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Saúde

ULS Guarda reforça aposta na investigação científica

A investigação médica tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante no Hospital Sousa Martins, afirmando a ULS da Guarda como uma instituição comprometida com a inovação científica e a melhoria contínua dos cuidados de saúde.
Através da Unidade de Investigação, têm sido desenvolvidos e acompanhados diversos projetos e ensaios clínicos, com impacto direto na qualidade dos serviços prestados e na capacitação dos profissionais. Destacam-se os trabalhos desenvolvidos pelo Serviço de Pneumologia nas áreas da asma, DPOC, bronquiectasias e cancro do pulmão, muitas vezes em estreita colaboração multidisciplinar.
O diretor do Serviço de Pneumologia, Luís Ferreira, sublinha a importância de existirem estruturas dedicadas: “A investigação é fundamental porque tem impacto direto na qualidade dos serviços prestados e na capacitação dos médicos”. Um dos marcos recentes foi a aplicação de um tratamento biológico inovador para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que já demonstrou melhorias significativas na qualidade de vida de um doente da ULS da Guarda, com redução de exacerbações e maior autonomia no tratamento.
“O início deste tratamento biológico vai permitir melhorar a qualidade de vida do doente e reduzir o número de exacerbações. Era um doente que já estava a fazer terapêutica optimizada, com aquilo que existe actualmente no mercado, mas mesmo assim tinha agudizações muito frequentes” como explica o pneumologista, João Parreira.
Esta aposta estratégica na investigação reforça a ligação entre ciência e prática clínica, contribuindo para melhores cuidados de saúde e para o posicionamento da ULS da Guarda a nível nacional e internacional. Investigar é cuidar melhor.

Fonte:ULSG

Artigo de Opinião de Luís Miguel Condeço—-Um resiliente SNS

Os números têm a vantagem de não gritar, limitam-se a mostrar. Mas, quando olhamos com atenção para os dados do último Relatório de Avaliação de Desempenho e Impacto do Sistema de Saúde (RADIS 2025), percebemos que o silêncio estatístico esconde tensões profundas. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a ser um pilar fundamental da nossa democracia social, mas sustenta-se hoje num equilíbrio frágil, muitas vezes à custa dos cidadãos e dos profissionais que nele trabalham.

O relatório confirma algo que muitos portugueses sentem no quotidiano: o SNS resiste. Resiste com níveis de mortalidade evitável inferiores à média europeia, com uma taxa de cirurgia em ambulatório acima dos 85%, com o crescimento da hospitalização domiciliária e com a consolidação do SNS24 como porta de entrada no sistema. Estes dados são relevantes e devem ser reconhecidos. Há competência técnica, há capacidade organizativa e há compromisso profissional, no SNS.

Mas resistir não é o mesmo que garantir justiça. E é precisamente aqui que o RADIS levanta as questões mais incómodas.

Portugal continua a exigir aos cidadãos um esforço financeiro excessivo para cuidar da sua saúde. Cerca de 30% da despesa em saúde é suportada diretamente pelos cidadãos, um valor muito superior ao da maioria dos países europeus. Este dado não é neutro, significa adiamento de consultas, abandono de tratamentos, escolhas difíceis entre saúde e sobrevivência económica. Um sistema verdadeiramente universal não pode depender tão fortemente da carteira de quem adoece.

Talvez por isso, mais de um terço da população recorra hoje a seguros ou subsistemas privados. A chamada “dupla cobertura” cresce não apenas por opção, mas por necessidade. Quando o acesso atempado falha, quem pode pagar acede, quem não pode, espera. O resultado é um SNS formalmente universal, mas socialmente desigual, e essa desigualdade não aparece apenas nos relatórios, sente-se nos corredores, nas listas de espera, nas desistências silenciosas.

O RADIS mostra que temos mais médicos e mais enfermeiros do que há uma década, mas o problema não é a quantidade, é a distribuição. Persistem assimetrias territoriais graves, com regiões sistematicamente subdotadas e outras sobrecarregadas. Para a enfermagem, esta realidade tem consequências claras: menos proximidade, menos continuidade de cuidados, menos tempo para cuidar. Não basta formar profissionais, é preciso criar condições para que cuidem onde são mais necessários.

Um dos capítulos mais reveladores do relatório é o que dá voz aos cidadãos, onde o discurso da “pessoa no centro” revela as suas fragilidades. Muitos utentes sentem dificuldade em “navegar” no sistema, marcar consultas, compreender os seus direitos ou obter apoio quando vivem com doença crónica. A literacia em saúde continua baixa, a comunicação insuficiente e a relação com o sistema, muitas vezes, desgastante. Um SNS tecnicamente robusto, mas relacionalmente frágil, está longe de cumprir a sua missão humanista.

Ainda mais preocupante é o lugar residual que a prevenção ocupa nas prioridades do sistema. Portugal investe pouco em cuidados preventivos e isso reflete-se nos poucos anos de vida saudável após os 65 anos, no aumento das doenças crónicas e mentais e no crescimento de internamentos evitáveis. Continuamos a tratar tarde, a hospitalizar em excesso e a pagar caro, em sofrimento e em despesa, por não prevenir a tempo.

Este “retrato” do SNS, lembra-nos ainda algo fundamental, a saúde não se promove apenas nos hospitais. Salários baixos, desigualdade social, envelhecimento demográfico e precariedade laboral moldam diretamente os indicadores de saúde. Não há SNS que resista sozinho a uma sociedade desigual, sem políticas públicas intersectoriais, a saúde continuará a ser o espelho das nossas falhas coletivas.

Cuidar não é apenas tratar. É prevenir, educar, acompanhar, escutar. É investir nas pessoas antes da doença, e não apenas na doença quando ela se revela. O SNS precisa de mais do que remendos estruturais, precisa de uma visão política que coloque a equidade, a prevenção e a dignidade no centro das decisões.

O último relatório do desempenho e impacto do SNS (RADIS) não descreve um sistema em colapso, mas um sistema cansado. Um sistema que funciona, sim, mas sob pressão constante. Um sistema que apesar de tudo, se vai mantendo resiliente.

Autor

Luís Miguel Condeço

Professor na Escola Superior de Saúde de Viseu

ULS Guarda – Maternidade da Guarda já registou 42 nascimentos

Segundo dados da ULS Guarda, referem: Quando o mês ainda vai a pouco mais de meio, a Maternidade da Guarda já registou 42 nascimentos — um aumento muito significativo face ao mesmo período dos últimos dois anos.

Em 2025, até esta data, tinham sido contabilizados 31 nascimentos, mais quatro do que em 2024, ano em que se registaram 27. Estes números refletem um crescimento sustentado e contínuo, resultado da crescente confiança da população numa equipa jovem, dinâmica e altamente qualificada, apoiada por instalações de excelência.

Essa confiança estende-se a todo o Departamento da Saúde da Criança e da Mulher. No último ano:
O Serviço de Pediatria ultrapassou os 21 mil atendimentos (Consultas Externas e Urgências Pediátricas);
O Serviço de Ginecologia e Obstetrícia registou mais de 9 mil atendimentos.
Números que se preveem em franco crescimento com a entrada em funcionamento das novas instalações, inauguradas no final de novembro, no âmbito do plano estratégico de reabilitação e modernização contínua da ULS da Guarda.

Com esta evolução, reafirmam o  compromisso com uma saúde mais humana, mais eficiente e preparada para o futuro.

Fonte:ULSG

Hospital Sousa Martins recebeu a visita do Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

O Diretor Executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, visitou hoje vários serviços do Hospital Sousa Martins, unidade integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.
No decurso da visita, o Diretor Executivo do SNS teve oportunidade de visitar o Serviço de Urgência, a Pediatria e a Urgência Pediátrica, a Obstetrícia e o Serviço de Medicina, contactando de perto com as equipas e com a realidade assistencial da instituição.
A deslocação teve como principal objetivo conhecer o funcionamento do Hospital Sousa Martins, bem como os principais desafios e constrangimentos enfrentados pelos seus serviços, tendo culminado numa reunião de trabalho com o Conselho de Administração da ULS da Guarda.
Esta visita reforça a proximidade institucional e o diálogo entre a ULS da Guarda e o SNS, considerados fundamentais para a identificação de soluções e para a melhoria contínua da prestação de cuidados de saúde à população.

Fonte:ULSG

Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres comemoraram 77 anos ao serviço da comunidade

As comemorações dos 77 anos dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres tiveram vários momentos, no fim-de-semana de 6 e 7 de dezembro, uma instituição a desenvolver trabalho diariamente ao serviço da comunidade.

 Deste modo, no sábado, ao início da tarde, teve lugar a homenagem aos Diretores e Bombeiros falecidos no Memorial do Bombeiro e já na Igreja da Misericórdia realizou-se a missa de ação de graças e seguida da Bênção de duas novas viaturas (uma de transporte de doentes não urgentes e uma outra para doentes urgentes) que vão ser muito importantes para o socorro das pessoas da comunidade fornense.

Aqui Fernando Rodrigues, presidente da direção dos Bombeiros e Alexandre Lote, presidente da Câmara de Fornos de Algodres dirigiram algumas palavras à comunidade presente, seguida da bênção pelo Padre Eurico, onde foram padrinhos, dois antigos presidentes ainda vivos, José Viegas (não pode estar presente, por motivos de saúde) e David Marques.

As comemorações continuaram na manhã de domingo, no quartel dos Soldados da Paz, com a formatura para o hastear das bandeiras pelos Bombeiros do Quadro de Honra, seguida da receção às diversas entidades, onde se destaca o Presidente da Câmara, Alexandre Lote, autorida

de máxima da Proteção Civil do concelho, António Nunes, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, entre outras entidades presentes.

No interior do Quartel, depois da intervenção do Presidente da Assembleia Geral, Manuel Fonseca, seguiram-se as promoções e condecorações aos soldados da paz.

Ao longo da intervenção do Comandante Armando Costa, foi homenageado o Comandante e formador dos Bombeiros do Sabugal, pelo bom serviço de formação prestado aos bombeiros.

O Bombeiro do Quadro de Honra, José Tracana entregou um livro dos Bombeiros franceses St.Consorce , onde vem mencionados os Bombeiros de Fornos, à Direção e Comando.

Seguiram-se as intervenções de Fernando Rodrigues, presidente dos Bombeiros Fornenses, que salientou o bom trabalho da direção, o grande empenho e apoio do anterior presidente da Câmara, Manuel Fonseca. Enalteceu ainda o trabalho na concretização da candidatura dos dois novos veículos que chegarão futuramente à instituição, realçando o trabalho de Alexandre Lote e Manuel Fonseca, por parte do Município. Ainda aproveitou o momento para solicitar à Camara Municipal, sobre o processo burocrático para o alargamento das instalações, referiu que conta com o seu apoio para tal.

Ainda usaram da palavra, João Rodrigues – 2º Comandante Reg. CIMRBSE e Paulo Amaral – Federação Distrital Bombeiros da Guarda, que fez aqui nesta cerimónia a sua despedida, uma vez que vai haver eleições em breve na Federação, que anteriormente foi homenageado, pela Juvebombeiro Distrital da Guarda, com o coordenador distrital Bruno Coutinho deixar algumas palavras.

Seguiu-se António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses que trouxe palavras de alento e encorajamento a todos estes homens e mulheres que lutam dia a dia pela comunidade. Mostra-se preocupado com a reestruturação do INEM que pode advir um tempo difícil. Agora em tudo os bombeiros devem estar sempre em primeiro lugar.

Ainda o Arquiteto António Saraiva foi alvo de homenageado pelos bons serviços prestados aos bombeiros a nível geral e recebeu uma medalha de louvor.

Por fim, Alexandre Lote, presidente da Câmara de Fornos de Algodres, enalteceu o excelente trabalho feito pela instituição em prol da comunidade. Ainda deixou alguns compromissos de futuro com a instituição: o investimento já realizado em recursos humanos, equipamentos e viaturas e os novos projetos em preparação, desde a instalação de DAE no concelho até à aquisição de um dispositivo de compressões torácicas automáticas e de duas novas viaturas.

Depois, foi servido o almoço convívio, onde as famílias também estiveram presentes, num ambiente natalício, com o momento do partir o bolo alusivo aos 77 anos.

 

Guarda – Inaugurado Departamento da Saúde da Criança e da Mulher (DSCM)

Na manhã desta segunda-feira, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esteve na Guarda e inaugurou  as novas instalações do Departamento da Saúde da Criança e da Mulher (DSCM). Trata-se de uma obra há muito aguardada e que agora se tornou realidade.
Antes da cerimónia, a governante visitou a Urgência Médico-Cirúrgica do HSM, onde teve oportunidade de contactar com

doentes e profissionais de saúde, ouvindo as suas necessidades e preocupações.

Artigo de Luís Miguel Condeço—Não basta falar de Saúde Mental

O último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) regista um crescimento de 8,7 % no número de ocorrências de delinquência juvenil entre jovens dos 12 aos 16 anos, totalizando 1.833 atos em 2023, e com tendência a aumentar.

Em simultâneo, multiplicam-se os discursos públicos e as campanhas sobre saúde mental: escolas que falam de ansiedade, redes sociais que promovem o “bem-estar emocional”, programas institucionais dedicados à literacia em saúde mental. Contudo, quando olhamos para casos extremos de agressões familiares, homicídios cometidos por adolescentes ou episódios de violência entre pares, percebemos que algo falha. É importante que a saúde mental esteja na ordem do dia, mas não basta falar dela, é preciso agir, cedo e de forma integrada.

O caso recente do adolescente que cometeu matricídio chocou a sociedade, alimentando as manchetes e a indignação pública. Tal como a tragédia vivida em Castro Daire, onde adolescentes alegadamente envolvidos num pacto de morte abalaram toda a comunidade escolar, estes acontecimentos são sintomas de uma crise de fundo. As alterações comportamentais extremas já não podem continuar a ser tratadas apenas como “problemas de ordem pública” ou “traumas individuais”. Mais do que compreender o porquê destes gestos, importa questionar o onde estávamos nós, famílias, escolas e sociedade, quando o sofrimento começou a crescer em silêncio, sem voz nem resposta.

A investigação aponta para uma forte relação entre a exposição à violência, seja como vítima, testemunha ou partícipe, e o risco acrescido de desenvolver perturbações psiquiátricas como a ansiedade, a depressão ou o stress pós-traumático. Em Portugal, o relatório Saúde Mental dos Jovens identifica igualmente fatores como o bullying, o cyberbullying, a violência no namoro, a solidão e as relações familiares conflituosas como determinantes da vulnerabilidade psicológica. O aumento da delinquência juvenil, registado pelo RASI, obriga-nos a refletir sobre os nexos entre saúde mental, vigilância precoce e contextos de adversidade.

A contradição é evidente, fala-se muito sobre saúde mental, mas raramente esse discurso se traduz em redes de cuidado capazes de intercetar os percursos de risco dos nossos jovens. Fala-se em acolhimento psicológico nas escolas, mas quantos programas sistemáticos existem que articulem escola, família, serviços de saúde e comunidade? Fala-se em literacia emocional, mas quantos pais são realmente formados para exercer o seu papel de vínculo protetor? Fala-se em “prevenção” de forma abstrata, mas quantos profissionais detetam, a tempo, os sinais de isolamento, agressividade ou vulnerabilidade emocional antes de se converterem em violência?

No cerne do problema está o negligenciado valor da relação, da presença e do vínculo. Em contextos escolares, comunitários ou familiares, o contacto humano e o acompanhamento próximo (pais, professores, membros da comunidade escolar) constitui fator protetor. Pelo contrário, laços frágeis ou inexistentes aumentam exponencialmente o risco de sofrimento psicológico e de comportamentos violentos.

Impõe-se, por isso, uma política pública que se mobilize de forma real e coordenada:

  • para uma intervenção precoce e integrada, capaz de detetar sinais de sofrimento emocional e comportamentos desviantes nas escolas e famílias, articulando serviços de saúde mental, assistência social e comunidade local;
  • para o fortalecimento das redes de cuidado, onde pais, professores, associações e instituições de saúde se assumam como âncoras de suporte efetivo, dotando o espaço escolar de mais equipas de psicologia;
  • e para a transformação do discurso em prática, através da formação parental, da capacitação docente e da construção de comunidades mais atentas e solidárias.

Falar sensibiliza e desperta consciências, mas por si só, não impede que o sofrimento visível ou oculto se transforme em tragédia. A verdadeira mudança exige que passemos da palavra à ação, da escola à família, da comunidade ao serviço de saúde, do discurso ao cuidado.

Autor

Luís Miguel Condeço

Professor na Escola Superior de Saúde de Viseu

Trancoso – Ação de sensibilização dedicada ao Acidente Vascular Cerebral (AVC)

No âmbito do Eixo 4 – Atividade 1 do Plano de Ação do CLDS, realizou-se  no Auditório do Pavilhão Multiusos, uma ação de sensibilização dedicada ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), com o objetivo de informar a comunidade sobre a importância da prevenção, da adoção de estilos de vida saudáveis e da atuação correta em caso de emergência.

A iniciativa contou com a colaboração da Unidade de Saúde Local (ULS), representada pelas enfermeiras Sofia e Claudina e pela estagiária na área da nutrição Rafaela, que abordaram temas como os sinais de alerta do AVC, a importância de uma alimentação equilibrada e os principais fatores de risco associados à doença.

Os Bombeiros Voluntários de Trancoso também marcaram presença, com a participação do bombeiro, Luís Fonseca, que abordou uma perspetiva prática dos meios de socorro disponíveis e os procedimentos a adotar perante uma situação de suspeita de AVC, reforçando a necessidade de acionar rapidamente os serviços de emergência.

𝗘𝘀𝘁𝗲 𝗣𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 é 𝗮𝗽𝗼𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗙𝗦𝗘+, 𝗣𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝟮𝟬𝟯𝟬, 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝟮𝟬𝟯𝟬 𝗲 𝗣𝗲𝗹𝗮 𝗨𝗻𝗶ã𝗼 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗲𝗶𝗮 “𝗢𝘀 𝗙𝘂𝗻𝗱𝗼𝘀 𝗘𝘂𝗿𝗼𝗽𝗲𝘂𝘀 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗣𝗿ó𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗶”.

Por:MT

Artigo de Sara Morais—ANSIEDADE EXISTENCIAL E A HIPNOTERAPIA

A natureza é caracterizada pela sua ciclicidade, lançamos uma semente na terra, esperamos que esta ganhe raízes para que possa germinar, crescer, florescer e morrer. Assim como as fases da lua, como o dia e a noite, como as marés…Há um ritmo inerente a tudo!  O Ser Humano como elemento natural faz parte,também, de um ciclo: nascer, viver e morrer. Durante este “viver”, o leitor cumpre a sua experiência através de uma ciclicidade de eventos como as guerras, pandemias, perdas de referências, crises económicas, afetos e desafetos, grandes e rápidas transformações sociais, doenças, mudanças de valores e comportamentos. Esta roda viva que é a vida favorece aquilo que se designa por ansiedade existencial.

A ansiedade existencial é caracterizada por uma angústia profunda alimentada pelas perguntas centrais da existência: “Quem sou eu?”, “Qual é o sentido da minha vida?”, “Como lidar com a morte e a finitude?”. Embora estas interrogações façam, naturalmente, parte da condição humana e possam impulsionar crescimento pessoal, também, quando persistem de modo recorrente ou intenso, compromete a saúde mental, pois pode criar sofrimento e favorecer o isolamento, assim como afetar o bem-estar, o sono, a motivação, relações inter e intra-pessoais, desencadear depressão ou bloqueios existenciais.

A hipnoterapia surge como uma ferramenta terapêutica que pode oferecer caminhos complementares para aliviar essa ansiedade existencial. Ao induzir um estado de relaxamento e de consciência, existe uma maior atenção e concentração e uma menor funcionalidade crística consciente o que permite a permeabilidade da mente. Neste seguimento, ao intervir na ansiedade existencial é possível trabalhar os valores pessoais, o sentido de vida, permite ao leitor entrar em contacto com o que verdadeiramente lhe é importante, assim como o que pode estar escondido ou esquecido. Esta primeira abordagem poderá aliviar o sentimento de vazio ou de desorientação existencial. Uma outra abordagem é o trabalho sobre a redução de medos profundos, como por exemplo: o medo da morte ou de morrer, medo do sofrimento ou isolamento. Neste âmbito, as técnicas utilizadas ajudam a enfrentar e as reprocessar esses medos. Ainda no modelo interventivo existem as imagens terapêuticas e metáforas que ajudam a trabalhar o sentimento de segurança e a reconciliação com o “eu”. Existe, também, práticas de auto-hipnose e auto cuidado que podem ser trabalhadas para que o leitor reúna as ferramentas necessárias para a auto regulação emocional.

Em conclusão, a hipnose não é uma “cura milagrosa”, não resolve todos os conflitos existenciais sobretudo se houver condições psiquiátricas graves associadas, ou se for utilizada sem acompanhamento. No entanto, aparece como uma intervenção promissora para aliviar a ansiedade existencial, através da facilitação de significado, redução do medo ou sofrimento, do uso de metáforas simbólicas e da criação de práticas de auto-hipnose, pode ajudar o leitor a encontrar maior sentido de vida, mais aceitação e menos angústia.

 

Sara Morais – Hipnoterapeuta

 

 

ANEM – Med on Tour em Fornos de Algodres

Vai ter início nesta quinta-feira, dia 23 e prolonga-se até domingo, dia 26, uma ação denominada ANEM – MED ON TOUR, por um grupo de estudantes de Medicina desenvolverão várias iniciativas junto da população do Concelho de Fornos de Algodres, nomeadamente:
– Rastreios Cardiovasculares, em locais públicos, e porta-a-porta;
– Sessões em Lares/Centros de Dia;
– Ações de formação em escolas;
– Ações com crianças;
– Ação de sensibilização para a problemática das infeções sexualmente transmissíveis.

De salientar que , o rastreio em local público será, no sábado, dia 25 de outubro, pelas 14h30, no Largo da Misericórdia  (em caso de condições climatéricas adversas será na Residência de Estudantes).

O Med on Tour é um programa da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) e define-se como uma atividade de promoção da saúde e prevenção da doença, através do desenvolvimento de iniciativas cujo objetivo primordial é o aumento da literacia em saúde da população portuguesa.
Através das iniciativas propostas a ANEM pretende aproximar a saúde das populações com mais carência de cuidados e contribuir para a formação de melhores médicos.