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Artigo de Sara Morais– Perturbação Obsessiva Compulsiva e a Hipnose Clínica

Em determinados momentos, o leitor fica preso em algumas ideias persistentes, aqueles pensamentos que, recorrentemente, cercam a sua mente de preocupação, incerteza e medo.  Estes sentimentos, alimentam o viés negativo da mente, assim como promovem comportamentos de verificação e compulsividade no que diz respeito à criação de hábitos repetitivos ou rituais. Situações rotineiras como: o conferir se o carro, está de facto fechado, se as luzes estão apagadas, a contagem recorrente de objetos, a excessiva organização e simetria, ou até mesmo a constante necessidade de limpar, são sinais de alerta de uma POC – perturbação obsessiva compulsiva. Contudo, este tipo de comportamento pode ser classificado por uma simples cisma – comportamento normativo – ou um comportamento patológico se a ideia consumir maior parte do seu tempo e interferir com a sua rotina e com a sua vida pessoal, social e profissional.

A Perturbação Obsessiva Compulsiva é caracterizada por obsessões e compulsões. As obsessões são denominadas pelos pensamentos de risco e envolvem sentimentos de angústia e ansiedade. Este tipo de pensamento é, também, intensificado pela atual situação pandémica, uma vez que a mesma contribuí para a preocupação da contaminação, concedendo espaço para a sustentação da dúvida sobre as suas ações.  Por outro lado, as compulsões surgem do ato repetitivo para aliviar o sentimento de ansiedade causado pelas obsessões, como por exemplo o lavar das mãos, compulsivamente, para evitar o contágio e aliviar o medo de contaminação.

Esta perturbação é transversal, pois atinge tanto crianças como adultos, e tem múltiplos fatores de risco que contribuem para o aparecimento desta perturbação.  Um dos fatores é a própria personalidade do leitor, se a sua personalidade é marcada pela afetividade negativa, pelo perfecionismo ou repressões comportamentais, existe um maior risco de desenvolver o “Tiques” com o objetivo de subscrever os desafios que encontra no seu dia-a-dia. No entanto, se experienciou momentos traumáticos com uma carga de grande repressão emocional e de exigência, se o seu regime de crenças e valores ou autoconceito está em conflito, alicerçado pelo sofrimento emocional; ou se até em termos fisiológicos existe um desequilíbrio dos níveis de serotonina e noradrenalina, então existe uma janela aberta para dar entrada e espaço aos pensamentos obsessivos e compulsivos.

Uma vez que a perturbação surge da esfera emocional e psicológica a Hipnose Clínica assume-se como uma alidade enquanto terapia complementar. A terapêutica promove o estado de relaxamento mental e físico, o que por si só permite reduzir os níveis de ansiedade, e ajuda na libertação natural da dopamina e serotonina, equilibrando os níveis neuro químicos de forma natural sem recurso a medicação. No seguimento, ao aceder ao subconsciente, o leitor terá a possibilidade de compreender, e dar um outro significado, às memórias e experiências traumáticas. Desta forma, é possível reorganizar o pensamento e reprogramar a mente ao eliminar ou alterar os gatilhos que alicerçam a perturbação. Esta, é também indicada de forma preventiva para os leitores que sejam diariamente desafiados por pensamentos de preocupação persistente e que, ainda, não configure uma patologia.

Em jeito de conclusão, a Hipnose Clínica pressupõe o desenvolvimento do autoconhecimento e, por conseguinte, expande a capacidade de interagir com o seu próprio eu interior de forma equilibrada e emocionalmente inteligente.

“É o sinal de uma mente educada ser capaz de entreter um pensamento sem aceitá-lo” Aristóteles

No próximo boletim de saúde poderá ler mais sobre como a Hipnose Clínica pode ajudar na Hipertensão.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais—- ANO NOVO, NOVO “EU” E A HIPNOSE CLÍNICA

A comemoração do Ano Novo é um evento socio cultural mas, também, um íntimo despertar consciente para novas oportunidades e conquistas. Neste período, em que os dias frios nos remetem para o aconchego do lar, o leitor é convidado a refletir sobre os seus desafios, concretizações e, sobretudo, sobre as suas emoções. O ano que terminou foi desafiante, ensinou-o não só a não tomar nada como garantido, como também, a valorizar um gesto de afeto, a ser persistente, tornando-o mais consciente dos seus limites e potenciais e, certamente, mais fraterno para com o seu semelhante. Em contrapartida, e já perto das 12 badaladas, novos sonhos, desejos e objetivos ganham vida através do pensamento e motivação que os projeta e expressa pelas emoções e pelos demais rituais, superstições, cor e fogos-de-artifício, que dão corpo aos próximos 365 dias de um novo ciclo de experiências. É, exatamente, neste ponto de viragem que se inicia um novo sentido consciente.

Neste despertar, ou renovação, para uma nova vida a Hipnose Clínica oferece duas colunas de sustentação para o seu novo caminho: a prevenção e a resolução. Inicialmente, a terapêutica assenta no desenvolvimento pessoal através da compreensão das crenças limitadoras que lhe causam o depauperamento das potencialidades. O leitor adquire a compreensão e as ferramentas necessárias para controlar a expressão dos impulsos da sua mente primitiva. Seguidamente, a terapêutica trabalha o processo dedutivo e a resignificação sobre os vários eventos negativos experienciados. Após a aprendizagem da gestão emocional, são trabalhados os sonhos, a clarificação das preferências, os objetivos, a auto imagem e auto conceito. Contudo, e dado abrangência interventiva da Hipnose Clínica, o leitor terá a possibilidade de recorrer a esta terapêutica se sofrer de perturbações nervosas e emocionais, desde depressão, Borderline, TADH, Síndrome de Pânico, perdas emocionais / Luto, perturbação do sono, controlo do peso, emagrecimento, TOC, ou até mesmo, para melhorar a memória e concentração. Este tratamento permite ajustar, alterar, modificar e resignificar sentimentos, emoções, hábitos e comportamentos que estão guardados no subconsciente.

Assim, a Hipnose Clínica oferece a possibilidade de construir um novo “eu” mais consciente, ajustado e emocionalmente equilibrado para usufruir das 365 novas oportunidades.

Contudo, é importante sublinhar a sabedoria do Provérbio Chinês:“ Senão mudar a direção, terminará exatamente onde partiu”

No próximo boletim de saúde poderá verificar TOC, Hipertensão e psoríase e o respetivo papel da Hipnose Clínica.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Saúde de Sara Morais— Dicas sobre a Ansiedade num formato de conto…

E se, hoje, lhes roubasse um pouco de tempo e atenção, para os prender com a narrativa e consequências de um pequeno, mas interessante conto?

Era uma vez… Assim começam todos os contos, por mais simples que se apresentem os figurantes e mais complexos as cenas que venham a assumir ao longo do enredo sonhado e vivido.

Detalhemos então a situação frequente das marcas entranhadas na memória juvenil pelas recordações dos pormenores de alguns dramas conducentes ao despertar e instalação nalgumas consciências imaturas do bicho-papão da era moderna – a ansiedade.

Esta personagem monstruosa, devoradora de sonhos e da esperança, arrasta consigo o supra poder da transfiguração, conseguindo assim, a “perturbação” constante das suas vítimas.

Glutão, está sempre à espreita atraído pelas experiências e pensamentos negativos. Mas, como em todos os contos, histórias e lendas, atrai sempre também, para o equilíbrio mental acalmante, o lado oposto do pensamento.

Aqui e agora, a personagem que repõe o equilíbrio desdobra-se em várias outras figuras e circunstâncias que desenvolvem hábitos positivos para reduzir e reeducar a influência nefasta do monstro da ansiedade.

A respiração assume, então, desde logo o papel principal:

– Inicialmente descontrolada, confusa e sem direção – como uma resposta natural ao medo e à tensão.

Logo depois, algo diferente, e assume os dois supra – poderes: – a inspiração e a expiração.

Em seguida, vai começar por ir libertando os dois efeitos:

 – Primeiro inspira, vagarosamente e, só depois, expira, com a mesma lentidão…

Ao inspirar, o organismo é oxigenado e mantendo o equilíbrio; ao expirar, solta toda a tensão que serve de superfície para o “monstro” se fixar.

Em continuação, esta personagem vil, “veste-se” de mil e uma patranhas, e só a persistência de uma respiração adequada conseguirá quebrar os grilhões apertados entre o pensamento e o “bicho papão”.

Neste processo, a oxigenação do cérebro vai surgir como uma brisa suave capaz de suscitar o aparecimento do cavaleiro da paz – a imaginação – que, como vulgar mensageiro, surge para restabelecer a paz e a ordem no “reino.” A representação mental alicerça novos comportamentos e sensações capazes de combater as conceções negativas e invasoras que fizeram soar as trombetas do subsolo…

Subitamente, a ansiedade vê-se privada daquele ambiente escuro, pesado a que tanto está habituada.

 Agora, andarilha num lindo prado repleto de flores de múltiplas cores, onde o ar é puro e existe uma aparente tranquilidade que parece invadir todos os sentidos.         Entretanto, esconde-se por detrás das suas artimanhas, como se estivesse a jogar às escondidas, ficando à espreita para voltar a atacar…

 É nesse momento, que a dopamina, a endorfina e a serotonina entram em cena e, vestidas com as suas sapatilhas e roupas desportivas mais estilosas, chamam o “bicho papão” do seu esconderijo, com toda aquela boa disposição física e, sem que este se dê conta, começa a diminuir de tamanho e a retirar-se com receio de desaparecer de vez…

Porém, contudo, Desengane-se! Ainda não foi desta…Pois, este monstro é manhoso, bastando suspeitar que aquela atividade é, apenas, e só de vez em quando, que depressa aparece sem aviso nem demanda com o seu ar de escárnio e garras afiadas, para atacar novamente a segurança do reino e o trono da felicidade naquele lugar seguro.

Privado, então, do seu tamanho e força, constrói um último plano maquiavélico:

– Chegada a hora do sono, momento em que o reino / organismo recupera todas as suas funções, o bicho surge, novamente, para se vingar. Ardilosamente, afiando as suas garras, começa a produzir os mais irritantes barulhos para dificultar o adormecimento. Todas as noites, sem cessar, ele estava ali, para irritar com os seus barulhos afiados e constantes… Mas, pé ante pé, sono surge de mansinho, à mesma hora, entorpecendo-lhe os sentidos numa lengalenga sussurrada:

“Vai-te papão, vai-te embora de cima desse telhado, deixa-te dormir num soninho descansado”

 

                                                               Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

sfilipa.morais@gmail.com

 

 

Artigo de saúde de Sara Morais—Os principais tipos de transtorno de ansiedade

Circunscrever a ansiedade à comum sintomatologia: do aperto no peito, falta de ar ou taquicardia é algo comum; mas excessivamente redutor. A ansiedade compreende vários tipos de transtornos que surgem de forma diversificada e assumem, também, somatizações de formas diferenciadas.

Um dos transtornos mais comuns da ansiedade é denominado por o Transtorno de ansiedade generalizada – TAG-surge num quadro prolongado e intenso de preocupação
e stress, num período superior a 6 meses. A preocupação torna-se incontrolável, e com o passar dos dias a insegurança, o pessimismo e o medo sequestram a razão,
desenquadrando o sujeito da realidade que o cerca. Em termos sintomáticos, a TAG manifesta-se no aumento da irritabilidade, e fadiga, alteram o padrão de sono e de
apetite, aumenta a tensão muscular, o que por sua vez, promove uma diminuição persistente na capacidade de memória e concentração. As crises surgem espontaneamente e sem justificação aparente.

O transtorno de pânico é, igualmente, popular e caracteriza-se por um surto espontâneo de elevada intensidade e com um breve período de atuação. Estas crises, embora
momentâneas, provocam um desconforto físico e mental incapacitante, em que o organismo cria um comportamento de fuga perante a perceção da ameaça. Este transtorno é, então representado por um ciclo de atuação muito específico.

Inicialmente, existe uma hiperbolização do medo, que seguidamente os órgãos sensoriais captam essas informações, que são enviadas para o cérebro onde são processadas.

Nesta sequência, o sistema de alarme é ativado com as diferentes secreções hormonais e respostas fisiológicas (como já explicado nos artigos anteriores), criando as corriqueiras respostas sintomatológicas, como: a taquicardia, a sudorese, a falta de ar e consequentemente as tonturas.

Agorafobia é, também, um dos transtornos mais associados à ansiedade. Esta fobia, determina-se pelo medo intenso e, por conseguinte, a incapacidade de frequentar
espaços públicos ou locais, pela dificuldade de encontrar um ponto de fuga. Este transtorno é, frequentemente, desenvolvido após um ataque de pânico, e identificável através da sua somatização que compreende não só as tão características náuseas, como as tonturas, descompensação / descontrolo térmico, dormência dos membros superiores ou inferiores, e até mesmo dor torácica ou pressão no peito.

Em adição, o Transtorno de stress pós-traumático é, também, um dos transtornos compreendidos pela ansiedade. O TEPT surge após experiências traumáticas, muito característico em ex-combatentes, acidentados, ou até mesmo, após uma agressão sexual. Neste enquadramento, a pessoa vai apresentar vários tipos de sintomas, desde pensamentos persistentes sobre o evento traumático, isolamento, comportamento esquivo, amnésia dissociativa, perturbação do sono, diminuição da concentração, híper vigilância, irritabilidade e impulsividade.

Destes tipos de ansiedade mais conhecidos, acrescem também alguns transtornos menos conhecidos como o Mutismo seletivo. Este tipo de transtorno é, normalmente, desencadeado na infância, e consta da dificuldade da criança em comunicar, em ambientes estranhos ou com pessoas que não tenha um relacionamento frequente, como os familiares diretos, exibindo uma espécie de timidez que é comummente desvalorizado. Esta desordem psicológica é, recentemente, retratada no livro “Os quês de Maria Inês” um conto infantil, que alerta e esclarece sobre esta pseudo timidez e transmite exercícios em como ultrapassar este tipo de ansiedade.

Estes são apenas alguns dos tipos de ansiedade, no entanto existem muitos outros que podem condicionar o seu dia-a-dia e a sua qualidade de vida.

No próximo boletim de saúde não perca as dicas para controlar a sua ansiedade.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 912 583 244

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais—Ansiedade vs Homeostasia

1º Eixo Somático: Alterações Fisiológicas

Ansiedade é atualmente um termo corriqueiro, uma sensação de mal-estar físico e psicológico, cada vez mais frequente numa sociedade em que o ritmo e as exigências são cada vez maiores. Denota-se como uma reação natural, uma espécie de sensor, que alerta para a presença do stress persistente.

A ansiedade é natural quando é positiva, ou seja, quando é caracterizada pela célebre sensação de “borboletas na barriga” face à exposição de experiências e processos adaptativos.

No entanto, a agudização da intensidade e frequência do mal-estar físico e psicológico, transforma a naturalidade em patologia sendo desencadeada por diversos fatores:  endógenos, no que diz respeito a disfunções hormonais ou desenvolvimento de outras doenças; e exógenos que destacam o contexto pessoal, profissional, familiar e, até mesmo, social enquanto catalisadores de emoções negativas.

A ansiedade apresenta-se de forma diversificada assente num eixo somático de alterações a nível comportamental, cognitivo, social, físico e fisiológico. Numa primeira análise é importante identificar os vários sintomas físicos e adquirir consciência sobre as respetivas respostas fisiológicas.

Ao compreender o corpo como uma máquina, em constante funcionamento, a trabalhar para manter um equilíbrio sobre os vários organismos, desde os multicelulares, neurais, musculares, aos órgãos e tecidos; qualquer força contrária vai, seguidamente, produzir respostas adaptativas para restabelecer a homeostasia.

Uma das reações físicas, mais associadas, é a taquicardia, também compreendida como o aumento dos batimentos cardíacos. Este aumento ocorre quando existe exposição ao stress, a glândula adrenal vai libertar norepinefrina em maior quantidade. Seguidamente, o sistema simpático é estimulado com o objetivo de preparar o organismo para reagir a situações repentinas e de maior stress, aumentando, consequentemente, a frequência cardíaca aumenta.

A dificuldade respiratória é, também, um dos sintomas mais frequentes desta patologia. Se concluir que a respiração saudável mantém um equilíbrio entre a inspiração de oxigénio e a expiração de dióxido de carbono, então, quando a frequência cardíaca aumenta existe uma dilatação das vias respiratórias e, por conseguinte, a taxa de  dióxido de carbono é reduzida no organismo – Hiperventilação. A redução de dióxido de carbono, é também responsável por outros sintomas como tonturas e dormência que ocorrem devido à contração dos vasos sanguíneos.

Um outro sintoma é a tensão abdominal (sensação de nó no estômago) acontece porque quando o sistema simpático é ativado, os músculos abdominais são forçados a contrair e apertar os órgãos, reduzindo o funcionamento dos demais processos fisiológicos como a digestão e a urina com a finalidade de preparar o organismo para uma resposta de emergência.

Em adição, o stress aumenta a secreção de cortisol e norepinefrina o que provoca, por sua vez, a libertação do ácido do suco gástrico em excesso, surge de imediato a irritação do trato digestivo o que causa as náuseas e vómitos que são tão característicos da ansiedade.

Como anteriormente referido, a ativação do sistema nervoso simpático leva ao aumento da secreção da adrenalina que é responsável pela vasoconstrição, tendo como um dos objetivos direcionar o fluxo sanguíneo para as zonas do corpo que carecem de maior irrigação, como o sistema músculo-esquelético. Esta redução da irrigação, promove a contração de determinadas células, nomeadamente aquelas  localizadas nas glândulas salivares, a produção da saliva é diminuída, assim como, também, contrai os vasos de superfície da pele levando à queda da temperatura , induzindo  característico suor frio.

Estes sintomas e respostas fisiológicas surgem do jogo antagônico entre o sistema simpático e o parassimpático que colaboram entre si numa coordenação para manter a Homeostasia.

Para concluir, a Hipnose Clínica assume um papel preponderante no processo de Homeostase. A própria ação indutiva do transe hipnótico permite o relaxamento do tônus muscular, favorecendo a libertação da serotonina e dopamina para diminuir os níveis elevados de cortisol e norepinefrina no organismo. Esta atuação promove o controle da amígdala favorecendo uma resposta parassimpática e, por conseguinte, reduz atividade simpática.

No próximo boletim de saúde serão abordadas as reações comportamentais.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 912 583 244

sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais—- Auto Estima e a Hipnose Clínica

Viajar pelas memórias é algo recorrente, por vezes nostálgico, mas é um ato de coragem; de reflexão, sobretudo de conhecimento e de construção de auto perceção. É o despertar, num olhar atento e consciente sobre a própria resposta comportamental e emocional assentes no aforismo grego “conhece a ti mesmo”. Esta construção psicológica denomina-se de autoestima.

Autoestima representa a coluna dorsal do “eu interior”, uma vez que sustenta o bom ou o mau funcionamento emocional, num processo de auto avaliação contínuo, capaz de condicionar a forma como se sente a seu respeito. No fundo, tem um papel preponderante na estruturação psicológica do ser humano.

Se cada ação é produto do pensamento, então a criação de um quociente positivo vai promover maior segurança e autoconfiança para atingir um determinado objetivo. No fundo é como um moinho, só funciona de forma eficiente e equilibrado se existir força da água, neste caso, energia através da construção de um ou mais pensamentos positivos.  Porém, se a corrente do pensamento for parca, porque é efetivamente negativa, a força da ação vai ser concordante com a dúvida, e o moinho pára, entra em estagnação – baixa autoestima.

Por exemplo, imagine que o curso de água representa as frequentes reprovações e menções de incapacidade na infância, que são gravadas mentalmente ao longo do de todo crescimento pela mente subconsciente. Esse caudal não cessa, mas não possui uma força que faça girar o moinho da autoconfiança, pelo contrário, é uma força contrária que provoca fragmentação do moinho (“eu interior”).

A baixa autoestima é caracterizada por diversos comportamentos e sensações, tendo como os mais predominantes a procura pela aprovação, os pensamentos negativos e ruminantes; o sentimento de incapacidade em atingir determinados objetivos, sensação de diminuição perante seus pares, entre muitos outros que condicionam um desempenho comportamental e emocional ativo e dinâmico.

Neste seguimento, a versatilidade da Hipnose Clínica enquanto ferramenta terapêutica e desenvolvimento pessoal vem pulsar a ampliação da autoestima. A terapêutica terá como enfoque inicial identificar a raiz do problema, passando posteriormente para a eliminação das gravações das experiências negativas dotando o paciente de ferramentas para promover um novo olhar perante as experiências passadas, através de um trabalho focado nas crenças limitadoras. Esta perspetivação, vai alicerçar a prática do auto elogio, desenvolver o auto cuidado, e por conseguinte permitir a realização de objetivos.  Neste seguimento, vai existir uma reeducação mental permitindo o fluxo de pensamentos construtivos cada vez mais abundantes e frequentes, com uma carga positiva capaz de fazer mover o “eu interior” de forma ajustada e equilibrada perante as várias situações da vida.

“Água parada não move moinho” provérbio português.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

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Artigo de Sara Morais– O auto conceito e a Hipnose Clínica

Durante este flagelo epidémico, muito daquilo que é a estrutura que vai de encontro ao nosso “eu” interior foi abalada. Os nossos mapas mentais, criados pelas nossas experiências que concedem ao espaço comportamental e emocional todo o protagonismo de atuação, foi reconfigurado, por outras capacidades e novas formas de transportar o “eu” interior para diferentes conceitos de ser e de estar promovendo a discrepância e dissonância sobre o próprio processo de identificação.

O Auto conceito é um conjunto de ideias, crenças que permitem formar uma definição sobre si mesmo. Esta construção é alicerçada pelas diversas variáveis, desde: as características físicas à personalidade; passando pelos diversos papéis desempenhados na sociedade, a religião, a filosofia, e sobretudo, o tempo que concede a este processo um carácter dinâmico de constante mudança.

A forma como responde à questão: “Quem eu sou?” ou “Quem sou eu?”, e como compreende a respetiva resposta e dimensão interior, influencia, direta e indiretamente, na resposta comportamental e emocional, servindo de alavanca para aumentar a competência social e a relação com o próprio meio que o rodeia.

A Hipnose Clínica tem assumido um papel preponderante, não só enquanto terapêutica, mas, também, enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal. Esta ferramenta permite ao sujeito conhecer a si mesmo seguindo vários encadeamentos e técnicas que o possibilitam.

O ato de conhecer a si mesmo, inicia-se logo, de imediato, no processo de indução da própria hipnose. Ao passar de o estado de consciência vígil para o afunilamento da atenção concentrada, o próprio sujeito vai abarcar o conhecimento dos processos indutivos e, por conseguinte, compreender como o seu pensamento e o corpo reagem de forma natural a todo o procedimento.

Ao experienciar a terapêutica promovida pela Hipnose Clínica, o paciente terá, também, a possibilidade de diminuir o senso critico e, desta forma, entrar em contacto com as suas emoções. Surge uma aprendizagem sobre a identificação emocional, assim como a ressignificação das várias experiências, sensações e sentimentos, que vai permitir uma gestão emocional e comportamental aumentada e competente.

A este quociente positivo junta-se aceitação sobre si mesmo fomentado pelo conhecimento das próprias capacidades e limitações diluídas, ao longo do tempo, pelos grilhões das crenças limitadoras. Este processo de libertação resulta na capacidade de compreensão sobre o ato comportamental e emocional, como também promove a concretização das diversas metas e objetivos.

Para concluir, a Hipnose Clínica vincula-se, assim, como a coluna dorsal de um novo mapa mental, uma nova configuração do “eu” neste período pandémico, em que as várias exigências, beliscam diariamente o auto conceito individual e grupal.

A imagem e o conceito criado de si mesmo são as condições base que fazem germinar a autoestima, tema que será abordado no próximo boletim de saúde.

Sara Morais – Hipnoterapeuta

Consultas 91 63 54 106

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Artigo de Sara Morais – A HIPNOSE CLÍNICA NO SEU AUTO CUIDADO

A desvalorização das emoções é algo recorrente numa sociedade em que o ritmo diário é, especialmente, marcado pela exigência, o perfecionismo e a competitividade, o que circunscreve a consciência e a sensibilidade de reconhecer as limitações e as necessidades de cada um. Atualmente, e sem precedentes, a sociedade vive paredes meias com a obrigatoriedade de novos comportamentos, novas regras e, sobretudo, a precisão de se reinventar e superar. Num ambiente em que as imposições e repercussões socioecónomicas são o eixo central das preocupações dos Portugueses e da população Mundial, será que ainda haverá espaço para o auto cuidado?

O auto cuidado é a espinha dorsal da qualidade de vida e um dos pilares subtis de uma sociedade empreendedora e saudável. O ato de cuidar de si mesmo, através de uma escuta ativa das necessidades do seu corpo e da sua mente, garante uma capacidade de resposta mais célere e eficaz face às situações de risco. Certamente, já escutou por várias vezes: “ Mens sana in corpore sano”. Esta expressão, “Mente sã e corpo são” elenca a importância da saúde mental como um postulado para um corpo saudável, e por conseguinte uma vida sadia.

Esta interdependência entre a mente e o corpo é delineada pelos hábitos e comportamentos ao longo da vida do ser humano. O auto cuidado insere-se na integração entre a consciência, o cérebro, o corpo e o meio ambiente resultando no efeito de Homeostasia.

Uma das práticas mais associadas ao auto cuidado é a atividade física, para além de manter o equilíbrio e a coordenação motora, permite uma descompressão somática, o que vai influenciar positivamente na redução, natural, dos níveis elevados de stress e tensões acumuladas.

A Higiene, sobretudo a higiene do sono é, concomitantemente, um dos comportamentos mais significativos no cumprimento do auto cuidado. Dormir a quantidade de tempo recomendada – cerca de 8 horas diárias – evitar o uso de aparelhos eletrónicos antes de deitar, fortalece uma maior capacidade de concentração e reduz, drasticamente, as alterações de humor.

A alimentação equilibrada com qualidade nutricional e vitamínica, é também chave central do equilíbrio mental e físico e coaduna-se como um dos elementos fulcrais do autocuidado. Assim, como uma vida social harmoniosa, e os vários momentos de atividades de lazer e hobbies que promovem a sua concretização e desenvolvimento pessoal.

Todavia, a exaustão do confinamento, ou até mesmo o depauperamento motivado pela agudização de alguma perturbação nervosa e emocional poderá sabotar este auto cuidado e afetar a sua qualidade de vida. É neste enquadramento que surge a ajuda profissional e a Hipnose Clínica como uma ferramenta de auto cuidado.

A Hipnose Clínica é uma intervenção clínica no qual o estado de consciência é afunilado, permitindo o cérebro operar sob a frequência de ondas alfa, as mesmas que permitem o estado de relaxamento, enquanto o senso crítico é diminuído possibilitando a troca de informações entre a mente consciente e o subconsciente. Esta acessibilidade, reveste a Hipnose Clínica como uma terapêutica versátil capaz de intervir em inúmeras perturbações psicopatológicas, como o TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – Perturbações de Pânico; perturbações do sono, perturbações da Infância (enurese, encoprese), entre muitas outras. No entanto, cingir a Hipnose Clínica à resolução psicopatológica é redutor. Esta terapêutica é, também, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e percursora de bem-estar através das diferentes técnicas que possibilitam, não só a reeducação de vários comportamentos e hábitos, como estimula a autoestima, assertividade, as competências cognitivas; enquanto potência o relaxamento físico e mental, permitindo o contacto com o seu “eu” interior, e em alguns casos até controlar e delimitar a dor, concedendo qualidade de vida.

O momento é de auto cuidado, como anda o seu?

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

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sfilipa.morais@gmail.com

Artigo de Sara Morais -Hipnoterapeuta- III COMO CONTRARIAR O COMPORTAMENTO ADITIVO

Os dois artigos anteriores esclareceram o leitor sobre os efeitos do uso inapropriado das novas tecnologias (os smartphones, redes sociais, entre muitos outros) nos vários domínios desde o físico, o químico, passando pelo comportamental e o emocional.

Após um olhar atento sob os vários efeitos, é possível traçar estratégias comportamentais para reequilibrar a utilização e domar os demais impulsos para uma utilização desenfreada.

Tudo começa pelos limites, regras e sobretudo disciplina. Estes são três ingredientes importantíssimos na vida humana, que permitem o equilíbrio do dia-a-dia, possibilitando atingir objetivos e concretizações de forma consciente. No caso das crianças, uma estrutura de regras bem definida é ainda mais improrrogável, visto que a maturidade neural é apenas atingida por volta dos 24 anos de idade.

É certo que não existe nenhum vício fácil de controlar, ainda mais quando o mesmo faz parte integrante da vida ativa social, profissional e pessoal de cada um. Contudo, existem comportamentos que podem auxiliar no combate a esta tendência prejudicial.

Inicialmente, é importante tomar consciência do tempo que gasta na dita utilização durante o seu dia. Questione-se, o tempo gasto foi realmente necessário? Quanto tempo permaneceu a divagar nesta utilização? Defina um tempo diário de utilização. Nas crianças, estabeleça um horário e um tempo limite de utilização. O tempo aconselhado pela OMS não excede uma hora diária, sendo totalmente desaconselhada o uso de ecrãs para bebés menores de 1 ano e crianças entre 1 e 2 anos de idade.

A redução sonora, nomeadamente o silenciar dos aparelhos e notificações, permite uma redução dos estímulos chamativos, e por conseguinte vai anuir a utilização desnecessária e auxiliar o ponto anterior.

Em adição, defina um local na sua casa para colocar e utilizar os aparelhos. A utilização de ecrãs no quarto é contra producente visto que o cômodo está associado em termos comportamentais e mentais ao repouso. No caso das crianças, como anteriormente visto nos artigos precedentes, a claridade e os ruídos são fatores que prejudicam a higiene do sono, e como resultado interferem na libertação da Hormona do Crescimento (GH) o que trará inevitavelmente problemas na aprendizagem e no desenvolvimento neural da criança.

Substitua o ecrã por atividades prazerosas e que despertem a sua criatividade e o seu espírito crítico. A leitura, o desporto, as atividades manuais e ao ar livres são ótimas escolhas, pois potenciam diferentes estímulos e respostas o que permitem uma maior diversificação e atividade neural.

É importante que ao tomar consciência do comportamento procure ajuda profissional e qualificada. Um vício, é um comportamento adverso que pode, eventualmente, despertar outros transtornos emocionais e físicos.

É, exatamente, nesta ajuda que poderá encontrar a Hipnose Clínica como uma terapia de auxílio, capaz de modificar os vários comportamentos adversos através da reconfiguração do subconsciente. Na medida em que qualquer comportamento aditivo se traduz na somatização das várias dimensões do Ser Humano, a Hipnose Clínica vai atuar sobre as diferentes áreas somáticas.

Numa fase inicial, o próprio ato indutivo promove uma ação de descompressão e relaxamento no corpo físico, o que por sua vez, vai originar a libertação de várias substâncias químicas como a serotonina e a dopamina. Estas hormonas da felicidade vão equilibrar as somatizações no domínio químico e físico, permitindo diminuir a elevada manifestação do cortisol do organismo.

Seguidamente, a terapia vai identificar o comportamento gatilho que provoca a ação adversa. Nesta fase, é possível reduzir e controlar os estímulos através das diferentes técnicas de visualização e psicodinâmicas. Assim, o comportamento fica sujeito a um sistema controlo estabelecido através de respostas sensoriais e da própria coordenação do pensamento. Numa fase mais avançada, é possível eliminar o gatilho comportamental, através de um processo de sugestionamento da mente subconsciente, reconfigurando a ação aditava a um novo comportamento, em que a mente o absorve como saudável e prazeroso.

Em acrescento, o desenvolvimento pessoal, o trabalho de auto perceção e gestão emocional e o novo hábito vai desenvolver a determinação e o auto controlo e por sua vez devolver o equilíbrio e o comportamento saudável.

Sara Morais

Hipnoterapeuta

Artigo de Opinião de Sara Morais —– A NOMOFOBIA  II

Continuando o artigo de opinião anterior, não há dúvida que a tecnologia é atualmente um eixo central e indispensável na vida das pessoas. Tanto a comunicação como a acessibilidade a qualquer dado ou informação, nunca foi tão fácil ou tão rápido como agora. Esta universalização à distância de um Click veio abrir vários caminhos, por exemplo em plena pandemia permite promover laços de empatia e de sociabilização através das várias redes sociais ou apps, ou até mesmo as vídeo chamadas que encurtam o distanciamento social do qual se vive em plena pandemia; facilitar a divulgação e a dinamização de serviços e compras, mas também impor vários desafios naquilo que diz respeito à utilização das várias tecnologias de forma consciente e saudável.

A vulgarização e a exposição aos vários estímulos tecnológicos promovem o frágil equilíbrio entre uma utilização consciente e a adição, o que levou à denominação da Nomofobia. A esta fobia da era moderna, caracteristicamente relacionada aos comportamentos de dependência e de compulsividade conexos ao uso da tecnologia, estão associadas várias perturbações como ansiedade e a síndrome do pânico, e por sua vez somatizações como sudorese, falta de ar, dor no peito, tremores e sensação de impotência. Este medo irreal de permanecer incomunicável / desconectado, é vulgarmente desvalorizado como uma “modernice” dos tempos vigentes. No entanto, se o leitor fizer uma introspeção sobre o uso da tecnologia no seu quotidiano, verá que de alguma forma se encontra conectado a esta realidade.

São vários os sinais de alerta que permitem identificar a Nomofobia, a incapacidade de desligar o smartphone, ou a verificação constante e obsessiva do aparelho para confirmar e-mails ou mensagens, ou o simples passar persistente pelo feed das redes sociais ou sentir maior irritabilidade ao estar em locais sem conexão wi-fi; são apenas alguns dos mais corriqueiros que nos permitem tomar consciência do perigo do vício.

Porém, o mais importante nesta perturbação compulsiva é identificar o grau de dependência e de desconforto associado à ideia de estar desconectado ou ausente do mundo virtual e como isso condiciona o dia-a-dia.

Veja na próxima edição as dicas em como controlar a nomofobia, assim como os efeitos químicos e comportamentais da utilização das novas tecnologias.

Sara Morais

Hipnoterapeuta