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Religião

Misericórdia de Mangualde visitou a Assembleia da República

Apesar do muito calor , a  Misericórdia de Mangualde nesta quarta-feira, 15 de maio, presenteou cerca de 40 dos seus colaboradores a visitar a Assembleia da República em Lisboa.

Assim, a comitiva liderada pelo Provedor José Tomás, foi recebida pela Deputada Elza Pais que juntamente com outros Deputados Maria Manuel Leitão Marques e José Rui Cruz  , fizeram visita guiada a todas as salas do edifício.

Seguiu- se a visita aos monumentos de Belém, não faltando saborear os pastéis de Belém.

Avisos e Liturgia do 4ºDomingo de Páscoa (Ano C)

Nos textos evangélicos, encontramos várias imagens para descrever quem é Jesus: Cordeiro, Senhor, Rei, Pedra angular, Luz, Verdade, Porta…. Neste domingo, Jesus apresenta-se a todos nós como o Bom Pastor. Por isso, é conhecido como o Domingo do Bom Pastor. Um Pastor que conhece, ama, alimenta, defende e dá a vida pelas ovelhas. E as ovelhas escutam a sua voz e seguem-no.

Jesus Cristo é Pastor para todos, ou seja, para todo o tipo de ovelhas: saudáveis e doentes, calmas e rebeldes, coxas ou não, perdidas ou não, fortes e fracas. Ele conhece muito bem as suas ovelhas, ama-as com ternura e misericórdia, alimenta-as todos os dias, mata-lhes a sede nas fontes das águas vivas dos sacramentos e defende-as dos lobos, ou seja, de todos os perigos que poderão afastá-las do seu rebanho. Jesus é o Pastor que vai adiante, à frente, guiando-nos no caminho. Ele conhece-nos, ama-nos, adapta-se a cada um de nós, ajuda-nos nas nossas necessidades e fraquezas. Bem sabemos que num rebanho, há algumas ovelhas que são preguiçosas, outras são mais ansiosas, algumas estão doentes, outras coxas, algumas facilmente se desviam do rebanho e têm a tendência a perderem-se. Jesus está muito atento a cada um de nós e guia-nos, com a sua infinita compaixão e misericórdia, às pastagens da verdadeira vida. Ele é um Pastor que sabe que foi o seu Pai que colocou nas suas mãos estas ovelhas (evangelho).

12-05-2019

Mas, quais são as condições para pertencer ao rebanho de Cristo Pastor? A resposta encontramos no texto do evangelho: “As minhas ovelhas escutam a minha voz…e elas seguem-Me. É necessário escutar e seguir este Pastor. Toda a Sagrada Escritura é um convite a estar sempre à escuta. Na primeira leitura, Paulo e Barnabé falam à cidade de Antioquia e muitos gentios aceitaram perseverar na graça de Deus. Porém, “ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias”, porque tinham os ouvidos fechados à Boa Nova da ressurreição. É que para escutar este Pastor é necessário humildade e silêncio interior. E para seguir a voz deste Pastor é preciso serenidade e abertura, para que o Espirito Santo possa modelar em cada um de nós a imagem de Cristo, exortando-nos a sair dos vícios e do pecado, a desprender-nos do homem terreno e aspirarmos às coisas do alto.

Há um aspecto que não podemos esquecer neste domingo. Este Pastor, antes de o ser, foi Cordeiro que se imolou na Cruz para com a sua morte conceder-nos a vida eterna, abrindo-nos as portas do céu. A partir dos sacramentos, salpica-nos com o seu sangue que nos purifica. O que fez este Cordeiro por nós? A segunda leitura deste domingo dá-nos a resposta: Ele preparou-nos o caminho para as pastagens eternas, para o céu. “Uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão”. Assim, temos a certeza que no céu já não teremos fome nem sede, nem seremos oprimidos pelo sol ou o vento ardente, nem pela injustiça e maldade dos lobos desta sociedade e deste mundo. Seremos felizes e ninguém nos poderá afastar das mãos de Deus Pai.

Jesus é o Bom Pastor. Ele é misericordioso e ternurento: deixemo-nos, então, levar aos seus ombros e ser conduzidos por Ele. Ele é destemido e corajoso: defende as ovelhas dos lobos e de todos os que as atacam. Ele e o Pai “são um só”: à volta de um só Pastor, que é Jesus, vivamos não somente unidos uns com os outros, mas também unidos a Cristo e, por Ele, ao Pai.

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Ano C - Tempo Pascal - 4º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 3º Domingo de Páscoa (Ano C)

A ressurreição de Jesus é a fonte de entusiasmo, força e valentia para dar testemunho, se for preciso com o sangue, diante de todos, da mensagem que nos aparece na primeira leitura deste domingo: “O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro…e nós somos testemunhas disto”. No início, os discípulos tiveram muito medo e trancaram-se em casa. Depois, tiveram o atrevimento de sair e regressar à sua actividade da pesca no Mar de Tiberíades, aquele trabalho que tinham deixado para seguir o Mestre. Quando tudo começou abandonaram as redes de pescadores e agora voltaram a elas, mas ainda muito inseguros. Era a nova etapa da vida. Voltar a começar. Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Continuavam juntos e unidos, mas o esforço não tinha dado o fruto esperado. Estavam desanimados. Jesus vai ao seu encontro. Não o reconheceram, ou seja, não conheceram Aquele que lhes tinha oferecido um projecto extraordinário para as suas vidas.

Jesus faz-lhes uma proposta: “Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis peixe”. Eles lançaram a rede e apanharam uma grande quantidade de peixe. E o discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: “É o Senhor”. Como Maria Madalena, João reconhece Jesus. Como é importante reconhecer Jesus nas diversas circunstâncias da nossa vida! Quando chegaram a terra, viram brasas acesas com peixes. Jesus pede que tragam peixes apanhados naquele momento e diz-lhes: “Vinde comer”. Assim, dão conta que Jesus está no meio deles, em tudo o que fazem e abençoa o seu trabalho. Como isto nos faz sentir que somos instrumentos nas mãos de Deus, que somos profetas de um futuro que pertence a Deus.

05-05-2019

Hoje, como devemos ser profetas? Que mensagem temos para transmitir? Tantas vezes deixamo-nos vencer pelo desânimo, pelo excesso de trabalho, pelas preocupações da vida! Os discípulos entusiasmaram-se novamente, porque sentiram a presença de Cristo vivo e comeram com Ele: “tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes”. A partir das manifestações de Jesus ressuscitado, eles sabem qual é a sua missão, expressa nas palavras de Pedro: “O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-O no madeiro. Deus exaltou-O pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder o arrependimento e o perdão dos pecados”. Agora, é bem claro para todos que o mundo não está perdido, porque Deus tem um projecto para toda a humanidade: a construção de um mundo mais fraterno, onde as pessoas sejam respeitadas, onde reine a paz, a humildade e o amor. Isto parece uma ilusão, uma utopia, mas é possível. Basta querer e viver, seguindo Cristo ressuscitado.

Mas como tornar visível este projecto de amor de Jesus? Respondendo à pergunta que Jesus fez a Pedro: “Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?”. Hoje, Jesus pergunta a cada um de nós: “Tu amas-me?”. Estás disposto a servir Jesus, a lançar as redes com Jesus, a tornar esta sociedade e este mundo um pouco melhor? A missão é grande, sentimos as nossas fragilidades e as nossas inseguranças. Mas tenhamos a mesma coragem para responder a Jesus como Pedro: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo”. Amar e seguir o Senhor vale muito mais que obedecer cegamente aos homens. Assim, também ergueremos a nossa voz para, como vimos na segunda leitura, proclamar: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro o louvor e a honra, a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amen”.

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Ano C - Tempo Pascal - 3º Domingo - Boletim Dominical

Avisos e Liturgia do 2ºDomingo de Páscoa(Ano C)

Depois da morte de Jesus, muitas foram as dificuldades passadas pelos seus discípulos! Não só tiveram que aceitar que já não teriam mais a sua presença directa, familiar e próxima, mas também que tinham de se conformar em iniciar uma nova etapa da vida. Uma etapa em que tinham de percorrer o caminho sozinhos, sem a sua companhia e a sua correcção fraterna. Por isso tinham medo, estavam fechados em casa. Sentem-se inseguros, têm medo dos outros, têm medo da própria responsabilidade, têm medo do futuro.

Quantos medos tinham os discípulos de Jesus! Hoje, tantos medos nós temos! Podemos até afirmar que ainda temos mais medos do que eles. Temos medo de muitas coisas que ameaçam o nosso bem-estar e a nossa tranquilidade. Temos medo do terrorismo, da corrupção e das injustiças. Temos medo de ficar doentes, inseguros, de perder o emprego, das desgraças, das traições, das desconfianças, das difamações. Temos medo do fracasso dos nossos sonhos e projectos, medo do futuro da Igreja, medo do futuro desta sociedade e deste mundo.

Perante todos os medos, o que sentiam os discípulos de Jesus? E o que sentimos nós? Diante de todos estes nossos medos, ressoa a promessa clara e firme do Senhor: “A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. Nestas palavras de Jesus, há duas mensagens: 1) tende paz no coração, a paz que vem do Pai; 2) como o Pai Me enviou também Eu vos envio. Na verdade, para quem segue Jesus, não é possível ser evangelizador, não é possível dar testemunho da verdade, senão sentir e viver interiormente a paz que Ele nos oferece.

28-04-2019

E como é possível viver esta paz que nos dá coragem para sair e proclamar que Jesus está vivo? “Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”. É o Espírito de Jesus que faz brotar do nosso interior aquela força necessária para vencer todos os medos. Não podemos fechar-nos em casa e esperar que as coisas melhorem. Para além de todos os medos já referenciados, há uma outra forma de medo que se chama indiferença que reina tanto nesta sociedade e à nossa volta. No texto do evangelho deste domingo, Tomé é a figura da tentação da indiferença, porque não acredita no testemunho dos outros discípulos que lhe dizem: “Vimos o Senhor”. Mas ele respondeu-lhes: “Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei”. Pelas suas palavras, Tomé revela que, no seu interior, reina a indiferença, a desconfiança, a apatia, a resignação e a frustração.

Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Jesus manifesta-se, saúda-os (“A paz esteja convosco”) e fala directamente a Tomé: “Não sejas incrédulo, mas crente”. E Tomé respondeu-lhe: “Meu Senhor e meu Deus”. Reconhece a sua fraqueza e aceita o perdão de Jesus. É esta a frase que cura as nossas dúvidas, os nossos medos e decepções, as nossas fraquezas. Esta é a nossa profissão de fé que celebramos, alimentamos e vivemos em cada domingo na celebração da Eucaristia. Não podemos esquecer que foi no domingo (primeiro dia da semana) que os discípulos reconheceram o Ressuscitado, foi no domingo seguinte que estavam reunidos e Tomé presente que novamente experimentaram a presença de Jesus Ressuscitado, ou seja, é no domingo, Dia do Senhor, que os cristãos se reúnem (fazem-no há mais de dois mil anos) e fazem a mesma experiência de Jesus vivo que os alimenta na Eucaristia. Com São Tomé aprendamos também a reconhecer, no coração trespassado de Cristo, o amor misericordioso d’Aquele que tanto amou a humanidade.

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Ano C - Tempo Pascal - 2º Domingo - Boletim Dominical

Secular Semana Santa em Santar foi um ato de fé

Terminou mais uma edição da secular Semana Santa em Santar que envolve em celebração a comunidade num ato de fé e solenidade muito emotivo, que a Santa Casa da Misericórdia preserva culturalmente ao longo dos anos.

Na Quinta-Feira Santa teve lugar na Igreja da Misericórdia, a Missa da Ceia do Senhor celebrada pelo Sr. Padre Jorge Carvalhal e acompanhada pelo Grupo Coral, numa cerimónia muito concorrida. As celebrações prosseguiram com a Procissão dos Fogaréus, percorrendo a zona histórica da Vila entre a Igreja Paroquial e Misericórdia, terminando com a Adoração ao Santíssimo Sacramento até à meia noite como é a tradição.

Na Sexta-Feira Santa, também na Igreja da Misericórdia depois da leitura do evangelho da Paixão do Senhor, a cruz do altar das almas na sacristia (coberta com um pano roxo) é levada para o altar. Depois de apresentada, os participantes na celebração são convidados a fazer a sua adoração e a participar na Procissão do Enterro, sempre enriquecida pela Sociedade Musical 2 de Fevereiro de Santar.

Avisos e Liturgia de Domingo de Páscoa- Tempo Pascal (Ano C)

DOMINGO DE PÁSCOA (ANO C)

 Ver: http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/LITURGIAEVIDA/2009-2010.html.

Cristo ressuscitou! Tudo é novo. Nestes últimos dias entrámos num caminho que nos leva a experimentar que a vida vale a pena. Mais ainda, que o desejo que sentimos de renovação já está a acontecer. No Domingo de Páscoa deste ano, como naquele primeiro dia da semana, podemos sentir a alegria, a emoção, a paz, a serenidade, a vontade de viver, de nos cumprimentarmos e de nos abraçarmos, porque acreditamos que podemos voltar a começar uma nova vida e uma nova história para cada um de nós e para o mundo inteiro.

É verdade que não vamos a correr para as nossas igrejas para comprovar que o sepulcro está vazio. Não escutaremos a voz de nenhum anjo que nos diga que, realmente, Cristo ressuscitou. Mas hoje podemos sentir e comprovar que não estamos sozinhos e que tudo o que nos rodeia e vivemos convida-nos à alegria da Páscoa. Cristo vem ao nosso encontro porque não está no sepulcro vazio, mas nas pessoas e na nossa vida. Apesar disto, necessitaremos, como os discípulos (Maria Madalena, Pedro e João) que os outros nos confirmem aquilo que sentimos com uma profunda convicção. Esses outros são os amigos e a comunidade, mas também são os rostos de todos os que Jesus ama e que, muitas vezes, ficaram abandonados pelos caminhos.

Na Vigília Pascal, acendemos as velas com a luz do círio pascal, a Luz de Cristo. Esta luz não cega, não distorce a realidade, não engana, mas tudo transforma. Transforma tudo porque ilumina o coração, através da compaixão e da misericórdia. A vida e os problemas não estão fora de nós, não são o inimigo a abater. São a realidade que devemos amar. Só amando podemos construir e esperar um mundo novo.

21-04-2019

A Páscoa é a festa da esperança, a celebração da vitória da vida, do amor, da verdade, da justiça, sobre a morte, o ódio, a mentira e todas as injustiças. O crucificado que se tinha aproximado dos doentes, dos marginalizados, dos oprimidos quando vivia na Galileia, onde tudo começou, que se tinha identificado com eles e, por isso, sofreu e morreu como eles, “ressuscitou”, venceu o poder da morte. Este é o fundamento da nossa fé. Já não podemos ficar decepcionados, resignados e indiferentes. Ele anima-nos a sermos trabalhadores incansáveis do seu Reino. Abramos caminhos à esperança que renasce dentro de nós. Santa e Feliz Páscoa!

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Ano C - Tempo Pascal - Domingo de Páscoa - Boletim Dominical

Via Sacra percorreu as ruas da Cidade Falcão

  A noite de Sexta-feira Santa foi de reviver os passos de Jesus Cristo, na Cidade de Pinhel. Anualmente numa organização da Paroquia e do Município, esta grande manifestação de fé , percorreu as ruas da cidade, tendo início no Largo dos Combatentes e terminando junto ao Castelo.

Assim foram muitos aqueles que acompanharam o percurso e os que participaram todos se empenharam por tudo sair perfeito.

Uma noite sempre muito importante, onde se vive uma grande manifestação de fé.

Via Sacra em Pinhel , um grande momento de Fé

Anualmente as ruas da cidade Falcão, enchem-se para ver a Via Sacra, uma grande manifestação de Fé de toda a comunidade, que retrata ao vivo, a caminha de Jesus com a Cruz.

Assim a comunidade se envolve bastante e  este ano com o tema “Tome a Sua Cruz Todos os Dias e Siga-me”  a noite do dia 19 de abril, Sexta-Feira Santa, será especial , onde tudo vai decorrer nas ruas da Cidade de Pinhel, lembrando os passos de Jesus Cristo a caminho da sua morte e ressurreição.

 

Avisos e Domingo de Ramos- Ano C

PREPARAR AS CELEBRAÇÕES PASCAIS

A Congregação para o Culto divino publicou, em Janeiro de 1988, uma “Carta circular” que retoma, explicita e particulariza as normas litúrgicas relativas à preparação e celebração das Festas Pascais e sugere oportunos temas da catequese do máximo interesse para a vivência da Páscoa. Destacamos algumas propostas:

1. “Tal como a semana tem o seu início e o seu ponto culminante na celebração do Domingo, sempre caracterizado pela sua índole pascal, assim também o centro culminante de todo o ano litúrgico refulge na celebração do sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, preparada pela Quaresma e prolongada na alegria dos cinquenta dias seguintes“. (Carta circular, Preparação e celebração das Festas pascais [PCFP], nº 2). Toda a pastoral e, assim, a pastoral litúrgica, devem brotar da e convergir para a celebração anual da Páscoa.

2. “A caminhada anual de penitência da Quaresma é o tempo de graça durante o qual se sobe à santa montanha da Páscoa. O tempo da Quaresma, com a sua dupla característica, prepara quer os fiéis quer os catecúmenos em ordem à celebração do mistério pascal… Os fiéis, dedicando-se com mais assiduidade a escutar a Palavra de Deus e a uma oração mais intensa, e mediante a penitência, preparam-se para renovar as suas promessas baptismais. (PCFP, nº 6)

3. “Toda a iniciação cristã comporta um carácter eminentemente pascal enquanto é a primeira participação sacramental na Morte e na ressurreição de Cristo. Por esta razão convém que a Quaresma adquira o seu carácter pleno de tempo de purificação e de iluminação…; a própria Vigília Pascal há-de ser tida como o momento mais adequado para celebrar os Sacramentos da iniciação” (PCFP, nº 7).

4. “…Os pastores recordem aos fiéis a importância que tem para fomentar a sua vida espiritual a profissão da fé baptismal que, “terminado o exercício da Quaresma”, são convidados a renovar publicamente na Vigília Pascal” (PCFP, nº 8). Este é o programa próprio da Quaresma.

5. Durante a Quaresma há que organizar uma catequese para os adultos… Ao mesmo tempo, estabeleçam-se celebrações penitenciais… (PCFP, nº 9).

6. “O tempo da Quaresma é também tempo apropriado para levar a cabo os ritos penitenciais, a modo de escrutínios… também para as crianças, já baptizadas, antes de se abeirarem pela primeira vez do Sacramento da Penitência” (PCFP, nº 10).

7. “Deve ministrar-se, sobretudo nas homilias do Domingo, a catequese do mistério pascal e dos sacramentos…” (PCFP, nº 12).
8. “Os pastores exponham a Palavra de Deus mais a miúdo e com maior empenho, nas homilias dos dias feriais, nascelebrações da Palavra de Deus, nas celebrações penitenciais, nas pregações especiais próprias deste tempo, nas visitas que façam às famílias ou a grupos de famílias para a sua bênção. Os fiéis participem mais frequentemente nas Missas feriais e, se isso não lhes for possível, serão convidados para ao menos ler, em família ou privadamente, as leituras do dia” (PCFP, nº 13).9. “A Igreja celebra todos os anos os grandes mistérios da redenção humana, desde a missa vespertina da Quinta-feira “In Cena Domini” até às vésperas do domingo da ressurreição. Este espaço de tempo é justamente chamado o “tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado” e também tríduo pascal, porque com a sua celebração se torna presente e se cumpre o mistério da Páscoa, isto é, a passagem do Senhor deste mundo ao Pai. Com a celebração deste mistério a Igreja, por meio dos sinais litúrgicos e sacramentais, associa-se em íntima comunhão com Cristo seu Esposo” (PCFP, nº 38).
10. “É muito conveniente que as pequenas comunidades religiosas, quer clericais, quer não, e as outras comunidades laicais participem nas celebrações do t r í d u o pascal nas igrejas maiores. De igual modo, quando em algum lugar é insuficiente o número dos participantes, dos ajudantes e dos cantores, as celebrações do tríduo pascal sejam omitidas e os fiéis reúnam-se noutra igreja maior. Também onde mais paróquias pequenas são confiadas a um só sacerdote, é oportuno que, na medida do possível, os seus fiéis se reúnam na igreja principal para participar nas celebrações. Para o bem dos fiéis, onde ao pároco é confiada a cura pastoral de duas ou mais paróquias, nas quais os fiéis participam em grande número e podem ser realizadas as celebrações com o devido cuidado e solenidade, os mesmos párocos podem repetir as celebrações do tríduo pascal, respeitando-se todas as normas estabelecidas” (PCFP, nº 43). “Nestas comunidades, embora muitas vezes pequenas e pobres, ou dispersas, está presente Cristo, por cujo poder se unifica a Igreja una, santa, católica e apostólica” (LG 26)
11. “É desejável que, segundo as circunstâncias, seja prevista a reunião de diversas comunidades numa mesma igreja, quando, por razão da proximidade das igrejas ou do reduzido número de participantes, não se possa ter uma celebração completa e festiva. Favoreça-se a participação de grupos particulares na celebração da vigília pascal, na qual todos os fiéis, formando uma única assembleia, possam experimentar de modo mais profundo o sentido de pertença à mesma comunidade eclesial. Os fiéis que, por motivo das férias, estão ausentes da própria paróquia sejam convidados a participar na celebração litúrgica no lugar onde se encontram” (PCFP, nº 94).

14-04-2019

UMA PASTORAL PARA GARANTIR A UNIDADE SACRAMENTAL DO TRÍDUO PASCAL

A unidade do Tríduo Pascal é uma unidade histórica e sacramental porque representa o mistério pascal que S. Agostinho chamou de “Tríduo de Cristo, crucificado, sepultado e ressuscitado”. É uma unidade litúrgica, porque as suas celebrações estão muito relacionadas com estes três acontecimentos: a antecipação sacramental da morte na Última Ceia ao entardecer de quinta-feira santa, o drama do Calvário na sexta-feira santa, a contemplação da sepultura durante o sábado, e a Ressurreição na passagem da noite para o dia do domingo da Ressurreição. Em algumas comunidades paroquiais, devido à falta de padres, celebra-se somente na quinta-feira santa e no Domingo de Páscoa. Em alguns sítios, há celebrações da Palavra no dia da Instituição da Eucaristia com a distribuição da sagrada comunhão! Noutros, a liturgia de sexta-feira santa consiste numa celebração da palavra, presidida por um leigo, fundamentando-se na seguinte ideia: se não há consagração, não há necessidade de sacerdote! Proliferam “vigílias” pascais, a começar pela tarde com a duração de uma “normal” missa vespertina e com uma redução do número das leituras propostas. Fala-se na celebração de “vigílias” pascais para grupos específicos de espiritualidade, retirando os seus membros das comunidades paroquiais! Outra “novidade” é a multiplicação dos círios pascais na Vigília Pascal para significar as diversas comunidades numa única assembleia. Afinal, o círio representa Cristo Ressuscitado ou comunidades? O que fazer? O que se deve corrigir? O Tríduo Pascal é uma grande celebração com diversos momentos. Três são centrais e alguns complementares. Centrais: a missa da Ceia do Senhor, a celebração solene da Paixão e a Vigília Pascal. Complementares: adoração na noite de quinta para sexta-feira santas, alguma parte da Liturgia das Horas, nas manhãs de sexta-feira e Sábado Santos. A continuidade destas três celebrações manifesta-se no seguinte: não se despede a assembleia ao concluir a liturgia de quinta-feira santa, mas temos a trasladação da reserva eucarística. Esta reserva da Eucaristia é a que se vai comungar, depois da adoração da cruz, no dia seguinte. Na sexta-feira santa não há saudação inicial e, no final, não se despede a assembleia. A desnudação do altar no fim da missa de quinta-feira santa introduz-nos na entrega plena de Cristo na sua Paixão até à sua “descida aos infernos”. Num clima de contemplação, o Tríduo Pascal vai sendo, pouco a pouco, um momento de espera e de preparação para o encontro com o Ressuscitado na Vigília Pascal. Assim, é conveniente que se estabeleça e se promova uma continuidade. Para tal:

1º Nas comunidades paroquiais, o Tríduo Pascal seja completo: a missa da Ceia do
Senhor, a Celebração da Paixão e a Vigília Pascal.

2º Todas as celebrações sejam presididas pelo sacerdote.

3º As celebrações ocorram na mesma igreja por causa da repercussão que a liturgia tem sobre o espaço litúrgico, que permite apreciar os diversos mistérios que se estão a celebrar. Por exemplo, a desnudação do altar não é uma acção meramente funcional; esse altar representa Cristo na sua entrega total e plena. O mesmo altar revestido de uma forma festiva representará Cristo, Cordeiro Pascal.

4º Nas comunidades paroquiais onde não é possível as celebrações do Tríduo Pascal, poder-se-á cultivar a oração da Liturgia das Horas, pela qual, como acontece com os sacramentos, se actualiza também o mistério pascal. O Ofício Divino não é uma realidade paralela ou alternativa à Eucaristia, ou às celebrações do Tríduo, mas é uma forma de participação que se deve promover onde não são possíveis as celebrações do Tríduo Pascal.

5º Nas comunidades onde existem tradições da Semana Santa (procissões, via-sacra ao vivo, sermões), não haja competições com as celebrações litúrgicas no que respeita à marcação de horários, mas que sirvam para a oração e para a contemplação do mistério pascal de Cristo, a sua morte, sepultura e ressurreição, acompanhado pela sua Mãe, Maria de Nazaré.

6º Recordemos que o Tríduo Pascal “não é de preceito”, o que não supõe assegurar de qualquer maneira a sua celebração em todos os lugares. O ideal será assegurar a celebração do Domingo de Ramos e do Domingo de Páscoa, enquanto o Tríduo Pascal seja celebrado no local onde se congrega a maioria dos fiéis e que permita uma celebração espiritual, cuidada e participativa. O mistério pascal actualiza-se sacramentalmente na celebração da Eucaristia e de uma forma sequencial, anualmente, no Tríduo Pascal. Como não é concebível a separação dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, também não é admissível a celebração do Tríduo de um modo que não seja completo. Não se retirem elementos destas celebrações, como se fossem celebrações paralelas nem se multipliquem as celebrações sem as suficientes condições de assistência de fiéis, cuidando da liturgia e nas horas correspondentes. Sobre isto, é urgente iniciar e promover um caminho de sensibilização dos fiéis…o que não é nada fácil, mas não impossível!

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Ano C - Tempo da Quaresma - Domingo de Ramos - Boletim Dominical