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Artigo de Sara Morais—O regresso às aulas e a hipnose clínica

O regresso às aulas marca o voltar ao ritmo agitado da disciplina à exigência da organização e orientação familiar e, para muitos, ainda, acresce a preocupação face ao desempenho escolar.

A atenção é, efetivamente, um dos aspetos fundamentais apreendidos pelos pais como uma das ferramentas essenciais que determinam o sucesso ou insucesso académico. Na verdade, a capacidade de direcionar o foco da atenção num assunto ou tarefa específica, mesmo quando os estímulos envolventes criam e fomentam a distração – atenção sustentada, é fundamental para a retenção da informação como coluna dorsal do conhecimento. Não obstante, a qualidade deste pilar estrutural é, facilmente, posta em causa por diversos fatores como transtornos neurobiológicos (PHDA – Perturbação de Hiperatividade / Déficit de Atenção), as emoções e perturbações do sono.

No que diz respeito ao deficit de atenção / Hiperatividade, é importante referir a constante agitação e dificuldade que a criança encontra em permanecer quieta. Embora atenção seja multidirecional, o foco destas crianças é facilmente atraído por outros estímulos do ambiente ou até, mesmo, do próprio pensamento. A inquietação, o esquecimento, a impulsividade, a dificuldade em organizar e definir prioridades são alguns dos sintomas mais comuns que premiam o insucesso escolar.

Porém, nem tudo é neurobiológico, as emoções, positivas ou negativas, desempenham um papel preponderante durante a vida e, de facto, na aprendizagem não é diferente. Tente recordar de um momento em que esteve triste ou ansioso, nesse momento conseguiu manter a sua atenção? Certamente que sua concentração ficou reduzida. Imagine, agora, uma criança com dificuldades de aprendizagem, que não tem um conhecimento sobre si mesma capaz de lhe permitir compreender e gerir as suas dificuldades e emoções. Esta inaptidão vai criar um solo fértil para germinar o sentimento de insegurança e, consecutivamente, desenvolver a crença limitante que não possui capacidade intelectual suficiente para resolver as tarefas escolares que lhe são apresentadas.

Em adição, a higiene do sono é fundamental para um desenvolvimento físico, mental e intelectual saudável. O sono caracteriza-se por um período da diminuição do estado de consciência e, simultaneamente, da atividade física motora. Tem como principal função regenerar e recuperar os vários sistemas orgânicos do qual o nosso corpo e psique se regem. Neste ato reparatório, é importante referir que é durante o sono que existe a libertação da Hormona GH, responsável pelo crescimento, memória, manutenção e consolidação das capacidades de aprendizagem. No caso de existir inibição ou diminuição desta secreção hormonal o desempenho escolar fica, automaticamente, tolhido.

A Hipnose Clínica contém uma vasta área de intervenção no que diz respeito ao desempenho escolar. O estado de transe hipnótico é um estado psicofisiológico natural que altera a perceção cognitiva do exterior para o interior o que vai permitir à criança ou ao leitor desenvolver atenção concentrada. A diminuição do senso crítico proporciona um acesso privilegiado às emoções o que cria a oportunidade de trabalhar o “eu” interior e reajustar os vários comportamentos, vícios e sentimentos de forma a promover uma maior gestão emocional capaz de sustentar um maior desempenho escolar.

No próximo Boletim poderá vir a saber mais sobre o papel da Hipnose Clínica na intervenção oncológica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais—A Felicidade, as emoções negativas e a Hipnose Clínica

As férias são, por excelência, um momento de grande investimento no “eu”, em que existe uma prioridade, pré estabelecida, em satisfazer sonhos, objetivos, vivenciar momentos de grande intensidade de prazer e, até mesmo, estimular mudanças para alcançar a felicidade. Durante este período, existe um aumento de produção hormonal de serotonina e dopamina que contribuí para a melhoria do estado emocional.

No entanto, para muitos leitores esta pressão para ser feliz, a tempo inteiro, cria atmosfera perfeita para a depressão pós férias. Este tipo de perturbação caracteriza-se pela falta de motivação para o regresso ao trabalho, a dificuldade em realizar tarefas simples como a higiene pessoal, bem como outros sintomas como: fadiga, dores musculares e alteração do sono. Por outras palavras, ao regressar de férias o seu estado emocional será o resultado da soma entre o foco neural e o seu estado de humor.

É importante referir, ainda, que as emoções são o elo de ligação com o nosso “eu”, a mente e o corpo, bem como uma âncora que nos fixa no mundo envolvente e que facilita a interação e a compreensão entre as partes. A ausência de emoções levaria à impossibilidade de entender o que se passa dentro e fora de nós mesmos, assim como formar relacionamentos ou identificar o que conotamos como o bem e o mal. A capacidade de lidar com as emoções negativas de forma saudável favorece, não só, uma relação mais sadia consigo mesmo mas, também para com os seus próprios sentimentos.

A Hipnose Clínica surge neste enquadramento enquanto ferramenta de desenvolvimento pessoal. Durante a terapia o leitor desenvolve um conhecimento mais aprofundado sobre si mesmo. Inicialmente, ao ser induzida uma alteração no estado da consciência, poderá compreender a interação entre o pensamento e o corpo de forma natural. Assim, a perceção sobre as emoções negativas ganham um novo destaque quando o leitor verifica que qualquer tipo de dor ou desconforto, físico ou emocional, tem como função alertar que algo não está bem. Neste seguimento, estabelece linhas de orientação que permitem o leitor determinar, não só, o que é realmente importante para si como ajudar a relacionar-se emocionalmente com os outros com maior tolerância e compreensão, preservando o seu lado sensível às suas carências e às necessidades dos seus pares.

Para concluir, as emoções negativas são uma fonte fundamental de conhecimento que permite construir um relacionamento harmonioso entre a mente e o corpo. Se acredita que as emoções positivas representam a força motriz que cria o seu bem-estar, como por exemplo os vários momentos prazerosos que experienciou durante o seu período de férias, as emoções negativas, por outro lado, têm como função direcionar o leitor para um diálogo interno para atender aquelas necessidades que ainda não foram suprimidas, quer durante o período de férias quer no regresso ao trabalho. Esta complementaridade das emoções permite o leitor trilhar o caminho do bem-estar e da felicidade.

No próximo boletim saúde  em papel poderá verificar mais sobre o regresso às aulas e o respetivo papel da Hipnose Clínica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Sara Morais—A Mente, as emoções e a Hipnose Clínica

A Mente, as emoções e a Hipnose Clínica

O ditado magistral “O tempo é dinheiro” vinculou o foco social e individual no investimento do tempo para a realização monetária e material. Num segundo plano, ficou retida a expressividade emocional que se tornou num garante desafio da nossa atualidade. Embora, atualmente, exista uma maior acessibilidade à informação sobre o contexto emocional, a verdade é que há, ainda, um parco conhecimento e a vontade para falar sobre as emoções e o respetivo processamento.

O facto de usarmos o nosso raciocínio lógico e linear na vanguarda do desenvolvimento tecnológico e nas várias dimensões da vida diária, leva-nos à tendência natural de desvalorizar o conteúdo interior e emocional. Contudo, o uso da razão sobre o domínio das emoções não quer, por si só, inferir um processamento pleno destas mesmas respostas. Por este motivo, fica deprimido sem uma razão aparente para o estar ou deixa de dormir inexplicavelmente, ou simplesmente, o leitor tem consciência de uma determinada mágoa interior que a leva agir, espontaneamente, e de forma paradoxal à razão.

Isto acontece porque a emoção – reação a um estímulo ambiental e cognitivo – fica, muitas vezes acomodada na mente subconsciente, caprichosamente, sem o devido reconhecimento, porque é algo, sobriamente, doloroso, traumático ou incompreensível aos olhos da razão, e por esse motivo a troca de informação realizada entre a mente subconsciente e consciente sustenta a ação espontânea que faz perder o controlo consciente do comportamento. Assim, surge os sentimentos, que permitem determinar qualitativamente a emoção o que possibilita a mudança da emoção e por conseguinte a ação.

É nesta viagem de profundidade interior que a Hipnose Clínica assume um papel preponderante, não só enquanto terapêutica, mas, também, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal. Esta ferramenta permite ao sujeito conhecer a si mesmo seguindo vários encadeamentos e técnicas que o possibilitam. Inicia-se logo, de imediato, no processo de indução – ao passar de o estado de consciência vígil para o afunilamento da atenção concentrada – o leitor vai abarcar o conhecimento dos processos indutivos compreender como o seu pensamento e o corpo reagem de forma natural.

Neste processo fisiológico natural, terá a oportunidade de gerir o senso crítico sustentado pela mente consciente e, consequentemente, entrar em contacto com as suas emoções. Esta acessibilidade, permite uma aprendizagem sobre o espectro emocional através de uma maior compreensão e trabalho de alteração simbólica, no que diz respeito aos sentimentos, experiências e sensações que contribuem ativamente para uma gestão emocional e comportamental aumentada e eficaz.

A este quociente positivo junta-se aceitação sobre si mesmo fomentado pelo conhecimento das próprias capacidades e limitações diluídas, ao longo do tempo, pelos grilhões das crenças limitadoras. Este processo compreende a capacidade do desenvolvimento comportamental e emocional, como também promove a concretização das diversas metas e objetivos.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” nesta alexitimia atemporal, em que as várias exigências, beliscam diariamente o bem-estar e o equilíbrio da saúde mental.

No próximo boletim de saúde, em setembro, poderá verificar mais sobre o misterioso segredo da felicidade e as emoções negativas.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais- Depressão, a Fadiga e a Hipnose Clínica

Uma das características, frequentemente, associadas à depressão é a falta de energia e vitalidade tanto a um nível físico como psicológico. Esta fadiga condiciona a capacidade de trabalhar ou, até mesmo, realizar tarefas simples do quotidiano mesmo quando estas na realidade não representam um esforço, propriamente dito, mas são percecionadas pelo sujeito depressivo como depauperantes.

Na verdade, o cérebro humano evoluiu ao longo do tempo para adaptar e proteger a espécie Humana a um mundo cada vez mais exigente. O cérebro tem a capacidade de transformar o mundo real, de injetar a felicidade, de inventar o prazer e de potenciar a sensação de apego e pertença através dos vários neurotransmissores: dopamina, serotonina, endorfinas e adrenalina. Por exemplo, quando o leitor come um determinado alimento calórico, sente prazer ou, simplesmente, quando concretiza algo que sempre desejou sente uma maior sensação de energia e vitalidade.

Contudo, na depressão este sistema de recompensa e de construção do mundo real fica desregulado, o mundo perde a cor, a vida fica empobrecida e tudo o que acontece ao seu redor é percecionado como um chorrilho de eventos sem qualquer razão ou expressão. O leitor experiência, então, o que Augusto Cury advogada como o último estágio da dor Humana – a depressão. A realidade fica cinzenta, as capacidades cognitivas e físicas são lentificadas e instala-se o desinteresse pela procura do prazer e da felicidade.

É neste enquadramento que surge a Hipnose Clínica enquanto ferramenta terapêutica não convencional mas complementar e natural. O estado de Hipnose, por si só, caracteriza-se por um estado neurofisiológico natural que altera a perceção cognitiva, do exterior para o interior, permitindo a libertação natural dos neurotransmissores: dopamina e serotonina e por conseguinte, restabelece um equilíbrio neuro-químico. Neste seguimento, o leitor começa a sentir mais energia e o pensamento fica menos disperso. Numa fase posterior, o leitor vai desenvolver uma maior consciência sobre o seu “eu” interior e sobre as suas emoções, compreendendo um reajuste nos vários comportamentos e hábitos no roleplay do quotidiano, devolvendo assim o bem-estar e a qualidade de vida ao leitor.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

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Artigo de Sara Morais– A Felicidade, o prazer e a Hipnose Clínica

A vida é como um bolo, poderá ser deliciosa ou, simplesmente, dura consigo, poderá exibir um aspeto divinal e ser uma verdadeira desilusão, ou poderá aparentar simplicidade, mas ser agradável ao palato. Uma coisa é certa, a felicidade e o prazer são os dois ingredientes fundamentais, diria mesmo, a Cereja no Topo do Bolo.

Mas, atenção! A felicidade e o prazer são ingredientes que não se substituem um ao outro uma vez que apresentam funções neurais distintas, embora algumas vezes o leitor as possa confundir. A felicidade é algo que requer paciência e planeamento, é duradoura, constituída por emoções positivas, sentimentos de alegria e sensações de prazer. Este ingrediente é nutrido pelo neurotransmissor serotonina que se produz quando exerce pensamentos positivos e, substancialmente, quando o seu pensamento é predominantemente mais otimista. O prazer, por outro lado, consiste numa resposta direta aos impulsos físicos e está, naturalmente, ligado ao ato de receber e é alimentado pela dopamina. Contudo, ambos os ingredientes são aditivos, por isso é que a sabedoria popular dita que o que é doce nunca amargou.

Ao saborear uma fatia de bolo o leitor vai, automaticamente, aumentar a produção de dopamina, mas cuidado com os exageros. Saiba, também, que ao fazê-lo poderá desenvolver pensamentos positivos o que vai libertar um aumento da circulação da endorfina que equilibra o sistema nervoso autónomo simpático e parassimpático concedendo-lhe a sensação de felicidade. Contudo, após a ingestão, sentir-se-á com mais vontade de comer para manter aquela sensação de prazer. Certamente, já comeu algo doce quando se sentia sem energia ou, simplesmente, triste com o intuito de sentir, novamente, aquela sensação de prazer e conforto.

Mais do que nunca, é importante desenvolver o conhecimento sobre si mesmo, sobre os seus impulsos e comportamentos que podem ou não gerar desequilíbrios emocionais e psicológicos. É nesta medida que surge a Hipnose Clínica, não só como uma ferramenta terapêutica para intervir nos desequilíbrios emocionais, mas, também, desenvolver o conhecimento e o controlo sobre a sua mente. Numa fase inicial, a Hipnose Clínica visa compreender e trabalhar as emoções negativas mal geridas. É posteriormente, desenvolvido, um novo conceito mais favorável que irá contribuir para desenvolver uma nova reprogramação mental em que o leitor tomará escolhas conscientes saboreando o bolo de forma prazerosa, ao mesmo tempo que desenvolve a sua felicidade em experienciar as pequenas e boas coisas que a vida tem para lhe oferecer. A Hipnose Clínica, permite ao leitor transformar o círculo vicioso a seu favor, num comportamento ajustado para potenciar o equilíbrio da sua saúde.

“Nada é Suficiente para quem julga o suficiente demasiadamente pouco” Epicuro

 No próximo boletim de saúde poderá analisar mais sobre Depressão e sentimento de Fatiga e de que forma a Hipnose Clínica pode ajudar.

Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

Artigo de Sara Morais— Comportamentos repetidos e padrões autodestrutivos

No início do ano prometeu para si mesmo que este ano seria diferente, que agora ia controlar o seu apetite ou, simplesmente, que iria parar de fumar. Mas, entre mil e uma tentativas, ainda não conseguiu. E aquela tarefa ou assunto que está por resolver, e todos os dias o dia termina e não a concretiza?! Promete que não compra mais nenhuma peça de roupa, pois o seu armário está a abarrotar, mas ainda assim, porque o preço está apetecível… cede!

O tempo vai passando e, de facto durante algum tempo, vai conseguindo manter a motivação dia após dia, ganhando a convicção que AGORA, sim, vai controlar melhor as coisas. No final das contas, é algo que realmente deseja atingir – a mudança. Mas este entusiasmo é sol de pouca dura.

Os padrões de comportamento repetitivo são hábitos que foi construindo ao longo da vida em resposta às várias necessidades interiores que foram surgindo perante as diversas experiências que vivenciou. Há algo, dentro do leitor, ou de alguém com quem se relaciona, que carece daquele padrão comportamental que tanto gostaria de contrariar, mas que acaba por ceder por ser mais forte que o seu próprio desejo.

Comportamentos como a reincidência de maus relacionamentos, de adições, de fracasso, de sentimentos de raiva, de compulsões alimentares ou até mesmo, a subjugação a maus-tratos, são padrões autodestrutivos que devem ser sinalizados como sintomas dos quais deve permanecer alerta. Importa referir, que estes comportamentos compensatórios, para além de se alimentarem das crenças limitantes do leitor, têm uma agenda muito clara – a busca do prazer ou o preenchimento de um determinado vazio interno. Não tem, contudo, haver com falta de autocontrolo, de motivação ou força de vontade.

Uma vez que os hábitos e comportamentos autodestrutivos estão armazenados no subconsciente, a Hipnose Clínica torna-se uma ferramenta terapêutica de grande auxílio no processo de mudança que deseja alcançar. A terapia oferece ao leitor a possibilidade de identificar e compreender a raiz da carência intrínseca que sustenta os comportamentos indesejáveis. Ao compreender a necessidade em relação à existência e persistência do sintoma, em resposta a algum evento ou experiência que vivenciou, automaticamente, elimina a necessidade e, por conseguinte, o padrão repetitivo e autodestrutivo.

Para concluir, o pensamento é como a água, que corre sem parar, com força, e o comportamento é a expressão natural dessa mesma energia, se lutar contra essa movimentação vai desperdiçar a sua energia e aumentar a intensidade do desequilíbrio, mas se a compreender conseguirá abrandar o fluxo e conquistar a tranquilidade.

No próximo boletim de saúde poderá verificar mais sobre as diferenças entre felicidade e prazer e o respetivo papel da Hipnose Clínica.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

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Artigo de Saúde de Sara Morais— Ao Encontro do Desejo e da Necessidade

O longo caminho da vida é ditoso, errante, repleto de dualidades o que implica uma boa dose de perseverança e compreensão sobre os processos do “eu”. Na jornada, o leitor é confrontado por dois importantíssimos atalhos: o Desejo e a Necessidade.

Desejo é, intrinsecamente, algo que lhe é familiar. Não vale a pena negar… Já por diversas vezes, durante a sua caminhada, fechou os olhos e, sim, abandonou a razão, ou qualquer ato consciente e, instintivamente, desejou algo como se estivesse à mercê da roda da fortuna. Essa força instintiva e inconsciente é crescente e perentória à medida que o Ser Humano vai interagindo e experienciado ao longo dos anos. O desejo, designa-se, assim, por uma energia direcionada para satisfazer algo que realmente quer muito, mas que não é imperativa para a sua sobrevivência.

Em termos fisiológicos este processo ocorre quando o centro de recompensa, localizado no cérebro, é submerso pela substância dopamina que cria a sensação de desejo, contudo sem causar um impacto hedônico. Assim, quando o leitor é submetido a uma experiência de superação, como por exemplo: ganhar um concurso ou concluir uma obra de arte; a dopamina é produzida em grandes quantidades e, por conseguinte, leva-o a desejar, através da recordação, a experienciar mais momentos equiparados.

Por vezes, o leitor usa este atalho para suprimir a distância de um caminho mais longo, porque o faz sentir temporariamente mais preenchido ou, simplesmente, porque faz parte da sua natureza. O desejo é um processo que deve ser usado para alavancar o sujeito para ação e para o desenvolvimento do conhecimento através da experimentação. Contudo, se usado de forma imprudente poderá levá-lo a divergir do seu carreiro equilibrado e saudável.

Do outro lado da bifurcação encontra a Necessidade que é tudo o que representa a carência capaz de comprometer a sobrevivência e, por essa razão, quando não colmatada, recebe toda atenção e energia do sujeito, como por exemplo: a fome. No momento em que a concentração de nutrientes (glicose no sangue) está diminuída, o Hipotálamo recebe ordens para procurar a ingestão de alimento para compensar a carência orgânica. Por este motivo, é que o leitor já terá escutado que “a necessidade aguça o engenho”, ou seja, quando uma privação representada pela pirâmide de Maslow é percebida, o individuo é motivado para direcionar a sua energia para satisfazer as suas carências.

A saúde mental é, também, dependente da busca pela satisfação das necessidades e pelo adorno dos desejos. Por isso é fundamental ter clareza sobre estes processos para ajudá-lo a compreender as necessidades por de trás dos desejos. O desejo não tem que ser um viés negativo, pois faz parte da natureza humana. Contudo é importante desenvolver a autoconsciência e o autoconhecimento para estabelecer um equilíbrio entre estes dois processos.

Ao experienciar a Hipnose Clínica, o leitor terá a possibilidade de entrar em contacto com os seus desejos e carências mais profundas. Tomar consciência das dificuldades e identificar as suas necessidades, libertar-se da condição de refém pelos impulsos. Surge, então, uma consciência trabalhada no sentido de buscar para a sua vida um equilíbrio sustentado na satisfação das suas necessidades pelo meio da alimentação adequada, segurança, educação, lazer, socialização, e auto valorização.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” nesta sua caminhada em que as várias exigências beliscam, diariamente, o seu trajeto de vida saudável e equilibrado.

No próximo boletim saúde poderá verificar mais sobre por que repetimos os padrões autodestrutivos e o papel da Hipnose Clínica.

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

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Artigo de Opinião de Sara Morais— Hipnose Clínica à Flor da Pele

Expressões como “A mulher ficou com os nervos à flor da pele” permitem que o seu pensamento crie, automaticamente, a imagem de uma mulher, agitada, que age sob o impulso, à medida que as emoções parecem brotar como suor que lhe sai da pele … Mas o mais interessante desta visualização, não é efetivamente a imagem da mulher em si, mas a reação do próprio leitor que, inconscientemente, alterou o movimento das suas narinas e o próprio batimento cardíaco. Estas pequenas alterações subconscientes comprovam que mesmo quando as palavras são mudas o corpo fala!

Manifestações como o suor, o odor, a temperatura, a irritação ou comichão da pele são alterações causadas, comumente pelos diversos fatores psico emocionais. E porquê? No que respeita ao órgão mais extenso do corpo humano -a pele – constituída pela epiderme e derme, tem como origem embrionária o neuro- ectoderma onde são formados o sistema nervoso e a pele, e por essa mesma razão existe uma relação entre as emoções e as doenças dermatológicas.

A Psoríase é uma, entre inúmeras outras, efemeridades que testemunha este vínculo. Esta, é caracterizada como uma doença crónica e inflamatória, na qual a pele se veste de placas encarnadas e salientes que provocam desconforto e prurido. Este processo inflamatório, proliferado pela epiderme, é reacional, e consequentemente, quanto mais o leitor estiver exposto a níveis de elevado stresse emocional maior será a inflamação.

Os aumentos de produção de cortisol na corrente sanguínea vão ativar as células dendríticas da pele, o que vai desencadear uma maior libertação de neuro mediadores e catecolaminas pelas terminações nervosas contribuindo para piorar a inflamação cutânea e retardar o processo de cicatrização das feridas. Este agravamento vai produzir um impacto psicossocial negativo, pois vai impossibilitar a realização de tarefas, ditas normais e rotineiras, a autoestima baixa, e o isolamento social surge como um mecanismo compensatório para lidar com a incapacidade de exposição do próprio corpo ou com o julgamento alheio sobre as lesões, aparência ou até mesmo um contágio hipotético e irreal.

Na envolvência destes constrangimentos, é possível através da Hipnose Clínica, controlar a sintomatologia e diminuir, significativamente, o processo inflamatório de forma natural e sem contraindicações. A dissociação entre a emoção e a razão desencadeia, por si só, a libertação hormonal de dopamina e serotonina que vai, automaticamente, reduzir os níveis de cortisol na corrente sanguínea e, por conseguinte, travar ou diminuir todo o processo inflamatório cutâneo. Para além desta compreensão fisiológica, esta ferramenta terapêutica permite regular outras funções autónomas, como: o fluxo sanguíneo, ou até mesmo a dor, o prurido.  A intervenção abrange, também, os diversos fatores psicossomáticos que influem negativamente nas doenças dermatológicas, devolvendo assim a qualidade de vida ao leitor.

No próximo boletim de saúde poderá saber mais sobre a diferença entre o desejo e a necessidade.

 

 

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

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Artigo de Sara Morais—Hipertensão e a Hipnose Clínica  

O ser humano, em sua natureza, é dotado de um organismo, este fisiológico e psíquico, e por conseguinte, todo o raciocínio tem um impacto em termos emocionais, que por sua vez, vai promover alterações em termos físicos e vice-versa. A exaustão, o emergente estilo de vida sedentário, a acentuada incapacidade em expressar emoções, experienciada e promovida pelo isolamento e distanciamento social mudaram o panorama emocional e comportamental o que favorece o aparecimento de doenças psicossomáticas.

A Hipertensão, uma das doenças psicossomáticas, demonstra claramente a relação entre as emoções e as alterações fisiológicas fomentadas pelo aumento da pressão sanguínea contra as paredes das artérias. Este desequilíbrio fisiológico poderá surgir quando o leitor experiência emoções negativas, como por exemplo elevados níveis stress ou ansiedade, que não potenciar uma produção excessiva de hormonas como o cortisol, a epinefrina e aldosterona. Estas, vão desencadear um processo inflamatória, ou seja, um aumento da pressão sanguínea, onde a função cerebral é reduzida e o corpo é preparado para dar uma resposta de luta ou fuga.

Esta funcionalidade fisiológica, que outrora surgia como um mecanismo primitivo que permitia a sobrevivência e evolução da nossa espécie, atualmente, e devido ao excesso de níveis de stress imputados pelas exigências dos variados fatores psicossociais, torna-se desenquadrada e disfuncional.

É neste contexto que a Hipnose Clínica surge como uma ferramenta complementar para o resgate do bem-estar. A Hipnose, enquanto fenómeno fisiológico natural e neurológico, evidencia a capacidade de dissociar a razão e a emoção, agindo diretamente sobre o sistema límbico – o cérebro emocional. Durante o estado alterado de consciência, o cérebro deixa de receber as informações do sistema límbico, o que permite que a mente se torne permeável às sugestões terapêuticas. Este procedimento, por si só, propicia, também, um aumento de alguns neurotransmissores, como por exemplo a serotonina, que tem como missão diminuir as hormonas do stress anteriormente referidas.

Em conclusão, o ser humano é composto por um organismo que compreende a correlação entre mente e o corpo. A forma como reage aos fatores psicossociais, é influenciado não só pelo seu regime de crenças, mas também, por pensamentos inconscientes que produzem diversas alterações fisiológicas proporcionando o aparecimento de doenças psicossomáticas como o caso da Hipertensão. No entanto, a Hipnose Clínica, enquanto ferramenta terapêutica complementar, possibilita promover o desenvolvimento do controlo emocional e, assim, diminuir os fatores e as alterações químicas que desencadeiam o mal-estar físico e emocional.

No próximo boletim de saúde poderá verificar mais sobre o papel da Hipnose Clínica na psoríase.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

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Artigo de Sara Morais– Perturbação Obsessiva Compulsiva e a Hipnose Clínica

Em determinados momentos, o leitor fica preso em algumas ideias persistentes, aqueles pensamentos que, recorrentemente, cercam a sua mente de preocupação, incerteza e medo.  Estes sentimentos, alimentam o viés negativo da mente, assim como promovem comportamentos de verificação e compulsividade no que diz respeito à criação de hábitos repetitivos ou rituais. Situações rotineiras como: o conferir se o carro, está de facto fechado, se as luzes estão apagadas, a contagem recorrente de objetos, a excessiva organização e simetria, ou até mesmo a constante necessidade de limpar, são sinais de alerta de uma POC – perturbação obsessiva compulsiva. Contudo, este tipo de comportamento pode ser classificado por uma simples cisma – comportamento normativo – ou um comportamento patológico se a ideia consumir maior parte do seu tempo e interferir com a sua rotina e com a sua vida pessoal, social e profissional.

A Perturbação Obsessiva Compulsiva é caracterizada por obsessões e compulsões. As obsessões são denominadas pelos pensamentos de risco e envolvem sentimentos de angústia e ansiedade. Este tipo de pensamento é, também, intensificado pela atual situação pandémica, uma vez que a mesma contribuí para a preocupação da contaminação, concedendo espaço para a sustentação da dúvida sobre as suas ações.  Por outro lado, as compulsões surgem do ato repetitivo para aliviar o sentimento de ansiedade causado pelas obsessões, como por exemplo o lavar das mãos, compulsivamente, para evitar o contágio e aliviar o medo de contaminação.

Esta perturbação é transversal, pois atinge tanto crianças como adultos, e tem múltiplos fatores de risco que contribuem para o aparecimento desta perturbação.  Um dos fatores é a própria personalidade do leitor, se a sua personalidade é marcada pela afetividade negativa, pelo perfecionismo ou repressões comportamentais, existe um maior risco de desenvolver o “Tiques” com o objetivo de subscrever os desafios que encontra no seu dia-a-dia. No entanto, se experienciou momentos traumáticos com uma carga de grande repressão emocional e de exigência, se o seu regime de crenças e valores ou autoconceito está em conflito, alicerçado pelo sofrimento emocional; ou se até em termos fisiológicos existe um desequilíbrio dos níveis de serotonina e noradrenalina, então existe uma janela aberta para dar entrada e espaço aos pensamentos obsessivos e compulsivos.

Uma vez que a perturbação surge da esfera emocional e psicológica a Hipnose Clínica assume-se como uma alidade enquanto terapia complementar. A terapêutica promove o estado de relaxamento mental e físico, o que por si só permite reduzir os níveis de ansiedade, e ajuda na libertação natural da dopamina e serotonina, equilibrando os níveis neuro químicos de forma natural sem recurso a medicação. No seguimento, ao aceder ao subconsciente, o leitor terá a possibilidade de compreender, e dar um outro significado, às memórias e experiências traumáticas. Desta forma, é possível reorganizar o pensamento e reprogramar a mente ao eliminar ou alterar os gatilhos que alicerçam a perturbação. Esta, é também indicada de forma preventiva para os leitores que sejam diariamente desafiados por pensamentos de preocupação persistente e que, ainda, não configure uma patologia.

Em jeito de conclusão, a Hipnose Clínica pressupõe o desenvolvimento do autoconhecimento e, por conseguinte, expande a capacidade de interagir com o seu próprio eu interior de forma equilibrada e emocionalmente inteligente.

“É o sinal de uma mente educada ser capaz de entreter um pensamento sem aceitá-lo” Aristóteles

No próximo boletim de saúde poderá ler mais sobre como a Hipnose Clínica pode ajudar na Hipertensão.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

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