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Distrito de Viseu

AF Viseu- Resultados do Campeonato Distrital 1ª Divisão- Fase Promoção Norte e Sul

1ª Divisão- Fase Promoção Norte

Oliv. Douro – Tarouquense-0-3

Gente Nave Alvite – AC Travanca-3-2

Santacruzense – Vouzelenses-1-1

GD Parada – Sampedrense-0-0

 Classificação:

1º-  Sampedrense-25

2º-GD Parada-23

3ºTarouquense-23

4ºAC Travanca-19

5º-Gente Nave Alvite-17

6º- Oliv. Douro -17

7º-Vouzelenses- 16

8º-Santacruzense-11

1ª Divisão- Fase Promoção Sul

Santacombadense – GD Campia-3-3

Viseu Benfica – Moimenta Dão -2-3

Nandufe – Repesenses-0-2

Vila Chã de Sá – Canas Senhorim-1-2

Classificação:

1º- GD Campia – 25

2º-Moimenta Dão FC-24

3º-Canas Senhorim-24

4º-Vila Chã de Sá- 21

5º-Viseu Benfica – 21

6º-Santacombadense-19

7º- Repesenses -15

8º- Nandufe-7

Avisos e Liturgia do Domingo Santíssima Trindade – ano B

 

Só o amor pode dar sentido e sustentar a nossa vida. Só o amor nos salva da solidão. Só uma criança que se sente desejada e amada crescerá harmoniosamente e sentir-se-á feliz e confiante. Para se falar de Deus, a melhor palavra humana é “amor”. Afirmamos e sentimos que Deus é bom e que nos ama apaixonadamente. No decorrer da nossa vida cristã temos de ir descobrindo como Deus se torna presente na nossa vida e cuida de nós. Quando sentimos que não somos amados pelos nossos amigos invade-nos a tristeza e o desânimo. Se não nos sentirmos amados por Deus a nossa fé é inútil. O afecto dos outros e para os outros tira-nos do isolamento e leva-nos a pensar que é Deus que estimula este fogo que nos faz viver. Deus ama-nos com um amor profundo que vai até ao íntimo do nosso ser e torna-se presente no amor dos outros. Porque temos certeza disto? Porque quando nos sentimos amados verdadeiramente apercebemo-nos de que não é uma permuta de favores. Sentimos que somos amados como somos, gratuitamente.

Deus é amor. Neste domingo, celebramos o amor trinitário de Deus que está entre nós e no nosso coração. Celebramos um mistério que se experimenta na nossa mais profunda intimidade. Deus não ficou nem está numa solidão que podemos somente apreciar de longe, mas fez-se um de nós em Jesus, para que com Ele e por Ele possamos sentir o seu abraço paterno/materno, sentindo, desta forma, o Espírito do seu amor que tudo envolve e renova.

Como podemos conhecer Deus? Através de Jesus! Nele conhecemos os sentimentos de Deus, a sua ternura, a sua misericórdia, e sabemos que é Seu desejo que vivamos como seus filhos e como irmãos uns dos outros. É esta certeza que nos entusiasma na vida, é como fogo que nos habilita para amar, é como mestre interior que nos leva ao conhecimento da verdade da nossa vida e do sentido da história e do universo. “Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: ‘Abbá, Pai’ (Rm 8, 14-16).

Mas não podemos esquecer que os outros são rostos de Cristo. Este mistério que celebramos é um mistério de comunhão pessoal, fonte de vida e de amor que nos envia para os outros. Temos a missão de ajudar os outros a descobrirem o rosto amoroso deste Deus que “nos visita”, como pinta Rublev no seu ícone que se encontra em tantos lugares de oração silenciosa e contemplativa. Entrar na intimidade de Deus contemplando um belo ícone, fruto do silêncio criativo e amoroso do artista, não leva ao afastamento da realidade do mundo e da vida, mas a aproximar-se dela de uma maneira nova, a partir da misericórdia compassiva, a partir de olhar o outro como o rosto de Cristo.

A criação é também ícone da Trindade, como nos mostrou o Papa Francisco na sua encíclica “Laudato si”, na sua diversidade e na sua unidade integrada e integradora. Toda a criação é fruto deste amor de Deus e canta os seus louvores: “Deus escreveu um livro precioso, cujas letras são a multidão das criaturas que existem no universo”. “O sol, a água, as montanhas, tudo é carícia de Deus”. Por isso, S. Francisco de Assis tratava os seres vivos como irmãos; por isso, temos de valorizar e acarinhar a natureza como sinal da presença de Deus.

Maria de Nazaré é também ícone e espelho da Trindade, porque ela acolheu a vontade do Pai e concebeu o Filho com a ternura do Espírito Santo. Por isso, ela é também o caminho para chegar a este mistério de amor e de serviço (deixou tudo e foi visitar e ajudar a sua prima Isabel). Celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade é celebrar o amor de Deus que nos ama profundamente; é celebrar o testemunho que Jesus dá deste amor imenso, derramando-o nos nossos corações; é celebrar o Espírito Santo que nos concede a força de amar. Toda a nossa vida está construída neste mistério de amor que se espalha através das relações humanas, do serviço solidário, da criação, da arte, da alegria de viver e de comunicar que somos fruto do amor. Deus ama-nos e convida-nos a amar sem medida.

30-05-2021

LEITURA ESPIRITUAL

Eis a ordem da nossa fé, o fundamento do edifício e a base da nossa conduta: Deus Pai, incriado, incircunscrito, invisível, único Deus, criador do universo. Tal é o primeiro e principal artigo da nossa fé. O segundo é o Verbo de Deus, Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor, que apareceu aos profetas segundo o desígnio da sua profecia e segundo a economia disposta pelo Pai; por meio dele foi criado o universo. E no fim dos tempos, para recapitular todas as coisas, (o Verbo) fez-se homem entre os homens, visível e palpável, para destruir a morte, para manifestar a vida e restabelecer a comunhão entre Deus e o homem. E como terceiro artigo, o Espírito Santo, de cujo poder os profetas profetizaram, os Padres foram instruídos no que se refere a Deus, os justos foram guiados no caminho da justiça, e que no fim dos tempos foi difundido de um modo novo sobre a humanidade, por toda a terra, renovando o homem para Deus.

Por isso, o baptismo, o nosso novo nascimento, tem lugar nestes três artigos, e concede-nos renascer para Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo, porque os portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho, que os acolhe e os apresenta ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Sem o Espírito, é, pois, impossível ver o Verbo de Deus, e sem o Filho, nada pode aproximar-se do Pai, porque o Filho é o conhecimento do Pai, e o conhecimento do Filho se obtém por meio do Espírito Santo. Mas o Filho, segundo a bondade do Pai, concede como ministro o Espírito Santo a quem quer, e como o Pai quer. (S. Ireneu de Lião, Demonstração da pregação apostólica, 6-7)

 

http://www.liturgia.diocesedeviseu.pt/

Ano B - Tempo Comum - Santíssima Trindade - Boletim Dominical II

QUENIA- Vihiga United FC- Gor Mahia FC-0-1

Uma nova ronda no campeonato queniano com a turma de Vaz Pinto a vencer fora de portas pela margem mínima.
No final Vaz Pinto fez o resumo: “Foi um jogo muito intenso, num relvado que exigia muita disponibilidade para a disputa de duelos e segundas bolas. Por estas características acabou por ser um desafio difícil.
Hoje vencemos com trabalho e inteligência. Os jogadores perceberam o que o jogo pedia, foram práticos e conquistamos 3 pontos muito importantes para a nossa caminhada“.

Penalva do Castelo-Assinatura de Protocolo de Cooperação pela Igualdade e a Não Discriminação

Teve lugar a assinatura do Protocolo de Cooperação pela Igualdade e a Não Discriminação, promovida pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, esteve presente a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.
  Com o objetivo de promover a eliminação dos estereótipos, o combate à discriminação e a prevenção e combate à violência doméstica, assim o Município de Penalva do Castelo com a celebração deste protocolo, as entidades signatárias comprometem-se a desenvolver ações e medidas que concorram para a territorialização da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação “Portugal +Igual”, impulsionadoras da mudança social no Município e no País.
 
Fotos: Mun. Penalva

Elisabete Jacinto alia-se à iniciativa “Rota das Termas Centro”

A piloto portuguesa Elisabete Jacinto, que se popularizou pelas suas participações vitoriosas no rali Paris-Dakar e em outras provas de todo-o-terreno, iniciou ontem um percurso que a vai levar a descobrir as estâncias termais que integram a rede Termas Centro.

A iniciativa, que surgiu a convite das Termas Centro, recebeu o nome de “Rota das Termas Centro com Elisabete Jacinto” e o ponto de partida aconteceu nas Termas de Monfortinho, no concelho de Idanha-a-Nova. Aqui, a piloto terá a oportunidade de usufruir de várias experiências termais e de explorar o extraordinário território envolvente, em plena raia fronteiriça.

Segue-se, ainda esta semana, a descoberta das Termas de Unhais da Serra e das Termas do Cró. Posteriormente, ao longo dos meses de junho e julho, Elisabete Jacinto irá visitar as restantes estâncias termais da região.

Em cada visita, Elisabete Jacinto terá a oportunidade de conhecer de perto as instalações, através de visitas guiadas, usufruir de experiências termais e, ainda, descobrir o melhor que tem para oferecer o território onde as várias termas estão situadas – o que, no caso das Termas Centro, é muito. Passeios pela natureza, experiências gastronómicas, cultura ou património são algumas das atividades previstas.

As impressões de cada visita serão depois partilhadas pela piloto portuguesa em diversas plataformas de divulgação das Termas Centro, nomeadamente no site (www.termascentro.pt), no blogue (www.termascentroblog.pt) e nas páginas das principais redes sociais. Nas publicações, Elisabete Jacinto irá apresentar as várias estâncias termais, descrevendo os principais tratamentos disponíveis, bem como sugestões complementares de visitas no território.

A iniciativa “Rota das Termas Centro com Elisabete Jacinto” insere-se no programa de comunicação das Termas Centro, promovido pela rede Termas Centro nas suas estâncias termais. O conjunto de ações previstas pretende mostrar a experiência turística dentro do produto termal, sem perder de vista a sua íntima relação com a dimensão de saúde e bem‐estar e estilos de vida saudável.

Robô autónomo UX-1Neo testado na Urgeiriça

O robô autónomo UX-1Neo, para exploração de minas subterrâneas inundadas, foi testado esta quinta-feira na antiga mina de urânio da Urgeiriça, em Nelas, Viseu. Estes são os primeiros testes do robô desenvolvido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no âmbito do projeto europeu UNEXUP.
O UNEXUP é um projeto que pretende melhorar a tecnologia desenvolvida anteriormente no UNEXMIN e comercializá-la. O novo robô de exploração tem o hardware e o software melhorados, revelando um melhor desempenho em termos de alcance e profundidade, aquisição, gestão e processamento de dados.“
“Trata-se de um dos robôs submarinos mais avançados do mundo, com uma nova arquitetura modular, elevada operacionalidade e um conjunto bastante alargado de sensores, num volume reduzido (aproximadamente uma esfera de 70 cm de diâmetro), incluindo seis câmaras, sistemas de sensorização 3D baseados em laser e sensores acústicos de mapeamento e imagem. Novas capacidades que conferem às missões de exploração mais confiabilidade e segurança, com menores custos”, afirma Alfredo Martins, investigador do INESC TEC e docente do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).
Este robô subaquático autónomo permite a exploração de minas inundadas até mil metros de profundidade, obtendo informação relevante como o estado estrutural e mapa das mesmas (permitindo saber se existiram derrocadas ou outros problemas) e informação geológica importante para determinar a existência de recursos minerais com interesse económico, que de outra forma seria mais difícil e perigoso obter ou teria custos mais elevados (como por exemplo pela necessidade de retirar a água, baixando o nível freático).
Existem na Europa cerca de 30 mil minas fechadas, muitas das quais estão agora inundadas, mas ainda contêm recursos minerais importantes e passíveis de serem explorados. Este projeto permitirá introduzir no mercado europeu um robô com capacidade de produzir informações geológicas, mineralógicas e espaciais da forma mais segura possível, a partir de minas inundadas e outros ambientes confinados subaquáticos, preenchendo uma necessidade específica do mercado que não se encontra atualmente coberta.

VII Fórum “Vê Portugal” lançou pistas sobre o turismo interno depois da pandemia

A 7.ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que este ano decorreu em formato híbrido, foi um grande sucesso, com várias centenas de participantes. A edição de 2021 teve como base o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, onde os participantes nacionais realizaram as suas intervenções. Os intervenientes de fora do país participaram via streaming, assim como os espectadores que se inscreveram.

A Sessão de Abertura contou com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, além dos anfitriões Fernando Tinta Ferreira, Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, e Pedro Machado, Presidente da Turismo Centro de Portugal.

Fernando Tinta Ferreira destacou, na ocasião, que “ser hospitaleiro está na génese das Caldas da Rainha desde que foi fundado o Hospital Termal”, o mais antigo do mundo. As Caldas são uma “terra de águas e de artes, que tem seguido o seu caminho, tem crescido de forma sustentável, é a sede da Comunidade Intermunicipal do Oeste” e, por isso, “está no centro da mais pitoresca região do país”. Além de oferecer aos visitantes “belezas próprias, como a Lagoa de Óbidos ou o Parque D. Carlos I”, tem uma “atratividade crescente, que antes da pandemia crescia nas dormidas em comparação com os vizinhos”, acrescentou o autarca.

Pedro Machado apresentou os quatro painéis que irão preencher este Fórum “Vê Portugal” e apontou os vários assuntos que vão marcar o dia, como a importância do “mercado interno alargado”, a necessidade de “reconquistar mercados internacionais” nesta fase de recuperação e os fatores decisivos que são a “perceção de segurança por parte dos visitantes” e a “estruturação de novos produtos turísticos”. “Portugal está cá, apto para receber os visitantes, em segurança, 365 dias por ano”, concluiu.

A secretária de Estado Rita Marques pautou a sua intervenção por uma perspetiva de otimismo para com o futuro próximo. “Nos últimos anos, o crescimento da notoriedade da marca Portugal tem crescido”, disse, lembrando que todos os ativos que contribuíram para esse crescimento “não saíram beliscados da pandemia. continuam cá para os visitantes”.

“Estamos a virar a página, depois de dias difíceis. Com a entrada de Portugal na ‘lista verde’ do Reino Unido, estamos em vantagem relativamente a destinos concorrentes”, lembrou.

“O Turismo não necessita de reformas estruturais, precisa sim de um plano específico que permita acelerar o setor. Na semana passada chegou o momento de anunciar o plano” continuou a governante, elencando as principais medidas do plano de reativação do Turismo, nomeadamente “apoiar as empresas”, “instigar confiança aos visitantes”, “assegurar o posicionamento competitivo de Portugal a nível internacional” e “olhar para o futuro.

Lei das Entidades Regionais animou o debate

O primeiro painel do Fórum teve como âmbito a discussão de um tema central deste congresso. Os cinco Presidentes das Entidades Regionais de Turismo – Porto e Norte, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo e Ribatejo e Algarve – juntaram-se para avaliar a Lei 33/2013, que definiu o regime jurídico da organização e funcionamento destas Entidades. A moderação coube a Paulo Baldaia, comentador da SIC Notícias e jornalista.

O debate foi, como se esperava, animado.

João Fernandes, Presidente da ER Turismo do Algarve, começou por lembrar que a Lei 33/2013, quando foi desenhada, tinha um propósito que “não corresponde ao que se passa na realidade”, uma vez que uma “série de constrangimentos”, orçamentais e de tutela, “inviabilizam que a Lei se concretize na sua plenitude”. “Ainda assim”, afirmou, “podemos concluir que este modelo descentralizador produz resultados”.

Vítor Silva, Presidente da ER Turismo do Alentejo e Ribatejo, destacou o facto de que “sempre vivemos entre o poder central, que quer ser tentacular, e o poder regional, que conhece melhor o território”. “Esta tensão sempre existiu e sempre vai existir”, reiterou, lembrando que “o único setor que está verdadeiramente descentralizado é o Turismo, porque foi criado de baixo para cima”. “As regiões de turismo fazem um trabalho extraordinário e conseguem impor as suas necessidades ao poder central”.

Vítor Costa, Presidente da ER Turismo da Região de Lisboa, foi particularmente crítico para com os constrangimentos atuais com que se debatem as entidades regionais, nomeadamente a circunstância de não poderem usar todo o saldo orçamental disponível e as cativações. “Todos nós temos saldo no banco que não podemos utilizar. O aspeto da autonomia financeira tem de ser revisto”, apelou, antes de considerar que “é essencial que continue a haver regionalização no turismo, num país marcado pela sua diversidade”.

Luís Pedro Martins, Presidente da ER Turismo Porto e Norte de Portugal, resumiu a questão: “O problema está identificado. Havendo vontade, não será difícil alterar a Lei ou fazer uma Lei nova, desde que o país entenda que a autonomia ao nível do Turismo deve continuar, como nós entendemos”. “Durante mutos anos, o país era conhecido como destino de sol e praia. Não era possível dar o salto porque não eram apresentados ao mundo outros produtos. As regiões de turismo vieram apresentar uma paleta de outros produtos e trazer ao país novos mercados emissores de turistas”, destacou.

Pedro Machado, Presidente da ER Turismo do Centro de Portugal, frisou, por sua vez, que “o edifício do Turismo está bem construído, mas não está a funcionar devidamente”. “Na sua matriz, as entidades de turismo são o único organismo descentralizado e alcançou resultados. Portugal é a soma das partes. Mas a nossa autonomia de execução está hoje limitada por uma tripla tutela. Hoje, pensar-se num processo de fusão nos organismos do Estado é centralizar, ao invés de descentralizar”, acrescentou.

Pedro Machado foi ainda muito crítico da possibilidade de as competências regionais a nível do turismo passarem para a alçada das CCDR: “As CCDR têm revelado dificuldades em executar os programas. Falta planeamento às CCDR; têm coordenação, mas não têm planeamento. São instituições pesadíssimas, verdadeiros elefantes e, se ainda ficarem com competências no Turismo, tornam-se mastodontes. Isso seria colocar um garrote na atividade turística.

A terminar a sessão, abordou-se o plano de revitalização do Turismo, apresentado na semana passada. As opiniões foram positivas. “É uma bazuca para o Turismo, que vem fazer justiça ao muito que o Turismo fez pelo país”, considerou Pedro Machado, enquanto Vítor Costa alertou que o “desafio será passar este plano de um powerpoint para a realidade”, no que foi corroborado por todos.

Um pouco de Caldas da Rainha

O segundo painel consistiu na apresentação da Estratégia de Promoção Turística e do “Roteiro 360º das Caldas da Rainha.

Hugo Oliveira, vereador do município que acolhe este evento, deu a conhecer a todos os congressistas os principais ativos turísticos do concelho, através de uma visita virtual. A intenção, muito bem conseguida, foi convidar e motivar a uma futura visita às Caldas da Rainha, “ao vivo e a cores”. Seguramente que todos os presentes ficaram com vontade de visitar este território!

Participantes internacionais falaram das novas tendências

O terceiro painel foi o mais internacional. O tema — Tendências na Promoção e Estruturação Turística I Pós-COVID-19 – assim o justificava.

O painel, moderado por Rodrigo Pratas, jornalista da SIC, contou com a participação de Alessandra Priante, Diretora do Departamento Regional para a Europa da OMT – Organização Mundial de Turismo, John T. Bowen, Professor e Autor da Universidade de Houston, Marta Poggi, conferencista e mentora especializada em Tendências, Inovação e Transformação Digital no Turismo e Hotelaria, e António Jorge Costa, Presidente do IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo.

O painel visou debater os desafios colocados à promoção e estruturação turística no atual contexto de pandemia, bem como conhecer as novas tendências do comportamento do consumidor.

Os participantes foram unânimes em considerar que a pandemia veio alterar os hábitos de quem viaja. Alessandra Priante começou por sublinhar que “os desafios são oportunidades” e elencou aqueles que são, de acordo com a OMT, os caminhos a seguir pela atividade turística, com a “inovação” e a “sustentabilidade” à cabeça.

O professor John T. Bowen, por sua vez, apresentou uma nota otimista, tendo como base a realidade a que assiste nos Estados Unidos. “Assim que a situação pandémica estabilizar na Europa, os americanos vão voltar a voar para a Europa”, disse. Com a diferença de que “vão gastar mais e ficar mais tempo, com interesses mais variados”.

No mesmo tom continuou Marta Poggi, para quem “as pessoas continuam a sonhar com viagens, com o dia em que vão colocar o pé na estrada novamente”. Os viajantes, considerou, “procuram hoje novos produtos e novas experiências turísticas, por isso precisamos de novas formas de fazer a promoção dos destinos turísticos”. “A mudança é constante”, disse, apresentando algumas das novas tendências e as estratégias que estão a ser seguidas por outros destinos.

António Jorge Costa, a terminar, descreveu igualmente algumas das estratégias que o IPDT recomenda seguir. Estas passam por conceitos como a valorização do capital humano, a sustentabilidade, a inovação tecnológica, a segurança, a inclusividade e o aumento da procura por destinos de natureza.

A pandemia e a crise nas vendas

O quarto painel juntou os representantes das principais associações nacionais do setor turístico, para debater a “Comercialização e Venda” – mais concretamente os principais obstáculos e ameaças à comercialização e vendas no atual contexto pandémico

Moderado por Ricardo Santos Ferreira, editor do Jornal Económico, o painel foi composto por Pedro Costa Ferreira, Presidente da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Carlos Moura, Vice-Presidente da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, António Marques Vidal, Presidente da APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, Joaquim Robalo Almeida, Secretário-Geral da ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor, e Frederico Costa, Vice-Presidente do Conselho Diretivo da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal.

Frederico Costa manifestou a sua preocupação com os efeitos desta crise que, no seu entender, ainda se vão fazer sentir. “Receio que ainda não tenhamos visto todos os efeitos desta crise na perda de postos de trabalho e no encerramento de empresas. Vemos alguns sinais positivos, como o corredor aberto aos britânicos, a procura dos turistas nacionais e a capacidade instalada, e vamos todos tentar fazer algum dinheiro neste verão, mas recuperação aos níveis de 2019 só em 2024. Se não houver mais apoios às empresas, muita gente ficará pelo caminho”, disse, acrescentando que “sem retoma do turismo não há recuperação da economia”.

Joaquim Robalo concordou com as palavras do colega de painel. “2020 foi um ano dramático como não há memória para o rent a car. Apesar de tudo, conseguimos manter os postos de trabalho, mas as empresas estão em situação muito difícil. É necessária uma recuperação rápida do turismo para sobrevivermos”, sublinhou.

Já António Marques Vidal apontou um problema suplementar: a falta de recursos humanos. “Com a retoma da atividade, há falta de quadros técnicos especializados. Por outro lado, o setor dos eventos está parado e receio que 40% das empresas não vão voltar a abrir”, alertou. Quanto a aspetos positivos, também existem, disse: “O consumidor ficou mais exigente e quer mais qualidade e mais sustentabilidade, estando até disposto a pagar mais”.

Carlos Moura apresentou números e estatísticas que ilustram a preocupação geral dos integrantes deste painel, como a perda de empregos, de dormidas e de hóspedes que se verificou desde o início da pandemia. Além de que, criticou, “Portugal foi dos países que menos apoiaram as empresas. Antes da pandemia já havia empresas que estavam menos bem, agora estão quase todas mal e é preciso tratá-las. Que não se crie a ideia de que se as empresas estão doentes é melhor deixá-las cair”.

Pedro Costa Ferreira apontou alguns sinais encorajadores, dizendo que o setor das agências de viagens “está a conseguir resistir”, e que “só 2 por cento das agências despediu, sinal de que o lay off funcionou”. “Estamos em modo de sobrevivência até à data, mas temo que o pior ainda está para vir: com a retoma vêm os custos acrescidos e a receita não vai acompanhar”, concluiu.

Sinais de preocupação na Sessão de Encerramento

A 7.ª edição do Fórum terminou com a Sessão de Enceramento. Depois de Pedro Machado ter resumido os temas principais do dia e de Fernando Tinta Ferreira agradecer aos presentes, o dia terminou com uma intervenção de Francisco Calheiros.

O Presidente da Confederação do Turismo de Portugal elogiou o facto de este evento ter como essência o turismo interno. “Muitas vezes esquecemo-nos nos da importância do Turismo Interno. Mas quando dizemos que o Reino Unido ou o Brasil são os nossos principais clientes, não é verdade: são os portugueses”, lembrou.

“Com a pandemia, recuámos muitos anos na atividade turística. As empresas aguentaram estoicamente, mas as reservas que tinham guardadas ficaram praticamente esgotadas. Pusemos as esperanças na bazuca europeia, mas no PRR a palavra Turismo aparece apenas cinco vezes, enquanto a expressão administração pública aparece 54 vezes. O plano para o Turismo que o Governo apresentou na semana passada é uma nova esperança, mas estamos ansiosos para o ver posto em prática. Vemos, finalmente, a luz ao fundo do túnel”, concluiu Francisco Calheiros.

 

Reservas de alojamentos turísticos em Portugal disparam 45% numa semana

O levantamento de algumas medidas de confinamento provocadas pela pandemia da Covid-19 e o crescente otimismo em relação ao avançado processo de vacinação, fez com que o número de reservas de alojamentos turísticos, tanto em hotéis como em apartamentos, disparasse 45% na primeira semana de maio face à semana anterior, segundo o relatório publicado pela Avaibook, o software de gestão de reservas do idealista.

Analisando o número de reservas efetuadas entre a semana de 29 de março e 4 de abril e a primeira semana de maio, verificou-se um aumento bastante expressivo na ordem dos 105%. Já na semana entre 26 de abril e 2 de maio, altura em que foi anunciada o fim do estado de emergência no país, o aumento no número de reservas foi de 25% face à semana anterior.

Relativamente aos preços, reservar um alojamento turístico no final de março, custava em média 107 euros por noite. Já na primeira semana de maio, com a crescente subida das reservas, os preços subiram 10,6%, fixando em média por alojamento e noite em 118 euros.

Relativamente ao tipo de reservas, na primeira semana de maio, as férias mais curtas foram agendadas para o mês de junho, enquanto as estadias mais longas foram reservadas para julho e agosto, revelam os dados.  Isto pode significar que os turistas estão a antecipar as suas férias antes que haja um novo confinamento ou novas restrições às viagens pelos municípios. O número de reservas para o próprio mês de maio – cerca 40% do total – também mostra isso mesmo.

Só os meses de verão representam 56,2% de todas as reservas efetuadas no início de maio. Tanto nesta semana, como no total de reservas registadas entre final de março e início de maio, verifica-se que entre outubro e dezembro o número de agendamentos é residual (2,85%), o que mostra que a incerteza do futuro ainda influencia os planos de férias no médio prazo.

Por:Idealista

ABC de Nelas -Resultados do fim de semana 22 e 23 de maio

Aqui deixamos todos os resultados da atividade do ABC de Nelas,

sábado, 22 de maio

FUTSAL INICIADOS

Torneio Complementar (2ª jornada)

ABC de Nelas 00 – 04 Viseu 2001

FUTSAL JUVENIS

Torneio Complementar (2ª jornada)

Atitudes Traquinas 07 – 04 ABC de Nelas

FUTSAL JUNIORES

Torneio Complementar (2ª jornada)

ABC de Nelas 08 – 01 Gigantes de Mangualde

domingo, 23 de maio

 

ANDEBOL INICIADAS

Torneio Regional (2ª jornada)

ABC de Nelas 06 – 15 ACOF

 

FUTSAL INICIADOS

Torneio Nacional Sub-15 (3ª jornada)

ADC Nogueiró Tenões 02 – 02 ABC de Nelas

FUTSAL INFANTIS

Torneio Complementar (1ª jornada)

ABC de Nelas 04 – 02 FCLMG Futsal Clube Lamego

 

FUTSAL INICIADOS

Torneio Nacional Sub-15 (1ª jornada)

ABC de Nelas 04 – 04 ADC Nogueiró Tenões

FUTSAL INICIADOS

Torneio Nacional Sub-15 (4ª jornada)

ADC Nogueiró Tenões 09 – 02 ABC de Nelas