magoamos, pequenos receptores nervosos vão transportar-se pela medula espinhal enviado informações ao cérebro para que este consiga processar a localização e a intensidade da dor. Este sistema de receção e processamento é real tanto para a dor física como para a dor emocional.

Na verdade, este circuito funciona como um painel de sistema de alarme, tornando a dor numa luz amarela que nos avisa que algo não está bem com o nosso organismo. Mas se a experiência da dor é algo que é essencial ao ser humano enquanto indicativo do estado de saúde, quando é que devemos pedir ajuda?

O consulente deve procurar intervenção profissional para o controle da dor quando esta se torna persistente e incapacitante, condicionando as tarefas rotineiras e o seu dia a dia.

Como a Hipnose Clínica pode ajudar no controlo da dor?

A Hipnose estimula o relaxamento da mente e do corpo, e por sua vez vai produzir a serotonina e as beta-endorfinas, o que vai neutralizar a percepção da dor reduzindo os níveis de cortisol. A técnica aplicar para o controle é variável consoante o background e as queixas do consulente. No entanto, através das várias técnicas disponíveis é possível, mudar a localização da dor para um local que não condicione a vida do utente, e sobretudo modificar a intensidade da dor, reorganizando a transmissão inicial para uma transmissão que reporte o alívio parcial ou total da dor.

Alerto, no entanto, que a Hipnose Clínica é eficaz no controlo da dor mas não na cura total da causa da mesma, pelo que é importante identificar a causa da dor e procurar o tratamento mais adequado para a mesma.

Dra. Sara Morais Hipnoterapeuta

Mais informações: Consultas Fornos de Algodres Espaço São Ferreira Estética 919539401 / smoraishipnose@gmail.com